Mostrar mensagens com a etiqueta Tradição. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Tradição. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Festa das Fogaceiras ganha cada vez mais força na Venezuela

Mais de 600 pessoas participaram no domingo em Caracas na Festa das Fogaceiras, uma tradição de Santa Maria da Feira que cada vez mais ganha força entre a comunidade portuguesa na Venezuela.
A festa teve lugar no Centro Português de Caracas e começou com uma missa em honra do mártir São Sebastião, seguida por uma procissão acompanhada pela Banda de Música Francisco de Miranda e na qual duas dezenas de meninas luso-descendentes transportaram fogaças (pão doce) à cabeça.
Na festividade participaram ainda representantes das autoridades diplomáticas e consulares portuguesas e o vereador das Finanças e Desenvolvimento Económico da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, Celestino Portela, que mostrou-se impressionado pela devoção dos lusitanos emigrados no país.
"Vermos feirenses emigrados noutros países a fazerem esta recriação, sem o apoio institucional direto que naturalmente existe em Santa Maria da Feira, para nós tem muito valor e a razão pela qual nós fazemos sempre questão de estar presentes", disse.
Ernesto da Silva Cardoso, presidente da Associação Civil Amigos de Terras de Santa Maria, que organizou a festa das Fogaceiras, explicou que a festa leva vários meses de preparação e que atualmente o pão doce é feito localmente.
Por outro lado insistiu na importância dos jovens participarem naquela celebração religiosa, vincando que já começam a participar activamente.
Das festividades que se prolongaram até à madrugada de hoje fizeram parte ainda um festival musical e gastronómico.
 
@ dnoticias.pt

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Emigrantes da Feira em Caracas e no Rio de Janeiro repetem domingo a Festa das Fogaceiras

Em Santa Maria da Feira, a tradição tem 508 anos e no passado domingo registou mau tempo, obrigando ao cancelamento da procissão que levaria 250 meninas num cortejo pelo centro histórico da cidade.
Em Caracas já serão só 20 a 30 fogaceiras a desfilar, mas espera-se tempo de verão e o mesmo deverá verificar-se também no Rio de Janeiro, em que a festa se faz exatamente com 35 meninas: uma para transportar a réplica do castelo da Feira, outras três para acessórios votivos e ainda outra por cada uma das 31 freguesias do concelho (de acordo com o mapa anterior à reforma administrativa). 
@ Sapo

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Mau tempo obriga 250 fogaceiras a ir de autocarro

As meninas de branco que hoje protagonizam a Festa das Fogaceiras trocaram o cortejo matinal no centro da Feira por uma viagem de autocarro até à Igreja Matriz, onde cumpriram a tradição de deixar a fogaça a S. Sebastião.

Em causa está a centenária promessa de, por cada ano a salvo da peste negra, no dia 20 de janeiro ser oferecida ao mártir uma fogaça, que, tradicionalmente, é transportada à cabeça dessas crianças e jovens num cortejo cívico durante a manhã e em procissão durante a tarde.
"Às 10:30, contudo, o mau tempo obrigou à alteração dos habituais procedimentos, como explicou à Lusa Fátima Magalhães, que há anos assume a responsabilidade de verificar o rigor dos trajes brancos: "As meninas costumam vir a pé com a fogaça na cabeça, mas este ano vieram de autocarro com ela no regaço e estão satisfeitas na mesma - e se calhar até se sentem mais importantes".
As inscrições apontavam para a participação de 290 fogaceiras, mas, estando em causa um evento de "iniciativa espontânea", não era obrigatória a comunicação de desistências e cerca de 40 acabaram por não comparecer à chamada da manhã.
Cristina Tenreiro, vereadora da Cultura na Câmara da Feira, já tinha anunciado que "o voto a S. Sebastião tem sempre que ser cumprido, aconteça o que acontecer". Por essa razão, a autarquia preparara antecipadamente os autocarros municipais, de forma a que as pequenas fogaceiras passassem diretamente da Câmara - onde lhes foram entregues as fogaças e as faixas de cetim para a cintura - para os claustros do Museu Convento dos Loios, adjacente à Igreja Matriz.
Daí as meninas seguiram diretamente para o interior do templo, num percurso que deverá inverter-se às 15:30. "Provavelmente não haverá procissão", prevê a vereadora. "As meninas voltam a circular só entre a igreja e os claustros".
Filipe Constantino esperava nesse local uma hipótese de entrar na igreja, que "nunca deu para toda a gente e este ano ainda está mais apertada".
"É uma pena estar o dia como está, que isto é giro é com sol, na rua", admitiu. "Mas obrigar as miúdas a andarem a pé com este tempo era muito sacrifício. Não se pode pedir de mais".

