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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

11 burros pela Feira-Arouca

Há muito, muito, mas muito tempo mesmo que acredito que é preciso fazer mais, muito mais para que a tão prometida e necessária Via Feira-Arouca saia do papel. Independentemente da questão do traçado eleito, é fundamental criar uma alternativa ao troço Feira (A1)-Arrifana da EN223 e promover a continuidade até Mansores.

Depois dos argumentos dos últimos dias... e de finalmente Alfredo Henriques se colocar ao lado de Artur Neves, Alcides Branco entra na parada e faz uma sugestão:
«A via é um desejo da Feira de 30 anos e temos que lutar por ela, protestar se necessário for. Parados é que não podemos ficar.» Daí a ideia de «fazermos uma Conferência de Imprensa com onze burros. Não quero com esta afirmação insultar seja quem for. É só para demonstrar que é mais fácil chegar da Feira a Arrifana de burro, do que de automóvel. Existem filas intermináveis entre Feira e Arrifana, e temos que demonstrar que a actual via é um prejuízo de tempo e de dinheiro para a população. É um problema com 35 anos e não podemos estar à espera que seja Lisboa a resolver o problema». [@ Correio da Feira]
Apoiado! Venha lá a conferência de imprensa. Cheguem os burros para fazer pressão. Tragam os jornais, as rádios e as televisões. Sem impacto de media nada se faz neste país... e esperar já não é solução.

Por outro lado, que avance também a petição anunciada pelo executivo municipal. Mas mesmo sem apoio da autarquia, o PS que não fique de fora da sua ideia... a conferência de imprensa anunciada pode partir de uma estrutura partidária, com a força extra de ser da cor do Governo. O projecto está apresentado, agora resta trazer os burros e a imprensa!

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

“OS VERDES” Questionam Governo sobre o Tribunal de Santa Maria da Feira

Nada de novo... nada que há muitos meses não tenha sido escrito... e repetido à exaustão, neste e noutros espaços. Até agora parece que ninguém deu ouvidos a algo indiscutível... as condições do Tribunal da Feira não são adequadas... a renda "monumental" já cresceu... e mais se anuncia para os próximos tempos. A autarquia pede mas nada consegue...

Com tais factos à vista de todos, "Os Verdes" levaram o caso à Assembleia da República... deixo a nota de imprensa...


O Deputado José Luís Ferreira, do Grupo Parlamentar “Os Verdes”, entregou na Assembleia da República uma pergunta em que pede esclarecimentos ao Governo, através do Ministério da Justiça, sobre o Tribunal de Santa Maria da Feira, em defesa da construção de um novo palácio da justiça.
Pergunta:
As actuais instalações do Tribunal de Santa Maria da Feira, foram ocupadas a 13 de Outubro de 2008, depois do risco iminente de derrocada das antigas instalações que obrigou a uma saída repentina do anterior edifício.

Há mais de dois anos que o Tribunal da Feira funciona então num edifício construído para receber escritórios. As condições de trabalho melhoraram, mas o espaço é exíguo para as crescentes solicitações e não há salas para processos com muitos arguidos, pois as que existem são inadequadas quer em espaço quer em volumetria. Esta situação obriga que futuras diligências desta índole terão de ser efectuadas em espaços públicos cedidos para o efeito.

São igualmente escassas as salas de inquéritos que se encontram por vezes ocupadas para outros fins. Acrescem ainda os problemas já conhecidos, como os corredores onde se cruzam magistrados e réus, os problemas de tráfego e de estacionamento no local, as deficientes condições para os utentes e a segurança continua também a denotar falhas. Ainda recentemente um arguido, num momento de distracção, aproveitou para fugir pela porta usada pelos Juízes para aceder à sala de audiências, do lado oposto aquele em que se encontravam os Policias de serviço.

Funcionários e magistrados mostraram-se agradados com a mudança, mas estão longe de se darem por satisfeitos.

Ora a factura que o Ministério da Justiça paga pelo arrendamento do edifício que acolhe o Tribunal da Feira nunca parou de ser inflacionada. Aos 52 mil euros mensais do arrendamento inicial foram somados posteriormente mais 10500 euros para o estacionamento de 38 viaturas de magistrados e outras.

Quando o contrato de 15 anos efectuado com o proprietário privado do imóvel de escritórios posteriormente transformado em Tribunal da Feira cessar o Estado terá despendido cerca de 11,3 milhões de euros.

A defesa da construção de um novo Palácio da Justiça em alternativa ao actual imóvel continua a ser a solução apontada por muitos, continuando o município Feirense a manter ao dispor do Ministério da Justiça do espaço do antigo tribunal para que aí seja construído um novo palácio da justiça.

Assim e ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, solicito a S. Ex.ª O Presidente da Assembleia da República que remeta ao Governo a seguinte Pergunta, para que o Ministério da Justiça, me possa prestar os seguintes esclarecimentos:

1 - A quem compete a demolição e recuperação da área do anterior edifício do Tribunal da Feira?

