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sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Guia "Mobilidades" apresentado à comunidade

A Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, em parceria com a Provedoria Municipal dos Cidadãos com Deficiência, elaborou um guia sobre mobilidade no espaço público, que parte de um diagnóstico a situações existentes no Concelho e enuncia possíveis soluções, visando eliminar barreiras físicas identificadas.

O manual “Mobilidades: espaço público” é apresentado à comunidade no dia 3 de dezembro (Dia Internacional das Pessoas com Deficiência), às 21h00, no auditório da Junta de Freguesia de Lourosa.
O guia, que será disponibilizado a todas as juntas de freguesia, operadores externos e demais entidades interessadas para consulta e análise, faz parte de um projeto municipal de sensibilização e formação mais abrangente, centrado em reuniões periódicas com os diferentes agentes envolvidos e em sessões informativas para outros públicos, com enfoque nas crianças das escolas EB1 do Concelho.
O manual “Mobilidades” será apresentado por Nuno Pinheiro, arquiteto do Gabinete de Planeamento da Câmara Municipal, numa sessão que contará com intervenções do provedor Municipal dos Cidadãos com Deficiência, José Ribeiro, e da vereadora da Educação da Autarquia, Cristina Tenreiro, que apresentará dois projetos educativos no âmbito da temática da mobilidade. O encerramento da sessão estará a cargo do presidente da Câmara, Alfredo Henriques.

sábado, 23 de junho de 2012

Vouguinha XXI


Vouguinha XXI, assim o vou designar a partir de agora.
Confesso que ponderei muito ao longo da última semana sobre a forma de abordar esta questão: o estudo encomendado à TRENMO sobre a viabilidade financeira da Linha do Vouga. Vamos por partes.

Antes de qualquer outro facto, devo salientar os resultados do estudo, ou seja, a garantia da sustentabilidade da linha, mesmo com um investimento em modernização de quase 70 milhões de euros. Mas por outro lado, sou obrigado a apontar questões limitativas dessa mesma viabilidade. Mas antes disso, deixo um resumo do que se propõe executar.


Mantendo o traçado base actual, seria redesenhado o trajecto, com recurso a 9 variantes, um túnel (Paços de Brandão) e um novo viaduto sobre a A1, de forma a diminuir a extensão total, desfazendo, ainda, as curvas apertadas, de forma a elevar o patamar de velocidade aos 90Km/h. Depois de Silvalde, a “nova” linha ligaria directamente à Linha do Norte, de forma a permitir acesso directo ao Porto.
Uma das maiores questões prendeu-se com a estação "Villa da Feira" e uma eventual redução da sua cota, como algumas vezes já cá sugeri, embora neste caso o traçado actual tenha sido a base do estudo. Atendendo aos custos elevados, a principal estação da cidade de Santa Maria da Feira seria deslocada para o Cavaco (por si só não me parece mal, mas à frente levantarei outra questão quanto a este caso).
Por outro lado, são propostas melhorias a outros níveis:
i) parques de estacionamento gratuitos para utilizadores do comboio, nas estações de Oliveira de Azeméis, Couto de Cucujães, Faria, S. João da Madeira, Arrifana e Santa Maria da Feira;
ii) acréscimo de duas a três linhas de 80 metros, para a instalações de coberturas para passageiros a toda a extensão da linha, permitindo, ainda, cruzamentos e estacionamento de material circulante nas estações de Oliveira de Azeméis, S. João da Madeira, Santa Maria da Feira e Paços de Brandão.

Numa abordagem ligeira e meramente superficial, encontramos uma solução imediata para o Vouguinha e as populações actualmente servidas, mas diria que poderíamos ir bem mais longe. Não querendo diminuir o mérito e as razões deste estudo, parece-me de todo pertinente que o avanço para qualquer obra seja complementado com uma alternativa mais lógica e com maiores garantidas de utilização massiva. Assim, um desvio da rota após a cidade de Santa Maria da Feira, criando uma nova linha com traçado paralelo à EN1 seria uma opção a considerar. Com isto a linha passaria a incluir entre a Feira e Gaia um número acrescido de potenciais utilizadores, que numa abordagem também ela superficial poderia ser superior a 150mil. Mas teríamos um leque bem mais vasto de vantagens, veja-se:
i) reforço a ideia o acréscimo de potenciais passageiros;
ii) evita-se o congestionamento da Linha do Norte, que hoje se encontra sobrelotada, impedindo os comboios rápidos de tiraram o máximo partido da sua tecnologia, circulando a velocidades mais baixas do que seria adequado;
iii) numa altura em que se fala numa segunda linha (eventualmente só de mercadorias) Aveiro-Porto para reduzir o problema descrito em ii), este projecto poderia juntar-se à ideia, dando uma resposta integrada a dois problemas;
iv) a concepção de um traçado utilizando a Linha do Norte terá como consequência imediata mais um serviço duplicado para a faixa litoral do concelho de Gaia, que não se revela a mais populosa do mesmo.

