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sábado, 26 de julho de 2008

A moda das Parafarmácias

O Feira Nova de Santa Maria da Feira prepara-se para abrir um estabelecimento de venda de medicamentos não sujeitos a receita médica, vulgo parafarmácia. As obras decorrem há cerca de um mês e estão em fase de conclusão. O hipermercado ganha um novo espaço saúde, onde para além da parafarmácia se concentrarão os produtos de higiene e beleza, bebé e dietética.
Ao que parece o negócio parece dar frutos... pelo menos este tipo de estabelecimentos cresce como cogumelos!

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Paint a Smile - Pintar um Sorriso

Equipa de ciclistas que viajou 1900, desde Genebra, chega amanhã ao Hospital São Sebastião... e faz-se acompanhar de muita vontade de entrar em acção e construir a nova decração do serviço de pediatria do hospital de Santa Maria da Feira. A chegada está prevista para as 14h30, com entrada na cidade, via Sanfins, pela Av. 25 de Abril. A Liga dos Amigos do HSS convida todos os feirenses a saírem à rua de mostrarem o seu apoio a esta iniciativa.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

De volta às Farmácias...

... e à incompreensão autárquica.
A Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, atendendo á nova capitação no regulamento de abertura de novas farmácias que vigora desde o final do ano passado, decidiu solicitar a abertura de 3 novos estabelecimentos no concelho (Arrifana, Argoncilhe e Fornos). Nada a reclamar até chegar à velha questão... da qual há meses venho escrevendo. Conforme se pode ler no artigo 2º na portaria 1430/2007 a capitação, ou seja número de habitantes por farmácia, passa a ser de 3500, considerando a população do concelho. Ora, aqui está o problema... trata-se de habitantes do município e não de freguesia! Embora os pedidos de instalação tenham de indicar uma localização mais ou menos concreta (freguesia e se possível lugar), o número de habitantes minimo para a abertura refere-se à totalidade de um concelho, salvaguardando distâncias específicas para outras farmácias e estabelecimentos de saúde. Assim sendo, e tendo em conta os 146.000 habitantes do concelho, com base nos últimos dados do INE, a Feira terá mercado para 41 farmácias... dado funcionarem 26 neste momento, podem ser pedidas até 15 novas licenças. Então, porque só se pedem 3? Até pode não haver interessados nos concursos, mas o dever da autarquia é zelar pela qualidade de vida... e tanto quanto sei, o acesso ao medicamento e outros serviços de saúde também contam para os índices de qualidade de vida.

domingo, 27 de abril de 2008

Projectos SMF

Há algum tempo decidi listar os mais que muitos projectos que se vão anunciando por terras de Santa Maria. Se metade deles se tornar realidade nos próximos 5 anos já será muito bom... de qualquer forma fica a lembrança, incompleta, para que nenhum caia no esquecimento.
Nesta lista são omitidos os projectos privados de urbanização, sendo apenas referenciados aqueles que partem de iniciativa da autarquia ou outras instituições.

> Av. da Europa
e Nó do Casal (Feira-Arouca)
Ligação Norte ao centro da cidade - 2 x 2 vias
Freguesias: São João de Ver e Feira

> Urbanização Eira Velha
Freguesia: Feira
Dependente do projecto final da Via Feira-Arouca (já adjudicado) e da Av. da Europa


> Via Feira-Arouca
Freguesias: Feira/Sanfins/Escapães/Arrifana/Milheirós de Poiares
Traçado em Túnel na Cruz
Formato 2 x 2 vias entre A1 e A32


> A32 | Oliveira de Azeméis - Vila Nova de Gaia
Freguesias: Milheirós de Poiares/ Arrifana/ Pigeiros/ Romariz/ Guisande/ Louredo/ Gião/ Vila Maior/ Canedo
Nós de Ligação: com a Feira/Arouca (Milheirós de Poiares), com o Eixo das Cortiças/EN326 (Gião), Canedo

> Prolongamento A41 | Picôto - Campo
Freguesia: Argoncilhe


> Eixo das Cortiças
Atravessamento do concelho Litoral-Interior, com ligação à A29 (Rio Meão) e à A32 (Gião)
Freguesias: Rio Meão, São João de Ver, Caldas de São Jorge, Lobão, Gião