@ Diário Digital

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Meio milhar de fogaças benzidas enviadas a emigrantes

França, Suíça, Luxemburgo, Timor, Austrália, Canadá e Estados Unidos são países para onde o fabricante de fogaças Rogério Portela envia, esta semana, 400 a 500 pães doces benzidos que os emigrantes de Santa Maria da Feira vão saborear domingo.
É esse o dia da Festa das Fogaceiras, altura em que o concelho celebra o seu feriado e cumpre a tradição de levar cerca de 200 meninas vestidas de branco a oferecerem uma fogaça a S. Sebastião, em agradecimento ao santo por os proteger, há já 508 anos, da peste negra.
Rogério Portela, proprietário do Café Castelo, estabelecimento fundado em 1943, admitiu que há uma década os emigrantes lhe pediam mais fogaças, mas, ainda assim, as solicitações continuam significativas: "Esta semana ainda vão ser 400 a 500 as que enviaremos para o estrangeiro, sobretudo para países como a França, a Suíça e o Luxemburgo, mas também para a Austrália, o Canadá e os Estados Unidos, com uma ou outra a seguirem para Macau e Timor".
A cliente que tem mais cuidado em pedir uma fogaça benzida para enviar às freiras de Coimbra é, segundo o empresário, "a filha do último conde da Feira", mas o facto é que, por estes dias, quase todos os compradores recebem o seu pão doce já abençoado, mesmo sem o saberem.
"Um padre [do seminário] passionista vem cá umas três ou quatro vezes esta semana e acaba por abençoar todas as fogaças que estejam prontas e mesmo as que ainda vão entrar no forno", explica o dono do Café Castelo.
Quanto às que seguem para a comunidade emigrante, cada uma tem cerca de um quilo e custa 10 euros, ao que acresce um euro pela embalagem de cartão ou 2,5 pela caixa metálica. 

@ DN

Fogaceiras desfilam domingo em S. M. da Feira com "maior devoção" contra o desemprego

O centro histórico de Santa Maria da Feira recebe domingo centenas de meninas vestidas de branco para o desfile das Fogaceiras, que, segundo a responsável pelo evento, merecerá este ano "devoção maior, contra o flagelo do desemprego".
Cristina Tenreiro, que coordena a programação da Festa das Fogaceiras enquanto vereadora da Cultura na autarquia local, declarou hoje à agência Lusa que espera, este ano, "uma participação muito maior do que é costume, porque o cortejo será ao domingo e as pessoas vão ter mais disponibilidade para vê-lo com a família".
Milhares de visitantes são esperados, assim, na cidade durante o feriado municipal que, cumprindo uma tradição já com 508 anos, leva cerca de 200 "donzelas virgens em idade casadoira" a oferecerem a S. Sebastião uma fogaça, que é o pão doce regional com que os populares agradecem ao mártir a proteção por mais um ano a salvo da peste negra.
Este ano, contudo, há outra bênção a pedir ao padroeiro. "Temos que ter uma devoção ainda maior", explica Cristina Tenreiro, "porque o principal flagelo agora é o desemprego e temos que encontrar forças para resistir às dificuldades e para encontrar novas formas de as enfrentar".
A primeira parte da Festa das Fogaceiras ocorre de manhã, com as meninas a saírem da Câmara Municipal em direção à Igreja Matriz, para a missa de bênção das fogaças. Desta vez, contudo, "a cerimónia religiosa vai ser um bocadinho diferente, porque o altar está a ser restaurado e a estética do local vai ter que ser alterada".
Terminada a eucaristia, as fogaças ficam à guarda da igreja, mas, às 15:00, voltam a sair do edifício à cabeça das crianças, que as levam a desfilar em torno do centro histórico da cidade - que a vereadora garante que "já está preparada para receber muita gente".
No final das cerimónias, o pão doce é então distribuído e, se antigamente era fatiado para distribuição pelos pobres e pelos presos, agora a divisão faz-se de outra forma: "Das fogaças do cortejo, fica uma para cada menina levar para casa e depois há umas 800 que a Câmara distribui pelo comando militar, pela sede da Igreja no Porto, e por autarcas e outros convidados presentes na cerimónia".
O programa da Festa das Fogaceiras não se limita, contudo, às cerimónias de cariz religioso, envolvendo várias outras atividades de caráter desportivo, recreativo e cultural, como é o caso do teatro de revista em cena às 21:00 de sábado e domingo no Cineteatro António Lamoso.
As restantes opções incluem ainda a exposição coletiva de pintura "Panis Populi - Ilusão, Partilha e Emoção", patente até 26 de janeiro na galeria da Biblioteca Municipal, e as visitas temáticas "S. Sebastião - Uma devoção concelhia", disponíveis até 31 de janeiro no Museu de Santa Maria de Lamas.
No centro da cidade da Feira está já montada a Feirinha da Fogaça, onde os membros da Associação de Produtores de Fogaça têm à venda os seus produtos até domingo. No sábado o Largo Gaspar Moreira recebe a "Feirinha pela Noitinha", dedicada ao artesanato e a artigos em segunda mão.
Sábado há ainda um Raid à Fogaça, organizado pelo Clube Desportivo Feirense, realizando-se ainda mais um capítulo de entronização da Confraria da Fogaça.

