segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Marcolino de Castro de volta no próximo Domingo

O presidente do Feirense, Rodrigo Nunes, revelou esta segunda-feira a A BOLA ter já a garantia que o encontro com o Rio Ave, no próximo domingo, será realizado no Estádio Marcolino de Castro.

Será o regresso da equipa a «casa», após cinco meses de obras de melhoramento, de forma a estar de acordo com as exigências da Liga.

Ainda assim, o recinto ainda terá de ser vistoriado pelo organismo, acto que foi adiado para quinta-feira, pelas 14.30 horas. 

@ A Bola

domingo, 20 de novembro de 2011

"Dourada, a Fogaça Encantada" assinala 10º aniversário da Confraria

“Dourada, a Fogaça Encantada” é o título do livro apresentado no próximo dia 10 de Dezembro, pelas 16h30, no Museu Convento dos Lóios, em Santa Maria da Feira e que integra o programa de comemorações do décimo aniversário da Confraria da Fogaça da Feira.
Para além do lançamento do livro, o programa de comemorações inclui visitas a vários espaços culturais do Concelho de Santa Maria da Feira, tais como o Museu do Papel, Museu Convento dos Lóios e Museu de Santa Maria de Lamas, bem como à Casa da Música, no Porto.
Para 14 de Janeiro, está ainda agendado o XI Capítulo da Confraria da Fogaça e, a 15 de Abril, a sessão solene comemorativa da escritura de constituição da Confraria.
Estas atividades têm o apoio da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira.
A Confraria da Fogaça da Feira foi constituída a 15 de Abril de 2002, tendo por finalidade promover, estudar e defender a Fogaça, considerando o seu valor histórico, bem como divulgar e preservar as características específicas da genuína Fogaça da Feira.

@ 7sete

Padaria Low-Cost chega à Feira


Hoje é o último dia da Alpina. Após vários anos a fazer companhia aos feirenses, as portas fecham-se e a marca ficará apenas ligada ao centro de formação. Mas não se trata de um final... em contexto de crise surgem nova ideias e conceitos. Em alturas mais complicadas apresentam-se novas marcas.
Na próxima quinta-feira, pelas 9h, abrirá ao público, no mesmo local a Low-Costa.Come, um espaço low-cost, à semelhança do que a mesma gerência havia já testado no antigo Alpina de Oliveira de Azeméis.

A cerimónia ficará marcada pela presença de Alfredo Henriques e outros elementos do executivo municipal, como incentivo à criação de valor em tempo de crise.
A ocasião ficará, ainda, marcada pela assinatura de um protocolo com a CERCI Feira, em que a Low-Costa.Come irá doar 5% do valor da receita de Bolo Rei até Janeiro e das Fogaças de todo o ano de 2012 à referida instituição.

Para o público haverá muitas surpresas e oferta de fatias de Bolo Rei.

A Low-Costa.Come lança-se agora à conquista de novos mercados, com o lançamento do site e o lançamento do frashising para a marca. Outra das inovações será a realização de encomendas online.

sábado, 19 de novembro de 2011

Bombeiros da Feira apresentam livro sobre a sua história

Os Bombeiros Voluntários de Santa Maria da Feira apresentam, no próximo sábado (dia 26) o livro comemorativo dos seus 90 anos, "Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Feira. 1921-2011 - 90 anos em Missão". A obra tem a coordenação de Roberto Carlos Reis, historiador de Santa Maria da Feira, de Luís Filipe Higino, investigador da História Local e Augusto Campos Pais, bombeiro-chefe.

Imagem: 7sete
O livro "90 anos em Missão", resulta da compilação histórica de Roberto Carlos Reis, baseada nos artigos de M. Brandão, publicados no jornal “Correio da Feira” entre 1976 e 1977, na obra cronológica de Sérgio Pinho editada em 1997, em notas soltas recolhidas por Luís Filipe Higino, com a colaboração de Augusto Campos Pais. Reúne ainda diversos documentos, entre actas municipais, recortes de jornais, fotografias, testemunhos e outros documentos, que contam a história dos "soldados da paz" no concelho feirense.
Segundo os coordenadores da obra, a ideia de criar bombeiros na então Vila da Feira remonta ao século XIX, ao ano de 1845. Neste ano, a Câmara Municipal, presidida por Bernardo José Correa de Sá, na sessão de 16 de Abril, aprovou o orçamento para o ano económico 1845-1846, averbando 120.000 réis “Para a compra de uma bomba para apagar incêndios”.
Entretanto, a mesma Câmara, tomava providências cautelares para evitar os incêndios, fazendo incluir, nas posturas aprovadas em sessão de 16 de Março de 1849, um capítulo referente a “chaminés”, com disposições muito severas, restritas porém aos dois maiores centros urbanos do concelho.
“São obrigados os habitantes desta Villa e Arrifana a limpar e expurgar todos os mezes as chaminés das casas em que habitam, sob pena de que, ateando-se incêndio nas mesmas chaminés, por falta de limpeza, serão multados em quatro mil reis”.
Na sessão da Câmara Municipal de 8 de Janeiro de 1876, o Dr. Joaquim Vaz de Oliveira, na qualidade de vice-presidente, apresentou uma série de propostas que ficaram célebres nos anais do município. Entre elas figura uma (número XXV) pedindo para “se tomar em consideração a necessidade da compra de uma bomba para incêndios”, sendo nomeada uma comissão, para o seu estudo, formada pelo proponente e pelos seus colegas, advogados e vereadores, António Augusto de Araújo e Melo e Francisco Correa de Pinho, inscrevendo-se, no orçamento de 1876-1877, a rubrica “Despesa com uma bomba de incêndios e aprestes respectivos e com o pessoal - 300.000 réis”. Nada resultou de útil, salientando-se que, desta vez, além do custo da aquisição de material já se vê o gasto com bombeiros.
A população continuou a albergar-se no cómodo adágio de que só lembra Santa Bárbara quando troveja. Talvez porque tivesse trovejado com força, em 1888 agita-se, de novo, a ideia de organização do corpo de bombeiros nesta vila.
Repetiu-se o insucesso, continuando a contar-se, em momentos de perigos e de desgraça, apenas com a heróica coragem e a abnegada dedicação do povo. Talvez porque tivesse trovejado com força, em 1888 agita-se, de novo, a ideia de organização do corpo de bombeiros nesta vila.
Em Dezembro de 1914 ardeu totalmente a casa da Quintã, na referida freguesia de Fornos, pertencente à ilustre família Correa de Pinho: perdeu-se grande parte do seu precioso recheio.
Em 1919 ardeu, na Vila da Feira, a casa localizada defronte das escadas da Igreja Matriz, de Júlio Fernandes Pinto.
Em 22 de Agosto de 1920, outro pavoroso incêndio consumiu um prédio da rua Direita, perto da Igreja da Santa Casa da Misericórdia. Desta vez acudiram os bombeiros de Ovar, que nada puderam fazer por terem chegado tardiamente.
Este último acontecimento, que relembrou, com amargura, os que o precederam, está na origem directa da fundação da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Feira.
Na sessão da Câmara Municipal de 9 de Novembro desse ano, o vereador João António de Andrade, apresentou uma exposição para justificar o pedido que fez da aquisição de uma bomba e dos utensílios indispensáveis para a criação do serviço de extinção de incêndios no concelho prevendo, para tal efeito, um gasto de 1.219$00.

