quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Taça da Liga: Portimonense afasta Feirense nos penalties


O Portimonense apurou-se para a fase de grupos da Taça da Liga com uma vitória em Aveiro sobre o Feirense, por 5-4, através do desempate por marcação de grandes penalidades.

A equipa de Santa Maria da Feira terminou o tempo regulamentar a vencer por 2-1 e levou a decisão para a lotaria, visto que o conjunto de Portimão, agora orientado por Carlos Mozer, havia ganho o jogo da primeira mão (1-0).

Buval adiantou o Feirense aos 20 minutos, pertencendo a Pessoa, na marcação de uma grande penalidade, aos 33, o tento do empate do Portimonense.

O lance resultou na expulsão de Nuno Henrique e deixou a equipa da casa em inferioridade numérica. Ainda assim, a formação orientada por Quim Machado logrou o segundo golo, por intermédio de Varela, à passagem dos 38 minutos.

O marcador não sofreu alterações na etapa complementar, durante a qual Paulo Lopes esteve em bom plano na baliza do Feirense, e a decisão da eliminatória ficou adiada para a marca dos onze metros.

Siaka Bamba desperdiçou o último remate e ditou os festejos algarvios no Estádio Municipal Mário Duarte, em Aveiro. 

@ A Bola

Escola de Hotelaria vai abrir a cozinha para mostrar receitas deste e de outros tempos

Imagem: 7sete

Receitas saudáveis, criativas, doces ou salgados, sopas e chocolates. A escolha é diversificada e todos podem aprender a confeccionar. A Escola de Hotelaria de Santa Maria da Feira vai abrir as portas à comunidade para levar os sabores da cozinha moderna ou tradicional até à mesa dos feirenses. A escola pretende abrir workshops, em horário pós-laboral, para todos aqueles que queiram aprender os truques da culinária. Ao mesmo tempo, em parceria com o Centro de Nutrição das Termas de S. Jorge, vai criar pratos saudáveis, especialmente concebidos para os que se preocupam com a saúde e bem-estar. E porque as recordações são importantes, os alunos vão também ter a oportunidade de participar na recriação das receitas típicas da região, das quais já quase não há memória.
Está a celebrar duas décadas e, por isso, a Escola de Hotelaria de Santa Maria da Feira decidiu assinalar a efeméride com a apresentação de novos “cardápios”, adequados ao gosto de quem quer aprender ou apenas desfrutar de sabores diferentes.
O convite é, por isso, entrar na escola e conhecer os segredos da cozinha. A instituição de ensino deverá implementar workshops, em horário pós-laboral, destinados a todos que queiram aprender a cozinhar. Os cursos são variados e para todos os gostos. Haverá ateliês de cozinha saudável, sopas e saladas, cozinha criativa com sobras, ou delícias feitas com chocolate. Os alunos aprendem e podem ainda aproveitar para jantarem.
“E porque as receitas saudáveis são cada vez mais apreciadas e procuradas, especialmente pelas empresas hoteleiras, a escola vai também aproveitar a existência das Termas de S. Jorge, para, em parceria com o seu Centro de Nutrição, criar ementas saudáveis e adequadas, por exemplo, a quem sofre de doenças respiratórias” – refere a directora da escola, Sandra Almeida. Desta forma, a escola proporciona também aos seus alunos a oportunidade de adquirirem conhecimentos específicos sobre essa área da alimentação. “Numa altura, em que todos os hotéis possuem spas e associam a essa oferta ementas saudáveis, achamos que é muito importante dotarmos os nossos alunos de ferramentas que possam mais tarde usar em qualquer um destes lugares”. 
Sandra Almeida entende que os alunos devem ter todas as oportunidades para melhorarem a sua formação e daí o empenho da escola em diversificar também a sua oferta extra-curricular.
Neste âmbito, a escola vai “mergulhar” num projecto mais abrangente relacionado coma memória do receituário da região, em parceria com o Museu do Convento dos Lóios, também na cidade da Feira. A ideia é recolher todas as receitas antigas da região, contextualizá-las historicamente e depois confeccioná-las na cozinha da escola. “Serão os sabores com memória” – aponta a directora.

@ 7sete

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Festival de Guitarra das Terras de Santa Maria 2011 na Antena 2

Durante esta semana, até ao dia 11 de Novembro, o Concerto Aberto (17.00) - programa da Antena 2 (http://www.rtp.pt/antena2/) - reserva espaço nas suas emissões à reprodução da gravação de obras executadas no II Festival de Guitarra de Terra de Santa Maria. O concertista em antena é Augusto Pacheco (Guitarrista), gravado no concerto do dia 5 de Março de 2011 no Orfeão da Feira. 
A particular atenção conferida pela maior rádio pública da Música Erudita em Portugal é a confirmação do valor Cultural do evento num âmbito nacional. 

Por Gil Ferreira [Diretor Artístico do Festival de Guitarra de Terra de Santa Maria]

CAIXA DAS ARTES... o projecto

Aproxima-se o dia que marcará de forma deveras importante a história de Santa Maria da Feira nos próximos anos. 11 de Novembro de 2011 será o dia da apresentação pública da CAIXA DAS ARTES. O Centro de Artes que nasce da ideia de construir um Centro de Artes de Rua acaba por ser bem mais do que isso. A demolição do Cine-teatro António Lamoso, a divisão em dois pólos e a requalificação ambiental da pedreira das Penas serão talvez os factos mais relevantes deste processo.

Pólo 2: Vista Pedreira

Para falar dos factos, nada melhor que fazer uso da memória descritiva do projecto que marcará uma geração. E a consciência é imediata: «numa lógica de crescimento e afirmação de Santa Maria da Feira como a “capital” das artes de rua em Portugal, é necessário criar as condições físicas para uma verdadeira e profissionalizante prática cultural no concelho, através da constituição de um novo equipamento indispensável para a “confirmação” e promoção cultural, beneficiando a generalidade dos que habitam e trabalham na cidade e região, entre os quais, com nota de relevo especial, a juventude».

«Santa Maria da Feira é, desde há vários anos, um nome incontornável no panorama da cultura e das artes de rua em toda a Europa, percepcionando a actividade cultural como uma das componentes estruturantes no desenvolvimento sócio-económico da sua população e do seu território». Assim, e atendendo a que «a lógica cultural da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, visa (…) a prossecução de objectivos estratégicos diversos, mas complementares, nomeadamente: assegurar uma cultura de qualidade para todos; potenciar a capacidade criativa local; diversificar a oferta e os públicos; procurar o “novo”; promover uma verdadeira democracia cultural e desenvolver a vida associativa; e fazer da cultura um motor de desenvolvimento social» a CAIXA DAS ARTES assume-se como um eixo fundamental de desenvolvimento de criação de dinâmicas culturais e novas formas de promoção da economia local.

O equipamento criará 6 valências distintas:
1. Residências artísticas;
2. Incubadora da criatividade para artistas emergentes;
3. Acolhimento empresarial de negócios criativos;
4. Serviço de aprendizagem e educação criativa;
5. Departamento de investigação para artes do espaço público;
6. Espaços cénicos, de (re)criação e representação artística.
Para tal será necessária a instalação de dois pólos artísticos. O pólo 1 concentrará «as valências de residências artísticas, incubadora da criatividade para artistas emergentes e acolhimento empresarial de negócios criativos». Já o pólo 2 assistirá ao nascimento do «Serviço de Aprendizagem e Educação Criativa, do Departamento de Investigação para Artes do Espaço Público, assim como o espaço adequado para a apresentação dos espectáculos, tanto interiores como de exteriores/rua (uma parte deste espaço – Praça - fica desde já sujeita a desenvolvimento após a demolição da escola EB1 de Santa Maria da Feira, após a construção do Centro Escolar da Feira)».
Apesar desta divisão, «O CCTAR não deve, nem pode, ser resumido a um mero auditório ou a uma nova sala de espectáculos de Santa Maria da Feira. Deve antes ser assumido como um conjunto de espaços multifacetados que, descentralizadamente, promoverão uma nova abordagem às diversas formas de “produzir” cultura, esta obra poderá até ser definida como sendo a edificação de uma “CAIXA MÁGICA” na cidade, um local produtor de cidadanias»… caixa esta que se deverá integrar na comunidade, criar raízes e ligar-se entre os pólos através de um conceito de integridade paisagística e cultural: a «Via da Cultura».