Devo, ainda, reforçar que a meu ver, neste estudo não estão salvaguardadas as questões de intermodalidade global de transportes. Veja-se o caso da cidade feirense, onde será impensável fazer a intermodalidade com os serviços rodoviários de passageiros nacionais a 3Km do acesso da A1, quando os mesmos se baseiam nessa premissa de proximidade. Assim, aquilo que já cá sugeri continuará válido: desviando a linha para que a estação central e eventualmente única (poderia substituir eventualmente a totalidade das estações Villa da Feira, Sanfins e Cavaco) se pudesse localizar nas traseiras do Hospital de S. Sebastião. Ou seja, o mesmo local onde parece haver entendimento entre as várias partes para a concentração dos serviços rodoviários de passageiros na cidade.
Quanto a pormenores dessa mesma sugestão, remeto para o post que cá deixei há quase dois meses, até porque não vale a pena repetir toda a informação: resumo apenas que apesar disto se sugeria manutenção de um ramal entre a nova linha e a cidade de Espinho, garantindo a continuidade do serviço às populações hoje servidas e um acesso mais eficaz ao transporte ferroviário para sul.

Assim, o estudo apresentado há uma semana revela-se de extrema importância para a abertura de uma discussão pública mais vasta e que esclareça outras opções, de forma a garantir o acesso da região a um eficaz sistema de transporte ferroviário que seja sustentável a longo prazo. Deixo só um alerta, até porque a não considerarmos o acesso a um número maior de potenciais utilizadores, poderemos encontrar no futuro um "deserto de latão", a somar ao previsível e anunciado "deserto de betão" que rasga o interior do concelho... e também nesse caso, não faltaram avisos.

domingo, 6 de maio de 2012

Vouguinha: que futuro?


De quando em vez, como já todos sabem, ponho-me a olhar para o futuro… e já há algumas semanas que pretendia ponderar numa situação que recentemente tem sido alvo de algumas ideias: o futuro do Vouguinha.

Obviamente que todos concordamos que a actual Linha do Vouga se apresenta como um transporte obsoleto e sem qualquer capacidade de atracção de passageiros. Depois do anúncio imponderado do encerramento lá chegou a notícia da continuidade… mas será tempo de ponderar o futuro. Os autarcas falam na requalificação da linha, ligando o EDV a Espinho e com isso criando uma nova ligação directa ao Porto. Será essa a melhor solução?

Vamos por partes. Parece-me claro que a ligação ao Porto deva ser o futuro. Uma zona territorial que se integra na Área Metropolitana do Porto deverá estar devidamente servida de transportes públicos, nomeadamente o ferroviário, para a zona central dessa mesma unidade de integridade urbana. Mas será uma ligação por Espinho a melhor opção?

Se pensarmos no traçado actual do Vouguinha veremos que de Oliveira de Azeméis a Espinho as carruagens se limitam a cumprir curvas num traçado sinuoso e que não serve uma grande fatia (quase metade) da população… por acaso, a população do eixo industrial a norte do concelho da Feira e sul do concelho de Gaia. Ponto forte contra a ligação por Espinho, se pensarmos que estes potenciais utilizadores, por estarem mais próximos do Porto, serão os que terão maiores necessidades de transporte para esse local. Assim, adivinha-se uma solução de recurso. E não foi preciso ponderar muito.