2 – A preços de construção actuais, quantos tribunais se construiriam de raiz com 11,3 milhões de euros?

3 - É verdade que se prepara um novo acréscimo de renda para um espaço destinado ao Tribunal de Comarca de Entre Douro e Vouga? Se sim, em quanto importa por mês?

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Forum Santa Maria da Feira: uma morte programada, ou novo promotor a caminho?


O Jornal Terras de Feira de hoje faz destaque de primeira página com algo que já seria há muito expectável.
Seis anos depois da onda inicial... seis anos após muitas promessas... seis anos passados do projecto com uma arquitectura ímpar, tudo terá morrido (?). O Forum Santa Maria da Feira, como se previa há muito, "não sairá do papel"... assim se anuncia.
Mesmo com o anúncio do promotor, será assim tão linear esta conclusão?


Confesso, ainda não tive oportunidade de ler o referido artigo na íntegra... mas logo à partida saltam-me questões. Há cerca de 3 anos o promotor holandês sofreu uma drástica reestruturação interna que colocou todos os projectos em stand-by, com excepção daqueles que já tinham obra no terreno. Há apenas um ano o mesmo promotor [detentor de 50% do projecto] garantia que tudo estava a ser reequacionado [tema que até mereceu reportagem televisiva], e que talvez em 2010 ou 2011 houvesse obra na Feira.
Do outro lado da barricada temos as recentes alterações da forma como o Grupo Jerónimo Martins [detentor dos outros 50% do projecto] encara actualmente o mercado do retalho... o fim da marca Feira Nova terá sido talvez a morte de toda a estrutura comercial de grande porte desta empresa. No meu entender um Pingo Doce de 8 mil metros quadrados não será certamente atractivo, funcional e dinâmico, centrando-se numa estratégia de mercado que se enquadra no nicho das pequenas compras e da variedade reduzida. Assim sendo, não será a perspectiva do grupo português a venda daquele espaço? Sabe-se que o grupo Auchan terá já manifestado interesse. Quando se promove as "culpas" para a reestruturação holandesa, convém também olhar para dentro... eu acredito numa mudança de rumo por cá. E não me acredito que o espaço assim continue por muitos anos, basta olhar para a salvaguarda que terá sido solicitada à Câmara Municipal de Santa Maria da Feira: já terão sido pagos 1,25 milhões de euros de contrapartidas, que não vão ser devolvidos... o promotor terá solicitado que fique desde já disponível para um eventual outro projecto no concelho.


Morte? Do Forum Santa Maria da Feira acredito... até porque estes projectos ou avançam de forma meteórica ou não são para acontecer, motivados pelo facto de os conceitos comerciais estarem em permanente mutação. Mas a manutenção de um projecto sobredimensionado para a insígnia actual não me parece perspectiva de futuro... o incremento da concorrência, na envolvência, anunciado para os próximos meses poderá ditar novos desenvolvimentos.

Nota: neste post não toco num tema que para mim será de toda a pertinência discutir. Os estudos de mercado falharam claramente nos projectos de S. João da Madeira e Ovar, quando à partida consideravam 150 mil habitantes feirenses como potenciais clientes... à partida eu sempre disse o contrário... e isso está à vista. Mas naquela localização tudo é diferente, sendo atractiva para todo o EDV. Mais não vou escrever, até porque não disponho de todos os dados, mas fica a questão: não será o flop da vizinhança mais um motivo para a suspensão do projecto? Assim sendo, arrisco dizer que este promotor também falhou, ao não aproveitar a falha da concorrência.

Eu arriscaria falar na apoptose de um conceito/projecto para a génese de outro a médio prazo.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Campus de Justiça Seguro????

Um homem, de 27 anos, a quem o Tribunal da Feira acabara de decretar prisão preventiva fugiu da sala de audiências. Furtou um carro e foi perseguido até ao Porto. PSP e GNR localizaram o fugitivo, mas ele voltou a conseguiu escapar. Foi detido um dia depois.

Tudo começou na tarde da passada quarta-feira. Dois indivíduos foram apanhados em flagrante delito depois de terem assaltado uma residência em S. João de Ver, Santa Maria da Feira. Anteontem, foram presentes a tribunal.

Os dois suspeitos ficaram na sala de audiências, com a juíza e uma funcionária. À porta da sala, do lado e dentro, ficaram cinco elementos da GNR que aguardavam pelo resultado do interrogatório judicial. Um procedimento que, apurou o JN, é habitual.

Um dos arguidos, natural de Arouca, estava proibido de se ausentar daquele concelho devido a processo judicial a decorrer por crimes anteriores. O outro, de 38 anos, natural de Ermesinde (Valongo) estava com pena suspensa devido a furtos e tráfico de droga.

Factos que, a somar ao furto da residência, terão pesado na decisão de decretar prisão preventiva para ambos. Logo após a decisão, a juíza saiu da sala de audiências e a funcionária foi até juntos dos militares da GNR para os informar do destino do preso.