«Edificar um Centro de Artes, que hoje ainda não existe em Santa Maria da Feira, deverá então constituir-se como um verdadeiro clúster da criatividade e da cultura, cuja versatilidade possa albergar, nas melhores condições técnicas, teatro, teatro de rua, artes circenses, cinema, ópera, bailado, concertos sinfónicos, de rock e música contemporânea, congressos, apresentações, desfiles de moda, grupos corais, grupos folclóricos, estúdio de gravação». Fica assim, à partida, garantido o pressuposto base de todo o desenvolvimento do projecto: a multidisciplinaridade.

Na condição financeira actual «foi necessária uma perfeita articulação dos trabalhos ao nível da arquitectura e engenharias, numa significativa interacção das diversas disciplinas. O presente projecto de execução resultou, assim, de um intenso trabalho de complementarização entre as diferentes especialidades que visaram não só a procura de soluções técnicas eficazes e compatíveis com a especificação do equipamento, como também, em grande medida, o controlo orçamental dos diversos trabalhos, materiais e equipamentos a utilizar».

Pólo 2: Vista Av. Prof. Egas Moniz

«Uma das particularidades deste projecto é ainda a demolição do Cineteatro António Lamoso, na Rua Prof. Egas Moniz. De facto, atendendo às limitações físicas do actual cineteatro, às imposições regulamentares referentes ao funcionamento de edifícios de utilização pública e ainda às condições ideais que deverá possuir uma sala multifuncional, optou-se pela demolição da estrutura existente, substituindo-a por um espaço apropriado para todas as artes cénicas e de espectáculo, que ofereça o máximo de conforto e segurança aos seus utilizadores». Facilmente se compreendem as vantagens da substituição deste equipamento, numa altura em que se torna obsoleto e desadequado a cada dia que passa e quando as perspectivas de valorização não se mostrariam vantajosas.

A versatilidade terá sido a palavra de ordem em todo o processo de desenvolvimento. Assim, o conceito poderá resumir-se a 3 conceitos chave: «integração e solução arquitectónica; estabilidade e engenharia electromecânica; acústica e arquitectura de cena». Nesta base foram desenvolvidos os planos, que culminaram com a seguinte organização.
Pólo 1: «oficinas para produção de todo o tipo de objectos, adereços e cenários para teatro, representações de teatro e artes performativas, artes de rua, concertos musicais, representação teatral, conferências, desfiles de moda; neste local, funcionarão ainda as residências para artistas, estúdio de gravação, acolhimento empresarial; o programa completa-se com uma praça exterior para representação».

Pólo 2: «representações de teatro e artes performativas, concertos musicais, representação teatral, espectáculos de dança e ballet, cinema (tecnologia digital), concertos musicais de banda, conferências e eventos de idêntica natureza, conferências, desfiles de moda; o programa deste Pólo 2 completar-se-á com o grande espaço exterior para representação, que aproveita o lago existente numa antiga pedreira e o transforma num palco ao ar livre (assente sobre sistema de jangada) capaz de receber espectáculos de teatro de rua, espectáculos de som, iluminação e pirotecnia (paralelamente, está em curso um projecto de recuperação ambiental e paisagística da Pedreira das Penas). Numa segunda fase, as escolas existentes, serão demolidas e o local transformado na grande praça da cidade de Santa Maria da Feira, capaz de receber espectáculos dos mais variados tipos».

PÓLO 1 (projecto)

Pólo 1: Acesso Público

«A área global do terreno é de 4.890,00 m², classificado no actual Plano Director Municipal como Área de Urbanização Condicionada. Possuindo frentes para os dois arruamentos, aumentando a sua cota no sentido Sul/Norte (cerca de 5 metros de desnível), será a uma cota intermédia ajustada a essa realidade que o edifício será implantado, havendo, no entanto, alguns movimentos de terras que estabelecerão a relação entre as cotas actuais e as cotas propostas. Toda a área limite do terreno, bem como a sua envolvente imediata, será devidamente arborizada, de forma a funcionar não só como enquadramento paisagístico mas também como protecção e isolamento acústico. Aliás, prevê-se, numa fase mais avançada do processo, o aparecimento de percursos pedonais que ligarão aquela área ao centro da cidade de Santa Maria da Feira e, por conseguinte, ao edifício denominado por Pólo 2.»
«O edifício ocupará «uma área total de 3.504,00 m², a construção ocupa 2 pisos, havendo contudo um volume central mais alto destinado à área do espaço multiusos».
«O corpo 1 incorpora uma grande sala multiusos, com uma dimensão aproximada de 23x23m e uma altura interior na ordem dos 18 metros. Este espaço, possuirá relação directa com a área destinada ao público em geral, a qual será composta pelo foyer, bar de apoio e sanitários de serviço».
«Do mesmo modo, preconiza-se que essa sala principal tenha uma estrita relação com os espaços de trabalho e de armazém. Assim, ao nível térreo, surgem os espaços de carpintaria, serralharia, ateliês de produção artística, armazéns e arrumos».
«No piso superior, prevê-se novas salas e ateliês de trabalho, salas de gravação, sonoplastia, luminotecnia, camarins e balneários, lavandaria e espaços de arrumos».
«Será ainda neste corpo do equipamento onde se localizarão todas as áreas necessárias à gestão administrativa do centro de artes, bem como os espaços que albergarão actividades empresariais ao nível dos negócios criativos, incubadora de empresas para negócios emergentes e diversas salas de reunião».
«Por outro lado, o corpo 2 será exclusivamente dedicado ao espaço residencial de artistas, numa lógica de acolhimento com periodicidade variável. Desse modo, o espaço será constituído por 6 unidades de alojamento, com capacidade para 12 a 18 pessoas. Prevê-se ainda uma série de espaços de utilização colectiva, como cozinha , espaço de convívio (com biblioteca, espaço para jogos), instalações sanitárias, lavandaria e arrumos. O seu piso inferior será destinado a um amplo espaço de arrumos».

PÓLO 2 (projecto)

Pólo 2: Vista da nova Praça

«A área global do terreno envolvente à operação é de aproximadamente 17.000,00 m². A proposta contempla a demolição do velho Cineteatro António Lamoso, substituindo-o por um Teatro com capacidade para 666 pessoas (poderá obter a capacidade máxima de 699, instalando duas filas de cadeiras na zona imediatamente contígua ao palco, na posição da plataforma do fosso de orquestra ao nível da plateia), bem como a requalificação paisagística e ambiental da pedreira das penas, devolvendo esse espaço à cidade e transformando o local num espaço cénico e de fruição pela população».
«Numa segunda fase, com a deslocalização do edifício escolar haverá, então, condições para completar todo o conjunto, através da constituição de uma grande praça exterior que, em conjunto com a área cénica do lago anexo, constituirão o “palco” por excelência para a apresentação e dinamização de todo o tipo de artes de rua».
«O edifício em causa, pela sua localização e especificidade, pretende ter uma relação directa com a dinâmica urbana da cidade, pelo que foi desenhado numa lógica de transparências que o “abrem” às pessoas».
«Toda a área limite do terreno, bem como a sua envolvente imediata, será devidamente arborizada, de forma a funcionar não só como enquadramento urbano e paisagístico».
«Tendo em consideração o carácter do equipamento, propõe-se um embasamento do edifício com uma altura de dois pisos, ajustados às realidades existentes na envolvente, reservando-se à área do palco, plateia e balcão, o grande volume que marcará, certamente, do ponto de vista arquitectónico, aquele espaço urbano da cidade».

«O acesso de veículos pesados ao equipamento, para cargas e descargas, será efectuado a Sul, pela Rua das Pedreiras, através de uma suave rampa criada para o efeito. Do mesmo modo, essa rua permitirá também o acesso ao espelho de água e à área cénica exterior. Ao nível do acesso pedonal, serão criadas vários pontos de acesso ao edifício, sendo que o principal, será efectuado a partir da Rua Prof. Egas Moniz. Na segunda fase, a grande praça exterior poderá ainda vir a receber um parque de estacionamento subterrâneo com capacidade para, aproximadamente, 180 viaturas».