Requalificar o Vouguinha implicará fazer tudo de novo. Então, porque não ponderar todo o conceito da linha? Rapidamente se compreende que o traçado rumo ao Porto terá de ser bem diferente do actual, por Espinho. Partindo de Oliveira de Azeméis, com os devidos ajustes no traçado, a chegada a S. João da Madeira parece-me pacífica. Daí para a frente o caso muda de figura: a panóplia de estações e apeadeiros terá de mudar, diga-se reduzir. Partiremos obviamente de Arrifana e depois fica a questão: com uma correcção e linearização do percurso, fará sentido mais alguma estação até à entrada na Feira? Se Arrifana poderá servir também Escapães, a estação actual estação Vila da Feira (designada no esquema proposto por Feira-Sanfins) poderá servir Fornos, Sanfins e parte de Escapães. Assim se justificaria uma considerável conquista de tempo no percurso. Mais adiante, obviamente que se justificaria uma nova estação central em Santa Maria da Feira (porque não nas traseiras do hospital, local onde se planeia a construção do Centro Coordenador de Transportes) e claro que um acesso ao Europarque… e daí para a frente um traçado completamente novo seria desejável. Sempre a direito rumo a S. João de Ver (fronteira com Rio Meão), uma paragem na Lourosa-Lamas e mais uma a norte do concelho (Mozelos-Nogueira). Penso que não precisaremos de estudos sem fim para demonstrar a mais-valia deste percurso face o actual… e quanto a Gaia nem se pergunta: Grijó, Seixezelo e Carvalhos seriam paragens obrigatórias. Depois seria tempo de pensar numa linha a poente ou a nascente da cidade de Gaia. Se já temos um canal ferroviário a poente e quando se projecta uma segunda linha de Metro, também esta a poente, parece-me que a população a nascente da cidade de Gaia deva ser privilegiada. Assim, a partir de Vila D’ Este (onde a linha poderia fazer ligação ao Metro do Porto, considerando a expansão futura da rede) seriam de equacionar paragens em Vilar de Andorinho e Oliveira do Douro, antes da linha atingir a Ponte S. João e, com isso, as estações de Campanhã e, desejavelmente, também S. Bento.

Quanto ao acesso ao Porto, penso que não restam dúvidas das vantagens desta solução contra a opção Espinho, que seria certamente menos frequentada (dado servir um menor número de potenciais passageiros) e complicaria uma linha já caótica. De qualquer forma, seria desejável a continuidade do serviço ferroviário nas áreas servidas pelo actual traçado do Vouguinha e, claro, uma ligação a Espinho e à Linha do Norte (permitindo, por exemplo, o acesso a Lisboa sem uma necessária deslocação ao Porto). Pode, então, sugerir-se a construção de um curto ramal de ligação entre as linhas, por exemplo, entre a Feira e Espinho, com alguns ajustes no número de paragens.

Para melhor visualização da ideia, deixo um quadro resumo, como que uma pedrada no charco, na expectativa de num futuro próximo (que esperemos seja curto) seja possível viajar até ao Porto num transporte público mais eficaz e menos poluente.

Hipotética Linha Oliveira de Azeméis-Porto e Ramal de Ligação a Espinho

Ainda a considerar que, em cada uma das cidades do EDV, o conceito de transportes deveria passar a ter em conta a integração com a nova linha, por exemplo com os autocarros expresso, autocarros urbanos, linhas de periferia e, ainda, táxi. As novas estações deveriam ser equacionadas no sentido da intermodalidade, permitindo o estacionamento de veículos nas imediações, permitindo, com isso, que a utilização seja potenciada pela facilidade de acesso. A integração no sistema Andante parece-me fundamental!

quarta-feira, 7 de março de 2012

A32: Autoestrada que custou 386 milhões está às moscas


A A32 foi inaugurada há cinco meses e dá a sensação de ter tido mais gente a falar dela do que a percorrê-la. A autoestrada que custou 11 milhões por quilómetro (386 milhões, no total) está às moscas. 


A Brisa e a Auto-Estradas Douro Litoral divulgam, esta quarta-feira, os dados de tráfego das suas concessões para o quarto trimestre de 2011. No que diz respeito às estradas do Norte, serão conhecidos dados para a A1, A4 e A3 e ainda da concessão Douro Litoral - A41 Picoto/Ermida, A43 e A32.


Partindo da notícia, poderemos, de imediato, concluir o inevitável: os loucos afinal tinham razão. Esta auto-estrada «não faz sentido». Quem ganhou com o erróneo investimento de quase 400 milhões de euros? Diz-se que um investimento 8 vezes inferior resolveria a questão da mobilidade via transporte ferroviário, mas voltou a preferir-se a aposta no betão. 
Construiu-se a terceira auto-estrada paralela num raio de 10Km, sem que as indispensáveis ligações perpendiculares estivessem realizadas. Por sinal, as ditas estradas de baixo investimento que tornariam esta obra completamente dispensável, algo que inversamente não acontece, carecendo esse mesmo investimento de ser realizado.