Esta momento de distracção foi aproveitada pelo homem, de 27 anos, para fugir pela porta usada pelos juízes para aceder à sala de audiência, do lado oposto aquele em que se encontravam os polícias.

O preso chegou a um corredor que dá acesso ao piso inferior onde existe um parque de estacionamento com acesso directo à rua. Mais tarde, entendeu-se melhor a facilidade com que ele lá chegou. O suspeito tinha trabalhado na construção do edifício - inicialmente destinado a escritórios e depois adaptado para receber o Tribunal.


Quando se aperceberam do sucedido, os elementos da GNR foram no encalço do homem que fugiu a pé até ao centro da cidade. Na Rua Dr. Roberto Alves, entrou numa garagem onde estava uma viatura com a chave na ignição e arrancou a grande velocidade pela zona pedonal. "Foi por sorte que não fui atropelada. Ele arrancou a alta velocidade", recordou Carlota Giro, familiar da dona do carro.

O fugitivo dirigiu-se à cidade do Porto, mais concretamente ao Bairro das Fontaínhas, onde, alegadamente, adquiria droga para consumir.

Elementos da GNR e da PSP, entretanto contactados, detectaram a viatura, na Rua do Sol e localizaram o fugitivo. Perseguiram-no, a pé mas perderam-lhe o rasto no quintal de uma habitação. Ontem, às 18,30 horas - um dia depois da fuga - foi capturado pela PSP, na Praça Velazquez, no Porto.

@ Jornal de Notícias

Apenas como nota devo dizer que não é nada que não se tivesse previsto anteriormente. Nada que não se tivesse anunciado no momento em que a solução que se apresentava como alternativa passou a definitiva... no momento em que o Governo de José Sócrates decidiu fechar o antigo Tribunal da Feira [em risco de ruína] sem responder de forma clara na garantia de instalações dignas e seguras.
Um dos poucos Campus de Justiça nacionais, teoricamente moderno, seguro e preparado para todas as eventualidades, como muitas entidades oficiais já o fizeram saber, não passa de uma opção errónea e uma tentativa de tapar os olhos aos feirenses. Ficam à vista as fragilidades do equipamento... e a clara falta de segurança que a situação acarreta para a cidade.
Oxalá o poder local deixe de fechar os olhos a esta situação e passe a lutar por uma solução digna para a justiça em Santa Maria da Feira... e na nova Comarca do Entre Douro e Vouga, que se prevê entrar em funcionamento em 2012.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Artur Neves "corre sozinho"

Não era nada que eu não soubesse há muito tempo!
Por cá nunca vi vontade política DE FORÇA para levar a grande prioridade, em termos de acessibilidades, a nível regional para o terreno. A variante que poderá revolucionar o urbanismo e os acesso na cidade feirense volta a ficar de lado dos planos do governo, ao que parece COM A COLABORAÇÃO DA AUTARQUIA FEIRENSE. Alfredo Henriques afirmar, ao Terras da Feira, «que não é o seu estilo “fazer greve de fome em Lisboa” e que a ligação entre Mansores e a A-1 na Feira sempre foi considerada nos municípios de Entre Douro e Vouga como “primeira prioridade”, e incluída num documento que elencava as principais prioridades da Junta Metropolitana do Porto dirigido ao Governo. Posteriormente, numa reunião com os autarcas da região do Porto, e quando questionado pelo assunto, o ministro das Obras Públicas não terá dado grandes esperanças quanto à possibilidade de, na actual conjuntura económica, se concretizar a Concessão do Vouga, que abrange esta ligação a Arouca».
Ora eu acrescentaria... Um presidente de Câmara serve para isso mesmo, se for preciso "fazer greve de fome em Lisboa", em luta pelos seus interesses! Ao que parece a vontade de lutar terá acabado... e disso NÃO PRECISAMOS!

domingo, 2 de janeiro de 2011

Portagem da A29 sobe 11,11%

Ainda h´poucas semanas começou a cobrança "coerciva" de portagens na A29, sem alternativas, condições dignas de circulação nas nacionais... e mesmo qualidade na própria via. De qualquer forma, nada isto impede que o "ROUBO" assuma novas proporções. Hoje, ao passar no pórtico de Miramar encontrei algo estranho... no local onde pagava 0,45€ há apenas 48 horas, e quando se anunciaram subidas de 2,2%, passei a pagar 0,50€. Acredito que num sistema sem moeda circulante, nada justifique o arredondamento... tal subida é completamente despropositada e absolutamente um assalto aos bolsos dos automobilistas.
E mais não comento, porque solução só vejo uma: REVOLUÇÃO!

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Terminou Outubro!


Opps, parece que terminou o mês de Outubro.
Quem disse que até ao final de Outubro se conheceria a decisão quanto ao futuro do Imaginarius - Fsetival Internacional de Teatro de Rua?
Continua a saga de indecisões e adiamentos... numa época de completo desinvestimento, parece também notar-se algum desinteresse. Nem pela imagem que a Feira já conquistou lutam... tanta indefinição já mostra ao país falhas graves no que Santa Maria da Feira é capaz de fazer.