O edifício propriamente dito ocupará «uma área total de 5.352,00 m², a construção ocupa uma altura correspondente a 5 pisos, sendo que a caixa de palco, pela sua função, desenvolver-se-á numa altura aproximada de 20 metros. De referir contudo, que a volumetria da edificação é atenuada na zona da via pública existente, resultado da configuração arquitectónica do edifício».
«Assim, tendo em consideração a especificidade do programa e a organização funcional do edifício, optou-se por localizar a entrada principal ao nível da Rua Prof. Egas Moniz, a partir do qual o foyer promoverá a distribuição para todos os espaços do edifício, em redor do auditório».
«Trata-se de uma abordagem arquitectónica que condensa toda a essência funcional do novo teatro e sala de espectáculos. Um edifício basicamente caracterizado por dois volumes com funções bem diferenciadas: um volume central, mais opaco em termos de materialidade, correspondente ao espaço das sala de espectáculos propriamente dita e suas dependências técnicas e funcionais mais directas, e um volume circundante, mais baixo, transparente na materialidade, onde se localizam os espaços destinados ao público, camarins, áreas administrativas e bar, com acessos diversos e a diferentes níveis, à sala de espectáculos».
«Previamente à descrição do interior, é importante salientar a imagem arquitectónica exterior, marcada por um desenho de linhas elegantes que se pretende constituir como uma referência na cidade. Utilizando materiais e formas simples, pretende-se obter a máxima transparência para o interior do edifício, principalmente das zonas afectas ao público em geral, medida essa que permitirá aos cidadãos que passam, ou permaneçam, junto do edifício, terem noção das vivências e dinâmicas do interior. No fundo, para que lhes seja transmitido o desejo de “entrar” e participar na actividade cultural. Esse objectivo de atracção do público será também intensificado com o aproveitamento do espaço exterior para a colocação de pendões e cartazes para anúncio de espectáculos e eventos».
«A futura grande praça exterior, que se preconiza vir a ser desenvolvida a médio prazo, reforçará também o carácter de centralidade que se deseja para o local».
«Desse modo, a partir do espaço público que se desenvolve a partir da Rua Prof. Egas Moniz, acede-se à entrada principal, ligeiramente recuada e coberta pelo piso superior da zona destinada ao público. Existe ainda uma segunda entrada lateral para público, associada ao bar e à cota intermédia da plateia, com ligação a partir de uma rampa que permite o acesso a pessoas de mobilidade reduzida. Esse percurso, permite também o acesso à zona da Pedreira das Penas e ainda a uma pequena e discreta entrada directa na zona de palco (exclusiva a artistas e técnicos)».
«A terceira entrada lateral relaciona-se com um acesso mais directo do exterior ao piso inferior, onde se localiza a sala de ensaios, que poderá ser aproveitada para outros fins, nomeadamente pequenas conferências, formação, etc».
«Na zona posterior do edifício, localizam-se, por fim, as entradas eminentemente técnicas, para cargas/descargas e controlo de acessos do pessoal afecto à actividade diária do equipamento».
«Ainda sobre o exterior, torna-se indispensável referir o grande volume revestido a pedra natural, fixada por um sistema de grampos, seccionado pelo volume em vidro. Na fachada norte, será colocado um lettering com a insígnia “CAIXA DAS ARTES”».
«A partir da entrada principal, o espectador ou visitante encontra um amplo espaço público, que funciona com foyer/átrio e que envolve a sala de espectáculos. Trata-se também de um espaço multifuncional, de estar e de lazer, que, para além de um bar/cafetaria, possui também espaços para as mais diversas exposições de artes plásticas, fotografia, documentais, etc».
«Em forma de “U”, o espaço público que envolve a sala de espectáculos possui, nas suas zonas de rotação, escadarias para acesso aos diversos níveis do edifício».
«Numa das suas extremidades, situam-se as instalações sanitárias, destinadas a ambos os sexos e a pessoas com mobilidade reduzida».
«Aliás, todo o projecto foi desenvolvido tendo em consideração a possibilidade de acesso por parte de deficientes motores, a todos os espaços do edifício».
«Evidentemente que importante será referir e descrever o espaço destinado a auditório/sala de espectáculos com capacidade para 666 pessoas (podendo chegar à capacidade de 699 pessoas), e que comporta também as maiores especificações do ponto de vista técnico, nomeadamente no que diz respeito à acústica e arquitectura de cena».
«Com uma organização simples, desenvolve-se através de uma plateia e de um balcão (no caso do balcão, e atendendo à especificidade do espectáculo em cena, poderá não ser utilizado)».
«Com diversos acessos a diferentes níveis, pode considerar-se que as entradas e saídas do público se processarão com enorme facilidade e segurança, sendo também interessante verificar a organização e disposição das cadeiras da forma mais favorável e de acordo com os níveis mais interessantes ao nível da visualização e ponto de vista do público».
«Está programada a existência de 12 lugares destinados a pessoas com mobilidade reduzida, desenhados de acordo com as especificações regulamentares e distribuídos por locais nobres do anfiteatro».
«Desenvolvida num conceito de bancada, a plateia ou anfiteatro rematará com a zona do palco e fosso de orquestra, local onde se localiza uma plataforma susceptível de ser elevada hidraulicamente e trancada ao nível desejado. É exactamente em função do nível desejado da plataforma que se poderá (ou não) aumentar a capacidade da sala em 33 lugares».
«Relativamente ao palco, de referir o enorme vão envidraçado que permite uma visualização e interacção entre a sala de espectáculos e a Pedreira das Penas e toda a sua organização que permite aos artistas a maior comodidade nas ligações internas aos camarins como também aos dispositivos de cargas e descargas de materiais. A caixa de palco, com uma altura aproximada de 18 metros, possui vários níveis e varandas técnicas, rematando com a zona da falsa teia a partir da qual se fixarão e manipularão vários equipamentos de apoio ao trabalho cénico».
«Quanto às comunicações verticais, recorda-se que o público poderá aceder aos diferentes níveis de anfiteatro pela zona circundante à sala e pelas escadas de acesso localizadas no foyer/átrio. Quanto aos técnicos e artistas, estes possuirão caixas de escadas e elevador/montacargas nos espaços contíguos ao palco».
«Numa sala projectada de raiz, de referir que existiram redobrados cuidados nas características que influenciam a acústica, adoptando soluções compatíveis com os níveis de qualidade pretendidos. No interior da sala, para além de uma cuidada escolha dos revestimentos, nomeadamente nos painéis acústicos das paredes e no sistema de tecto duplo, houve a preocupação de um desenho simples e cuidado, de modo a que o utilizador se sinta confortável (a este nível, de referir, nomeadamente, a escolha de um modelo de cadeira do tipo “poltrona”)».
«O programa do edifício, é complementado com os restantes espaços anexos de apoio, nomeadamente os camarins e salas técnicas de apoio à actividade artística. No piso inferior, relacionando-se com o sub-palco e fosso de orquestra, prevêem-se mais espaços de camarins e de arrumos, bem como uma sala de ensaios/aquecimento».
«O programa do edifício contempla ainda, genericamente, a existência de salas de apoio administrativo, direcção e espaços para formação».
«Ao nível exterior prevê-se do mesmo modo, a existência de duas grandes áreas cénicas: uma ao nível do plano de água existente, através de estruturas apoiadas directamente sobre a água, e outra, relacionada com a cota da Rua, correspondente à grande praça exterior».

Pólo 1: Praça "Interior"

Em jeito de conclusão, o Arquitecto responsável pelo projecto [Pedro Castro e Silva] deixa-nos uma nota-resumo:
A multifuncionalidade do complexo Centro de Criação de Teatro e Artes de Rua, permite-lhe valências, para as mais diversas artes performativas, que são difíceis de encontrar na generalidade das salas do país. Não se pode pois, dissociar, o interesse estratégico dos dois edifícios (Pólo 1 e Pólo 2) que criarão uma enorme apetência nos produtores culturais e nas escolas de formação de teatro e de música.
Não esquecendo a determinação de minimizar o investimento, numa época de difícil conjuntura económica de Portugal e da Europa, e numa perspectiva de controlo rigoroso e minimização dos custos de exploração e manutenção, Santa Maria da Feira ficará a dispor de um equipamento de elevada qualidade, com uma especificidade única no país e marcante em toda esta vasta região da Grande Área Metropolitana do Porto.
Esta é uma oportunidade única para que Santa Maria da Feira possua um complexo de cariz cultural criado de raíz e que contribua para a confirmação do município como a “capital” do teatro e artes de rua no país.
Hoje, como dantes, é importante que a arquitectura e as artes em geral, revelem e marquem a sua época, não apagando “memórias” nem as marcas da história e cultura antecedentes.
O Centro de Criação de Teatro e Artes de Rua, contemporâneo, moderno, versátil, substituirá o que já foi ultrapassado, respeitando contudo, a memória dos que, noutros tempos, já viveram a cultura e o território com alegria…

Resta-nos, agora, aguardar pela abertura do concurso público para a execução da obra, que se prevê para as próximas semanas e, depois, aguardar cerca de dois anos pela conclusão do projecto.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Feira tem a água mais cara da Área Metropolitana do Porto

Santa Maria da Feira é o concelho da Área Metropolitana do Porto onde a água é mais cara, em contraponto com Arouca, onde a água sai mais barata. Para o ano, e pela primeira vez, serão auditadas as tarifas de água e saneamento das 308 câmaras do país.
Para Poças Martins, presidente da Comissão de Estruturação das Águas do Porto - que ontem participou no seminário "Cidades Globais", abordando o tema "Gestão eficaz, um desafio em tempos de crise" - a medida pioneira levará a que haja "uma proximidade maior do preço da água entre concelhos". A norma, a ser implementada em 2012 foi, aliás, anteontem abordada na Assembleia da República, na Comissão do Ambiente, Ordenamento do Território e Poder Local. Por agora, as discrepâncias de tarifas entre concelhos fazem com que a população de Santa Maria da Feira seja aquela que, na Área Metropolitana do Porto, mais pague pela água, sendo-lhe apresentada mensalmente uma conta de 23 euros por cada 10 metros cúbicos de água. Ou seja, mais do dobro do que é pago em Arouca, onde a água está mais barata. 

