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sábado, 23 de março de 2013

Antigos trabalhadores da Rohde baixam preço de venda da fábrica


As antigas instalações da multinacional alemã de calçado Rohde, em Santa Maria da Feira, continuarão à venda mas por um preço inferior, ou seja, por 5,3 milhões de euros.
Cerca de 600 ex-trabalhadores, do total de 948 operários que ficaram sem emprego quando a fábrica fechou, em Maio de 2010, reuniram-se hoje, no cineteatro da Feira, e decidiram baixar o preço inicial pedido pelo complexo industrial de 6,9 para 5,3 milhões de euros. A administradora da insolvência vai agora proceder aos devidos anúncios de venda.
A coordenadora do Sindicato do Calçado dos Distritos de Aveiro e Coimbra, Fernanda Moreira, refere ao PÚBLICO que qualquer proposta que seja apresentada por um valor inferior será devidamente analisada pelos ex-trabalhadores, os principais credores da fábrica que chegou a ser a maior empregadora do sector do calçado do país. A responsável acrescenta que a Segurança Social já adiantou um total de oito milhões de euros através do fundo de garantia salarial, atribuindo, em média, cerca de oito mil euros a cada trabalhador.
O complexo industrial da Rohde é constituído por 10 pavilhões, alpendre, edifício com cave e rés-do-chão para dormitório e logradouro, num total de 19.738 metros quadrados de área coberta. Em Dezembro de 2011, as instalações da fábrica foram colocadas à venda, mas até ao momento não foi apresentada qualquer proposta formal de compra. Nessa altura, os interessados podiam apresentar propostas com um valor mínimo de 70 por cento da quantia estipulada.

@ Público

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

BE: Despedimentos na SOSAC

A administração da empresa SOSAC - SACOS E SAQUETAS, LDA, situada na freguesia de S. Paio de Oleiros, Concelho de Santa Maria da Feira, informou os trabalhadores que não lhe pagará o salario no fim deste mês (setembro), afirmando que não têm dinheiro. Inclusive os administradores dizem aos trabalhadores para tentarem arrumar um novo emprego, já que a empresa não é viável. 

Quando questionados pelos trabalhadores do porquê desta súbita alteração, afirmam que a empresa não tem dinheiro. Esta afirmação aparece desfasada da realidade, dado que esta empresa teve sempre encomendas e nunca foi visível aos trabalhadores qualquer problema de ordem económica. Aliás, durante os últimos meses, os trabalhadores foram pressionados para cumprir ritmos de trabalho acima do normal, bem como para a realização de trabalho extraordinário. Assim, é necessário averiguar o que realmente está em causa e as verdadeiras motivações para colocar os vinte e cinco postos de trabalho existentes em risco. 

O BE relembra que no passado mês testa empresa recorreu a trabalhadores externos, para conseguir cumprir os prazos de entrega aos seus clientes, quando agora, um mês depois, a administração afirma que a empresa não tem viabilidade. 

Para o BE, a empresa estará a ser descapitalizada, nomeadamente através da transferência de maquinaria para Marrocos. De acordo com algumas testemunhas, esta situação ocorreu ainda no passado mês de Agosto. 

Os trabalhadores, depois de confrontados com as ameaças verbais por parte dos administradores e face ao encerramento da produção, decidiram ocupar as instalações da empresa, exigindo que fossem cumpridos os preceitos legais. 

Para além da ameaça que paira sobre os postos de trabalho, existe também desumanidade de uma administração que impede os trabalhadores de recorrerem ao subsídio de desemprego. Assim, ficam os trabalhadores sem o seu salário e sem qualquer rendimento substitutivo, atirados para uma situação económica aflitiva. 

Este tipo de prática está claramente alicerçada nas políticas trucidarias, implantadas pelos partidos que têm governado Portugal, que quando assentam arrais nos cadeirões do poder, criam legislação que permite dar cobertura a todo o tipo de “golpadas”, que estão a levar os trabalhadores à miserai total e o país ao completo abismo. 