> Via Feira - Nogueira da Regedoura (primeiro Troço em Construção)
Continuação da Av. da Europa para norte, fazendo a ligação ao Parque Empresarial da Cortiça, à Via Lourosa-Lamas e à A41 (Nogueira da Regedoura)
Freguesias: São João de Ver, Lamas, Mozelos, Nogueira da Regedoura

> Plano de Estacionamento da Cidade da Feira
- Instalação de Parquímetros em algumas artérias da cidade (1ª fase - centro histórico)
- Parque de Estacionamento Subterrâneo no Empreendimento D. Manuel I (300 lugares)

> Requalificação e Ampliação Escola Secundária SMF
Início das obras anunciado para 2009
Freguesia: Feira

> Nova Escola EB 2,3 (+S ?)
Localização aprovada pela DREN, segue-se a fase de projecto
Freguesia: Feira (fronteira com Travanca)

> Alargamento da Escola de Arrifana (Ensino Secundário)
Freguesia: Arrifana

> Alargamento da Escola da Carga (Ensino Secundário)
Freguesias: Gião e Lobão

> Alargamento da Escola de Argoncilhe (Ensino Secundário)
Freguesia: Argoncilhe

> Plano de urbanização de Picalhos
Freguesia: Feira
Resolução de Conselho de Ministros nº 147/2007
Área de Intervenção - 230600m2
Área de Construção de Habitação Unifamiliar - 115069m2
Área de Construção de Habitação Colectiva - 13613m2
Área de Arruamentos/Passeios/Estacionamento - 83242m2
Área de Equipamentos - 3091m2
Área de Espaços Verdes - 592m2



> Novas Instalações Escola de Hotelaria e Turismo
Freguesia: Feira (?)

> Requalificação das Margens do Cáster (Centro Histórico - Balteiro)
Primeira fase (Centro Histórico - Guimbras) em construção
Freguesia: Feira

> Requalificação das Margens do Uíma (16Km)
Atravessamento de todo o concelho

> Via Pedonal Lourosa-Feira
Freguesias: Lourosa/Lamas/São João de Ver/Feira

> Prolongamento Av. Crispim Borges de Castro (Vila Boa - Balteiro, Lar de Idosos/Nova Escola E.B. 2,3)
Obra pronta para arrancar
Freguesia: Feira

> Ligação da Rua Prémio Nobel da Paz à Rua da Circunvalação | Viaduto sobre a Linha do Vouga
Desentendimento com a REFER
Freguesia: Feira

> Passagem inferior | Linha do Vouga
Desentendimento com a REFER
Freguesia: Oleiros

> Centro de recursos para Doentes Neuromusculares
Freguesia: Feira (Quinta de Santo André)
Associação Portuguesa de Doentes Neuromusculares

> Centro Coordenador de Transportes
Freguesia: Feira


> Feira Park (ex Portus Park)
Parque de Ciência e Tecnologia
Freguesias: Espargo/São João de Ver


> Parque Empresarial da Cortiça
Freguesias: Lamas/Lourosa


> Parque Empresarial da Reciclagem de Materiais
Freguesia: Pigeiros
Pólo 1 do PERM do Entre Douro e Vouga, com funções sobre os concelhos de Santa Maria da Feira e São João da Madeira. O Pólo 2 ficará localizado em Rossio - Vale de Cambra e terá acção sobre os concelhos de Arouca, Oliveira de Azeméis e Vale de Cambra.



> Forum Santa Maria da Feira
Freguesia: Feira
33.000m2 ABL total
15.000m2 Hipermercado
1.600m2 Praça de Alimentação
1.600m2 Cinemas (5 salas)
Abertura: 2009


> Expansão do Europarque - Nova Exponor
Freguesias: Espargo e São João de Ver

- EXPONOR ("Centro Comercial de Exposições") - 80.000 m2
- Museu da Indústria
- Hotéis e Aparthotéis
- Centro de Arte
- 2 Campos de Golf (18 + 9 Buracos)
- Clínica de Cuidados Continuados
- Zona Habitacional (5000 a 7000 Habitantes)
- Implantação de empresas em diversas áreas: sector automóvel, indústria farmacêutica, novos materiais para construção civil, ...

- Nova ligação à A1
- Nova ligação ao litoral
- Nova ligação à A29 (?)