@ Porto Canal

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Meninas fogaceiras podem inscrever-se até 15 de janeiro

A Câmara Municipal de Santa Maria da Feira tem abertas, até 15 de janeiro, as inscrições para participação das meninas do Concelho no Cortejo Cívico e Procissão da secular Festa das Fogaceiras, celebrada a 20 de Janeiro, feriado municipal. 


As inscrições podem ser feitas no Pelouro da Educação, Cultura, Desporto e Juventude da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira ou nas EB1 e EB2,3 do Concelho. Nas fichas de inscrição que estão a ser distribuídas nas escolas, dirigidas às meninas e respetivos encarregados de educação, são apresentadas algumas recomendações e normas de participação no Cortejo Cívico e Procissão.

Para poderem participar, as meninas fogaceiras terão de completar, no mínimo, oito anos até ao final de 2013. O vestido e todos os acessórios têm, obrigatoriamente, de ser brancos, pelo que não será permitido o uso de vestido bege ou de qualquer outra cor, nem de sapatilhas. Todos os horários deverão ser cumpridos na íntegra. A fogaça é leve e transportada à cabeça, em cima de uma pequena base de madeira. À semelhança de anos anteriores, a Câmara Municipal oferece o almoço às meninas fogaceiras, oriundas de todo o Concelho.

domingo, 6 de janeiro de 2013

Fogaça cozida no forno do Castelo

O Agrupamento de Produtores de Fogaça da Feira realiza, dia 7 de janeiro, no salão nobre do Castelo, a sétima edição da Mostra de Fabrico de Fogaça, integrada na programação Festa das Fogaceiras, tradição secular celebrada a 20 de janeiro. A partir das 11h00, os produtores começam a trabalhar a massa da Fogaça, revelando algumas curiosidades do processo de fabrico deste pão doce típico de Santa Maria da Feira. Pelas 14h00 terá início a prova, este ano ao som do Fado das Fogaceiras.

Com esta iniciativa, o Agrupamento pretende sensibilizar os produtores de Fogaça da Feira para a importância de manter a receita e o processo de fabrico originais, e valorizar o respeito pelas normas de segurança e higiene na produção deste pão doce secular.
Para muitos produtores esta é uma oportunidade para aperfeiçoarem técnicas de confeção da genuína Fogaça da Feira, nomeadamente a forma como a massa é enrolada e cortada, bem como o tempo de cozedura.

Sabor especial com fado à mistura
Depois da confeção, segue-se a prova, pelas 14h00. Produtores e apreciadores deste pão doce típico de Santa Maria da Feira têm sido unânimes em considerar que a Fogaça cozida no forno do Castelo tem um sabor especial. Este ano, a prova contará com a animação musical da fadista feirense Mafalda Campos, que vai cantar o Fado das Fogaceiras, acompanhada ao piano por Leonilde Castro Ramos.
São 18 os fabricantes que integram o Agrupamento de Produtores Artesanais de Fogaça da Feira e todos eles foram convidados a participar nesta Mostra de Fabrico.
Tal como em edições anteriores, o Agrupamento fornecerá os ingredientes necessários para o fabrico da Fogaça, para que sejam respeitados a receita e o processo de fabrico deste pão doce típico de Santa Maria da Feira.
Os ingredientes da Fogaça são simples - água, fermento, farinha, ovos, limão, manteiga, canela, açúcar e sal - mas o segredo está na forma como a massa é trabalhada e na temperatura ideal para a cozedura. É este processo que os fabricantes de Fogaça vão seguir, de forma a não descaracterizarem este típico pão doce, que se distingue dos restantes pela receita, formato, cor e textura.
A Mostra de Fabrico de Fogaça da Feira é organizada pelo Agrupamento de Produtores de Fogaça da Feira em parceria com a Câmara Municipal de Santa Maria da Feira e tem o apoio da Confraria da Fogaça da Feira, Escola Secundária de Santa Maria da Feira e laticínios MAF.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Praça da Alegria no Centro Histórico