O BE está solidário com estes trabalhadores, que são mais umas vítimas de um modelo de desenvolvimento assente no esclavagismo vil, que tem a cobertura dos capatazes nacionais, que são meros serviçais dos algozes transnacionais que detêm o poder, fora do quadro democrático. 

Pela Comissão Coordenadora Distrital do Bloco de Esquerda de Aveiro

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Sonae inicia recrutamento na Feira

A Sonae deu início ao recrutamento de colaboradores para o seu novo espaço comercial na cidade de Santa Maria da Feira. Estão, para já, disponíveis vagas para Operador de Loja Continente Modelo e Vendedores para o espaço Wells. As candidaturas poderão ser submetidas através da plataforma online da empresa. O espaço comercial, situado na Rua Comendador Sá Couto, tem abertura prevista para as últimas semanas deste ano.

quinta-feira, 1 de março de 2012

AKI inicia recrutamento para a nova loja em Santa Maria da Feira

A insígnia francesa de bricolage AKI chegará a Santa Maria da Feira (exterior da Galeria Comercial Pingo Doce de Vila Boa) muito brevemente. Ainda antes da obra estar no terreno, é já possível efectuar a candidatura a um dos novos postos de trabalho.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Mais 68 trabalhadores do sector do calçado para o desemprego

A empresa de calçado Landina indústria de calçado, lda, situada na Freguesia de Arrifana, Concelho de Santa Maria da Feira, tem em atraso os salários de Janeiro, Dezembro e cerca de 50% de Novembro para além da totalidade do subsídio de natal. 

Esta empresa terá solicitado a insolvência, tendo sido nomeado um gestor judicial no passado dia 24 de Janeiro. Sabemos que, entretanto, apenas hoje compareceu na empresa. 
Actualmente trabalham nesta empresa cerca de 68 trabalhadores, alguns com mais de 20 anos de trabalho nesta empresa. 
Devido aos salários em atraso existem casos graves de carências alimentares e financeiras. Existem trabalhadores que já não têm dinheiro para comprar alimentos ou para alimentar os filhos. Estamos perante uma tragédia social grave. 

O BE considera inaceitável que a Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, não tenha prestado qualquer apoio a estes trabalhadores. Para propaganda da treta a autarquia tem dinheiro e é rápida a agir. Quando é para ajudar quem verdadeiramente precisa, o executivo laranja nem dos gabinetes saí! 
Esta situação em que se encontra esta empresa é no entanto estranha, já que tem encomendas e sempre vendeu o calçado produzido. 
O BE considera que os culpados desta situação são os partidos que estiveram no poder desde 1976, que criam as condições para que a exploração ao ser humano se realize por algumas entidades patronais sem princípios e de forma vergonhosa. 

O Bloco de Esquerda está solidário com os trabalhadores que se vêem agora confrontados com salários em atraso e o desemprego. 

Bloco de Esquerda Distrital de Aveiro

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Mais trabalhadores à beira do abismo social

A empresa de calçado Carpex - Comercial Calçado, Unipessoal, Lda., têm vários salários em atraso. Esta empresa está sediada na Rua Godinha, em Escapães, concelho de Santa Maria da Feira. 

Os trabalhadores desta empresa ainda não receberam a totalidade do subsídio de férias do ano passado e o subsídio de natal ainda não foi pago pela empresa. Para além destes atrasos, a empresa ainda não pagou aos trabalhadores a totalidade do mês de Novembro e falta o pagamento da integral do salário do mês de Dezembro. Tudo indica que os atrasos se irão alastrar ao pagamento do salário do mês de Janeiro. 
O Bloco de Esquerda tomou conhecimento de diversas queixas por parte dos trabalhadores da empresa, particularmente no que aponta a alguns incumprimentos no respeito pelos direitos dos trabalhadores. Apesar desta empresa ter mudado recentemente de nome, a sua existência tem quase 50 anos, sendo estas críticas já antigas. 
O BE relembra que esta empresa se chamava JHOL (J. Henriques Oliveira). Pertencente a um conhecido empresário do Concelho. Que já foi noticia com bastante estrondo na imprensa nacional, não pelos melhores motivos. 
Por outro lado, os baixos salários praticados por esta empresa coloca os seus trabalhadores numa situação económica frágil, que se torna incapaz de fazer frente aos atrasos nos pagamentos referidos. Por isso mesmo, vários trabalhadores estão sem conseguir fazer face aos seus compromissos, estando alguns e suas famílias a passar necessidades extremas. É, por isso mesmo, necessário que esta situação seja acompanhada pelos organismos públicos, com o objetivo de garantir apoio aos trabalhadores e famílias que assim o necessitem. 
O deputado do BE Pedro Filipe Soares, já questionou Ministério da Economia e do Emprego. 
Face à gravidade da situação o BE irá questionar a câmara municipal de Santa Maria da Feira sobre mais esta situação de grave perturbação social. 
O BE espera celeridade por parte do Sr. Presidente da Câmara, já que este tem canais privilegiados de comunicação com esta empresa.