> Saneamento
- Conclusão da Rede em Baixa (2010)
- Conclusão da Rede em Alta (Construção de exutores de ligação às ETAR: Bacia do Douro para as 4 novas ETAR do Concelho, Bacia da Laje e Cáster para a Cacia e Salgueiro; Bacia do Antuã para Salgueiro; Bacia de Rio Maior para Remolha e Espinho)
- Construção das ETAR (Argoncilhe, Canedo, Fiães, Inha)
- Requalificação de ETAR existentes (Lourosa, Remolha)

> Paços do Concelho
Freguesia: Feira
Processo que se arrasta e que pode culminar em nova alteração, actualmente aponta-se para um terreno na Av. 25 de Abril, junto aos Bombeiros


> Campus da Justiça
Evolução do projecto do novo Tribunal, acolherá todos os serviços resultantes da reforma do mapa judiciário
Freguesia: Feira (Edificio D. Manuel I)

> Nova Esquadra PSP
Freguesia: Feira (Quinta de Santo André)

> Novo Estádio Marcolino de Castro
Integrado no novo Complexo Desportivo do Feirense
Dependente de entendimento com a Família Marcolino de Castro
Freguesia: Sanfins


> Complexo Desportivo da Fundação Técnica e Científica do Desporto
Freguesia: Espargo

Infra-Estruturas:
Edifício Sede| Administração (Espaços Desportivos)

Treinos:
Futsal | Andebol | Voleibol | Basquetebol | Ténis | Atletismo | Musculação | Balneários

Competição:
Piscina Olímpica | Pavilhão Polidesportivo | Balneários

Recreio:
Manutenção - Sauna | Jacuzzi | Squash | Aeróbica | Musculação | Fitness

Outros:
Auditório | Salas Aula | Internato | Restaurante | Dieta Desportiva | Pista de Atletismo | Courts Ténis | Estacionamento


> Expansão do Hospital de São Sebastião
Freguesia: Feira
Construção de novo edifício - Quinta nas traseiras das actuais instalações

> Maio Clinic
Freguesia: Espargo
Hospital Privado especializado em Oncologia e Pólo de Investigação


> Plano de Urbanização da Quinta de santo André (Expansão)
Freguesia: Feira


> Plano de Urbanização de Milheirós
Freguesia: Feira


> Plano de Urbanização do Calvário
Freguesia: Feira


> Plano de Urbanização Balteiro/Vila Boa
Freguesia: Feira


> Plano de Urbanização de Campos
Freguesia: Feira


> Plano de Urbanização da Av. Belchior Cardoso Costa
Freguesia: Feira


> Centro de Artes de Rua
Freguesia: Feira (Antigo Matadouro Municipal)

> Museu da Cortiça
Freguesia: Lourosa

> Hotéis
Suil Park - São João de Ver (3 estrelas - 90 quartos)
Complexo Desportivo Feirense - Sanfins
Rossio - Feira (vontade política de alterar o projecto para uma Pousada)
Europarque - anunciados 3 hotéis e um complexo aparthotel, na gama de 4 e 5 estrelas
Canedo
Mozelos

> Unidades de Retalho
Modelo - Mozelos
Worten - Mozelos
Modalfa - Mozelos
Intermarché - Canedo
Pingo Doce - Gião
Triplo - Gião

terça-feira, 25 de março de 2008

Distribuidora Farmacêutica instala-se na Feira

A Farbeira prepara-se para instalar um centro de distribuição farmacêutica em Santa Maria da Feira. A empresa líder no centro do país entra agora de uma forma mais forte no mercado do Grande Porto, sendo a primeira empresa do ramo a instalar-se no Entre Douro e Vouga. Uma infraestrutura desta natureza permitirá um acesso mais fácil aos medicamentos e uma melhor gestão dos stocks das farmácia. Nas proximidades destes centros um serviço de estafeta permite entregas mais rápidas e eficazes de medicamentos nas farmácias, melhorando de forma significativa o acesso do doente à sua medicação.
A nova infraestrutura deverá iniciar a sua actividade em meados deste ano.

terça-feira, 18 de março de 2008

Cirurgia cancelada por falta de meios

Fábio Ferreira, uma criança tetraplégica de Castelo de Paiva que foi alvo de uma onda de solidariedade no país, que lhe permitiu efectuar uma deslocação a Cuba para tentar recuperar alguma qualidade de vida, foi internado, anteontem, no Hospital de S. Sebastião, em Santa Maria da Feira, para ser operado à anca. Ontem, a poucas horas de começar a operação, o médico anestesista considerou que o hospital não tem meios para essa cirugia porque falta a Unidade de Cuidados Intensivos Pediátricos. Fábio voltou para casa. "Deviam ter-se lembrado disso antes de o internarem", afirmam, indignados, os pais que receberam uma carta do médico para, agora, tentarem melhor sorte noutros hospitais.