Nota, ainda, para o facto de no relatório anual da Brisa, hoje apresentado, não constarem os dados de tráfego da Concessão Douro Litoral. Curiosamente um conjunto de vias com resultados francamente negativos.
E assim se desperdiçam recursos e verbas... e assim se conduz um país à ruína. E mais não escrevo.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Paulo Portas reiterou o seu empenho na construção da via Feira/Arouca

O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, reuniu-se com os autarcas arouquenses para discutir a segunda fase da construção da via estruturante Feira/Arouca.

O também membro da Assembleia Municipal de Arouca reiterou todo o empenho na busca de soluções para a concretização do projecto tão reclamado pelo município. 
No decurso da reunião, foi levantada a possibilidade de, ainda em fase final de execução, incluir a obra no actual Quadro Comunitário de Apoio, dando sequência lógica ao investimento já feito na primeira fase. Não podendo garantir essa solução, Paulo Portas assegurou que vai negociar o próximo quadro de investimentos, e que, nessa altura, a via estruturante contará com financiamento.

@ 7sete

Haja luz ao fundo do túnel. Curiosamente sempre com caras de Arouca... e por cá não se corre pela mesma causa?

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Castro Almeida sugere Linha do Vouga com sistema Andante e integrada na Linha do Norte

O encerramento da Linha do Vouga está previsto no Plano Estratégico dos Transportes (PET), apresentado pelo Governo no ano passado, mas o fecho da ferrovia com 103 anos de actividade ainda não se concretizou. Os autarcas dos municípios de Entre Douro e Vouga e da Junta Metropolitana do Porto consideram que o caminho-de-ferro que liga Espinho a Aveiro tem viabilidade e defendem a sua requalificação em vários aspectos. As ideias, que merecem a aprovação da Associação de Municípios de Terras de Santa Maria, foram comunicadas ao Governo e constam no relatório encomendado para a reformulação do sistema de transportes das áreas metropolitanas do Porto e de Lisboa.

O presidente da Câmara de São João da Madeira, Castro Almeida, reconhece que a actual configuração da Linha do Vouga não não dá resposta às necessidades das populações. "Serve poucas pessoas e serve mal", admite. Por isso, considera necessário proceder a alterações no traçado da linha por onde circula o Vouguinha desde Novembro de 1908. "Precisamos de garantir uma ligação directa da Linha do Vouga à Linha do Norte, por forma a que alguém que entre em Oliveira de Azeméis, São João da Madeira e Santa Maria da Feira possa ir até ao Porto sem mudar de comboio", adianta. Esse entroncamento, explica o autarca, "obriga a electrificar a Linha do Vouga, a alterar a bitola e a fazer algumas correcções de traçado". As alterações propostas pretendem tornar a Linha do Vouga compatível com a do Norte, aumentar a velocidade do Vouguinha de 30 para 80 quilómetros por hora e dotá-la de um traçado que sirva os grandes aglomerados populacionais, sobretudo algumas zonas da Feira.

As contas estão feitas. A requalificação da Linha do Vouga, nesses moldes, requer um investimento de 35 milhões de euros. Castro Almeida garante que o Governo não precisará de investir um cêntimo, se esse encargo fizer parte da concessão que será feita à CP-Porto - e que, dessa forma, poderia acrescentar mais um ramal aos três que já possui. "Desta forma, não era preciso pedir um cheque ao Governo." O autarca insiste que a remodelação da Linha do Vouga é um pedido realista, que tem em conta as dificuldades financeiras do país: "Não estamos a pedir a lua, o valor é pouco mais de um quilómetro de custo do metro do Porto."

O grupo parlamentar do PSD apresentou na Assembleia da República um projecto de resolução (ver caixa), tal como já fizeram o PCP e o BE, pedindo ao Governo para estudar uma alternativa ao fecho da Linha do Vouga. "A viabilização da modernização desta linha com efectivo potencial poderá transformar este meio de transporte numa referência e exemplo de sustentabilidade, se se souber dar responsavelmente o passo certo, em associação com os parceiros adequados e com benefício das populações locais e das contas públicas", refere-se no documento. O PSD quer, assim, que o Governo avance com um projecto, juntamente com as câmaras municipais e outros parceiros, para a reabilitação da ferrovia do Vouga.
Além da requalificação da Linha do Vale do Vouga, Castro Almeida propõe que o Andante, já utilizado no metro do Porto, nalguns comboios e nos autocarros da STCP e de alguns operadores privados, seja adoptado como título de transporte em toda a Área Metropolitana do Porto, podendo ser utilizado também na Linha do Vouga. O autarca considera que o Andante será um "bilhete de identidade metropolitana", um "título de cidadania metropolitana".