Bloco de Esquerda Distrital de Aveiro

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Sonae inicia recrutamento na Feira

Numa altura de crise e na sombra do desemprego a Sonae iniciou o processo de recrutamento de vendedores para as novas lojas Worten e SportZone de Santa Maria da Feira. Todas as informações disponíveis no portal de recrutamento da Sonae (AQUI).

Os novos espaços deverão abrir ao público dentro de aproximadamente dois meses, na Galeria Comercial do Pingo Doce de Vila Boa.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

BE: Empresa em lay-off por alegada falta de encomendas, mas depois solicita horas extraordinárias para executar as encomendas…

Em Setembro o Bloco de Esquerda questionou pela primeira vez o Ministério da Economia sobre o que parecia ser um uso abusivo e incorreto do mecanismo de lay-off na empresa Recor S.A., localizada em Arrifana, concelho de Santa Maria da Feira.

Ao que o Bloco apurou na altura, esta metalúrgica, estava a enviar trabalhadores para lay-off, no entanto, muitos deles não frequentavam as acções de formação devidas. Segundo ordens da empresa, apenas assinavam a folha de presença e depois voltavam para a produção, apesar de, supostamente, a empresa não ter encomendas.

Em resposta ao Bloco, o Ministério confirmou o lay-off e a redução de 5 dias de trabalho por mês.. O lay-off vigoraria de Agosto de 2011 a Janeiro de 2012, por alegada falta de encomendas. O mesmo Ministério garantiu que a empresa seria acompanhada pelos serviços competentes, mas há dúvidas que esse acompanhamento esteja a ser feita e há novamente dúvidas sobre a verdade dos argumentos por parte da empresa.

Pelas informações que chegaram ao Bloco de Esquerda, apesar de a empresa ainda estar a recorrer ao lay-off, está ao mesmo tempo a solicitar horas extraordinárias aos seus trabalhadores. Ora, sendo assim, a bota não bate com a perdigota. Não pode alegar falta de encomendas para empregar a lay-off e ao mesmo tempo alegar muito trabalho para levar os trabalhadores a fazer horas extraordinárias.

Há algo nesta história que merece ser cabalmente esclarecido, pois se esta situação se confirma está em curso, ao mesmo tempo, uma forma de exploração sobre os trabalhadores e uma forma de apropriação ilegítima de dinheiro público por parte da empresa.

Assim, o Bloco de Esquerda, através do deputado Pedro Filipe Soares, fez chegar um novo documento ao Ministério da Economia em que questiona se o Ministério está, efectivamente, a acompanhar a situação desta empresa, se tem conhecimento de horas extraordinárias praticadas na Recor S.A. e que acções levará a cabo para averiguar a situação e a responsabilidade da administração da empresa nesta situação.

Pela Comissão Coordenadora Distrital de Aveiro do Bloco de Esquerda

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Finibanco: transferência para Lisboa gera protesto

Várias dezenas de antigos trabalhadores do Finibanco, agora no Montepio Geral, manifestaram-se esta segunda-feira diante dos serviços da caixa económica no Porto contra a transferência para Lisboa, dando início a uma greve sem fim previsto.