@ JN

domingo, 6 de novembro de 2011

Comissão Politica do PSD elogia trabalho da autarquia na área da Educação

O investimento que, nos últimos anos, tem vindo a ser feito na requalificação do parque escolar do concelho de Santa Maria da Feira foi o que se destacou da reunião entre a Comissão Política e Concelhia do PSD e a vereadora da Educação e Cultura da autarquia feirense, Cristina Tenreiro. Os sociais-democratas, em comunicado, lembram que, “até ao momento, entre edifícios escolares já concluídos, em construção e em concurso, está em causa um investimento de 25 milhões de euros”. “Um esforço notável de empenho e de excelente aproveitamento de verbas do QREN (Quadro Nacional de Referência Estratégico)” – realçam em comunicado, considerando serem os números reveladores “da aposta e da prioridade que a Câmara de Santa Maria da Feira dá à área da Educação”.
A concelhia “laranja” enumera os centros escolares já em funcionamento, tais como, Sanguedo, Mosteirô e de Valrico, sendo que outros estavam já ao serviço das comunidades educativas, nomeadamente, Escola Básica do Sobral, Escola básica de Chão do Monte, Escola Básica de Lobão e Escola básica de Louredo. “Neste momento, preparam-se candidaturas aos centros escolares de Arrifana, Santa Maria da Feira e Fornos. Estes últimos representarão mais um investimento, a somar aos 25 milhões, de cerca de seis milhões de euros” – aponta a Comissão Política Concelhia do PSD.
“Claro ficou também que o pelouro se encontra a incrementar plenamente as estratégias de desenvolvimento apresentadas há dois anos aos feirenses: na educação, concluir a construção dos centros escolares; na cultura, construir a Caixa das Artes, manter a qualidade dos eventos e a sua sustentabilidade e qualificar a rede associativa do concelho; no desporto, cumprir as metas traçadas no plano estratégico de desenvolvimento desportivo; e na juventude, garantir a transversalidade das políticas de juventude”.
A Comissão Política do PSD refere que continuará, durante as próximas semanas, a reunir-se com os vereadores da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira.

@ 7sete

sábado, 5 de novembro de 2011

Ludgero Marques: "O Europarque não é nenhum 'flop'. Foi e é uma obra fantástica"

"O Europarque, espectacular por natureza", lê-se num antigo folheto de apresentação do maior centro de congressos do País. "É um disparate", reagiu José António Barros, em 2009, quando contava apenas um ano como sucessor de Ludgero Marques à frente da Associação Empresarial de Portugal (AEP). Agora que o complexo empresarial de Santa Maria da Feira, com uma dívida superior a 30 milhões de euros, foi entregue à banca, que deverá executar o aval do Estado, chegou o ajuste de palavras. "O Europarque foi e é uma obra fantástica. Mais nada!", reagiu Ludgero Marques, em declarações ao Negócios. 

@ Jornal de Negócios

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

A1: um morto e quatro feridos em choque de cinco carros

Um acidente registado ao princípio da noite desta sexta-feira na A1, perto de Santa Maria da Feira, envolveu cinco viaturas ligeiras, provocando um morto, dois feridos graves e dois ligeiros, disse fonte dos Bombeiros dos Carvalhos à Lusa.

O sinistro ocorreu no sentido Norte-Sul, quilómetro 276, pouco depois das 19:00, ficando então obstruídas duas das três faixas de rodagem.

Um dos feridos graves foi transportado pelos Bombeiros dos Carvalhos para o Hospital de São Sebastião, Santa Maria da Feira, e o outro foi conduzido a unidade hospitalar não especificada pelos Bombeiros de Lourosa.

Além dos bombeiros dos Carvalhos e Lourosa, foram chamados ao local uma viatura médica de emergência (VMER) e efectivos do Destacamento de Trânsito da GNR.

O sinistro provocou filas de trânsito devido à redução do número de faixas de circulação disponíveis no sentido Norte-Sul. 

@ TVI24

Governo diz NÃO (no imediato) à Via Feira-Arouca [mesmo com financiamento comunitário]


As afirmações do ministro foram feitas hoje, quando esteve reunido com os autarcas do Grande Porto. A ocasião serviu para discutir a igualdade no tratamento de todas as regiões do país.

Álvaro Santos Pereira ressalvou que as grandes obras, como a ligação rodoviária entre Arouca e Santa Maria da Feira e a conclusão de toda a rede do metro do Porto, só avançam quando houver dinheiro para o fazer. 

@ RR

Corticeira Amorim aumenta lucros em 21% até Setembro


O resultado líquido da Corticeira Amorim aumentou 20,9% para 21,4 milhões de euros, nos primeiros nove meses do ano, face ao período homólogo. Os lucros da corticeira deveram-se ao crescimento dos mercados da empresa de Américo Amorim.
Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, a Corticeira Amorim anunciou o aumento das vendas em quase 10% para 380 milhões de euros, realçando que "crescimento dos seus mercados continua a ser um dos principais justificativos para a apresentação de bons indicadores de actividade e de resultados".
Nos primeiros nove meses de 2011, o EBITDA (Resultados Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortizações) aumentou 14,5% para 59,6 milhões de euros.
Pelo sétimo trimestre consecutivo, a corticeira liderada por António Rios Amorim registou um crescimento das suas vendas consolidadas, em 8,9% quando comparado com o trimestre homólogo.
Até Setembro, a Corticeira Amorim vendeu mais 18 milhões de euros de rolhas, totalizando 227,5 milhões de euros, do que nos primeiros nove meses de 2010, o que em quantidade representou mais 200 milhões de unidades.
O aumento da produção em cerca de 14% conduziu ao crescimento dos custos operacionais directos em 9,5% bem como ao aumento nos fornecimentos e serviços, explica a corticeira com sede em Mozelos, Santa Maria da Feira, realçando "a subida nos custos da energia e dos transportes e os custos relacionados com a nova colecção da unidade de negócios Revestimentos a lançar em 2012". 

@ JN

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

11/11/2011 será o dia da "Caixa das Artes"


O projecto final da Caixa das Artes foi, hoje, aprovado em reunião de Câmara. As alterações ao projecto de execução, ao longo dos últimos meses, permitiram a manutenção de todas as valências, garantindo os padrões de qualidade e versatilidade dos dois pólos, apenas por ajustes nos materiais a utilizar na construção e na minimização de gastos supérfluos.
Santa Maria da Feira está finalmente de braço dado com a sua maior montra criativa. No dia 11 de Novembro o projecto será apresentado publicamente, sendo posteriormente aberto o concurso público.

Insólito em Arrifana: Sogra "transladada" antes de morrer

O caso foi, esta noite, noticiado pela TVI. 
Tudo terá começado pela descoberta de que na campa da família já não constavam as fotografias dos entes falecidos. Mais tarde, chegaria a percepção de que a sepultura teria sido (re)vendida e o corpo lá sepultado teria sido transladado, apenas 5 meses após o funeral (sendo 3 anos o mínimo legal).
Após queixa no Ministério Público de Santa Maria da Feira relativo à ilegalidade da transladação do corpo, o caso seria arquivado. Ao pedido de reabertura o queixoso foi acusado de "movimentar" o corpo da sogra (por sinal ainda viva e de boa saúde) para outra "campa".
No meio de tanta confusão, nem Junta de Freguesia de Arrifana nem Ministério Público quiseram prestar declarações à equipa de reportagem da TVI. 
Fica a estranheza no ar.