in JN

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

HSS finalista de prémio internacional

«O Hospital São Sebastião, de Santa Maria da Feira, é um dos finalistas dos prémios mundiais «MS-HUG Healthcare Innovation Awards», promovido pela Microsoft e pelo «Microsoft Healthcare Users Group».
A solução Medtrix, inteiramente desenvolvida pela equipa do Hospital São Sebastião e que hoje suporta todo o processo clínico electrónico da instituição, garantiu o lugar de finalista na categoria «Clinical Records – Inpatient», a par de um conjunto restrito de outras instituições internacionais na área da saúde.
Os prémios «MS-HUG Healthcare Innovation Awards» dividem-se por diversas categorias (Clinical Records – Inpatient; Clinical Records – Ambulatory; Delivery Transformation; Disease Surveillance; Interoperability; Outcomes Reporting) e visam reconhecer os casos que, a nível mundial, mais tenham inovado na implementação de sistemas de informação na saúde, sobretudo com recurso a plataformas Microsoft.
Os vencedores serão revelados durante um dos maiores eventos mundiais da área, HIMSS08, que decorrerá no próximo mês de Fevereiro na cidade norte-americana de Orlando.»

in iGOV

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

"Urgência" de São João fica aberta mais algum tempo

Foi ontem assinado um protocolo entre a Administração Regional de Saúde do Norte e a Câmara de São João da Madeira, onde se prevê o funcionamento do atendimento nocturno no Hospital de São João da Madeira até toda a população do concelho estar servida por médico de família e ser instalada a tão falada ambulância SBV, que ficou fora do lote atribuído a 1 de Dezembro passado.
Quando tudo estiver preparado a "urgência" irá mesmo encerrar de madrugada, mas só depois de nova avaliação.

Lê o texto integral dop acordo AQUI.

sábado, 26 de janeiro de 2008

DPSM no Hospital São Sebastião


O Plano Nacional de Saúde Mental 2007-2016, recentemente apresentado, prevê a criação de um Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental (DPSM) no Hospital de são Sebastião. Depois de anos de luta por parte do director demissionário, parece que a "guerra" surgiu efeito e o serviço vem mesmo para a Feira, com o objectivo de servir também os concelhos de Arouca, Oliveira de Azeméis, São João da Madeira e Vale de Cambra.

O novo serviço deverá entrar em funcionamento até 31 de Dezembro deste ano.
Lê mais no Plano Nacional de Saúde Mental.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Hospitais de São João da Madeira e Oliveira de Azeméis podem fechar portas...

...e ser substituídos por uma nova unidade de saúde, mais moderna, no seguimento do processo de criação do Centro Hospitalar do Entre Douro e Vouga. Para já pouco se sabe, sendo que apenas se tem falado que o novo edifício será erguido no concelho oliveirense. O ainda director do Hospital S. Sebastião (uma vez que apresentou a sua demissão) também já fala no assunto.

«Os hospitais de S. João da Madeira e de Oliveira de Azeméis deverão encerrar em consequência do surgimento de um centro hospitalar que servirá os concelhos do Entre Douro e Vouga. Hugo Meireles, director do hospital de S. Sebastião, em Santa Maria da Feira, considera aquelas duas unidades "desadequadas" e fala na construção de um novo edifício. Os presidentes das câmaras estão a par de todo o processo.
Depois de ter confirmado, ao JN, que um grupo de trabalho está já a estudar a criação do futuro centro hospitalar, Hugo Meireles referiu esta semana a intenção de fechar os hospitais de S. João da Madeira e de Oliveira de Azeméis. Em declarações ao semanário "Correio de Azeméis", o responsável afirma que a nova unidade deverá ficar num local "entre esses dois concelhos".
Hugo Meireles diz que se trata de uma unidade construída de raiz, vocacionada para a Cirurgia de Ambulatório e para internamento de Medicina, "estando a ser estudado também a eventualidade da implementação do internamento de Psiquiatria".
O administrador confirma, ainda, que há disponibilidade das duas autarquias para ceder terreno para a construção da nova unidade. Contudo, não terão ainda sido efectuados contactos formais entre a Administração Regional de Saúde do Norte (ARSN), entidade que vai gerir o processo, e as câmaras. As mudanças a implementar estarão a ser estudadas em conjunto com os directores dos três hospitais sem qualquer "incompatibilidade", garante Hugo Meireles.
Em declarações anteriormente proferidas ao JN, Hugo Meireles tinha afirmado que a criação do centro hospitalar vai permitir uma melhor reorganização dos serviços hospitalares prestados no Entre Douro e Vouga, região composta por Santa Maria da Feira, Vale de Cambra, Arouca, Oliveira de Azeméis e S. João da Madeira. A valência de Oncologia é um dos exemplos apontados como uma mais-valia que o S. Sebastião poderá prestar aos utentes do Entre Douro e Vouga, assim como a especialidade de Ortopedia que deverá contar com cuidados mais diferenciados.
O JN tentou ouvir o presidente da Câmara de S. João da Madeira, Castro Almeida, mas não foi possível recolher qualquer informação. O gabinete de Imprensa informou que o autarca se encontra no estrangeiro.» in JN