Segundo o presidente do Sindicato dos Bancários do Norte (SBN), Mário Mourão, estão a ser preparadas ações judiciais contra a transferência dos antigos funcionários do Finibanco, que foi adquirido em Julho de 2010 pelo Montepio Geral, tendo decidido mudar para Lisboa os mais de 200 trabalhadores pertencentes aos serviços centrais do Finibanco, no Porto e em Rio Meão.

O processo tem vindo a ser efectuado de forma faseada, apesar dos protestos dos sindicatos, sendo que hoje, segundo Mário Mourão, 15 trabalhadores tinham que se ter apresentado em Lisboa, enquanto mais de 20 têm como data para se mostrarem ao serviço o próximo dia 12 de Dezembro.

«Recebi uma carta para me apresentar hoje em Lisboa, uma vez que o serviço que estava a desempenhar em Rio Meão foi deslocado para Lisboa e, portanto, era essa a alternativa que eu tinha. Ou essa ou a rescisão», disse aos jornalistas Jorge Macedo, há mais de 39 anos na banca e residente no Porto há cerca de 50.

Dos 15 trabalhadores que hoje tinham que se apresentar em Lisboa, segundo Mário Mourão, só dois ou três é que compareceram no seu novo local de trabalho, que coincidiu com o começo de uma greve que vai decorrer «até que o Montepio se sente à mesa para negociar este processo», havendo também a possibilidade de uma providência cautelar.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

BE: Despedimento de trabalhadores da CorksRibas considerado ilegal pelo tribunal‏

O Tribunal de Santa Maria da Feira dá razão a dois dos quatro trabalhadores despedidos ilegalmente em setembro de 2009 pela empresa de cortiça CorksRibas (situada em S. Paio de Oleiros, Concelho de Santa Maria da Feira). Incompreensível e lamentavelmente apenas dois dos quatro processos foram julgados. A justiça é muito lenta mas desta vez funcionou, ainda que apenas para dois dos quatro. Fez-se justiça, ainda que parcial. 

Esta empresa despediu estes trabalhadores claramente por razões políticas/sindicais. 

As sentenças dos dois processos julgados até agora, foram bem claras, a empresa não tinha qualquer razão para ter realizado o despedimento destes trabalhadores. O tribunal decidiu como era mais que obvio dar razão aos trabalhadores. 

Pelos dados que chegaram ao conhecimento do BE e que na devida altura denunciamos, esta empresa pertence a Américo Amorim. 

Existem trabalhadores da CorksRibas que, ao longo da sua vida profissional nas instalações da empresa CorksRibas, foram alternando o seu vínculo contratual entre a empresa CorksRibas e o Grupo Amorim. Realça-se que a mudança do vínculo contratual nunca teve qualquer impacto ao nível das funções que os trabalhadores realizavam, nem a qualquer mudança do local de trabalho. A água e luz utilizada pela Corksribas eram provenientes da empresa Amorim Revestimentos, pertencente ao Grupo Amorim. Até a segurança noturna das instalações de ambas as empresas era assegurada pela mesma pessoa. 

Esta empresa apenas e só realizou este despedimento, porque sabe que a justiça é lenta e que deixa os trabalhadores desprotegidos. 

Lamentavelmente os sucessivos governos (PSD/CDS e PS) ao longo dos anos têm aniquilado o funcionamento da justiça, facilitando a vida a quem quer transformar em escravos quem trabalha verdadeiramente neste País, que são os trabalhadores. 

O Bloco de Esquerda saúda a resistência heroica destes trabalhadores, que para além de terem de se confrontar com a injustiça de terem sido despedidos por razões políticas/sindicais, ainda tiveram que enfrentar uma justiça que para quem trabalha funciona devagar, devagarinho e quase parada. 

Pela Distrital do Bloco de Esquerda de Aveiro.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Rohde: aprovado fundo de apoio aos trabalhadores despedidos

Miguel Portas propôs maior celeridade no apoio aos trabalhadores europeus. 

O Parlamento Europeu aprovou hoje em plenário a mobilização de 1,4 milhões de euros do Fundo Europeu de ajustamento à Globalização (FEG) para apoiar os trabalhadores alvo de despedimento colectivo na empresa de calçado Rohde em Santa Maria da Feira. Dos 974 trabalhadores despedidos (87% dos quais mulheres), 680 são potenciais beneficiários deste apoio. Miguel Portas, autor de um relatório para a reforma do FEG, saúda a decisão. 