Correio da Manhã destaca o caso:

Mulher foi dada como morta pelo tribunal

O Ministério Público (MP) de Santa Maria da Feira deu como morta uma mulher, de 57 anos, e diz ter sido ela própria a testemunhar a trasladação do seu cadáver. "Enterraram-me viva, mas o mais grave é que afirmam que fui eu que testemunhei que estava morta", diz a mulher.

Em resposta a uma queixa do genro de Felismina, o MP diz que as testemunhas, entre as quais está Felismina, confirmam a trasladação do corpo da sogra do queixoso. "Sou viúvo e durmo com um cadáver sem saber", ironiza o marido, José Cazcarra. Esta decisão do tribunal vem na sequência da venda do jazigo de família, feito por uma tia de Felismina, à revelia dos herdeiros. O caso envolve a Junta de Freguesia de Arrifana.

domingo, 30 de outubro de 2011

Feirense: último jogo na "casa" de Aveiro com sabor amargo

Wolsfinkel desbloqueou, de penalty, mas quebrar a resistência da turma da Feira foi tudo menos fácil. 

O Sporting somou neste domingo a décima vitória consecutiva e, beneficiando do empate do Sp. Braga em Coimbra, isolou-se, à condição, no terceiro lugar do campeonato. 
A «vítima» foi o Feirense, que, em casa emprestada, apenas havia somado empates (um deles frente ao F.C. Porto) até ao momento. Para os de Santa Maria da Feira, fica o consolo de ter obtido a melhor receita da época, além da boa imagem que ficou na primeira parte. 
No próximo jogo, o regresso ao lar só poderá funcionar como trunfo. 

O eucalipto da Feira 
O Feirense qual eucalipto, sob secar os terrenos em seu redor, que é como quem diz soube posicionar-se de forma porfiada, ocupar bem os espaços, fechando sobretudo as alas, e aproveitou alguma liberdade para meter velocidade e acelerar em contra-ataque. Perante esta postura, o Sporting procurou estender o seu jogo, usando Capel como saca-rolhas mas, do outro lado, Matías Fernandez não conseguia, nem de perto nem de longe, atingir a mesma intensidade. Foi dessa forma, «coxa», que os leões carregaram sobre o adversário, revelando sempre grande dificuldades em penetrar na espessa cortina defensiva feirense. Wolfswinkel teve oportunidade de chegar ao golo por duas vezes mas chegou atrasado na primeira e viu Paulo Lopes, na segunda ocasião, fazer uma vistosa defesa para canto, já sobre o apito para o intervalo. Era, ainda assim, muito pouco para um candidato ao título e Domingos foi para os balneário de semblante carregado, certamente a pensar que tinha de mudar alguma coisa. Se tentou fazê-lo, não foi através de qualquer substituição. Mas a partida recomeçou, de facto, mais animada. Henrique e Ludovic estiveram à beira de inaugurar o marcador, e, pelo meio, o holandês goleador dos leões voltou a testar Paulo Lopes. O Sporting tentava mas o Feirense não se desorganizava. 

Henrique vai para rua e o leão quebra a resistência feirense 
O equilíbrio ficou ameaçado quando Henrique, por duas faltas sobre Capel no espaço de apenas dois minutos, recebeu ordem de expulsão do árbitro. Acto contínuo, Domingos retira Elias e lança Carrillo, ao mesmo tempo que Quim Machado tenta reajustar a equipa, fazendo recuar Varela e trocando Hélder Castro por Sténio. Nesta altura, não restava alternativa aos donos da «casa» senão defender com tudo o que tinham em campo e no banco. Só que houve quem tivesse levado a tarefa tão a peito, caso de Cris, que acabou por derrubar Shaars em plena área. Wolfswinkel acertou contas com Paulo Lopes e abriu o marcador da linha de 11 metros. Em vantagem e com mais um homem em campo, a formação de Alvalade partiu em busca do golo da tranquilidade. Chegou novamente por obra e graça de um holandês, a compor o resultado, num momento de felicidade que lhe assentou como uma luva.

@ Mais Futebol

NOTA: não sendo eu um perito em futebol, não me irei estender no "caso" da arbitragem. Na verdade, a minha percepção e os comentários ao vivo parecem coincidir: o lance que ditou a expulsão até poderá ser duvidoso (ou não), mas quanto ao penalti, onde está ele? A ver vamos qual o tratamento jornalístico ao caso (até agora, nada). Dez minutos épicos mudaram um jogo que de outra forma, certamente, teria um final bem diferente.

Rodrigo Nunes em entrevista ao Record e Antena 1

O presidente do clube de Santa Maria da Feira assumiu, nesta entrevista, o seu sportinguismo, mas foi com igual naturalidade que desejou o fim do ciclo vitorioso leonino já no compromisso de hoje, que, para sua tristeza, ainda não será realizado no renovado Marcolino de Castro.


RECORD – Estamos prestes a dobrar o primeiro terço do campeonato e o Feirense continua a jogar em casa emprestada. Qual a razão dessa situação?
RODRIGO NUNES – Porque é o normal nestas situações. Sempre que nos metemos em obras, as coisas não correm como pretendíamos. Esta é uma obra enorme, uma transformação muito grande... Já sabíamos que a Liga não ia aprovar o estádio nas condições em que está, até porque o jogo desta jornada é de alto risco, com um grande do futebol português e iríamos ter, seguramente, lotação esgotada. Para primeiro jogo depois da remodelação podia ser complicado. 

R – E para quando está previsto o regresso a casa, ao renovado Marcolino de Castro?
RN – O próximo jogo em casa é com o Rio Ave, a 17 de novembro. Portanto, temos quase um mês para terminar as obras. Estou convencido que nesse dia vamos disputar o primeiro jogo da época em nossa casa.

R – Algum problema com o relvado?
RN – Não, o relvado está excelente e o estádio está bonito: as entradas, os acessos, os torniquetes, algumas partes dos camarotes e das salas de apoio, o próprio balneário... Havia ali algumas situações que tínhamos de terminar. Estamos satisfeitos com aquilo que está feito, com esta obra fantástica que está a orgulhar todos os feirenses.

R – O estádio fica no centro da cidade, não teria sido preferível construir um novo?
RN – Sim, nós pensámos nisso. Desde que tomámos posse, há 10 anos, pensámos sempre que o futuro passaria pela construção de um estádio no nosso complexo desportivo, numa freguesia de Santa Maria da Feira. Não foi possível, porque houve alguns entraves não só com a aquisição de terrenos junto ao nosso complexo, mas também porque o estádio atual foi oferecido pelo senhor Marcolino de Castro e, até à terceira geração, a família tem uma palavra a dizer sobre a alienação daquele espaço e, neste tempo todo, não conseguimos chegar a acordo com a família e foi-se perdurando a construção de um novo estádio. Mas, agora, porque subimos e porque precisávamos de rapidamente realizar obras ou construir um estádio novo para podermos fazer os jogos na Liga Zon Sagres, achámos que esta era a maneira mais rápida e remodelámos o Marcolino de Castro. Iniciámos o projeto com a ideia de que não íamos fazer tantas obras de fundo, mas depois, porque ficava melhor uma determinada bancada, um determinado balneário ou mesmo os camarotes, avançámos a fundo e, hoje, creio que temos estádio para mais 30 anos. Tão cedo não vamos pensar na construção de um novo estádio.

R – É possível avaliar os gastos que têm tido com esta situação? Isso pode provocar desvio nas contas do Feirense?
RN – Não tivemos custos absolutamente nenhuns com o Estádio do Mergulhão. Foi uma oferta da direção do Cesarense, porque o nosso presidente-adjunto, o senhor Franklim Freitas, é natural de Cesar e, como ele nos tem ajudado muito, nós achámos que lhe devíamos prestar esta simbólica homenagem e fizemos o jogo da Taça de Portugal, com o Nacional, no Mergulhão. Quanto ao Estádio Municipal de Aveiro, temos custos e eles são elevados. Mesmo com a receita do jogo com o FC Porto, ainda não tivemos qualquer proveito económico por jogarmos no Municipal de Aveiro.

R – O jogo deste domingo com o Sporting pode contrariar essa tendência?
RN – Eu espero que sim, até pelo momento do Sporting. O leão esteve muitos anos adormecido e espero que este entusiasmo que se nota seja motivo para o Municipal de Aveiro ter uma boa casa.