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

O administrador do Hospital de São Sebastião quer acrescentar a Psiquiatria à lista de especialidades da instituição

Hugo Meireles, médico Psiquiatra, está no Hospital desde o início. Chegou seis meses antes da abertura, a 23 de Junho de 1998, para ajudar a colocar a máquina em funcionamento.

Público - O atendimento aos utentes complicou-se desde que o Serviço de Atendimento Permanente (SAP) saiu do hospital?
Hugo Meireles - A saída do SAP do hospital provocou uma diminuição significativa do número de doentes que vêm à Urgência. Os doentes que vinham ao SAP não eram propriamente doentes urgentes. Vinham, muitas vezes, à procura do médico de família ou de uma consulta que não encontravam no centro de saúde. A partir do momento em que os médicos deixaram de fazer horas no SAP, o atendimento deslocalizou-se para os centros de saúde. A abertura de unidades de saúde familiar, que nessa altura começou a acontecer na região, veio claramente mostrar uma diminuição muito significativa dos doentes que vinham ao hospital.

Continua a defender que os médicos de família devem assumir as suas responsabilidades?
Há muitos anos. Os SAP foram um mau serviço para o país. Foram uma resposta encontrada em determinado momento para resolver problemas locais em algumas regiões do país, em que, de facto, havia dificuldade na resposta em termos de consultas urgentes. Os SAP banalizaram-se e estenderam-se a muitas zonas. Não por interesse dos doentes, mas muito mais por interesses profissionais. Era uma forma de concentrarem o trabalho em algumas horas, de terem horas extraordinárias pagas. Não penso que o SAP fosse um serviço para o doente. É uma consulta aberta, feita por um médico que, muitas vezes, não deveria seguir o doente. Os médicos que estão fazer horas em SAP estão a retirar horas ao seu trabalho normal. Voltar a pôr os médicos no seu local de trabalho, a atender os seus doentes, a dar resposta às responsabilidades que sempre deviam ter assumido, é a forma mais correcta de fazer esse tipo de consultas. O encerramento do SAP é um bem para o país.

Quais são as especialidades que fazem falta ao Hospital de São Sebastião?
Basicamente, a Psiquiatria. É a única especialidade que, desde o início, não existe porque não há instalações no hospital que permitam criar este serviço. Na reconversão que está a ser feita, com a perspectiva de criação do centro hospitalar, este projecto volta a ser reequacionado e coloca-se a hipótese de haver um serviço de Psiquiatria a médio prazo. O que, aliás, está nos projectos da Direcção dos Serviços de Saúde Mental.

O hospital tem conseguido dar resposta ao fecho das maternidades de Ovar e de Oliveira de Azeméis?
Infelizmente, sim. Infelizmente, porque tem havido uma forte quebra de natalidade na região. Em 2000, quando encerrou a maternidade de Ovar, chegámos a fazer 3050 partos. Neste momento, com o encerramento da maternidade de Oliveira de Azeméis - que faria 700 a 750 partos por ano - deveríamos ter novamente ultrapassado os três mil partos, mas não devemos ter chegado aos 2700.

O Hospital de São Sebastião foi o primeiro hospital a testar a gestão empresarial. É esse o caminho?
Não há outro caminho e não há retrocesso. Quando falamos em gestão empresarial não estamos a falar em privatização de hospitais, mas sim em utilizar métodos de gestão que são típicos das empresas. É o caminho para a sustentabilidade deste mundo empresarial dos hospitais, que representam sensivelmente metade da despesa do orçamento do Ministério da Saúde.