"Este é um apoio essencial para os europeus que mais precisam. É nesta Europa de solidariedade em que acreditamos", defendeu. O eurodeputado nota ainda que esta aprovação não evita despedimentos nem falências mas permite apoios reforçados a vítimas de despedimentos colectivos. "Num momento em que o governo português está a eliminar direitos sociais e a facilitar os despedimentos, hoje esta decisão do Parlamento Europeu dá um claro sinal que as vítimas de despedimentos colectivos devem ser apoiadas". 
O deputado do Bloco de Esquerda lamenta contudo a lentidão do processo. Os primeiros destes despedimentos ocorreram a 19 de Maio e a 26 de Novembro de 2010 foi apresentada a candidatura ao FEG pelo Estado Português. Após a aprovação de hoje pelo Parlamento Europeu, a mobilização do apoio pode ainda demorar mais dois a três meses. A redução da morosidade de todo o processo foi precisamente uma das principais propostas que o deputado incluiu no seu relatório para a reforma do FEG, encurtando para metade o espaço de tempo entre o despedimento colectivo e a mobilização do apoio. 
Miguel Portas lamenta contudo que a candidatura portuguesa não tenha contemplado mais medidas de educação e formação, uma vez que 78,5% são trabalhadores pouco qualificados (não completaram a escolaridade obrigatória). Contudo, lembra que infelizmente a curta duração destes programas de apoio não facilita soluções mais duradouras e portanto mais eficazes na criação de novos postos de trabalho. 
Esta mobilização do FEG foi hoje aprovada em Estrasburgo com 555 votos a favor, 64 contra e 25 abstenções. 

Pela Comissão Coordenadora Distrital do Bloco de Esquerda de Aveiro

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Irregularidades na empresa Metalúrgica Recor, S. A., em Santa Maria da Feira

A empresa Metalúrgica Recor, S. A., de Arrifana, Santa Maria da Feira, recorreu recentemente ao mecanismo de lay-off com o pretexto de falta de encomendas. Esta situação afectou vários dos sectores de produção da empresa. Assim, os trabalhadores foram sendo enviados para a formação, mediante a lay-off ia sendo aplicada ao seu sector.
Contudo, segundo informações que o Bloco de Esquerda conseguiu apurar, vários trabalhadores, apesar de estarem indicados para participarem na formação, apenas assinavam a lista de presenças, voltando ao seu posto de trabalho para produzirem normalmente. A ser verdade esta informação, é uma violação clara do princípio do lay-off.
Por outro lado, a constituição da Comissão de Trabalhadores parece não ter seguido o processo legal, tendo sido determinada pela administração, em lugar de um processo democrático de eleição pelos trabalhadores. Como é conhecido, a importância da Comissão de Trabalhadores numa empresa é enorme, sendo ouvida, por exemplo, na elaboração do Regulamento Interno da empresa, na alteração dos horários de trabalho, na elaboração do mapa de férias, etc.. Assim, é indispensável que o processo da sua constituição seja transparente e democrático, levado a cabo pelos trabalhadores e não pela administração da empresa.
Por último, existirá um clima de pressão sobre os trabalhadores no sentido de evitar a sua sindicalização. O Bloco de Esquerda lembra que o Código de Trabalho prevê o direito do trabalhador a ser sindicalizado, não podendo ser prejudicado ou privado de qualquer direito por essa opção.
Estas questões, possivelmente atentatórias do direito dos trabalhadores e da legalidade, devem ser investigadas pelas entidades públicas competentes na matéria. Desta forma, apurar-se-á a verdade sobre estes acontecimentos.
Face às graves irregularidades existentes o deputado do BE Pedro Filipe Soares questionou o Ministério da Economia e do Trabalho.

Pela Comissão Coordenadora Distrital do Bloco de Esquerda de Aveiro

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Suberus: Três meses sem salários

Sem salário há mais de três meses, duas dezenas de trabalhadores da corticeira do grupo Suberus, em Mozelos, Santa Maria da Feira, manifestaram-se ontem em frente às instalações. Os operários não têm produtos para trabalhar, não há materiais para vender e os salários em atraso estão a acumular-se.