@ Público

Nova Rotunda em Lourosa: Trânsito mais fluido e seguro na EN1

O trânsito na Estrada Nacional 1 (EN1) está mais fluido e mais seguro desde que foram concluídas as obras de beneficiação junto à central de camionagem da Feirense, em Lourosa. A construção de uma rotunda e passeios nas ruas envolventes, a marcação de passadeiras e os melhoramentos no piso puseram termo a uma carência com muitos anos.


Emídio Sousa, titular da pasta de Obras Municipais, esteve no local acompanhado pelo presidente da Junta de Freguesia de Lourosa, Sérgio Ribeiro, e recorda que esta zona tinha um histórico de grandes constrangimentos de trânsito, devido aos semáforos ali existentes, situação que se agravou com a introdução de portagens na A29 e o consequente aumento de tráfego na EN1. “A Câmara desenvolveu o projeto e encontrou uma solução razoável para este problema, quando opiniões anteriores apontavam para a impossibilidade de se construir aqui uma rotunda, por falta de espaço”, refere o autarca.
Sérgio Ribeiro, presidente da Junta de Freguesia de Lourosa, reforça que esta obra veio resolver um grande problema e dar resposta a uma reivindicação antiga, não só da população de Lourosa, mas de todas as freguesias a nascente do concelho que são servidas pela EN 326, nomeadamente Fiães, Lobão e Caldas de S. Jorge. “De uma vez por todas foi resolvido um problema de fluidez de trânsito e de segurança num local muito frequentado também por peões, devido à proximidade à central de camionagem”, enfatiza o autarca, rematando que “não há ninguém que não diga bem desta obra”.
A Câmara Municipal de Santa Maria da Feira elaborou o projeto e a Estradas de Portugal executou a obra, no âmbito de uma parceria.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Presidente da Câmara de Arouca admite fazer manifestação em Lisboa para reivindicar ligação "Arouca/Feira"

O presidente da Câmara Municipal de Arouca admite fazer uma manifestação, em Lisboa, para reclamar, mais uma vez, a construção da famigerada ligação Feira-Arouca. O troço, que há anos é reivindicado pelos arouquenses, não está contemplado neste Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), apesar das promessas feitas pelo Governo. “Sempre fui contra manifestações, mas se calhar tenho que dar razão àquelas que sempre reclamaram isso de mim” – diz o autarca, adiantando que serão realizadas reuniões para decidir se se avança com este tipo de luta. A acontecer, Artur Neves, admite realizar, junto do Ministério dos Negócios Estrangeiros, liderado por Paulo Portas, membro da Assembleia Municipal de Arouca. “Desta forma, Paulo Portas, que deixou de atender o telefone, poderá assistir à reunião e dizer claramente o que pensa sobre esta estrada, agora que é ministro”.
A ligação Feira/Arouca é uma das antigas reclamações do município de Arouca, considerada como “fundamental” para o desenvolvimento económico da região. Artur Neves, presidente da Câmara, recorda que a sua construção já foi prometida pelos três líderes dos principais partidos – José Sócrates, do PS, Paulo Portas, do CDS/PP e Pedro Passos Coelho, do PSD. “Estou cheio de promessas” - aponta o edil que, entretanto, já fez chegar a todos os representantes políticos uma missiva dando conta da necessidade da estrada.
A via não está contemplada no actual QREN, pelo que a única esperança da Câmara Municipal de Arouca é que a verba anteriormente destinada, pelo programa Operacional Norte, para a construção do metro do Porto – que agora está disponível no QREN – seja transferida para esta obra. “Pensávamos que, com a desistência dos projectos do TGV e do aeroporto de Lisboa, parte da verba que para aí era destinada fosse transferida para ligação Feira-Arouca. No entanto, o actual Governo alterou os planos e agora vai construir uma ferrovia de passageiros e mercadorias e uma outra de ligação Aveiro/ Vilar Formoso e vai ainda disponibilizar 200 milhões de euros para a conclusão do túnel do Marão” – aponta o autarca, salientando que, com este planeamento, ficou, mais uma vez de fora, a desejada estrada arouquense. Tem, então, como única esperança que o dinheiro disponível no programa de financiamento regional da Área Metropolitana do Porto – que tem a via Feira/Arouca como uma prioridade para a região – seja agora utilizado em benefício dos arouquenses, já que o financiamento para o metro do Porto está assegurado no QREN. “Vamos ver, porque sabemos também que este dinheiro disponível será também usado para cobrir o aumento do co-financiamento dos fundos comunitários que passou dos 85 por cento para os 95 por cento”.
Artur Neves diz que só em Fevereiro saberá, então, se haverá dinheiro disponível ou não, mas promete, desde já, que não vai cruzar os braços e admite avançar mesmo para um tipo de luta que, até agora, sempre considerou pouco razoável – as manifestações. “O actual ministro dos Negócios Estrangeiros, membro da Assembleia Municipal de Arouca, Paulo Portas, enquanto Oposição do Governo, colocou-se sempre em defesa de Arouca. Sempre nos atendeu o telefone, reunia-se comigo e, agora que é membro do Governo, esqueceu-se de Arouca e nunca mais sequer atendeu o telefone” – critica o presidente. “Esqueceu-se de Arouca e das promessas que fez”- aponta o autarca, atirando: “Este é um comportamento inaceitável. É um comportamento de catraio que não posso aceitar”.
O edil admite, por isso, avançar para uma outra forma de reivindicação. “”Vamos fazer algumas reuniões e ponderar avançar para uma manifestação e realizar uma reunião extraordinária da Assembleia Municipal em frente ao Ministério dos Negócios Estrangeiros para que Paulo Portas possa assistir e dizer claramente sobre a sua posição  em relação a esta obra” – diz, adiantando ainda recusar qualquer justificação escudada na crise. “Há dinheiro comunitário disponível” – salienta.
Artur Neves diz que, a partir de agora, não vai dar tréguas ao Governo no que respeita a esta construção, porque chegou ao limite. “Não podemos admitir mais estas atitudes, sobretudo, quando a autarquia se predispôs a sacrificar toda a sua capacidade de endividamento para ajudar o Governo nesta obra” – comenta, continuando: “há que ter alguma delicadeza e respeito pelas pessoas de Arouca. Somos gente séria e o que estão a fazer é uma ofensa”.
Artur Neves diz ainda tratar-se de uma “ofensa personalizada de pessoas que agora nem sequer atendem o telefone”. “E e isso não é comportamento de gente séria que está na política para servir as pessoas, mas antes para se servir a si própria”.