Amanhã, Hélder Reis vai estar em directo do centro histórico de Santa Maria da Feira para o programa "Praça da Alegria, da RTP.
No âmbito da rubrica ‘A minha rua é a mais linda', o apresentador celebra a chegada da Primavera e dá a conhecer o comércio e as tradições locais. Por esse motivo, as ruas Elísio de Castro, Fogaceiras e Roberto Alves vão estar condicionadas ao trânsito, desde as 10h00 até às 13h00. Os moradores e comerciantes das ruas abrangidas foram convidados a embelezar varandas e montras dos estabelecimentos comerciais com motivos alusivos à primavera. Também a população é convidada a juntar-se à festa, assistindo aos directos do programa "Praça da Alegria"

sábado, 21 de janeiro de 2012

Fogaças atraem milhares à Feira

Mais de 500 anos depois dos votos ao mártir São Sebastião para acabar com a peste que assolou o concelho de Santa Maria da Feira, centenas de pessoas continuam a comprar a fogaça benzida pelos padres passionistas para combater as doenças durante o ano. Ontem, a tradição voltou a repetir-se, mais uma vez. 

"É assim todos os dias 20 de Janeiro. No dia 19 à noite, as fogaças são benzidas para alguns clientes que depois guardam uma fatia para comerem quando ficam doentes", explicou ao CM Rogério Portela proprietário do café Castelo, a mais antiga casa de fogaças do concelho.
Muito mais do que um feriado municipal, a festa das fogaceiras carrega um grande simbolismo religioso. Depois de abençoadas as fogaças que as 300 crianças carregam à cabeça, como há 300 anos, a procissão sai à rua. Atrai milhares de visitantes de todo o país e também da Galiza.
Antes de partir, todos vão comprar o pão doce com os quatro coruchéus do castelo de Santa Maria da Feira, uma receita que tem passado de geração em geração.
"Só hoje [ontem] cozemos quase um milhar. Mesmo assim, não conseguimos satisfazer todas as encomendas. Nesta altura, não se sente a crise", acrescenta Rogério Portela. Nos dias anteriores, as fornadas destinam-se aos emigrantes espalhados pelos quatro cantos do Mundo, quem mais valoriza este doce tradicional.  

Cortejo das Fogaceiras recupera cores dos laçarotes dos vestidos que só foram usadas no início da tradição

Verde, rosa, bordeaux e roxo são as quatro novas cores hoje usadas nos vestidos brancos com que 300 meninas repetem na Feira a tradição de desfilarem com uma fogaça à cabeça em agradecimento pelo fim da peste negra.