"Tudo tem vindo a piorar desde Fevereiro de 2009, quando duas fábricas do grupo, a Vinacor e a Subercor entraram em insolvência", disse Alírio Martins, presidente do Sindicato de Operários Corticeiros do Norte. "Há cerca de duas semanas foi carregado um camião para a China e disseram que com esse dinheiro iam pagar aos funcionários, mas foi tudo mentira. Desde esse dia a matéria-prima acabou. Estamos fartos de ser enganados", referiu.

@ Correio da Manhã

quarta-feira, 30 de março de 2011

PCP pede atenção para a ACT e a abertura urgente do Centro de Emprego em Santa Maria da Feira

O PCP defende em comunicado que seja dada prioridade ao distrito de Aveiro, nomeadamente à delegação da Autoridade para as Condições do Trabalho de S. João da Madeira - Centro Local entre o Douro, com o reforço de inspectores e a abertura do centro de emprego em Santa Maria da Feira.

A delegação de S. João da Madeira abrange os concelhos de Arouca; Castelo de Paiva; Feira; Oliveira de Azeméis; São João da Madeira e Vale de Cambra, mas «apenas funciona com 2 inspectores, aberto para atendimento presencial dos trabalhadores somente 3 dias por semana, 2ª, 4ª e 6ª das 9h30 às 12h00 e das 14h00 às 16h30, por ordem de chegada, 15 atendimentos de manhã e 15 à tarde».

Segundo o mesmo comunicado, «55% dos desempregados são oriundos de Santa Maria da Feira, os problemas laborais não param de crescer, os despedimentos e falências fraudulentas não param de aumentar»

Os trabalhadores deslocam-se a este centro e «ali permanecem desde as 6 e 7 da manhã, sendo que o Sr. Inspector reconheceu que tal situação é inadmissível mesmo para os próprios trabalhadores da ACT mas que nada há a fazer?».

@ OLN

Dado que há vários meses que venho escrevendo sobre o assunto, apenas volto a deixar questões:
Como é possível que 55% dos desempregados de um global de 6 concelhos sejam feirenses, os serviços não sejam capazes de responder, e mesmo assim estas pessoas sejam obrigadas a percorrer uma distância, cujos custos saem do bolso de todos nós, para um atendimento burocrátrico e pouco permissivo num Centro de Emprego a rebentar pelas costuras?
A solução está encontrada há anos! Mas porque não sai do papel o Centro de Emprego de Santa Maria da Feira?
Será por desinteresse político a nível central? Será por inoperância dos responsáveis do IEFP? Será por falta de empenho do poder local? A mim parece-me que se mostra uma perfeita convergência dos três.

domingo, 27 de março de 2011

Centro de Emprego em Abril?


Aproveito esta tarde de Domingo para questionar...
Estamos no final de Março... a poucos dias da entrada em Abril. E o que tem Abril de "especial"? Sim, Abril de 2011 será a data anunciada (depois de milhentas outras) para a abertura do Centro de Emprego em Santa Maria da Feira.
Mas... diz que a obra ainda nem começou. Diz que ninguém da autarquia tem vindo a público dar novidades. Afinal de contas, em que pé estamos? Haverá ou não Centro de Emprego em Abril?
Por quanto tempo terão milhares de pessoas continuar a deslocar-se para S. João da Madeira, com todos os constrangimentos financeiros e logísticos que a operação acarreta. Até porque, os serviços há muito que deixaram de dar resposta e as deslocações são pagas por todos nós.

Há respostas?

domingo, 20 de março de 2011

Ainda a ROHDE... e as particularidades do "Fundo"

Os ex-colaboradores da ROHDE têm finalmente acesso ao Fundo Europeu de apoio, que lhes proporcionará a criação do próprio emprego, a criação de condições mais favoráveis ao acesso a um novo trabalho e a frequência de acções de formação. A notícia que há algumas semanas surgiu seria apenas isto… e pelo que me chegou aos ouvidos, tudo estará a avançar, mas com um pequeno problema.