Agradece-se celeridade nas mostras de coerência. Venha a decisão e o plano completo.
Continuamos a aguardar pacientemente por um desfecho que tarda em concretizar-se.

SUSPENDER O IMAGINARIUS!? NÃO, OBRIGADO!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Natal às escuras

Continuam os cortes... e afinal é já no imediato.
Há uns anos atrás todos acreditavam que a animação de Natal e as iluminações de ruam potenciavam o comércio tradicional. Por algum motivo as grandes superfícies apostam cada vez mais no conceito... olhe-se para as estruturas já em montagem no parque de estacionamento do Pingo Doce.
Será talvez nas épocas de crise que estas acções mais necessárias serão, mas a autarquia feirense volta a sacar da faca! Este ano não haverá verbas para a iluminação de Natal... as Juntas de Freguesia não poderão contar com o apoio da autarquia para dar mais luz a esta época do ano. Ah... e a faca está mesmo afiada, porque já é certo: em 2011 o corte mantem-se.
Ok, digam lá de uma vez o que é para cortar mais? Se for TUDO, pelo menos deixem-se de rodeios... vamos fechar este concelho? Começo a acreditar que a vontade é essa!


Valha-nos o salvamento de última hora da Terra dos Sonhos... vamos a ver por quanto tempo.

domingo, 24 de outubro de 2010

Imaginarius 2011: Afinal em que ficamos?

Santa Maria da Feira continua a aguardar...

Um mês depois do início da saga, eis que atingimos o deadline. Eis que chegamos ao final de Outubro. É tempo de se conhecer o orçamento municipal para 2011. Durante os próximos dias será tornada pública a decisão da autarquia. Numa altura em que a marca Imaginarius, o próprio festival, as receitas indirectas que gera, o impacto de imagem que cria e a produção em artes de rua estão com a corda na garganta, aguardamos o anúncio final da autarquia quanto ao futuro.
Numa altura em que, pelo menos para o exterior, não transparece qualquer imagem de coerência e perpectivas de futuro em termos de políticas culturais, importa conhecer os planos elaborados... importa garantir a continuidade do maior projecto de índole cultural feirense, do projecto de maior renome internacional... do projecto mais vezes referenciado lá fora... do único projecto feirense que não deixa qualquer dúvidas na designação de "maiores e mais importantes da Europa"... o Imaginarius, claro.
Numa época de ameaças claras ao título de "Capital Nacional das Artes de Rua" continuamos a aguardar as notícias da continuidade da aposta. Aguardamos pelo projecto do CCTAR, alvo de remodelações, sem grandes esclarecimentos públicos. Aguardamos notícias quanto ao futuro do Cine Teatro António Lamoso. Impacientemente esperamos pela ordem de marcha para a edição 2011 do Imaginarius... e de um conjunto de outros projectos que também eles se encontram no corredor da morte.
Por cá, continuaremos a aguardar... os comentários ficarão para depois... fica a esperança que a tentativa de morte cultural da cidade feirense não passe de um plano sem execução. Mais um, afinal de contas!

Dar ainda nota das últimas do Movimento Contra a Suspensão do Imaginarius, que regista já mais de 2000 aderentes, via Facebook. A luta pela continuidade do projecto não dá tréguas...
SUSPENDER O IMAGINARIUS!? NÃO, OBRIGADO!

sábado, 23 de outubro de 2010

Demolir o António Lamoso? Talvez não...

Confesso, para mim a eventual demolição do Cine Teatro António Lamoso, desde que para a concretização de um projecto de qualidade, não me parece despropositada. De qualquer forma, outras questões se levantam... e numa altura em que se pretende reforçar a ideia do "Palco de Experiências" e das MEMÓRIAS, não me parece que se deva avançar logo à partida para tal solução.
Há cerca de um mês que a questão anda no ar, e até agora ninguém se dignou a prestar esclarecimentos sobre o assunto. Foi decidido avançar com um novo projecto, sem que se explicitem as linhas gerais. Fala-se num projecto comercial na envolvente... somam-se os boatos e desviam-se as atenções.
Com os dados que tenho, acredito que seja possível avançar, a baixo custo, com um projecto de qualidade e impacto, mantendo o António Lamoso intacto. [NOTA: foi considerado o projecto comercial que tenho conhecimento ter dado entrada para licenciamento na autarquia há alguns meses; nos últimos dias falou-se em algo maior, mas na verdade nada é oficial]

A ideia da autarquia será dividir o CCTAR em 2 pólos. Deixemos de lado o pólo de criação e foquemos a atenção no pólo de apresentações. Criações de artes de rua, teatro, novo circo... bem, para o teatro temos uma GRANDE ESTRUTURA: o António Lamoso... para as artes de rua e novo circo, um auditório convencional não será certamente o ideal. Então, porque não manter a ideia original das duas salas?
E se a questão forem as grandes produções e o número de espectadores [aumento de 100 lugares de capacidade no novo projecto, face ao António Lamoso], a resposta estará no Europarque... Santa Maria da Feira não pode esquecer essa sala. É preciso olhar para o que temos como um todo e não apenas para uma sala!