Imagem: 7sete
Abriu-se uma subscrição que, acarinhada com grande entusiasmo por todo o concelho e pelos nossos emigrantes, alcançou grande êxito em Assembleia-geral de 1 de Maio de 1921, aprovaram os seus estatutos e elegeram a comissão instaladora. Fruto do entusiasmo de João António de Andrade, assim se fundou a “Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Feira”.
João António de Andrade natural de Guimarães, veio para a Vila da Feira ainda jovem como caixeiro. Casou nesta localidade em 1884 com a feirense D. Iria Albertina Gama de Andrade. Foi comerciante, embarcou depois para o Brasil e regressou com fortuna, vivendo depois dos rendimentos. Foi vereador da Câmara Municipal, altura em que se dedicou à tarefa da organização de um corpo de bombeiros na Vila da Feira. Faleceu com 59 anos de idade no início do mês de Junho de 1921, apanhando todos de surpresa, pouco mais de um mês após a data da fundação dos Bombeiros.
Do programa da apresentação consta a actuação do Centenário Orfeão da Feira, seguindo-se a entrega do título de sócio benemérito a Manuel Santos Cavaco e do crachá de ouro a Alcides Branco. A apresentação está a cargo de um dos coordenadores da obra, o historiador Roberto Carlos Reis.

Feirense gastou 1,5 milhões de euros a remodelar o estádio

O Feirense está prestes a voltar a casa: as obras do Estádio Marcolino de Castro acabam no domingo e tiveram um investimento de 1,5 milhões de euros, garantiu este domingo o presidente do Feirense, Rodrigo Nunes. O clube inaugura o recinto remodelado no jogo com o Rio Ave, em jogo da 11ª jornada da Liga.

O estádio terá capacidade para 5.200 espectadores, com uma nova bancada (a sul). As obras incluem ainda intervenção nos camarotes, balneários e zonas de apoio, mais um novo relvado e a instalação de uma zona de imprensa. Nesta altura falta concluir a instalação dos torniquetes, os ajustes na iluminação e as coberturas das entradas.

Recorde-se que até agora o Feirense disputou cinco jogos da Liga em casa emprestada, no Estádio Municipal de Aveiro (Nacional, P. Ferreira, FC Porto, Marítimo e Sporting), e um da Taça da Liga, com o Portimense. O jogo relativo à Taça de Portugal, no qual o Feirense recebeu o Nacional, disputou-se no Estádio do Mergulhão, em Cesar.

@ Mais Futebol

Europarque: Novos dados e nova perspectiva do mesmo facto

Mantêm-se o impasse quanto ao futuro do Europarque de Santa Maria da Feira. Ao que a Renascença apurou, a Secretaria de Estado do Tesouro ainda não respondeu a um pedido de reunião conjunta da Câmara de Santa Maria da Feira e da Associação Empresarial de Portugal (AEP).

A AEP, entidade detentora da maioria do capital do centro de congressos, alega incapacidade financeira para pagar a dívida de 30 milhões de euros à banca e solicitou ao Governo que execute o aval que deu ao projecto em 1996.

Localizado a pouco mais de 30 quilómetros do Porto e com uma capacidade para gerar receitas anuais entre os 3 e os 5 milhões de euros, o Europarque não tem, alegadamente, conseguido ao longo dos anos arrecadar as verbas necessárias para respeitar os seus compromissos financeiros.

Cimeiras europeias, concertos, congressos ou sorteios de grandes eventos futebolísticos são apenas alguns dos exemplos do conjunto de eventos que já passaram pelo Europarque. Criado com o objectivo de ser um pólo dinamizador da economia da região norte, a construção do Europarque só foi possível graças a um aval do Estado da ordem dos 35 milhões de Euros.

Foi o Ministério das Finanças, então liderado por Eduardo Catroga, que entre 1993 e 1996 garantiu à então AIPortuense a garantia de empréstimos.
Este ano, a Associação Empresarial de Portugal, por causa da crise, manifesta-se incapaz de cumprir os pagamentos associados ao serviço da dívida e requereu no inicio do mês a ajuda do Estado.

De acordo com o que a Renascença apurou, o projecto do Europarque continua a ser capaz de gerar receitas. É o maior Centro de Congressos da península Ibérica e está longe da inactividade. Pelo Europarque, que inclui ainda um centro cultural, já passaram nomes como Pavarotti ou José Carreras. O espaço foi ainda palco de eventos de dimensão internacional, como o sorteio do Europeu de Futebol 2004 e de uma cimeira da União Europeia em 2000. São apenas alguns momentos marcantes do Europarque, que na última década terá facturado valores na ordem dos 50 milhões de euros.