Essas fogaceiras começaram a concentrar-se no edifício da câmara logo pelas 08:00 e são as protagonistas do feriado municipal que, atraindo milhares de visitantes à cidade, assinala uma tradição com 507 anos: a de "donzelas virgens e em idade casadoira" - o que este ano significa meninas entre os 7 e os 13 anos de idade - oferecerem a S. Sebastião o pão doce que lhe foi prometido como voto por cada ano sem vítimas da peste entre as gentes da terra.
Até 2011, as faixas de cetim que moldavam a cintura das meninas do cortejo eram só azuis e vermelhas, mas este ano associaram-se ao traje outras quatro cores, facto que a vereadora da Cultura da Feira garante ser "a recuperação de um hábito antigo" que se tinha perdido entretanto.
"Procuramos cumprir religiosamente a tradição e vamos sempre recolhendo alguma informação sobre a história da Festa das Fogaceiras. Tivemos conhecimento de que, numa fase inicial, não era só o azul e o vermelho que se usava no vestido e, então, este ano, decidimos introduzir novas cores, que são o rosa, o verde, o bordeaux e o roxo", explica Cristina Tenreiro.
À maioria das meninas, a nova paleta dos cetins passou, contudo, despercebida. Todas chegaram à câmara vestidas de branco, mas, como são as senhoras adultas que lhes amarram as faixas à cintura, não reparam no cuidado com que se fazem esses laços grandes que levam às costas nem notam que as novas cores ficaram reservadas para as fogaceiras já adolescentes - que são as que se responsabilizam pelo transporte dos elementos mais pesados da procissão, como a miniatura do castelo, os estandartes e o tabuleiro com as velas do voto.
"Põe-se muito em causa se a procissão deveria continuar, mas, além de procurarmos preservar essa memória, é preciso ver que agora a peste é outra: é o desemprego, a droga, a doença, e é por isso que, neste dia, as pessoas também pedem a S. Sebastião que a vida seja melhor, que Portugal melhore também e que todos os males que afetam as pessoas desapareçam das nossas famílias", admite Cristina Tenreiro.
Diana Gesteira tem 11 anos e é fogaceira há quatro. Numa das primeiras vezes, foi o rosto do cartaz do evento e agora, mesmo tendo crescido, ainda a reconhecem na rua, o que ajuda a que afirme: "Isto para mim é uma alegria".
Pormenores sobre as razões que levaram a que a fogaça se tornasse um voto religioso não sabe, mas fica contente com a reação dos colegas da escola, que, depois do dia do cortejo, se entusiasmam ao vê-la chegar. "Saltam todos para cima de mim", conta a fogaceira. "Querem saber tudo, começam a dizer que vou ser a cara do cartaz outra vez, coisas assim".
Esse apoio fá-la esquecer a correria dos preparativos: "Durante a semana fui a muitas lojas até encontrar um vestido, tive que ir a muitas sapatarias, estive mesmo muito aflita para preparar as coisas e hoje levantei-me às 07:30 para estar tudo bem, sem stress".
Já quando o cortejo vai na rua, disparam os flashes à medida que desfilam as meninas e as fogaças. De manhã, as fogaceiras saíram da câmara para a igreja matriz, onde se deu a bênção do pão prometido ao mártir. À tarde, levam o pão já benzido a passear pela cidade, antes de regressarem a casa com a sua própria fogacinha - que "agora há mais fartura e pode-se dar uma a toda a gente, quando dantes era à fatia que a davam aos pobres e aos presos", conta uma senhora à vizinha, entre a multidão.
Aí, Maria da Glória Oliveira destaca-se pelo sorriso rasgado, de espectadora consolada. "Gosto tanto disto, menina", confessa a sénior de Famalicão. "Vim o ano passado pela primeira vez e voltei porque gosto de tudo - das coisas bonitas que há na Feira, como o castelo, e desta procissão, que acho que é muito importante".
Em Boticas, a senhora costumava acompanhar as celebrações de outro S. Sebastião. "Mas agora tenho vindo para aqui porque acho mais graça às miúdas com as fogaças", remata Maria da Glória, que até defende que o pão oferecido ao mártir "não é assim uma coisa por aí além e [que] o melhor mesmo é ver as meninas".

@ Lusa

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Dia de Fogaceiras


20 de Janeiro... Feriado Municipal... pelo menos 507 anos depois a história continua viva!
Este ano são cerca de 300 as meninas fogaceiras a desfilar pelas ruas da cidade, cumprindo o voto centenário a S. Sebastião. 
Durante todo o dia o programa oficial será cumprido à risca... desde o cortejo cívico à tradicional procissão, sem esquecer a celebração da bênção das fogaças. Tradição do primeiro ao último minuto, acoplada às dinâmicas do concelho e suas gentes, patentes nas actividades paralelas, que continuarão a decorrer até ao dia 29 de Janeiro.

Nota, apenas, para o facto de a RTP voltar a marcar presença na Festa das Fogaceiras. Ontem o Portugal no Coração trouxe a Ana Viriato até Santa Maria da Feira para três directos representativos de 3 distintas dinâmicas da festa (exposição de trajes elaborados pelos alunos do ensino básico, oficinas no Convento dos Lóios e degustação na Escola de Hotelaria e Turismo. Hoje, como vem sendo hábito, a Praça da Alegria envia à Feira Hélder Reis, que fará o acompanhamento em directo da saída do cortejo cívico, pelas 10h30, e mais tarde abordará a tradição da fogaça.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Fogaças começaram a ser entregues a alunos do 1.º ciclo, servidas com história que explica a tradição