Nove anos de actividade do hospital provou-nos que é possível gerir um hospital em Portugal com sustentabilidade económico-financeira e com qualidade - pelo menos idêntica à qualidade média dos hospitais portugueses. Do ponto de vista económico-financeiro, o Hospital de São Sebastião foi o único hospital que conseguiu viver com o que é o pagamento feito pela produção do hospital.

Ao contrário da maioria dos hospitais portugueses, o Hospital de São Sebastião nunca recebeu verbas de convergência.

Entrevista de: Sara Dias Oliveira
Fonte: Público, 6 de Janeiro de 2008
in Portal da saúde

sábado, 12 de janeiro de 2008

Por cá há sempre alguma coisa a correr mal!

E como sempre a falta de coordenação e informação aliadas à bipolarização de entidades, já habitual nesta região (Norte vs Centro), dá barracada. Estão prometidas melhoras... será que é possível?

«Ao contrário do que mostram os protestos, os números não indicam, para já, que os encerramentos de serviços de urgência em pequenos hospitais e de atendimentos nocturnos em vários centros de saúde estejam a criar o caos nos hospitais para onde os doentes passaram a ser referenciados. À excepção do caso de Santa Maria da Feira - que passou uma semana atribulada após o fecho da urgência de Ovar, por "falta de coordenação" -, as restantes unidades (Chaves, Vila Real, Gaia e Coimbra) dão conta de um acréscimo imperceptível.»

Descoordenação e falta de informação
«No caso de Santa Maria da Feira, o administrador Hugo Meireles admite, contudo, que o encerramento da urgência de Ovar implicou um aumento de cerca de 200 atendimentos diários na semana entre o Natal e o Ano Novo, num total de 600 episódios diários para um serviço cuja capacidade limitada já motivou um concurso para obras de ampliação. "O fecho (de Ovar) não foi devidamente preparado previamente", até por uma questão de "descoordenação" enquanto a unidade da Feira depende da ARS Norte, a de Ovar responde à ARSC»

Fonte: Mais Saúde

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

HSS - 9 anos

9 anos depois, o "monstro" que se erguera em Santa Maria da Feira torna-se exíguo para as novas necessidades. Aquele que teria sido projectado como hospital para servir os concelhos de Santa Maria da Feira, Arouca e Castelo de Paiva é hoje a unidade de nível 2 de uma região bem mais vasta, com cerca de 400.000 habitantes. Aquilo que muitos afirmaram estar sobredimensionado, afinal revela-se escasso para as necessidades da região.
Com os novos serviços que ao longo do tempo foram nascendo na unidade toda a região fica a ganhar, deixando para trás as viagens para Gaia e Porto em muitas situações, mas até hoje o espaço não cresceu! O encerramento de serviços de saúde na região antes da conclusão da remodelação/ampliação do serviço de Urgência Médico-cirúrgica do HSS, em paralelo com o atraso das USF e a gravíssima falta de informação à população gerou uma situação que começa a ser caótica... chegando a atingir-se 7 horas de espera para os casos menos graves.

Hoje o JN divulga algumas palavras do director que revela que o futuro passa pela criação do Centro Hospitalar, com sede no São Sebastião e que albergará os hospitais de São João da Madeira e Oliveira de Azeméis.
«A criação do futuro Centro Hospitalar, ainda este ano, é encarado como o principal desafio para esta unidade hospitalar que passará a concentrar as principais valências dos três hospitais do Entre-Douro e Vouga.»
«No Serviço de Urgência, alvo dos principais queixumes da população, vive-se uma situação de "claustrofobia" com as instalações a revelarem-se exíguas para o crescente número de doentes. Consequência do encerramento ou reestruturação das urgências "vizinhas", sem que as obras de ampliação no "S. Sebastião" fossem atempadamente iniciadas. Os tempos de espera para o atendimento têm aumentado.»