Ao que a Renascença apurou, ao longo do último ano e como reflexo da crise verifica-se uma quebra nas receitas, mas ainda recentemente a situação era descrita como muito positiva com receitas anuais entre os 3 a 5 milhões de euros.
São valores que, alegadamente e de acordo com fonte contactada pela Renascença, provam que o Europarque terá gerado receitas suficientes para se auto-financiar, incluindo custos de funcionamento, remuneração de pessoal, possibilitando ainda a libertação de verbas para amortização do investimento inicial.
Contudo, estes valores nunca terão sido usados para pagar dívidas, uma situação idêntica ao verificado noutra estrutura da Associação Empresarial de Portugal, a Exponor de Matosinhos. Permanece assim desconhecida a razão pela qual a dívida relativa ao investimento inicial nunca foi liquidada.

No entanto, a mesma fonte descreve a AEP como uma estrutura de administração gigantesca, com vários serviços que não produzem, em funcionamento lado a lado com organismos geradores de receita.
Os serviços da AEP que não apresentam qualquer facturação, como por exemplo o apoio aos associados, absorvem, tudo indica, todas as verbas geradas por estruturas como o Europarque.
Neste quadro, a dívida do Europarque, relativa ao empréstimo para o investimento inicial, representa, alegadamente, apenas 25% do passivo da AEP. São 30 milhões, num total de 110 milhões de euros.

O presidente da Câmara de Santa Maria da Feira, Alfredo Henriques, considera “bastante positivas” as receitas conseguidas pelo Europarque, mas diz que são insuficientes para amortizar a dívida.
“Em termos de despesas de exploração e rácio com as receitas, as receitas do Europarque são bastante positivas. Estamos a falar de 17 milhões de euros de diferencial, agora, é claro que isso não chega, nem é possível satisfazer os compromissos em termos de pagamento de juros e de amortização de capital. O máximo que foi possível amortizar até hoje foi perto de cinco milhões de euros”, disse à Renascença o autarca social-democrata.
O presidente da Câmara de Santa Maria da Feira revela à Renascença que já foi solicitada pela autarquia e pela Associação Empresarial de Portugal (AEP), entidade detentora da maioria do capital do centro de congressos, uma reunião com carácter de urgência à Secretaria de Estado do Tesouro.
“O Governo é que vai pagar, naturalmente terá que dizer o que pensa sobre o futuro do Europarque. Apesar de estarmos a tentar, ainda não tivemos essa reunião”, adianta Alfredo Henriques.
Caso venha a ser accionado o aval, a Câmara de Santa Maria da Feira está disposta a gerir o Europarque em parceria com o Estado ou com a própria AEP.
O autarca Alfredo Henriques nega, no entanto, a possibilidade de deslocalização de serviços camarários para o Europarque.

Foi o então ministro das Finanças Eduardo Catroga que concedeu o aval à antiga Associação Industrial Portuense.
Em declarações à Renascença, Eduardo Catroga garante que os interesses do Estado foram devidamente acautelados e explica que o Governo decidiu conceder o aval porque o Europarque surgiu como “um projecto muito importante para a economia da região Norte e os promotores estavam convencidos que era auto-financiavel num determinado prazo”.

O Bloco de Esquerda (BE) insiste no pedido de esclarecimentos ao Governo. O deputado Pedro Filipe Soares exige a responsabilização dos políticos que tornaram o Estado fiador do sector privado e pede que o Governo esclareça se a AEP deu informação da sua incapacidade em pagar a dívida.
O BE diz que não é razoável, em ano de grandes dificuldades financeiras, sobrecarregar-se o Estado com mais uma dívida de 30 milhões de euros e acusa a AEP de não saber gerir o Europarque.

Ludgero Marques, presidente da AIP que deu início ao projecto e o actual presidente da AEP, José António Barros, recusaram prestar declarações sobre a situação do Europarque.

@ RR

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Sete edifícios em processo de Classificação pelo IGESPAR, entre os quais os Lóios e o Mercado Municipal

O município da Feira tem sete edifícios em processo de classificação pelo IGESPAR - Instituto de Gestão do Património Arquitetónico e Arqueológico, incluindo-se entre esses as igrejas dos Lóios e da Misericórdia, o Mercado Municipal e o Castro de Fiães.
Segundo fonte do IGESPAR, para além desses imóveis, estão também em vias de classificação a Quinta da Murtosa, a Quinta do Seixal e a Mamoela de Vinhó.
No que se refere à Igreja da Misericórdia, a proposta de classificação como Monumento de Interesse Público está até 13 de dezembro em processo de audiência prévia aos interessados e respeita não apenas ao templo religioso, mas também à sua escadaria e chafariz.

CCTAR coordena projecto de campanha da Optimus

O Centro de Criação de Teatro e Artes de Rua de Santa Maria da Feira continua a dar cartas na produção artística, destacando-se cada vez mais como uma das maiores estruturas do género na Europa. Depois da fabulosa internacionalização decorrida durante o último ano, chega, agora, o reconhecimento interno.

No passado fim-de-semana, no âmbito da campanha "All Together Now", a Optimus organizou um flasmob em Lisboa ("Flashmob do Miguel"). Evento este que contou com a produção do CCTAR e realização de Renzo Barsotti (director artístico do CCTAR) e Marco Martins. As primeiras imagens já rodam nos principais canais de televisão, ficando o produto final prometido para os próximos dias. 