A confreira Gracinda Sousa é autora de um dos contos que hoje aí foram narrados repetidas vezes, em sessões com cerca de 50 alunos cada, e, trajada a rigor para o efeito, declarou à Lusa que o objetivo desse envolvimento é "divulgar e promover a fogaça e as tradições da cultura identitária local", pelo que os conteúdos relativos à Festa das Fogaceiras - que se celebra no concelho na sexta-feira - "até deviam integrar o programa curricular das escolas do município".
Também com o chapéu a lembrar o pão doce que há 507 anos se vem oferecendo a S. Sebastião pela sua proteção contra a peste negra, Joana Martins admite que, em janeiro, as escolas da Feira "costumam preparar previamente os meninos para a temática da fogaça".
A mestre da Confraria reconhece, contudo, que esse trabalho é mais intenso nos estabelecimentos de ensino do centro da cidade, pelo que espera que iniciativas como a de hoje "possam difundir mais a história local e ajudem a sensibilizar para a tradição, não só as crianças, mas também os adultos".
"A ideia é que os pais tragam as crianças a ver o cortejo, venham viver com elas a tradição e ajudem a preservá-la por muitos anos", afirma a confreira.
"No fundo", acrescenta o confrade Francisco Pinho, também ele autor de outro conto sobre a principal iguaria da terra, "está-se a deixar aqui uma espécie de fermento que vai ser levado para casa das crianças e começará a crescer lá, com os pais dos meninos".
Para a professora Célia Duarte, toda esta componente pedagógica resulta de um aspeto prático relacionado com o ponto alto da tradição, que é o cortejo de sexta-feira com centenas de meninas a desfilarem de branco com uma fogaça à cabeça.
"Há uns anos, a adesão não era a mesma e tornava-se difícil convencer as meninas a participarem. O trabalho nas escolas surgiu para dar a conhecer melhor a história, cativar as crianças e o facto é que, agora, notamos nos miúdos uma grande motivação para este dia", diz a docente.
A parte da fogaça na cabeça é aquela de que Manuel Ratola mais gosta em todo o contexto da tradição. Tem sete anos, diz que a mãe é da Feira e já lhe tinha falado da Festa antes de as professoras abordarem o assunto. Está tão habituado a comer fogaça que a consegue cheirar no ar e, enquanto falava, descobriu uma caixa cheia delas, reservadas para as turmas da tarde.
"Se eu ia desfilar com a fogaça se o cortejo também fosse para rapazes? Acho que não. Ia ter um bocado de vergonha", confessa. Mas garante que gosta de ver as meninas a passar e não perde uma oportunidade para saborear o pão tradicional com manteiga e com queijo.
"Sim, as três coisas juntas, todas ao mesmo tempo".
Já Inês, na sua pose de “senhorinha”, prefere o pão doce ao natural. Embaraço também não tem e vai estrear-se este ano como Fogaceira, porque gostou da ideia quando a professora a propôs às meninas da turma.
"Falei à minha mãe e ela aceitou", revela. "Disse que os braços me iam ficar a doer de segurar a fogaça, mas era para ver se eu desistia e no desfile acho que vai ficar toda contente a olhar para mim".
Com o frio, a Inês também está a contar e sabe que sexta-feira vai ter que levantar-se cedo para se reunir às centenas de meninas que, a partir das 09:00, começam a assumir as suas posições no cortejo até à Igreja Matriz.
Mas, na mesma pose serena do resto da conversa, encolhe os ombros e assegura: "Não há problema nenhum. Eu já me levanto todos os dias às sete da manhã".

@ Sapo

domingo, 15 de janeiro de 2012

Museu Vivo da Fogaça será inaugurado terça-feira

O Museu Vivo da Fogaça está pronto a abrir portas, em pleno centro histórico de Santa Maria da Feira. Terça-feira, dia 17, a partir das 17h, dar-se-á finalmente a conhecer ao público. Dois mestres fogaceiros deram vida ao espaço que "afectuosamente" se pretende dedicar ao singular doce regional de Santa Maria da Feira: a Fogaça. A visita é obrigatória... haverá forma melhor de abrir a semana de Fogaceiras? 


sábado, 14 de janeiro de 2012

Confraria da Fogaça entroniza novos membros no Castelo da Feira

A Confraria da Fogaça da Feira  entronizou dez novos membros efetivos (Focacianos), numa cerimónia realizada hoje, no Castelo de Santa Maria da Feira. Neste XI Capítulo, a Confraria entronizou, ainda, duas personalidades de relevo da sociedade feirense - Baltazar Oliveira, a título póstumo, e Celestino Portela - como membros benemérito e honorário, respetivamente.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Forno do Castelo da Feira voltou a cozer Fogaça

Acontece apenas uma vez por ano. O forno do Castelo de Santa Maria da Feira volta a cozer Fogaça, no âmbito da VI Mostra de Fabrico de Fogaça. A iniciativa é promovida pelo Agrupamento de Produtores de Fogaça da Feira e marca o arranque da programação da secular Festa das Fogaceiras, celebrada a 20 de Janeiro. 