Solução à vista?
O JN de hoje, por palavras do directos do HSS, afirma que sim:
«A principal lacuna prende-se com o serviço de urgência. Hugo Meireles confirma que os níveis de recurso à urgência "são demasiados elevados para estas instalações", reafirmando que está concluído o projecto de alargamento, faltando lançar o concurso público.»

sábado, 29 de dezembro de 2007

Urgência do São Sebastião no limite

Quem o diz é o próprio director do HSS - Hugo Meireles - em entrevista à RTP. Ontem, pela primeira vez, o director do Hospital São Sebastião admitiu esperas superiores a 6 horas, relatando afluências diárias à urgência na casa dos 600 doentes. Estes números que surgem após o encerramento dos serviços de urgência de Espinho e Ovar, mostram que algo continua a funcionar mal nos Centros de Saúde, uma vez que a maioria dos atendimentos não se referem a verdadeiras situações de emergência médica.
Mais uma vez fica claro que a informação é a melhor solução... grande parte da população de Ovar desconhece o serviço de consulta aberta no Centro de Saúde e desloca-se directamente à urgência do Hospital. Embora muitos o queiram negar o processo que está a ser levado a cabo para a modernização dos serviços de saúde, e que me parece ser a melhor solução, não é alvo de informação suficiente à população e a consequência está à vista.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

USF

Este post serve de resposta a um comentário anónimo, um tanto ao quanto revoltado contra o que escrevi há uma semana sobre a nova Unidade de Saúde Familiar de Santa Maria da Feira.

Devo começar com um esclarecimento... ao contrário do que pode parecer sou um apoiante deste novo modelo para os serviços de saúde primários, mas continuo a reclamar do seu modo de implementação no concelho feirense. Para lá do encerramento do SAP antes do funcionamento das unidades, muito se pode dizer das aberturas, em particular desta, até porque acompanhei mais de perto.




Antes da resposta devo dizer que acedi à sugestão de alguém anónimo e já tenho o Guia do Utente, que deixo também aqui no blog para que toda a população tenha acesso... até porque a maioria das pessoas continua sem saber o que aconteceu ao seu médico de família. Sim, porque alguns médicos abandonaram mesmo os seus doentes, que agora passam a ser da responsabilidade de outro médico, sem qualquer informação ou esclarecimento. Mais, a USF abriu sem qualquer preparação, ao ponto dos doentes se dirigirem ao Centro de saúde para uma consulta com o seu médico e ouvirem algo do género: o seu médico agora é...
Quanto às melhorias, acredito que venham a surgir, mas por estes dias só caos! E desengane-se quem pensava que os atrasos nas consultas do seu médico de família seria corrigidos, para já os atrasos de atendimento são brutais.

Muito sinceramente espero que esta USF siga o exemplo de outras, mas abrir sem o mínimo de informação nem condições!? Sem marcação de consultas até 2 de Janeiro? Só uma questão: um dos princípios das USF não é algo como garantir o acesso a uma consulta programada num prazo aproximado de uma semana? Ora, com abertura a 21 de Dezembro e marcação de consultas apenas a 2 de Janeiro... já lá vão duas semanas!

A questão volta a ser porquê abrir à pressa?
Deixo o desejo de melhorias largas no serviço, para que a população diga, como em tantos outros sítios, que valeu a pena a mudança... para já melhorias só a lavagem da cara do Centro de Saúde.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

USF Terras de Santa Maria

Sem aviso prévio... sem ninguém saber, nem os habitantes afectados, aí está a nova Unidade de Saúde Familiar da Feira. Depois da confusão dos últimos dias, das obras apressadas, das reclamações médicas, dos abandonos na equipa e de muitas dúvidas na população, está em funcionamento a segunda USF da cidade, pelo menos assim anuncia o "Terras". Haverá vantagens?
Sinceramente não sei... o que começa torto!!!!
As pessoas afectadas nada sabem do assunto... nem se entram para a nova Unidade. Mais, alguns médicos abandonaram o serviço... e os seus utentes?
Trarão os próximos dias respostas?

Só por curiosidade, esta nova unidade já se encontra na lista oficial do Ministério da Saúde... muita eficiência. Estou maravilhado!
AQUI.