Deste modo, passemos às sugestões.
Como acredito que nunca se pode reclamar sem dar alternativas, deixo um esquema da ideia que sugiro e uma breve descrição. Cine Teatro + Sala CCTAR + Praça Coberta [ou semi-coberta] + recuperação da Pedreira das Penas para zona verde e palco aquático... algo diferente e integrado, a baixo custo.


Proposta Krónikas Feirenses para o CCTAR/António Lamoso/Penas

A estrutura desenvolver-se-ia em torno de uma Praça [criada por demolição das escolas E.B. 1] que faria frente com a Av. Egas Moniz, no entroncamento com a Av. 25 de Abril, onde nasceria uma rotunda. Nessa rotunda ficaria, ainda, o acesso ao parque de estacionamento coberto [1]. Esta Praça deverá garantir a realização de espectáculos na maioria dos meses do ano, daí que a construção de uma pala completa ou parcial seja ponto a considerar. Do lado oposto ficará a Pedreira... o espelho de água... a zona verde.
Por debaixo da praça nasceria um corredor subterrâneo de ligação de serviço entre os três edifícios.

A norte da Praça nasceria a sala principal do CCTAR. Basicamente um PAVILHÃO de espectáculos, sem cadeiras fixas ou bancadas. O ideal seria uma lotação para até 1500 espectadores em pé, capaz de receber espectáculos sem palco fixo. O mesmo espaço poderia receber cadeiras sempre que tal fosse necessário, tornando-se tão polivalente e minimalista, como as arte de rua exigem.

A sul da Praça manter-se-ia, tal e qual como hoje, o Cine Teatro António Lamoso, alvo de requalificação [eventualmente posterior] de forma a aumentar a segurança e conforto, sem alterar a traça original.
A norte deste edifício, eventualmente com demolição parcial das zonas do bar e acesso posterior, nasceria um edifício de serviços, comum às duas salas de espectáculos. Bilheteira, cafetaria, biblioteca CCTAR, zona administrativa, salas de workshops, galeria de exposições, salas de ensaios, entre outros, ficariam aqui localizados.

A poente da Praça localiza-se a Pedreira, que ficaria tal e qual... sem edifícios. Seria alvo de requalificação ambiental, criando-se uma nova zona verde e o anfiteatro natural, já previsto no projecto anterior, com abertura de cena para o lago, de forma a potenciar o desenvolvimento de criações na água.
Na zona poente da Pedreira localizar-se-ia a saída do parque de estacionamento [2].

Sem complicações, mega-edifícios ou estruturas imponentes. Minimalismo e realismo, mantendo memórias e sem ferir o que já podemos chamar de tradições. Aguardemos pelos renders do projecto, que há-de ser divulgado brevemente, para concluir se as memórias permanecerão ou não vivas.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Alternativas!?

Os quilómetros são quase os mesmos, mas a viagem é muito diferente. Fazer o percurso Aveiro-Porto pela ex-SCUT A29 e pela EN109 é, utilizando uma linguagem ferroviária, como viajar no Urbano e no Intercidades. Duas equipas do JN saíram, ontem, às 8.15 horas, do centro de Aveiro com destino à sede do jornal no Porto. A que escolheu a A29 fez os 80km em 99 minutos. Quem viajou pela EN109 demorou 142 minutos. A diferença é tal que quando a "equipa EN109" chegou à Av. Gonçalo Cristovão, já a que seguiu pela A29 estava novamente em Aveiro.


Lê mais no JN.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Dispositivos Via Verde esgotados na loja da Feira

A saga pelos dispositivos de pagamento electrónico de portagem continua viva.
Esta manhã, a loja da Via Verde de Santa Maria da Feira assistiu a momentos bem caricatos, que por pouco não terminaram mal. À hora de abertura, com mais de uma centena de pessoas em espera, chegava a notícia: "SÓ TEMOS 10 DISPOSITIVOS EM STOCK".

Em plena época de adesão em massa. Numa altura em que tal era MAIS DO QUE PREVISÍVEL, a Via Verde volta a dar sinais de clara incapacidade de resposta. A Via Verde dá sinais de clara falta de respeito pelos clientes. O caso chega a ser ainda mais caricato se atendermos à clara falta de respeito da funcionária para com os clientes... frases como "só vou dar 10 senhas e depois de atendidos estes o resto vê-se"... "vão ter de esperar"... "o problema não é meu"... foram rainhas de um início de manhã que ameaçou aquecer... e em que a GNR esteve prestes a ser chamada a intervir.
O caos instalou-se uma vez mais na loja e nos acessos completamente desproporcionados para a afluência actual ao local.