A Optimus protagonizou um dos grandes momentos musicais do ano através da realização de um mega flashmob que surpreendeu Lisboa, no dia 12 de Novembro, centrado na música 'All Together Now' dos míticos Beatles. A acção contou com a participação do CCTAR, responsável pela produção do evento e contratação dos músicos. A criação artística é de Renzo Barsotti e Marco Martins e a produção do vídeo do Ministério dos Filmes, com o realizador Marco Martins. Estiveram presentes várias entidades e personalidades como a Lisbon Film Orchestra, Fanfarrones, Quarteto de Choro Raspas e Tachos, Rui Gonçalves, Carlos Gonçalves, Jorge Simões, Sérgio Duarte, Rui Chaínho, Gonçalo Marques, Alexandre Andrade, Hélder Perdigão, Guto, Lucena, Jorge Reis, Vitor Carvalho, Telmo, Nuno Fernandes, André Sousa Machado, Lisboa Cantat, Encontro Coral, Coro da universidade de Lisboa, Antúnia, Gospell Collecive, entre outros.




Há poucos dias, ficou, ainda, a saber-se que o CCTAR irá produzir 3 projectos originais para a Guimarães 2012 (entidade para a qual já produziu um espectáculo, em parceria com os Titanick, sobre D. Afonso Henriques), de onde se destaca o espectáculo de abertura da Capital Europeia da Cultura.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Jovens de skate na mão transformam Alameda do Tribunal numa pista improvisada


São mais de duas dezenas e juntam-se todos os dias na Alameda do antigo Tribunal de Santa Maria da Feira… para praticar skate. Fazem-no desde o início das férias de Verão e o hábito acabou por se enraizar assim como tem raízes a paixão pela modalidade. Dizem que aquele é o único espaço onde podem “dar largas… ao skate” e até trazem as vassouras de casa para limpar um território que conquistaram.

O mais novo tem 12 anos. O mais velho 17. Frequentam todos a Escola Secundária de Santa Maria da Feira, mas nem todos moram na cidade. Vêm de vários cantos do Concelho, porque encontraram junto ao antigo tribunal, o espaço para fazer deslizar as rodas dos skates que carregam diariamente. “É uma filosofia” – diz Fábio Rocha. Há seis anos que pratica a modalidade e apenas lamenta que, na cidade, não haja um campo próprio para os skaters com equipamento e rampas adequadas à prática deste desporto. Fizeram, por isso, da Alameda uma pista improvisada com rampas construídas com tijolos de pedra e estrados de madeira. Juntam-se todo os dias, a partir das 18h00 até à hora de regressarem a casa a pé - ou como quem diz de skate - ou de autocarro. Com eles trazem a claque que os acompanha. Elas apoiam os desportistas e asseguram as fotos que ficarão para a posterioridade.

“Somos uma família” - diz “Mané”, como gosta de ser chamado. Mora em Lobão e tem 14 anos. Não é há muito tempo que se aventura em cima do skate, mas assegura que tem algum jeito. Juntou -se ao grupo no início da férias e o ritual mantém -se até agora. Vão para ali porque não têm outro espaço e usaram a imaginação para improvisar a sua pista. “Ao fim-de-semana trazemos vassouras de casa e varremos a alameda, porque há sempre lixo e vidros que nos podem magoar”.

Bruno Ferreira é o mais novo. Tem 12 anos. “Mas aqui a diferença de idades não importa”. Importante mesmo é o skate e esse gosto que nos une”. Ensinam-se uns aos outros e já há muitos “prós” no grupo. Fábio Rocha é considerado um deles. É o que carrega o skate há mais tempo e o faz deslizar no chão ou em piruetas. “É bom ter esta gente toda que gosta da modalidade” – refere, não escondendo as suas ambições de um dia se tornar profissional no skate. “Vamos a ver”. Para já, é ali, na alameda que treina.

Atrás de si uma assistência feminina. “Elas não andam de skate”. E porquê? “Não temos jeito” – responde Joana Valente, de 16 anos. Gosta de ver os colegas até já experimentou, “mas chegamos à conclusão que não temos mesmo jeito para isto”. Na sua opinião, os colegas mereciam ter outras condições, porque se trata da prática de um desporto. “A Feira deveria ter uma pista como a que existe em S. João da Madeira” – aponta, enquanto aponta a objectiva da sua máquina fotográfica. Ela é que assegura as fotografias que vão recordar mais tarde. “Temos milhares”.

@ 7sete

Vem aí a Terra dos Sonhos...


Terra dos Sonhos - um evento de qualidade? [Relatório FLUP/FEP]

Estudo de aluna de Mestrado da Universidade do Porto, sob orientação do feirense Nuno Moutinho, relativo à edição 2010 da Terra dos Sonhos. Uma abordagem absolutamente completa e independente, com a ponderação de todos os eventuais intervenientes, medindo o impacto do público, a sua opinião e as perspectivas futuras. Da análise SWOT à avaliação da satisfação, medindo, ainda, a origem e as características do público presente. Excelente trabalho.


Feirense: Freamunde testa o novo relvado

Os jogadores do Feirense vão testar o novo relvado do Estádio Marcolino de Castro no próximo sábado, de manhã, num jogo-treino com o Freamunde, da Liga Orangina, marcado para as 10.30 horas.

O recinto está pronto, após as profundas obras de remodelação de que foi alvo.

O relvado já está em condições para a competição, tendo estreia oficial agendada para o próximo dia 27, no jogo da Liga frente ao Rio Ave.

@ A Bola

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Terra dos Sonhos - 4ª Edição


Pela 4ª edição consecutiva, em 2011, a Quinta do Castelo em Santa Maria da Feira volta a abrir as portas para o mundo mágico da “Terra dos Sonhos”. O melhor do Natal e do imaginário infantil é recriado em mais de 15 áreas temáticas de teatro infantil, musicais, animação circulante, diversões, cenários, entre muitos outros.