@ 7sete

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Linhas do Vouga e Oeste não fecham em Janeiro

Serviço de passageiros será mantido, ao contrário do que previa o Plano Estratégico dos Transportes, por não estarem garantidas alternativas rodoviárias.

As linhas ferroviárias do Oeste e do Vouga vão manter o serviço aos passageiros em Janeiro, ao contrário do previsto no Plano Estratégico dos Transportes (PET) apresentado em Outubro passado, avança a edição de hoje do jornal Público.
O Governo alega que ainda não estão criadas as condições para assegurar as concessões de transporte rodoviário alternativo naquelas regiões, acrescenta. Ao jornal, o Executivo sustenta que este facto "não corresponde a qualquer recuo nas reformas".

O PET previa cortes no serviço ferroviário em 600 quilómetros de linhas, o que permitiria à CP poupar 5,6 milhões de euros por ano. O plano previa ainda o encerramento do serviço de passageiros na Linha do Leste, entre Abrantes e Elvas, e o fecho total do troço Beja-Funcheira, na Linha do Alentejo. De acordo com o Público, também não será ainda em Janeiro que serão feitas alterações aos horários e percursos dos comboios internacionais SudExpresso (Lisboa-Hendaya) e Lusitânia Expresso (Lisboa-Madrid) , como previa igualmente o PET. Neste caso, acrescenta o jornal, as razões prendem-se com a necessidade de negociar essas mudanças com a espanhola Renfe.

@ Jornal de Negócios 

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Governo diz NÃO (no imediato) à Via Feira-Arouca [mesmo com financiamento comunitário]


As afirmações do ministro foram feitas hoje, quando esteve reunido com os autarcas do Grande Porto. A ocasião serviu para discutir a igualdade no tratamento de todas as regiões do país.

Álvaro Santos Pereira ressalvou que as grandes obras, como a ligação rodoviária entre Arouca e Santa Maria da Feira e a conclusão de toda a rede do metro do Porto, só avançam quando houver dinheiro para o fazer. 

@ RR

domingo, 30 de outubro de 2011

BE | Encerramento da Linha do Vouga: PSD e CDS uniram-se para sacrificar os portugueses



A tarefa principal do actual Governo PSD-CDS tem passado pelo aumento sistemático de impostos, pelos cortes nos salários, nos subsídios e no rendimento do trabalho; paralelamente, aumenta-se o custo de vida e corta-se no Estado Social e serviços garantidos pelo Estado, transferindo mais despesas para as pessoas. O encerramento anunciado para a Linha do Vouga insere-se neste contexto de agressão generalizada. 