A saga continua... centenas de pessoas aguardam, agora, contacto para agendamento do atendimento.
Já eu aguardo pacientemente a carta para dar andamento ao processo [compra via website]... mas pelo que sei, um mês será provavelmente insuficiente para dar andamento... até lá as filas da A1 continuarão a crescer. Até lá a Via Verde continuará a demonstrar ser uma empresa verdadeiramente "tuga"... ou seja: irresponsável, incompetente, com serviço desproporcionado, desorganizado e sem qualquer pingo de respeito pelos clientes. E assim vai andando um país à beira do abismo!

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Comunicado - Movimento Contra a Suspensão do Imaginarius 2011

Santa Maria da Feira, 27 Setembro 2010

Passou uma semana desde a fundação do Movimento “Contra a Suspensão do Imaginarius 2011”. Neste período o assunto assumiu-se como prioritário em terras feirenses. Não escapou à Assembleia Municipal e é motivo de destaque da imprensa local.

Ao longo desta semana foi elaborado e divulgado o Manifesto que apela à continuação do festival e propõe medidas para o rentabilizar e ajustar à crise. Mais de 1200 pessoas já se juntaram à causa. Mais de 1200 nomes lutam agora pelo futuro do Festival Internacional de Teatro de Rua de Santa Maria da Feira.

As mensagens de apoio multiplicam-se e chegam de todo o país. Ninguém aceita a MORTE DO MAIOR FESTIVAL DE RUA NACIONAL. Ninguém concorda com a SUSPENSÃO DE UM DOS MAIORES FESTIVAIS DE RUA DA EUROPA. E quando se fala em pouco impacto na imprensa e poucas mais-valias para o concelho… o resultado desta semana fala por si. Na próxima quarta-feira durante 30 minutos o Imaginarius será o actor principal do prime-time da estação pública de televisão. Logo a seguir ao Telejornal da RTP1 será emitida uma grande reportagem do projecto Entrado, concebido para o Imaginarius 2010. À semelhança do que já havia acontecido com Texturas, mais uma co-produção Imaginarius/CCTAR/PELE chega a destaque televisivo. Mais uma vez se mostram a força, o valor e a dinâmica do festival.

A resposta da autarquia peca por escassa e segue no sentido da crise. As palavras que nos chegaram não são animadoras… a Drª Cristina Tenreiro fala de decisão não tomada, mas a forma como a questão é já tratada nos jornais parece mais um facto consumado. Além do mais, não compreendemos a aposta no Centro de Criação para o Teatro e Artes de Rua (CCTAR) quando a principal montra para os seus projectos irá desaparecer. NÃO EXISTE QUALQUER AMOSTRA DE COERÊNCIA NO AVANÇO DO CCTAR ATRAVÉS DA SUSPENSÃO DO IMAGINARIUS. Quando nos pedem compreensão… nós exigimos respostas válidas. Quando nos falam na cultura como prioridade… nós exigimos que assim o seja, mas afinal vemos exactamente o contrário. O desinvestimento na cultura é de todo evidente. Santa Maria da Feira está a afogar-se nas memórias da última década e arrisca uma morte cultural por asfixia.

Quando nos falam na suspensão do festival em 2011 para salvaguardar a dignidade e a excelência da marca Imaginarius não estão certamente a compreender o que dizem. Tais palavras não representam, uma vez mais, a COERÊNCIA que se pede ao projecto e às políticas culturais.

MAS NÃO NOS CALAMOS! NÃO VAMOS ADMITIR A SUSPENSÃO DO FESTIVAL! OS FEIRENSES QUEREM O IMAGINARIUS EM 2011 E SEMPRE!

O balanço desta semana é extremamente positivo. VAMOS CONTINUAR A CRESCER. Continua a convidar amigos e divulgar a VERGONHA que este executivo municipal se prepara para consumar. A ideia inicial era e continua a ser de conduzir um processo através do diálogo, mas se assim tiver de ser haverá certamente outras formas mais expressivas de ouvir um sim… haverá certamente formas mais manifestas de se atingir o objectivo… haverá certamente motivos para sair à rua em luta pelas Artes de Rua.

Que a marca Imaginarius não seja vítima de incoerência política. Que a marca Imaginarius não seja vítima da atrapalhação das actuais políticas culturais para o concelho. Que a marca Imaginarius não seja vítima da falta de vontade política para o levar adiante.

Continuamos a acreditar… marcaremos encontro no Imaginarius 2011!

Suspender o Imaginarius!? NÃO, OBRIGADO!

domingo, 26 de setembro de 2010

Imaginarius: Executivo Municipal do PSD prepara-se para NÃO CUMPRIR o Programa Eleitoral das Autárquicas 2009

Sem tecer grandes comentários, vou apenas transcrever as "promessas" do actual executivo municipal aquando das últimas eleições autárquicas (há apenas um ano), no que à cultura diz respeito.
Com muito poucas palavras ficam à vista grandes lapsos de memória e um conjunto de atitudes que vão totalmente em desencontro com um programa elaborado já em plena crise.
Passo a transcrever:

Mais à frente na Cultura.
Infra-estruturas, actividades e eventos que marcam a diferença e mantêm a nossa oferta cultural como referência nacional.