O mês de Dezembro de 2008 viu nascer a primeira edição da “Terra dos Sonhos”, devolvendo a Quinta do Castelo ao território como um espaço único e privilegiado, com uma colecção de flora centenária, sendo o mais perfeito dos locais para recriar um cenário de encanto e fascínio, para que este espaço temático assumisse um lugar de destaque no panorama ludico-pedagógico durante o período que antecede o Natal. São 28 000 m2 de uma área de floresta com uma gruta artificial, um lago e uma ponte que conferem àquele espaço características únicas para a realização do evento.
Assim, Santa Maria da Feira recebeu, pelo primeiro ano, a Terra dos Sonhos, produzida e organizada pela Feira Viva, Cultura e Desporto, E.E.M. e pela Câmara Municipal de Santa Maria da Feira. 

A Terra dos Sonhos foi idealizada com o intuito de gerar experiências únicas e memoráveis ao público familiar e escolar. Recuperando as figuras e histórias do imaginário infantil, as fábulas, as lendas, os contos de fadas e o encanto de Natal, que continuam a prender as atenções de todos, a Terra dos Sonhos é um a porta de entrada para um mundo mágico. Aos adultos permite-lhes resgatar a magia que está guardada na memória de todos, nas crianças desperta o melhor das suas fantasias estimulando a imaginação e a criatividade, em momentos de estreita partilha com os pais.

Santa Maria da Feira prepara-se para receber o Pai Natal e todos os habitantes da Terra dos Sonhos, no dia 1 de Dezembro, pelas 10h, e a partir deste dia, a partir das 13:30h até às 18h, todas as quintas, sextas, sábados e domingos, até ao dia 24 de Dezembro.

Venha Sonhar connosco!
Seja Bem-vindo à Terra dos Sonhos e a Santa Maria da Feira.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

BCN estreia nova produção


Vai ter a sua estreia absoluta no próximo dia 17 de Novembro, seguindo-se espectáculos a 18 e 19, o espectáculo PONTO AMARELO EM FUNDO NEGRO (COM OBSERVADOR), de Andreas Dyrdal. As apresentações terão lugar no Cine Teatro António Lamoso, em Santa Maria da Feira, pelas 21:30h.

PONTO AMARELO EM FUNDO NEGRO (COM OBSERVADOR) é a sexta produção do Ballet Contemporâneo do Norte desde que se iniciou a sua residência em Santa Maria da Feira, em Setembro de 2007, com o apoio e colaboração da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira e da Feira Viva, EM, e a primeira obra do bailarino e coreógrafo norueguês, Andreas Dyrdal, para o Ballet Contmeporâneo do Norte.

domingo, 13 de novembro de 2011

Concurso “Montra de Sonhos”


Pelo segundo ano consecutivo, a Terra dos Sonhos volta a lançar um desafio de envolvimento ao comércio de Santa Maria da Feira – o concurso Montra de Sonhos! 

A cidade começa a vestir-se de Terra dos Sonhos e o espírito de Natal anda pelo ar. A cidade acolhe, na Quinta do Castelo, o melhor do Natal e do imaginário infantil pela 4ª edição. 

No dia 1 de Dezembro o Pai Natal chega à cidade e esta preencher-se-á de magia e encanto e para isso contamos com a ajuda de todos os comerciantes e lojistas da cidade para a sua participação no concurso “Montra de Sonhos”.

Simultaneamente, pretende-se aumentar a visibilidade do território, assim como sensibilizar todos os comerciantes para o envolvimento nos eventos culturais do concelho, posicionando Santa Maria da Feira como marca diferenciadora. 

A ficha de inscrição e regulamento encontram-se disponíveis no site da Terra dos Sonhos. Os interessados poderão ainda, se assim preferirem, levantar a documentação para concurso na sede da Feira Viva. 

As inscrições deverão ser efectuadas até ao dia 26 de Novembro, e as montras deverão ser fotografadas e o respectivo registo enviado por email para a organização do evento até ao dia 4 de Dezembro. A votação nas Montras de Sonhos a concurso acontece on-line, no site www.terradosonhos.com, até ao dia 8 de Dezembro. Os resultados serão publicados a 12 de Dezembro e os respectivos prémios entregues até àquele dia. Mais informações e esclarecimentos poderão ser feitos através dos contactos 256 330 900 e 938 781 075.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

2º Encontros do Castelo | A Conquista do Talento


Decorreu ontem a 2ª edição dos Encontros do Castelo/A Conquista do Talento. Uma espécie de “contra-informação” e uma verdadeira lufada de ar fresco numa altura em que a palavra "crise" nos assombra a cada hora. Primeira lição: "crise" e "problema" são palavras proibidas. Procuremos, então, as soluções!

Imagem: Conquista do Talento [Humberto Barbosa Fotografia]
Teresa Vieira – moderadora do primeiro painel – abriu a tarde com uma frase de ordem: “o castelo é a marca do nosso concelho”. E com isto viria a primeira oradora… e de luxo. Nini Andrade Silva falou-nos da sua experiência na “Importância do Design no Turismo”. Com uma mão cheia de exemplos concretos e muitos projectos concretizados, durante uma hora, deliciou a audiência. E num contexto menos favorável? “Dar a volta”! “Criar”! “Quem imita não vai a lado nenhum”! um pequeno conjunto de ideias-chave de um conceito mais global a reter: “temos de deixar de estar indignados para passar a estar inspirados”.

Em seguida, o tema seria completamente diferente. Nuno Miller falou de “Inovação” aplicada ao conceito de “E-Commerce”. O conceito não é novo, mas apresenta, hoje, novas perspectivas e novas fronteiras. Atendendo ao facto de “o Facebook ser o terceiro país do mundo”, facilmente compreendemos que estamos numa “revolução das redes sociais”, abrindo caminho a novas ideias e formas de comunicar com o público-alvo.