Este Governo é, para uns, uma comissão de favores, vendendo bancos a 40 milhões de euros... Para outros, é uma comissão liquidatária, destruindo serviços que fazem falta à população e à coesão territorial. 
Argumentam sobre a despesa da linha do Vouga, mas são argumentos para enganar. São mentiras e não argumentos! 
Ainda recentemente foram investidos quase 4 milhões de euros nesta linha para automação de passagens de nível; agora esse investimento vai para o lixo! No sul da linha, o investimento em dinheiro e em reforço de horários e de comboios, mostra é que se a oferta for adequada às necessidades das pessoas, há um aumento no número de passageiros. 
A Linha do Vouga tem sido abandonada pelos sucessivos governos, através da redução de horários, redução do número de comboios, redução da qualidade e do serviço. A linha do Vouga é necessária, mas os governos não a souberam cuidar, deixando-a quase ao abandono. Agora, PSD e CDS querem ser os coveiros da Linha do Vouga. 
À morte que este governo lhe quer impor, devemos responder com a necessidade de investimento e com a importância que ela tem para a região. O Bloco de Esquerda não aceita que essa cassete sobre austeridade e sacrifícios seja justificação para desmantelar as vidas das pessoas. 

Pela Comissão Coordenadora Distrital do Bloco de Esquerda de Aveiro.

sábado, 15 de outubro de 2011

"Vouguinha" despede-se ainda este ano

O Governo de Passos Coelho terá decidido desactivar POR COMPLETO a Linha do Vouga, até ao final de 2011. Segundo um documento a que o Jornal Público teve acesso, são vários os troços ferroviários alvo dos cortes deste Governo, mas apenas a Linha do Vouga encerrará na totalidade. Curiosamente, nos últimos anos esta linha assistiu a um investimento de modernização no valor de 3,7 milhões de euros e todos os estudos para a ferrovia na área do Grande Porto referem a utilidade do troço Oliveira de Azeméis - S. João da Madeira - Santa Maria da Feira como fundamental para a criação de um prolongamento a norte, permitindo a ligação ferroviária dos mais de 300 mil habitantes e da indústria, comércio e serviços da região EDV ao Porto, ao Aeroporto Sá Carneiro e, mesmo, ao Porto de Leixões.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Abertura da A32 na imprensa


Renascença V+Ver todos os videos
A32, a 3ª autoestrada Norte-Sul ou um deserto de alcatrão
Aberta ao trânsito a nova via que liga Gaia a Oliveira de Azeméis

Rádio RenasceçaMais informação sobre este video

A32 em operação

Abriu ao público, na noite passada a A32. Ficam, assim, melhoradas as acessibilidades à zona sul do EDV e ao interior dos concelhos da Feira e de Gaia. Em falta, continuam a Via Feira-Arouca e o Eixo das Cortiças, de forma a garantir uma maior área geográfica de acesso dignos à nova auto-estrada.

domingo, 9 de outubro de 2011

Rotundas de Sanfins

Imagem: Terras da Feira (2010)
Em Julho de 2010, a Câmara Municipal de Santa Maria da Feira encomendou um estudo para a projecção de duas rotundas na freguesia de Sanfins (por ajuste directo, no valor de 24.500€), de forma a aumentar a segurança e fluidez do trânsito na EN223. Dois meses mais tarde, o estudo era apresentado (ver imagem), sendo propostas 2 rotundas, uma junto ao Recheio e outra no cruzamento dos semáforos.
Na mesma altura, era anunciada a pretensão de incluir estas rotundas no plano de requalificação da via, entretanto concluído, ou nos acessos à nova A32 (como alternativa provisória à eternamente adiada via Feira-Arouca, verdadeiramente a via de acesso à A32 para as duas localidades). Na prática, nenhuma das soluções foi eficaz. As rotundas continuam em projecto e o trânsito vai-se agravando. 
Para quando uma solução?