R – É simpatizante do Sporting?
RN – Sou, sou. O meu segundo clube é realmente o Sporting, mas neste jogo quero, claramente, que o Feirense ganhe por 10-0. 

R – Então não tem o coração dividido?
RN – De maneira nenhuma. Nem se põe essa hipótese. Às vezes pensava nisso, pensava como seria defrontar o Sporting, mas a vontade que o Feirense ganhe é tanta... E por vários motivos: porque sou o presidente, porque quero que o meu clube consiga manter-se na Liga Zon Sagres e porque, se conseguíssemos vencer o Sporting, até iríamos fazer história. Esta é a quarta vez que o Feirense está na principal liga do futebol português e nunca ganhou a nenhum dos grandes. O facto de isso poder acontecer este domingo é fantástico, seria um momento memorável.

R – Sente coração apertado pelo momento do Sporting? Acha que o Feirense pode sofrer bastante esta noite?
RN – É evidente que o Feirense vai sofrer. Era melhor recebermos o Sporting numa altura em que a sua equipa estivesse menos bem, mas o momento que atravessa também é bom e por tudo: pela receita, pela festa e também poderá ser bom para nós, porque eles podem estar um bocado distraídos. Esta semana também me senti..., vá lá, satisfeito, por ouvir os dirigentes do Sporting mais preocupados com os bilhetes para o jogo com o Benfica do que com o jogo com o Feirense. Não se preocuparam com o facto de terem mais 2 jogos até ao Benfica. Esta euforia que se vive no Sporting pode não ser a mesma quando chegar o jogo com o Benfica. O Sporting pode chegar ao Benfica com 9 pontos de atraso, pois tem mais 2 jogos para realizar. Esta euforia é boa, eu espero que quer os jogadores quer o Domingos estejam a pensar como os dirigentes do Sporting e que se distraiam um bocadinho.

@ Record
 

BE | Encerramento da Linha do Vouga: PSD e CDS uniram-se para sacrificar os portugueses



A tarefa principal do actual Governo PSD-CDS tem passado pelo aumento sistemático de impostos, pelos cortes nos salários, nos subsídios e no rendimento do trabalho; paralelamente, aumenta-se o custo de vida e corta-se no Estado Social e serviços garantidos pelo Estado, transferindo mais despesas para as pessoas. O encerramento anunciado para a Linha do Vouga insere-se neste contexto de agressão generalizada. 


Este Governo é, para uns, uma comissão de favores, vendendo bancos a 40 milhões de euros... Para outros, é uma comissão liquidatária, destruindo serviços que fazem falta à população e à coesão territorial. 
Argumentam sobre a despesa da linha do Vouga, mas são argumentos para enganar. São mentiras e não argumentos! 
Ainda recentemente foram investidos quase 4 milhões de euros nesta linha para automação de passagens de nível; agora esse investimento vai para o lixo! No sul da linha, o investimento em dinheiro e em reforço de horários e de comboios, mostra é que se a oferta for adequada às necessidades das pessoas, há um aumento no número de passageiros. 
A Linha do Vouga tem sido abandonada pelos sucessivos governos, através da redução de horários, redução do número de comboios, redução da qualidade e do serviço. A linha do Vouga é necessária, mas os governos não a souberam cuidar, deixando-a quase ao abandono. Agora, PSD e CDS querem ser os coveiros da Linha do Vouga. 
À morte que este governo lhe quer impor, devemos responder com a necessidade de investimento e com a importância que ela tem para a região. O Bloco de Esquerda não aceita que essa cassete sobre austeridade e sacrifícios seja justificação para desmantelar as vidas das pessoas. 

Pela Comissão Coordenadora Distrital do Bloco de Esquerda de Aveiro.

sábado, 29 de outubro de 2011

Antvisão C.D. Feirense vs Sporting C.P. [Amanhã, 20h15]

Paulo Lopes: “Não temos medo de ninguém, senão não íamos para o jogo”

Paulo Lopes, o guardião da equipa da Feira, reconhece, numa entrevista a Bola Branca, que esta não é a melhor altura para defrontar o Sporting. Ainda assim, o Feirense está precavido para o bom momento dos leões.

“Estamos confiantes, estamos com vontade de que o jogo chegue o mais rapidamente possível. Sabemos que o Sporting é uma equipa forte, mas estamos preparados para ter o melhor resultado possível”, garante.

Paulo Lopes será o último obstáculo para o ponta-de-lança holandês do Sporting, Ricky van Wolfswinkel. A veia goleadora do avançado não atemoriza o guardião do Feirense, que afirma que “não há nenhum jogador que assusta, porque não temos medo de ninguém”. Mal era, senão não íamos para o jogo. Agora temos que ter as devidas precauções, não só como ele, mas com a equipa toda, porque o Sporting vale pelo todo”.

Enquanto o estádio Marcolino de Castro não está pronto para receber jogos da 1ª Liga, a equipa joga em Aveiro. O campo neutro não servirá de desculpa, mas os jogadores prefeririam actuar em casa.

“Nós gostávamos de jogar no nosso estádio, mas já desde o início da época estávamos preparados para estes cenários. Vamos estar, na mesma, concentrados. A motivação e a vontade é a mesma, mas é lógico que no nosso estádio as dimensões são diferentes e provavelmente seria diferente”, considera Paulo Lopes.

@ RR 

Imagem: 7sete
 
Quim Machado: “Prometo aqui que amanhã vamos jogar para ganhar"

“Prometo aqui que amanhã vamos jogar para ganhar, vamos jogar ao ataque, ainda que sabendo que vamos defrontar a equipa mais moralizada do futebol português”. As palavras são do treinador do Feirense, Quim Machado, que este domingo (dia 30) recebe, em casa, o Sporting. O técnico está confiante na boa prestação da equipa que, assegura, vai ”jogar sem medo”.

O Feirense vai disputar a jornada com o Sporting, equipa que contabiliza já a nona vitória consecutiva. Os “azuis e brancos” não vencem há seis jornadas, mas isso não preocupa Quim Machado, até porque, “estatisticamente, o Sporting está próximo da derrota e o Feirense mais perto da vitória”.

O treinador salienta que a formação tem de ser mais forte, jogar concentrada e querer vencer. É esta, na sua perspectiva, a receita para uma vitória, na qual se inclui também o factor sorte.

Depois da derrota com o Portimonense, o Feirense quer voltar aos golos, até porque “temos de pontuar e conseguir mais vitórias“, pelo que, nem o facto de ter jogado mais um jogo a meio da semana poderá, na opinião de Quim Machado, servir como desculpa.

Estão convocados para o jogo deste domingo no estádio municipal de Aveiro: Paulo Lopes, William, Luciano, Queirós, Ludovic, Miguel Pedro, Douglas, Mika, Jonathan, Cris, Sténio, Rabiola, Hélder Costa, Varela, Stopira, Diogo Rosado, Bamba, Fonseca e Henrique.

@ 7sete

Associação Salvador doa 100 mil euros [e apoia, entre outros, jovem feirense]

A Associação Salvador realizou esta terça-feira a cerimónia de entrega dos apoios ‘Acção Qualidade de Vida’ a 31 pessoas com necessidades especiais, no valor de 100 mil euros. 

De acordo dom Salvador Mendes de Almeida, fundador da associação com o mesmo nome, a "quarta edição da iniciativa recebeu 124 candidaturas, cujos apoios solicitados totalizavam 935 mil euros".

Nesse sentido, e após um "esforço enorme para aumentar a verba disponível", a Associação conseguir reunir 100 mil euros, o montante mais elevado até ao momento.

Graças ao computador doado pela Associação Salvador, Domingos Djata, de 18 anos, terá mais condições para sorrir e lutar pela realização do seu sonho. "Quero ser operador de informática. Este computador vai-me dar a possibilidade de trabalhar com programas de engenharia informática, melhorar os meus conhecimentos e a minha qualidade de vida", revela o jovem natural de Santa Maria da Feira. 

@ Correio da Manhã

Milheirós de Poiares: Fogem e deixam busto para trás

Um grupo de assaltantes fugiu antes de conseguir carregar o busto em bronze do professor José Valente de Pinho Leão erigido na zona de lazer no centro da freguesia de Milheirós de Poiares, concelho de Santa Maria da Feira.