O Agrupamento pretende sensibilizar os produtores para a importância de manter a receita e o processo de fabrico originais, e valorizar o respeito pelas normas de segurança e higiene na produção da Fogaça da Feira.
Para muitos produtores esta é uma oportunidade para aperfeiçoarem técnicas de confceção da genuína Fogaça da Feira, especificamente a forma como a massa é enrolada e cortada, bem como o tempo de cozedura.
Os 19 fabricantes que integram o Agrupamento de Produtores Artesanais de Fogaça da Feira foram convidados a participar nesta Mostra de Fabrico.
São nove os ingredientes para se confeccionar uma fogaça. Água, fermento, farinha, ovos, limão, manteiga, canela, açúcar e sal são os ingredientes que garantem uma genuína fogaça, o resto serve apenas para adulterar o sabor original.
Já o segredo que as diferencia de produtor para produtor há muito foi revelado. Está relacionado com a forma como a massa é trabalhada e na temperatura ideal para a cozedura.
No dia das Fogaceiras o Rossio vai acolher os produtores "acreditados" pelo Agrupamento e devidamente identificados a venderem o que garantem ser a fogaça genuína.
Já a crise parece não assustar a maioria dos produtores, apesar de se mostrarem um pouco ansiosos com a possibilidade de as carteiras dos clientes não albergarem os cinco euros necessários para comprar a fogaça entre os 500 e os mil gramas. 

@ JN

sábado, 24 de dezembro de 2011

Votos Natalícios

Feira Viva
Associação de Pais da Escola Básica do Sobral
Museu de Santa Maria de Lamas
Europarque

CRIAP
Câmara Municipal de Santa Maria da Feira

Kouzas e Louzas

Ritmos
Associação de Pais e Encarregados de Educação da Escola Secundária com 3º Ciclo - Santa Maria da Feira
Juventude Inquieta

sábado, 17 de dezembro de 2011

Inscrições para meninas fogaceiras

A Câmara Municipal de Santa Maria da Feira tem abertas, até 13 de Janeiro, as inscrições para as meninas do Concelho que pretendam participar no Cortejo Cívico e na tradicional Procissão da Festa das Fogaceiras, no dia 20 de Janeiro.

As inscrições podem ser efetuadas no pelouro da Educação, Cultura, Desporto e Juventude da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira ou junto das EB1 e EB2,3 do Concelho. Pelas escolas serão distribuídas fichas de inscrição, dirigidas às meninas e respetivos encarregados de educação, nas quais, para além do programa do dia 20 de Janeiro, são ainda apresentadas algumas recomendações e normas de participação no Cortejo Cívico e Procissão. Por exemplo, a menina fogaceira deve completar, no mínimo, oito anos até ao final de 2011; o vestido e todos os acessórios têm, obrigatoriamente, de ser brancos; não será permitido o uso de vestido bege ou de qualquer outra cor, nem de sapatilhas; todos os horários deverão ser cumpridos na íntegra; a fogaça é leve e transportada à cabeça, em cima de uma pequena base de madeira.
À semelhança de anos anteriores, a Câmara Municipal oferece o almoço às meninas fogaceiras, oriundas de todo o Concelho.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Museu do Papel: Melhor Museu Português 2011


O Museu do Papel, em Santa Maria da Feira, foi eleito Melhor Museu Português em 2011 pela Associação Portuguesa de Museologia (APOM), anunciou, em Lisboa, a entidade, que distingue a atividade na área da museologia nacional.

Entre as 20 categorias que a APOM criou para destacar museus, projetos, profissionais e actividades desenvolvidas no setor, três delas lançadas este ano pela primeira vez, destacam-se os prémios para melhor museu, melhor exposição e a personalidade do ano.

Fundada em 1965, a APOM atribui os galardões desde 1997. Os prémios referem-se ao ano anterior da atribuição.

O Museu do Papel, da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira e membro da Rede Portuguesa de Museus, foi inaugurado em 2001 e mostra a produção manual e industrial do papel desde 1708 no concelho e noutras fábricas do país.

A APOM atribuiu ainda menções honrosas ao Aquário Vasco da Gama, ao Museu da Santa Casa da Misericórdia de Viseu e ao Mimo - Museu da Imagem em Movimento, em Leiria.