Acontece que o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) decidiu concentrar todas as actividades formativas deste processo em S. João da Madeira. Dado que por lá se encontra a sede, de uma forma muito superficial até se poderia compreender. Mas neste caso específico, em que falamos de CENTENAS de deslocações diárias, porque motivo estaremos TODOS NÓS a pagar os transportes destas pessoas até ao local escolhido, quando falamos de grupos de formação específicos para esta situação? Porque não se realizam os cursos nas antigas instalações da empresa ou nas imediações? Alternativas não faltam, espaço também não, mas o IEFP optou pela solução mais fácil, utilizar os espaços a que sempre recorreu, na mesma perspectiva despesista… enquanto durarem as verbas do Fundo ou os impostos chegarem, vamos continuar a pagar despesas de transporte completamente desnecessárias, ao mesmo tempo que se somam transtornos a estes feirenses (e não só) vítimas do desemprego.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Centro de Emprego em Abril!?

Segundo avança o Correio da Feira de hoje, à margem da cerimónia de inauguração das renovadas instalações da Escola Secundária de Santa Maria da Feira, o Secretário de Estado Valter Lemos terá garantido maior celeridade no processo de instalação dos serviços do Instituto de Emprego e Formação Profissional na cidade. O mês de Abril é agora a data apontada para a abertura do denominado "Balcão do Emprego". A ver vamos se a nova data é para cumprir... e afinal de contas o que estará por detrás desta nova designação.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Centro de Emprego na Feira ainda este ano

O novo balcão ficará instalado na antiga loja da fábrica de calçado Rohde, propriedade da Segurança Social, e poderá entrar em funcionamento ainda antes do final deste ano, depois de pequenas obras de adaptação no espaço, informa a câmara municipal de Santa Maria da Feira, em comunicado.
O secretário de Estado do Emprego e da Formação Profissional, Valter Lemos, deslocou-se a este concelho a 29 de julho, para analisar, juntamente com o presidente da autarquia feirense, Alfredo Henriques, possíveis localizações para a instalação de serviços do Instituto de Emprego e Formação Profissional na sede do concelho.
Depois de uma visita aos espaços propostos pela autarquia, Valter Lemos revelou que “será possível, nos próximos meses, ter a funcionar um balcão de atendimento na área do emprego em Santa Maria da Feira”.
O secretário de Estado considera que a antiga loja da fábrica de calçado Rohde “está em boas condições”, carecendo apenas de “pequenas adaptações”. “Estou convencido de que será possível começar a funcionar ainda antes do final deste ano”, referiu o membro do Governo.

@ Labor

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Centro de Emprego na Feira regressa à ordem do dia

O secretário de Estado do Emprego e da Formação Profissional, Valter Lemos, e o presidente do Instituto do Emprego e Formação Profissional, Francisco Madelino, deslocam-se a Santa Maria da Feira no dia 29 de Julho, para analisar, juntamente com a Câmara Municipal, possíveis localizações para instalação de serviços do Instituto do Emprego e Formação Profissional na sede do Concelho.

@ Câmara Municipal de Santa Maria da Feira

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Bloco de Esquerda defende Centro de Emprego na Feira

O Bloco de Esquerda defende a criação de um Centro de Emprego em Santa Maria da Feira. Por iniciativa do grupo parlamentar foi apresentado um projecto de resolução na Assembleia da Republica tendo como justificação o facto de Santa Maria da Feira estar actualmente a ser servido pela acção do Centro de Emprego de S. João da Madeira. Este centro de emprego abrange a área geográfica de seis concelhos (Arouca, Castelo de Paiva, Oliveira de Azeméis, Santa Maria da Feira, S. João da Madeira e Vale de Cambra). Segundo nota do BE, “a indicação do mês de Maio do IEFP, dos mais de 17 000 inscritos neste centro de emprego, mais de 9 000 pertencem ao concelho de Santa Maria da Feira”. Diz que esses dados justificam a criação e permitiria “a realização de um serviço de maior proximidade”.

@ Terra Nova

Lê na íntegra a proposta do BE.