Foi um popular que, ontem de manhã, se apercebeu do busto caído junto ao rio e alertou a GNR, que fez deslocar imediatamente a equipa especial que está a trabalhar em exclusivo na investigação destes furtos.
Na madrugada de ontem algo terá corrido mal aos assaltantes, que terão sido obrigados a precipitar a fuga, deixando para trás o busto que pouco antes arrancaram do pedestal em pedra.
Desde Agosto, altura em que há notícia do primeiro furto no jardim em frente ao Tribunal de Oliveira de Azeméis, que este crime tem disparado um pouco por todo o distrito de Aveiro. Sem testemunhas, os investigadores desesperam à procura das pistas que não encontram para os mais de 30 furtos já realizados.
A GNR tem reforçado o policiamento mas os ladrões têm encontrado sempre forma de iludir os militares e consumar os roubos, por vezes mais do que um por noite. 

Alfredo Henriques sobre o futuro do Europarque


Alfredo Henriques, presidente da Câmara Municipal de Feira, responde a cinco questões colocadas pelo Negócios sobre o Europarque. 

O Europarque vai passar para as mãos do Estado. Como vê este processo? 
A nossa grande preocupação, e que há-de ser a preocupação de todos os portugueses, é de saber o que é que vai ser feito a um equipamento como aquele... 

O que é que a AEP lhe disse? 
A AEP foi-me mantendo ao corrente, sendo que a sua situação financeira não lhe permite outra coisa que não seja deixar que os bancos executem o aval do Estado. A partir daí, quem vai ter de decidir o que é que se vai fazer do Europarque será o Estado, que é quem vai pagar. 

Já teve contactos com o Governo sobre esta matéria? 
Alguns dos contactos que tem havido é com a secretária de Estado do Tesouro [Maria Luís Albuquerque], que é quem tem este processo. Vamos lá ver qual é a ideia que tem sobre isto, se quer manter o diálogo com a câmara e a AEP para manter o Europarque com os mesmo fins, naturalmente com as modificações que sejam necessárias, ou então... Enfim, teremos que ver qual é a perspectiva de quem paga, ou seja, o Estado. Mas ainda não tive a possibilidade de estar frente-a-frente com a secretária de Estado para pôr esta questão em cima da mesa. 

A decisão do novo dono até pode ser fechar o Europarque, certo? 
É o pior que pode acontecer. Espero que quem vai pagar, que é o Estado, juntamente com outras entidades, incluindo a câmara e a própria AEP, possa encontrar uma solução, pelo menos para a manutenção do equipamento ao serviço dos portugueses. 

Mas pode fechar... 
Sim, quem paga pode fechar. Se [o Estado] disser que fica fechado... fica fechado! Mas acho que qualquer pessoa de bom senso, face ao investimento que está ali feito, nunca adoptaria essa solução.

@ Jornal de Negócios

NOTA: Numa mera opinião pessoal, e dado o actual alinhamento de ideias do Estado, o caminho poderá ser paralelo à solução a adoptar para o Pavilhão Atlântico. Uma privatização [pós "nacionalização"] ou concessão será, provavelmente, o futuro do centro cultural e de congressos nos próximos meses.

Atropelamento em Lamas

Um menino de 12 anos sofreu ferimentos ligeiros na sequência de um atropelamento, ontem à tarde, em frente ao Colégio de Lamas. A vítima sofreu ferimentos nas pernas e foi transportada pelos bombeiros de Lourosa para o Hospital de S. Sebastião, em Santa Maria da Feira. A GNR foi ao local.

GNR diz que Angélico mandou carro ser rebocado

Imagem: Correio da Manhã
O auto de ocorrência da Unidade de Trânsito da GNR de Santa Maria da Feira diz que foi o cantor Angélico Vieira, quem deu autorização para que o carro fosse rebocado do local do acidente de há quatro meses. Recorde-se que o ator entrou em coma, após o despiste. 

A GNR diz que foi Angélico Vieira, que morreu há quatro meses num acidente na A1, em Estarreja, quem deu autorização para que o carro fosse rebocado do local do acidente e que fosse levado para o parque da Brisa. 
A informação é avançada pelo Correio da Manhã, que diz que o cantor entrou, no entanto, de imediato em coma após o violento despiste, pelo que era impossível que tivesse dado qualquer ordem. 
Segundo aquela publicação, este é apenas um dos erros que constam do auto do acidente e que podem colocar em causa a investigação do Ministério Público de Estarreja, uma vez que o inquérito tem por base este documento. 
As nulidades podem, assim, prejudicar todo o processo.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Feirense: Benfica convidado para a reinauguração do Marcolino de Castro

O Benfica foi convidado pelo Feirense para apadrinhar a reinauguração do Estádio Marcolino de Castro, sendo que compromissos anteriormente assumidos obrigaram o clube lisboeta a cancelar a sua presença.

O anúncio foi feito esta noite pelo presidente do emblema de Santa Maria da Feira, Rodrigo Nunes, à margem da Assembleia Geral que aprovou por unanimidade o relatório e contas da época 2010/11, com um resultado líquido de 117 mil euros.

Rodrigo Nunes manifestou ainda a intenção de concretizar o regresso da equipa de Quim Machado ao Estádio Marcolino de Castro no encontro com o Portimonense, da segunda mão da segunda eliminatória da Taça da Liga, frisando, porém, que será dada prioridade à vertente desportiva, ou seja, ao apuramento para a próxima fase daquela prova.


@ A Bola

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Publicado Processo de Insolvência da Patrícios, S.A.

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Pais carregam tintas e pincéis para fazer da escola um melhor lugar

Imagem: 7sete
Carregam pincéis, tintas e fio-de-prumo, vassouras e uma boa dose de disposição. Não são pintores nem mestres na área, mas vão decorar o recreio onde todos os dias brincam os filhos. São pais dos alunos que frequentam a escola primária nº2, de Santa Maria da Feira e já não é a primeira vez que assumem pequenos arranjos na escola, porque os tempos assim o obrigam, porque também importa “dar um pouco de nós aos outros”.
Sentem o apelo do voluntariado e entendem que as “dificuldades da actual conjuntura” obrigam a um esforço diferente. Por isso, arregaçam as mangas e aproveitam o fim-de-semana para cuidarem do espaço que é usado, à semana, pelos filhos. Já o fizeram muitas vezes e, por isso, na EB1 nº 2 de Santa Maria da Feira estão lá várias marcas da Associação de Pais. Desta vez, deslocaram-se à escola para pintar, no chão do recreio, uma macaca. Linhas alinhadas com fio-de-prumo, réguas e vários “especialistas” na matéria. Ao lado, as tintas e os pincéis que darão vida e cor ao jogo que estão certos farão sorrisos nas crianças.
“Planeámos desenhar ali mais ao fundo o jogo do galo e um de xadrês” – diz Paulo Matos, um dos pais que se prontificou para “trabalhar” na escola que diariamente acolhe mais de 400 crianças distribuídas pelo ensino básico e pré-escolar.
“Já no ano passado, colocámos a balizas e os resguardos do sol nas janelas de um dos edifícios” – refere. O equipamento foi doado pela Câmara Municipal e os pais trataram de o colocar no lugar certo. As tarefas são divididas pelos pais. Hoje não estão ali os 15 elementos que compõem a associação de pais, mas todos acabam por contribuir para o bom funcionamento da escola. “Somos um grupo muito interessado” – assevera o pai. Desta vez calhou ao Paulo, ao Marco, ao António, ao Eloy, à Cecília, à Andreia e ao Miguel a tarefa de pintar.
“É a primeira vez que desempenho uma destas tarefas, mas considero muito positivo este esforço” – diz Eloy Fernandes. A filha frequenta a primeira classe e tem ainda muitos anos pela frente de escola primária. “Ainda vai aproveitar muito a macaca nque estamos a desenhar”.
O desenho vai ficar pronto numa tarde, mas a memória desta tarde “ficará para sempre”. “É importante que este envolvimento na escola aconteça, por nós e pelos filhos. Eles sentem que nos preocupamos, que partilhámos da vida deles” – diz Paulo Matos, salientando que este tipo de acções “despertam sentimentos adormecidos, como o do voluntariado”, algo que também quer passar à filha, actualmente a frequentar a terceira classe. “Arranja-se sempre tempo. Às vezes com algum sacrifício, é certo, mas vale bem a pena”.  

@ 7sete

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Italianos dispostos a pagar mais por um vinho vedado com rolha de cortiça


Mais de um ano após o arranque da Campanha para a Promoção Internacional da Cortiça - InterCork - promovida pela Associação Portiuguesa de Cortiça, com sede em Santa Maria de Lamas, concelho da Feira, um estudo, elaborado pela Demoskopea, em Itália, demonstra que os italianos estão dispostos a pagar mais por uma garrafa de vinho vedada com rolha de cortiça.
 