sábado, 8 de outubro de 2011

A47 na web

Numa altura em que ganha força a luta pela tão ambicionada ligação de Santa Maria da Feira a Arouca, com a tão importante requalificação do troço de atravessamento da cidade feirense e garantindo adequadas ligações das duas localidades à nova A32, eis que surgem novos dados. No dia em que o Ministro da Economia apresentou as linhas mestras do plano nacional de transportes, intensifica-se, na web, a referência a esta via inserida na rede de auto-estradas portuguesas. Sim, na rede de auto-estradas (embora, pelo que afirmam os autarcas, o pagamento de portagens terá sido posto de parte).
Com fonte oficial não confirmada, circula na web informação relativa à A47 (ligação Maceda-Mansores) relativa ao troço Feira-Mansores, uma via, pelo que se diz, já concessionada à Ascendi (a mesma da A29).
Será apenas o renascimento do fantasma da Concessão Vouga? Será a tão prometida separação desta via a concessão congelada? Ou apenas mais alguma lenha para uma fogueira adormecida?
Muitas dúvidas, mas fica a nota, em busca das respostas.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Portagens da A32

Como se previa, a A32 apresentará valores de portagem acima daquilo que se esperava. A viagem entre Santa Maria da Feira e Vila Nona de Gaia ficará mais cara 0,70€, comparativamente com a A1.
O acesso ao norte do concelho, consoante o nó, varia entre os 0,50€ e os 0,85€, o que certamente não será convidativo a que a nova via seja utilizada em alternativas às estradas nacionais e regionais.

Feira [Pigeiros] » Oliveira de Azeméis – 0,95€ 

Feira [Pigeiros] » Gião/Louredo – 0,50€ 

Feira [Pigeiros] » Canedo – 0,85€ 

Feira [Pigeiros] » Gaia [Olival] – 2,00€

sábado, 1 de outubro de 2011

A32 abre, hoje, à circulação

Ainda há minutos, nos Carvalhos, se procediam a trabalhos de vulto nos acessos à nova A32, mas a concessionária confirma o dia de hoje como o dia de abertura à circulação. Assim, 1 de Outubro de 2011 ficará na história como o dia em que se romperam algumas das barreiras para o interior dos concelhos de Santa Maria da Feira e Vila Nova de Gaia e ainda para a zona sul da região Entre Douro e Vouga.
Numa altura em que permanece a polémica quanto aos valores a pagar pela utilização dos troços da nova via, mantém-se também a dúvida do valor exacto... talvez as próximas hora tragam novidades.

NOTA: 1 de Outubro ficaria na história, caso as previsões estivessem certas. Ainda não há certezas da data concreta de abertura à circulação.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Via Feira-Arouca: Arouca propõe emprestar seis milhões à Estradas de Portugal

A Câmara Municipal de Arouca está disponível para emprestar à Estradas de Portugal os seis milhões de euros necessários para a conclusão da via rápida há décadas reclamada pelo concelho e sucessivas vezes adiada pelo Governo. 
Na cerimónia de abertura da 67.ª edição da Feira das Colheitas, o presidente da autarquia aproveitou a presença da ministra da Agricultura para afirmar: "Arouca não pode ser vítima da má gestão dos sucessivos governos, que lançaram obras como a A32 - uma terceira autoestrada Lisboa/Porto, paralela a outras duas - enquanto Arouca só tem 10 quilómetros de via rápida concluídos". 
Reconhecendo que a empresa pública responsável pelas acessibilidades nacionais estará a ter dificuldades em encontrar financiamento para os 15 por cento que lhe cabem na conclusão da variante à EN 326, obra cujo custo será de 40 milhões de euros, José Artur Neves anunciou: "O município de Arouca está disponível para sacrificar parte da sua larga capacidade de endividamento para, caso o Governo o autorize nas condições legalmente possíveis, facultar um empréstimo de seis milhões de euros à Estradas de Portugal. 
O empréstimo verificar-se-ia "com base num acordo a firmar entre as partes", de forma a garantir ao concelho de Arouca a construção dos 13 quilómetros que faltam à sua via rápida, mas assegurando simultaneamente as condições necessárias para que o Estado possa pagar a dívida à autarquia "num tempo razoável". A ministra registou o recado e afirmou, aliás, que a variante à EN 326 será "a estrada mais conhecida do Parlamento", de tão frequente que foi a abordagem do tema na Assembleia da República. 
"Tomei boa nota das preocupações de Arouca ao nível das acessibilidades", garantiu Assunção Cristas. "O Governo está a avaliar todas as situações que tem entre mãos, mas este contexto é muito particular e competirá ao ministro da Economia, que também tem a área das Obras Públicas, reflectir sobre essa matéria".

@ Jornal de Notícias

E na Feira, haverá alguma coisa a acrescentar?
Haja mais vontade para concretizar um projecto ESSENCIAL!