(...)

Reforçar a aposta nos eventos de referência, pela sua projecção nacional e envolvimento associativo, continuar a promover uma programação cultural que potencie os diversos recursos e intervenientes e seja cada vez mais abrangente:

- Viagem Medieval (...)

- Imaginarius - Manter o evento no top europeu. Diálogo permanente com a comunidade; continuação da realização de projectos que envolvam toda a comunidade (colcha, parada das noivas, instável orquestra, etc.).

- Terra dos Sonhos (...)

- Programação consistente e continuada ao longo do ano.

- Programação permanente e articulada da Biblioteca Municipal, Museu Convento dos Lóios, Museu do Papel e Cine-Teatro, de modo a potenciar os serviços educativos e culturais destes equipamentos.

- Criação de um festival multidisciplinar que percorra as 31 freguesias, potenciando a oferta associativa local.

(...)

Os comentários ficam para quem o entender fazer. Limito-me, por hoje, a apresentar factos, a relembrar que a Cultura feirense parece estar a ser sugada por questões que, para já, escapam ao conhecimento público. Santa Maria da Feira não pode ficar indiferente!

Suspender o Imaginarius!? NÃO, OBRIGADO!

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Transdev responde de forma escassa, incoerente e desproporcionada às reclamações

Uma semanas passaram e eis que mais uma resposta chega da empresa para as reclamações apresentadas quanto à desigualdade tarifária, que prejudica gravemente os utentes feirenses. A classifcação da totalidade das paragens entre S. João da Madeira e Santa Maria da Feira na mesma tarifa é um sistema claramente desproporcionado, que gera grave desigualdade social.
A facilidade administrativa para a empresa nunca poderá prejudicar os passageiros... e pelas palavras da empresa, já que afinal ainda poderão praticar preços mais elevados, estão então a beneficiar outros. Com isto, se concluí que alguém é prejudicado: os feirenses. Raciocínio complexo, este, que não vou desbravar.
Em apenas folha e meia, Manuel Seabra, administrador da Transdev, desvia completamente a questão e volta à temática das promoções, terminando com algo completamente ao lado. Por incrível que possa parecer a resposta da Transdev às desigualdades sociais motivadas pelo seu absurdo sistema tarifário termina com a listagem de promoções pontuais sem utilidade quotidiana (viagens a 1€ para a Viagem Medieval e e Happy Summer são dois exemplos).
De referir, ainda, que a resposta segue com anexo de reportagem do Jornal Labor relativa à mesma questão, onde se concluí apenas o final de uma promoção, que, volto a afirmar, OFICIALMENTE NÃO EXISTE DESDE OUTUBRO DE 2008.
A Transdev mostra uma vez mais TOTAL desinteresse pela questão, sem revelar nenhuma consideração pelos seus clientes. Terminado o prazo que solicitei para a reformulação do sistema tarifário, é tempo de passar ao plano B.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Contra a SUSPENSÃO do Imaginarius 2011

Vamos juntar forças no Facebook:


Eu digo NÃO!

Câmara admite suspender a edição 2011 do Imaginarius!?
Impensável!
Já o escrevi antes, e volto a escrever, suspender o Imaginarius será MATAR a médio prazo um dos MAIORES FESTIVAIS DE RUA DA EUROPA. Vamos seguir o mau exemplo de Valença?
Não vou escrever mais sobre um assunto que nem precisa de comentários. Digo apenas que antes do Imaginarius há muito mais que se possa cortar. Sendo defensor do investimento em cultura, compreendo a situação económica, mas a Feira atingiu um patamar que impossibilita o cancelamento, não de 2, mas sim de 4 eventos: para além da Viagem Medieval e Festa das Fogaceiras, considero que Imaginarius e Festival para Gente Sentada são marcos tão ou mais fortes. Não em termos de público, nem mediatismo, mas são os melhores nas respectivas áreas. São a imagem da Feira lá fora. São o que de melhor se faz por cá.
Suspender o Imaginarius!? NÃO, obrigado!
NOTA: em declarações ao Público, a Vereadora da Cultura afirma ser pacífica a questão da demolição do António Lamoso, concordo... mas quanto ao Imaginarius, tenho as minhas dúvidas. Por hoje, fico por aqui!

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Dispositivo Electrónico de Matrícula

Alguns dados importantes...