Do total dos inquiridos, 57 por cento afirmaram, então, preferir pagar mais um vinho vedado com rolha de cortiça, sendo que 77 por cento declara que um vinho com rolha de cortiça possui uma melhor imagem, considerando, por isso, 79 por cento dos inquiridos que optar por este vedante é dar um elemento de valor acrescentado ao vinho se comparado com os vedantes alternativos. Também há indicadores de que a rolha de cortiça está intimamente ligada a uma percepção de qualidade do próprio vinho (74 por cento) e à sua capacidade de conservar essa qualidade (71por cento).
O gesto de abrir uma garrafa de vinho, que os italianos associam a um ritual cheio de charme e elegância, também é muito apreciado. Quase 90 por cento dos inquiridos constatam que o ritual de abrir a garrafa e cheirar uma rolha de cortiça faz com que o consumo do vinho se torne mais agradável.
Importante é também o facto da maioria das pessoas questionadas afirmar que a cortiça transmite o conceito de tradição (97 por cento).
O estudo de mercado revela, também, que os italianos conhecem as características da cortiça e estão cientes de que ao escolher uma garrafa de vinho com rolha de cortiça estão a proteger o meio ambiente. Na verdade, 83 por cento da amostra está consciente da importante contribuição do montado de sobro para o meio ambiente, evitando a desertificação e reduzindo o risco de incêndio. Além do mais, 65 por cento dos inquiridos atribuem à cortiça as características de um produto natural e de qualidade e 90 por cento sabe que a cortiça pode ser reciclada.
Registe-se que Itália é o segundo maior produtor vinícola mundial, apenas ultrapassado pela França, e conta, anualmente, com cerca de 45 milhões de hectolitros produzidos.

@ 7sete

terça-feira, 25 de outubro de 2011

NephroCare Portugal, SA suspende tratamento a doentes renais portadores de hepatite B

A empresa NephroCare Portugal, SA, detentora de unidades de diálise, vai deixar de tratar, já a partir de Novembro, os doentes renais portadores de infecção pelo vírus da hepatite B. A denúncia foi feita hoje pelo Sindicato Independente dos Médicos (SIM) que considera a medida “rude, drástica e prepotente”. 

“Esta medida, absolutamente louca do ponto de vista ético e técnico, tem por base a contenção de custos a que as empresas de diálise se auto-submeteram após a redução de preço compreensivo imposto por despacho recente”, denuncia o SIM. 
A Inspecção-Geral das Actividades da Saúde (IGAS) já fez saber que abriu um processo de investigação à situação denunciada pelo Sindicato Independente dos Médicos. Segundo informou ao PÚBLICO o Ministério da Saúde, o processo de investigação foi instaurado após o SIM ter enviado para a IGAS documentação “sobre a empresa NephroCare e a sua comunicação sobre limitação futura de diálise aos portadores de vírus Hepatite B”, segundo informação disponibilizada pelo sindicato no seu site. 
O ministério não avança com um número exactos dos doentes naquelas circunstâncias, mas as cartas que a empresa endereçou às administrações regionais de saúde fazem referência a 65 pacientes. 
Nas cartas que escreveu às administrações regionais de saúde, a NephroCare dá conta de que pretende desactivar a sala de diálise ao tratamento de doentes portadores do vírus da hepatite B nas suas clínicas de Faro, Coimbra Guarda, Viseu, Lisboa, Barreiro, Ponte da Barca, Braga, Gaia, Santa Maria da Feira e Maia (todas as que disponibilizam a técnica), a partir do próximo mês de Novembro, “sem que para tanto, tal comprometa a capacidade instalada nas referidas unidades, uma vez que o número de postos afectos ao tratamento daqueles doentes será direccionado para o tratamento de doentes não portadores daquele vírus”.

@ Público

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Orçamento do Estado atira 103 câmaras para o 'vermelho'

Imagine que entra numa autoestrada e, apesar da pressa, nunca ultrapassa os 120 km/h. Porém, ao chegar ao destino é autuado por excesso de velocidade. Ante a sua surpresa, um polícia explica-lhe que a meio da viagem o Código da Estrada foi alterado, tendo o limite máximo ficado, por exemplo, nos 60 km/h. ma história arrevesada? 
Certamente, mas uma coisa parecida está a acontecer a um terço das 308 Câmaras municipais, segundo dados da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), a que o Expresso teve acesso. 

Sem terem aumentado a dívida pública, de repente 103 autarquias com as contas em ordem ficaram em incumprimento. Significa que em 2012 terão de pagar faturas adicionais, com que não contavam. Culpa é do novo Orçamento Para o fazerem, esses municípios terão de subtrair a verba a outros fins. E caso o não façam, o poder central cortará no ano seguinte a transferência de montante equivalente. As Câmaras agora no vermelho juntam-se às 76 que já estavam acima dos limites de endividamento - e por lá vão continuar, mas com mais encargos por liquidar. Tudo acontece por causa do Orçamento do Estado para o próximo ano, que fixa novo limite ao endividamento das autarquias: passou de 125% do montante de um conjunto de receitas (entre elas impostos municipais e transferências do Fundo de Equilíbrio Financeiro) para 62,5% desse total. 

Municípios em endividamento excessivo por causa do OE de 2012 
Albufeira, Alcochete, Aljustrel, Almeida, Alvaiázere, Amares, Angra do Heroísmo, Arcos de Valdevez, Arganil, Arraiolos, Arruda dos Vinhos, Avis, Azambuja, Barcelos, Barrancos, Barreiro, Beja, Bombarral, Cabeceiras de Basto, Câmara de Lobos, Caminha, Cantanhede, Carrazeda de Ansiães, Castro Daire, Chamusca, Chaves, Entroncamento, Estarreja, Estremoz, Évora, Ferreira do Alentejo, Ferreira do Zêzere, Funchal, Golegã, Gondomar, Gouveia, Grândola, Guarda, Horta, Lagos, Lisboa, Lousã, Madalena, Maia, Manteigas, Mértola, Mira, Miranda do Corvo, Moita, Monção, Monforte, Nisa, Óbidos, Odivelas, Olhão, Oliveira de Frades, Oliveira do Bairro, Ourém, Palmela, Paredes de Coura, Penafiel, Penela, Peniche, Peso da Régua, Pinhel, Ponta do Sol, Ponte da Barca, Porto de Mós, Porto Moniz, Póvoa de Lanhoso, Póvoa de Varzim, Ribeira de Pena, Rio Maior, Sabugal, Santa Maria da Feira, Santa Marta de Penaguião, Santarém, Santiago do Cacém, São João da Pesqueira, São Pedro do Sul, Santiago do Cacém, Serpa, Sertã, Sesimbra, Setúbal, Silves, Sobral de Monte Agraço, Soure, Sousel, Tomar, Valença, Valpaços, Velas, Vidigueira, Vila de Rei, Vila do Bispo, Vila do Conde, Vila Nova de Cerveira, Vila Nova de Famalicão, Vila Nova de Paiva, Vila Praia da Vitória, Vila Real de Santo António, Vila Verde e Vila Viçosa. 

Municípios com endividamento excessivo agravado pelo OE de 2012 
Alandroal, Alcanena, Alenquer, Alfândega da Fé, Alijó, Alpiarça, Ansião, Aveiro, Borba, Calheta (Açores), Castanheira de Pera, Castelo de Paiva, Celorico da Beira, Celorico de Basto, Espinho, Faro, Figueira da Foz, Figueiró dos Vinhos, Fornos de Algodres, Freixo de Espada à Cinta, Fundão, Ílhavo, Lagoa (Açores), Lajes do Pico, Lamego, Loulé, Lourinhã, Macedo de Cavaleiros, Machico, Mangualde, Marco de Canaveses, Meda, Melgaço, Mesão Frio, Miranda do Douro, Mirandela, Moimenta da Beira, Mondim de Basto, Montemor-o-Velho, Mourão, Murça, Nazaré, Nelas, Nordeste, Oliveira de Azeméis, Ourique, Paços de Ferreira, Penamacor, Portalegre, Povoação, Reguengos de Monsaraz, Ribeira Grande, Santa Comba Dão, Santa Cruz, Santana, São Roque do Pico, Sardoal, Seia, Sines, Tábua, Tabuaço, Tarouca, Torres Novas, Torres Vedras, Trancoso, Trofa, Vagos, Vale de Cambra, Valongo, Vendas Novas, Vila Franca do Campo, Vila Nova da Barquinha, Vila Nova de Poiares, Vizela e Vouzela. 

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