sábado, 8 de dezembro de 2007

Centro de Recursos para Doentes Neuromusculares arranca em 2008

«A Associação Portuguesa de Doentes Neuromusculares (APN) apresenta sábado à tarde o projecto do seu primeiro Centro de Recursos que pretende construir num terreno de 5.300 metros quadrados cedido pela Câmara local no lugar de Santo André, junto aos Missionários Passionistas.
A primeira fase deverá arrancar durante o primeiro semestre de 2008, envolvendo um investimento de 180 mil euros, excluíndo custos de equipamento, ainda sem comparticipação estatal assegurada.
“A urgência é tal que não podemos continuar à espera de financiamentos. Os 500 doentes que acompanhamos não podem continuar a espera, porque cada minuto conta na vida deles”, disse Assunção Bessa, presidente da APN que conta com um milhar de sócios em todos os distritos do País.
Uma primeira candidatura apresentada ao Programa PARES para o centro de recursos não foi contemplada, aguarda-se agora pelo resultado da segunda tentativa.
A APN funciona actualmente num espaço provisório cedido pelos Bombeiros Voluntários Portuenses, na cidade do Porto. A futura sede ficará localizada no edifício a erguer no terreno doado pela Câmara feirense já em 2000.
O Centro de Recursos prevê diversas valências para atender acompanhar doentes através de equipas pluridisciplinares que vão trabalhar em ligação próxima com famílias.
Segundo Assunção Bessa, “será o primeiro passo” para um objectivo mais ambicioso que passa pela construção do lar residencial com capacidade de 10 a 12 utentes orçado em 750.00 euros.»

in Notícias de Aveiro

sábado, 1 de dezembro de 2007

VMER da Feira entra hoje em acção

Depois de meses de espera, após o anúncio do Ministro da Saúde, aí está a Viatura Médica de Emergência e Reanimação, que nasceu publicamente com mais uma polémica em pleno Telejornal da RTP. No início do ano o Ministro anunciava em directo a instalação deste equipamento, mas enganou-se, convictamente, no local. Em público e durante mais de 24 horas permaneceu a informação da sua instalação em São João da Madeira. O disparate foi corrigido e a VMER entra hoje em acção!

«A Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) estará localizada no Hospital de Santa Maria da Feira e funcionará com médico e enfermeiros desta unidade de saúde.
Com a entrada em funcionamento desta viatura, o INEM passa a dispor de 38 VMER em Portugal.
A VMER é um veículo de intervenção pré-hospitalar, especialmente concebido para o transporte rápido de uma equipa médica directamente para o local onde se encontra o doente.
Estes veículos dispõem de uma equipa constituída por um médico e um enfermeiro, estando equipados com material para Suporte Avançado de Vida.»

Hoje, entram também em funcionamento 11 novas ambulâncias INEM, ficando uma delas sediada em Espinho, com a função de Suporte Básico de Vida.

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sábado, 17 de novembro de 2007

Hospital São Sebastião é "bom" pagador...

Pelo menos é o melhor! O que não quer dizer que seja bom!

«Em Setembro deste ano, a dívida total das EPE ascendia aos 597,3 milhões de euros, quando em Março de 2005, quando o actual Executivo tomou posse, se fixava nos 356,7 milhões.
O prazo médio de pagamento também aumentou para mais de um ano e há mesmo um hospital que demora mais de três anos a efectuar os pagamentos.
O pior pagador é o Centro Hospitalar Lisboa Central, que engloba o Hospital dos Capuchos, São José, Santa Marta e Estefânia, com 74,7 milhões de euros. Em segundo lugar está o Hospital de Santa Maria, em Lisboa, com 59,3 milhões de euros, seguido do Centro Hospitalar de Setúbal, com 56,8 milhões.
No extremo oposto está o Hospital São Sebastião, em Santa Maria da Feira, com 877 mil euros de pagamentos em atraso.»
in Correio da Manhã

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

15 novas Farmácias podem abrir na Feira

A portaria 1430/2007, publicada em Diário da República há uma semana vem finalmente esclarecer a atribuição de novas farmácias por concurso à luz do novo Regime Jurídico do sector. Para lá das fantásticas novidades e dos sorteios que passam a ser o pão-nosso de cada dia, temos um número a registar... a tão falada redução da capitação acontece mesmo. Agora não são precisos 4000 habitantes para suportar a tese de abertura de uma nova farmácia, mas apenas 3500, o que permitirá a abertura de algumas centenas de farmácias em Portugal.
No caso da Feira há mais algumas farmácias a acrescentar aos números que publiquei há cerca de um mês. Considerando, tal como sugere a portaria, os últimos dados do INE, a Feira conta com 145247 habitantes. Considerando a nova capitação de 3500 habitantes por farmácia, o concelho tem capacidade para a existência de 41 farmácias... mas hoje só existem 26! Feitas as contas há agora 15 farmácias para abrir no concelho. A ver vamos se desta vez as contas batem certo e não há proteccionismo contra sabe-se lá quem!