Imagem: Conquista do Talento [Humberto Barbosa Fotografia]
À terceira etapa falaríamos de marcas. Mais precisamente do “Poder das Marcas no Nosso Portugal Genial”. E que palestra! Carlos Coelho usou e abusou (ou não) dos princípios da identidade. Não vou reproduzir as dezenas de frases que deveriam ser lidas por todos os portugueses. Apenas alguns exemplos: “o pessimismo é um luxo dos países ricos”; “não devemos ter vergonha de sermos bons”; “crisis is a mind opener”. Tudo isto para reforçar a ideia de que Portugal tem MUITO potencial, haja CRIATIVIDADE e vontade de fazer deste pequeno GRANDE país mais do que um mundo de lamentações. Fomos pioneiros nas descobertas e na colonização de territórios desconhecidos; levamos às cortes do norte parte do que hoje são os seus hábitos e tradições; temos uma riqueza marítima incomparável… e, acima de tudo, “Portugal é FISH”! Temos de conquistar o mundo pelo estômago! Esta será uma das conclusões finais… fazer de Portugal aquilo que já é: o "local onde melhor se come no mundo".

Infelizmente o meu tempo foi curto para tantas ideias e vi-me obrigado a sair antes do tempo. No entanto, ficou a faltar um pilar de luxo: “Internacionalização: Capitalizar a Excelência de Portugal num Mundo Global”, com as palavras de Ana Teresa Lehmann.

O Castelo da Feira, muitos séculos depois, continua a ser palco de interessantes e relevantes partilhas de ideias, num cenário tão inovador e competitivo como o mundo actual. E, claro, um Castelo com elevador é uma prova básica do empreendedorismo nacional.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

BE | Santa Maria da Feira, concessão da água altamente ruinosa


O Bloco de Esquerda ofereceu ontem ao Presidente do Concelho de Administração da Indáqua e ao Presidente da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira uma mangueira para que possam ligar a água que chega a casa de todas e todos os feirenses a outro concelho onde ela é mais barata. 
Em Santa Maria da Feira a água é a mais cara da Área Metropolitana do Porto e uma das mais caras de Entre Douro e Vouga. Contra factos não existem argumentos. 
Em Santa Maria da Feira a subserviência da Câmara Municipal aos interesses da Indáqua, cujos acionistas maioritários são os Grupos Mota-Engil e Soares da Costa que detêm em conjunto cerca de 79% da empresa, é total. Seguem-se alguns exemplos demonstrativos. 
A taxa de aluguer de contadores foi eliminada por ser considerada ilegítima, então foi criada uma taxa de utilização, ou seja apenas mudou o nome. 
A Indáqua quis, a Câmara acedeu. A Indáqua tem cerca de 25% de perdas, ou seja, nas infraestruturas da Indáqua são desperdiçados 25% da água distribuída em Santa Maria da Feira, e o que fez a Indáqua? Propôs o aumento do tarifário. A Indáqua quis, a Câmara Municipal acedeu. E os feirenses pagam o prejuízo da Indáqua, mais uma vez. 
O Governo do PSD\CDS já anunciou a privatização das Águas de Portugal, principal acionista das águas Douro e Paiva, e que os preços da água teriam de subir obrigatoriamente. Portanto o preço da água em Santa Maria da Feira será mais uma vez aumentado. 
A água é um bem essencial à vida, cada vez mais escasso no planeta. É acesso à água é um direito. O Bloco de Esquerda não aceita a privatização das Águas de Portugal, não aceitamos a privatização de um direito. A todos o que é de todos. 
O consumo de água potável é obrigatório através das redes de distribuição por razões de saúde pública. A sua distribuição ao consumidor final só é possível ser executada por um único fornecedor. Daqui resulta que a distribuição de água ao consumidor final se trata de um monopólio natural. 
O Bloco de Esquerda reafirma a sua oposição à concessão a privados, Mota-Engil e Soares da Costa, a distribuição de água e rede de saneamento. Os mesmos de sempre com uma renda garantida durante pelo menos 35 anos à conta dos portugueses. Isto é inaceitável. 

Pela Comissão Política Distrital do Bloco de Esquerda de Aveiro

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Taça da Liga: Portimonense afasta Feirense nos penalties


O Portimonense apurou-se para a fase de grupos da Taça da Liga com uma vitória em Aveiro sobre o Feirense, por 5-4, através do desempate por marcação de grandes penalidades.

A equipa de Santa Maria da Feira terminou o tempo regulamentar a vencer por 2-1 e levou a decisão para a lotaria, visto que o conjunto de Portimão, agora orientado por Carlos Mozer, havia ganho o jogo da primeira mão (1-0).

Buval adiantou o Feirense aos 20 minutos, pertencendo a Pessoa, na marcação de uma grande penalidade, aos 33, o tento do empate do Portimonense.

O lance resultou na expulsão de Nuno Henrique e deixou a equipa da casa em inferioridade numérica. Ainda assim, a formação orientada por Quim Machado logrou o segundo golo, por intermédio de Varela, à passagem dos 38 minutos.

O marcador não sofreu alterações na etapa complementar, durante a qual Paulo Lopes esteve em bom plano na baliza do Feirense, e a decisão da eliminatória ficou adiada para a marca dos onze metros.

Siaka Bamba desperdiçou o último remate e ditou os festejos algarvios no Estádio Municipal Mário Duarte, em Aveiro. 

@ A Bola

Escola de Hotelaria vai abrir a cozinha para mostrar receitas deste e de outros tempos