Na categoria da Melhor Exposição do ano, a associação distinguiu "Invenção da Glória. D. Afonso V e as Tapeçarias de Pastrana”, no Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa.

Atribuiu também uma menção honrosa à exposição sobre o "Tarrafal" realizada no Museu do Neo-Realismo, em Vila Franca de Xira.

O Museu de São Roque, pela integração do Cofre Relicário de São Francisco Xavier, e o Museu Nacional de Arte Antiga, pela doação do acervo de Castro Pina, foram distinguidos com o Prémio Incorporação.

No Prémio Projeto Internacional, a associação distinguiu a exposição “Património de Origem Portuguesa do Mundo”, da Fundação Calouste Gulbenkian, em Paris, atribuindo ainda uma menção honrosa à Fundação Arpads Szenes-Vieira da Silva pela exposição “Au fil du temps. Percurso fototipográfico de Maria Helena Vieira da Silva", realizado no Museu Óscar Nieymer, em Curiba, no Brasil.

O Prémio Melhor Trabalho Jornalístico foi atribuído à Agência Lusa, à Time Out e à National Geographic.

Para Personalidade do Ano na Área da Museologia, a APOM já tinha anunciado a escolha de Luís Casanovas, 85 anos, especialista em conservação e prevenção nos museus.

Os prémios são atribuídos pela APOM para "incentivar o espírito de preservação e divulgação do património dos museus", segundo a associação, distinguindo ainda, entre outros, a melhor intervenção e restauro, o melhor catálogo, mecenato e projeto museográfico.

@ Lusa

sábado, 10 de dezembro de 2011

Escola de Hotelaria e Turismo - Workshops Culinários de Natal

Em período de advento de Natal, a Escola de Hotelaria e Turismo, em parceria com a Sociedade de Turismo de Santa Maria da Feira, desenhou um ciclo de “workshops culinários”, pensados para o público em geral, prometendo surpreender amigos e familiares, com os melhores sabores e delícias, desta quadra natalícia.


No passado dia 26 Novembro, decorreu o primeiro workshop - o “Creative Kids”, dirigido aos mais novos, que contou com trinta crianças, que alegremente prepararam os seus pratos culinários, com as orientações da Chef Sónia Ramos.

Em agenda, até final deste mês, estão previstos quatro workshops, a decorrer aos sábados. No dia 10 de Dezembro, da parte da manhã (das 10h às 13h00), terá lugar o workshop “Doces de Natal” e, durante a tarde (das 16h30 às 19h30), “As receitas da Terra dos Sonhos”. Na semana seguinte, no dia 17 de Dezembro, serão dirigidos ao público adulto, os workshops “Recriar o Natal” e "Sabores de Natal”. O primeiro decorrerá, no horário da manhã (10h às 14h00) e o segundo, no horário da tarde (15h00 às 18h00). Para 2012, as temáticas são diversas, com destaque para a “Comida Saudável” e a “Comida do Mundo”, totalizando mais de quinze sessões de culinárias. Todos os workshops incluem a própria confeção dos pratos culinários e terminam com a degustação dos mesmos. A todos os participantes será entregue um Kit de Chef, composto por um avental, touca e cobre sapatos. Pelos custos associados, estes incorrem, num custo de 25€ por participante, exceto o dirigido às crianças, com um custo de 15€. Estes workshops serão convertidos em vouchers, para uma criativa prenda de Natal ou aniversário!
Nestas verdadeiras aulas de culinária, orientadas pelos formadores da Escola de Hotelaria e Turismo de Santa Maria da Feira, com a orientação do centro de nutrição das Termas S. Jorge, os participantes não só irão aprender a degustar receitas deliciosas de Natal, como irão entender os novos conceitos de nutrição equilibrada. Para casa, todos os participantes levarão verdadeiros truques culinários para deixar suas receitas de Natal, mais equilibradas e, ao mesmo tempo, incrivelmente saborosas.
Para participar, basta efetuar inscrição e pagamento prévio, sendo que as vagas são limitadas e a sua realização condicionada a um n.º mínimo de participantes. Os interessados poderão inscrever-se, junto destas duas entidades, através dos seguintes contactos: Escola de Hotelaria e Turismo de Santa Maria da Feira, T. 256 003 000, E-mail ehtsmfeira@turismodeportugal.pt ou Turismo de Santa Maria da Feira, SA, T. 256 375 460, E-mail geral@socturfeira.pt.

Em tempo de “Terra dos Sonhos”, fica aqui esta sugestão de actividade, dirigida à comunidade em geral e visitantes do evento.