- iniciou (?) hoje a pré-reserva dos DEM;
- CTT (loja e site), Via Verde (loja e site), Aenor, MTOP e Euroscut deveriam iniciar hoje o processo... acontece que pelo menos online NADA! Conclusão: dia 1 de Julho já não pago portagem! Em tempo de olho por olho, dente por dente pagarei com igual atraso. Temos pena!
Outro pormenor, pelo menos a Aenor, no seu site remete a distribuição exclusivamente para CTT e Via Verde.
- o processo será absolutamente à portuguesa (burocracia pura e dura)... ora veja-se: pré-reserva online ou nas lojas com documento válido até 21 de Julho. Na ausência deste documento: infracção! Depois disto, a deslocação ao balcão dos CTT ou da Via Verde será obrigatória. E no caso de não estar disponível o DEM, será emitido novo documento válido por 6 meses... só uma questão: entretanto passa o período grátis (16 Dezembro 2010) e lá vão os "burros" dos portugueses pagar 19 euros mais IVA? Mas isso agora não interessa nada, como diria uma célebre cara da tv nacional.

Entretanto vale a pena aprofundar as leituras, de tal modo que surgem frases do arco da velha: "A partir de 1 de Julho de 2010, caso não tenha sido activado um sistema de pagamento e tenha efectuado passagens nas auto-estradas que apenas têm sistema electrónico de cobrança de porta...gens, deverá efectuar o pagamento dos valores de portagem devidos nos cinco dias úteis seguintes à passagem, numa Estação dos CTT ou num Agente Payshop". Sem comentários por favor. Quem irá pagar a "dívida" aos correios? Eu não serei concerteza.
Mais ainda: "O Código da Estrada prevê uma multa de 120 a 600 euros em caso de incumprimento desta obrigação, que motiva adicionalmente a apreensão do veículo". O quê? Mas que raio de infracção tão grave é esta para levar à apreensão do veículo?
Desisto! Basta de palhaçadas! Por hoje nada mais escrevo sobre esta novela, com argumento tão reles, que nem a classificação de mexicana consegue.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Venha o chip e os 45 cêntimos...


Ora, eis que chegou o dia de todas "novidades". Se dentro de uma semana nada for chumbado na (des)Assembleia da República(das bananas), a partir de 1 de Julho passaremos a pagar portagem na A29. Surgem-me, então, algumas simples questões... number one:
- se ainda nada está 100% definido, qual será o prazo para "aquirir gratuitamente" o famoso chip, vulgo Via Verde, de modo pagar as ditas cujas? Será de um dia para o outro?

Outro ponto... nunca fiz as contas, mas o trajecto para o Porto via A29 tem certamente mais de 20 km, ora se de acordo com o decreto hoje publicado em Diário da República, apenas o troço a norte de Miramar está "isento", ao contrário do que há bem pouco tempo era anunciado, porque motivo pagarei 0,45 € para chegar ao Porto? Os famosos 8 cêntimos por quilómetro dariam para qualquer coisa como 1,60€. Bem mais do que pela A1! Então, mudamos de ideias?
Voltando aos famosos 8 cêntimos por quilómetros, teremos portajados cerca de 5 quilómetros e meio. Se de Arada (pórtico a sul da Feira) a Miramar (pórtico a norte da Feira) temos pouco menos de 30 quilómetros, então como estão feitas as contas?

Conclusão: neste amaranhado de nuvens cinzentas e muito fumo negro continuamos às escuras, ou melhor acendeu-se um pequena lâmpada: pagaremos efectivamente 45 cêntimos para chegar de Santa Maria da Feira ao Porto pela A29... como e quando? Deixemos acalmar a poeira!

sábado, 24 de abril de 2010

Jardim nasce no antigo Tribunal

O edifício do antigo Tribunal de Santa Maria da Feira vai ser demolido e o espaço transformado num jardim. No entanto, a Câmara Municipal insiste na ideia da construção de um novo Palácio da Justiça e, por isso, vai manter o local disponível.

Há precisamente dois anos que o Tribunal da Feira foi encerrado devido ao iminente risco de colapso. O edifício não ruiu, mas o destino desta estrutura com graves deficiências de concepção está definitivamente traçado. De acordo com informações do vereador Celestino Portela, só no passado mês de Março é que o espaço foi devolvido oficialmente pelo Ministério da Justiça à Autarquia, proprietária do terreno.

"Até aqui nada podíamos fazer. Agora, estamos a tratar dos pormenores do concurso para a demolição do edifício que será efectuada em duas fases distintas", precisou o autarca. Celestino Portela adianta que o referido concurso público irá ocorrer nos próximos três meses, seguindo-se a adjudicação da empreitada.

Numa primeira fase, será demolido apenas o edifício central, com dois pisos, onde se encontrava toda a vertente operacional do antigo tribunal. Mais tarde, e sem data ainda estabelecida, será demolido o bloco lateral (um piso).

O vereador garante que, apesar da demolição, a Autarquia mantém a sua posição: "Não vamos construir nada naquele espaço até que um Governo, no futuro, decida construir um novo tribunal no mesmo local". Uma posição que tem sido reiterada pelo Executivo, apesar de o actual Governo ter optado por alugar um edifício para o efeito. Enquanto isso não acontece, o espaço será ajardinado. No interior das instalações encontra-se algum mobiliário que deverá ser entregue à Câmara que irá distribuí-lo por instituições e colectividades do concelho.