Imagem: 7sete

Receitas saudáveis, criativas, doces ou salgados, sopas e chocolates. A escolha é diversificada e todos podem aprender a confeccionar. A Escola de Hotelaria de Santa Maria da Feira vai abrir as portas à comunidade para levar os sabores da cozinha moderna ou tradicional até à mesa dos feirenses. A escola pretende abrir workshops, em horário pós-laboral, para todos aqueles que queiram aprender os truques da culinária. Ao mesmo tempo, em parceria com o Centro de Nutrição das Termas de S. Jorge, vai criar pratos saudáveis, especialmente concebidos para os que se preocupam com a saúde e bem-estar. E porque as recordações são importantes, os alunos vão também ter a oportunidade de participar na recriação das receitas típicas da região, das quais já quase não há memória.
Está a celebrar duas décadas e, por isso, a Escola de Hotelaria de Santa Maria da Feira decidiu assinalar a efeméride com a apresentação de novos “cardápios”, adequados ao gosto de quem quer aprender ou apenas desfrutar de sabores diferentes.
O convite é, por isso, entrar na escola e conhecer os segredos da cozinha. A instituição de ensino deverá implementar workshops, em horário pós-laboral, destinados a todos que queiram aprender a cozinhar. Os cursos são variados e para todos os gostos. Haverá ateliês de cozinha saudável, sopas e saladas, cozinha criativa com sobras, ou delícias feitas com chocolate. Os alunos aprendem e podem ainda aproveitar para jantarem.
“E porque as receitas saudáveis são cada vez mais apreciadas e procuradas, especialmente pelas empresas hoteleiras, a escola vai também aproveitar a existência das Termas de S. Jorge, para, em parceria com o seu Centro de Nutrição, criar ementas saudáveis e adequadas, por exemplo, a quem sofre de doenças respiratórias” – refere a directora da escola, Sandra Almeida. Desta forma, a escola proporciona também aos seus alunos a oportunidade de adquirirem conhecimentos específicos sobre essa área da alimentação. “Numa altura, em que todos os hotéis possuem spas e associam a essa oferta ementas saudáveis, achamos que é muito importante dotarmos os nossos alunos de ferramentas que possam mais tarde usar em qualquer um destes lugares”. 
Sandra Almeida entende que os alunos devem ter todas as oportunidades para melhorarem a sua formação e daí o empenho da escola em diversificar também a sua oferta extra-curricular.
Neste âmbito, a escola vai “mergulhar” num projecto mais abrangente relacionado coma memória do receituário da região, em parceria com o Museu do Convento dos Lóios, também na cidade da Feira. A ideia é recolher todas as receitas antigas da região, contextualizá-las historicamente e depois confeccioná-las na cozinha da escola. “Serão os sabores com memória” – aponta a directora.

@ 7sete

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Festival de Guitarra das Terras de Santa Maria 2011 na Antena 2

Durante esta semana, até ao dia 11 de Novembro, o Concerto Aberto (17.00) - programa da Antena 2 (http://www.rtp.pt/antena2/) - reserva espaço nas suas emissões à reprodução da gravação de obras executadas no II Festival de Guitarra de Terra de Santa Maria. O concertista em antena é Augusto Pacheco (Guitarrista), gravado no concerto do dia 5 de Março de 2011 no Orfeão da Feira. 
A particular atenção conferida pela maior rádio pública da Música Erudita em Portugal é a confirmação do valor Cultural do evento num âmbito nacional. 

Por Gil Ferreira [Diretor Artístico do Festival de Guitarra de Terra de Santa Maria]

CAIXA DAS ARTES... o projecto

Aproxima-se o dia que marcará de forma deveras importante a história de Santa Maria da Feira nos próximos anos. 11 de Novembro de 2011 será o dia da apresentação pública da CAIXA DAS ARTES. O Centro de Artes que nasce da ideia de construir um Centro de Artes de Rua acaba por ser bem mais do que isso. A demolição do Cine-teatro António Lamoso, a divisão em dois pólos e a requalificação ambiental da pedreira das Penas serão talvez os factos mais relevantes deste processo.

Pólo 2: Vista Pedreira

Para falar dos factos, nada melhor que fazer uso da memória descritiva do projecto que marcará uma geração. E a consciência é imediata: «numa lógica de crescimento e afirmação de Santa Maria da Feira como a “capital” das artes de rua em Portugal, é necessário criar as condições físicas para uma verdadeira e profissionalizante prática cultural no concelho, através da constituição de um novo equipamento indispensável para a “confirmação” e promoção cultural, beneficiando a generalidade dos que habitam e trabalham na cidade e região, entre os quais, com nota de relevo especial, a juventude».

«Santa Maria da Feira é, desde há vários anos, um nome incontornável no panorama da cultura e das artes de rua em toda a Europa, percepcionando a actividade cultural como uma das componentes estruturantes no desenvolvimento sócio-económico da sua população e do seu território». Assim, e atendendo a que «a lógica cultural da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, visa (…) a prossecução de objectivos estratégicos diversos, mas complementares, nomeadamente: assegurar uma cultura de qualidade para todos; potenciar a capacidade criativa local; diversificar a oferta e os públicos; procurar o “novo”; promover uma verdadeira democracia cultural e desenvolver a vida associativa; e fazer da cultura um motor de desenvolvimento social» a CAIXA DAS ARTES assume-se como um eixo fundamental de desenvolvimento de criação de dinâmicas culturais e novas formas de promoção da economia local.

O equipamento criará 6 valências distintas:
1. Residências artísticas;
2. Incubadora da criatividade para artistas emergentes;
3. Acolhimento empresarial de negócios criativos;
4. Serviço de aprendizagem e educação criativa;
5. Departamento de investigação para artes do espaço público;
6. Espaços cénicos, de (re)criação e representação artística.
Para tal será necessária a instalação de dois pólos artísticos. O pólo 1 concentrará «as valências de residências artísticas, incubadora da criatividade para artistas emergentes e acolhimento empresarial de negócios criativos». Já o pólo 2 assistirá ao nascimento do «Serviço de Aprendizagem e Educação Criativa, do Departamento de Investigação para Artes do Espaço Público, assim como o espaço adequado para a apresentação dos espectáculos, tanto interiores como de exteriores/rua (uma parte deste espaço – Praça - fica desde já sujeita a desenvolvimento após a demolição da escola EB1 de Santa Maria da Feira, após a construção do Centro Escolar da Feira)».
Apesar desta divisão, «O CCTAR não deve, nem pode, ser resumido a um mero auditório ou a uma nova sala de espectáculos de Santa Maria da Feira. Deve antes ser assumido como um conjunto de espaços multifacetados que, descentralizadamente, promoverão uma nova abordagem às diversas formas de “produzir” cultura, esta obra poderá até ser definida como sendo a edificação de uma “CAIXA MÁGICA” na cidade, um local produtor de cidadanias»… caixa esta que se deverá integrar na comunidade, criar raízes e ligar-se entre os pólos através de um conceito de integridade paisagística e cultural: a «Via da Cultura».

«Edificar um Centro de Artes, que hoje ainda não existe em Santa Maria da Feira, deverá então constituir-se como um verdadeiro clúster da criatividade e da cultura, cuja versatilidade possa albergar, nas melhores condições técnicas, teatro, teatro de rua, artes circenses, cinema, ópera, bailado, concertos sinfónicos, de rock e música contemporânea, congressos, apresentações, desfiles de moda, grupos corais, grupos folclóricos, estúdio de gravação». Fica assim, à partida, garantido o pressuposto base de todo o desenvolvimento do projecto: a multidisciplinaridade.

Na condição financeira actual «foi necessária uma perfeita articulação dos trabalhos ao nível da arquitectura e engenharias, numa significativa interacção das diversas disciplinas. O presente projecto de execução resultou, assim, de um intenso trabalho de complementarização entre as diferentes especialidades que visaram não só a procura de soluções técnicas eficazes e compatíveis com a especificação do equipamento, como também, em grande medida, o controlo orçamental dos diversos trabalhos, materiais e equipamentos a utilizar».

Pólo 2: Vista Av. Prof. Egas Moniz

«Uma das particularidades deste projecto é ainda a demolição do Cineteatro António Lamoso, na Rua Prof. Egas Moniz. De facto, atendendo às limitações físicas do actual cineteatro, às imposições regulamentares referentes ao funcionamento de edifícios de utilização pública e ainda às condições ideais que deverá possuir uma sala multifuncional, optou-se pela demolição da estrutura existente, substituindo-a por um espaço apropriado para todas as artes cénicas e de espectáculo, que ofereça o máximo de conforto e segurança aos seus utilizadores». Facilmente se compreendem as vantagens da substituição deste equipamento, numa altura em que se torna obsoleto e desadequado a cada dia que passa e quando as perspectivas de valorização não se mostrariam vantajosas.

A versatilidade terá sido a palavra de ordem em todo o processo de desenvolvimento. Assim, o conceito poderá resumir-se a 3 conceitos chave: «integração e solução arquitectónica; estabilidade e engenharia electromecânica; acústica e arquitectura de cena». Nesta base foram desenvolvidos os planos, que culminaram com a seguinte organização.
Pólo 1: «oficinas para produção de todo o tipo de objectos, adereços e cenários para teatro, representações de teatro e artes performativas, artes de rua, concertos musicais, representação teatral, conferências, desfiles de moda; neste local, funcionarão ainda as residências para artistas, estúdio de gravação, acolhimento empresarial; o programa completa-se com uma praça exterior para representação».

Pólo 2: «representações de teatro e artes performativas, concertos musicais, representação teatral, espectáculos de dança e ballet, cinema (tecnologia digital), concertos musicais de banda, conferências e eventos de idêntica natureza, conferências, desfiles de moda; o programa deste Pólo 2 completar-se-á com o grande espaço exterior para representação, que aproveita o lago existente numa antiga pedreira e o transforma num palco ao ar livre (assente sobre sistema de jangada) capaz de receber espectáculos de teatro de rua, espectáculos de som, iluminação e pirotecnia (paralelamente, está em curso um projecto de recuperação ambiental e paisagística da Pedreira das Penas). Numa segunda fase, as escolas existentes, serão demolidas e o local transformado na grande praça da cidade de Santa Maria da Feira, capaz de receber espectáculos dos mais variados tipos».

PÓLO 1 (projecto)

Pólo 1: Acesso Público

«A área global do terreno é de 4.890,00 m², classificado no actual Plano Director Municipal como Área de Urbanização Condicionada. Possuindo frentes para os dois arruamentos, aumentando a sua cota no sentido Sul/Norte (cerca de 5 metros de desnível), será a uma cota intermédia ajustada a essa realidade que o edifício será implantado, havendo, no entanto, alguns movimentos de terras que estabelecerão a relação entre as cotas actuais e as cotas propostas. Toda a área limite do terreno, bem como a sua envolvente imediata, será devidamente arborizada, de forma a funcionar não só como enquadramento paisagístico mas também como protecção e isolamento acústico. Aliás, prevê-se, numa fase mais avançada do processo, o aparecimento de percursos pedonais que ligarão aquela área ao centro da cidade de Santa Maria da Feira e, por conseguinte, ao edifício denominado por Pólo 2.»
«O edifício ocupará «uma área total de 3.504,00 m², a construção ocupa 2 pisos, havendo contudo um volume central mais alto destinado à área do espaço multiusos».
«O corpo 1 incorpora uma grande sala multiusos, com uma dimensão aproximada de 23x23m e uma altura interior na ordem dos 18 metros. Este espaço, possuirá relação directa com a área destinada ao público em geral, a qual será composta pelo foyer, bar de apoio e sanitários de serviço».
«Do mesmo modo, preconiza-se que essa sala principal tenha uma estrita relação com os espaços de trabalho e de armazém. Assim, ao nível térreo, surgem os espaços de carpintaria, serralharia, ateliês de produção artística, armazéns e arrumos».
«No piso superior, prevê-se novas salas e ateliês de trabalho, salas de gravação, sonoplastia, luminotecnia, camarins e balneários, lavandaria e espaços de arrumos».
«Será ainda neste corpo do equipamento onde se localizarão todas as áreas necessárias à gestão administrativa do centro de artes, bem como os espaços que albergarão actividades empresariais ao nível dos negócios criativos, incubadora de empresas para negócios emergentes e diversas salas de reunião».
«Por outro lado, o corpo 2 será exclusivamente dedicado ao espaço residencial de artistas, numa lógica de acolhimento com periodicidade variável. Desse modo, o espaço será constituído por 6 unidades de alojamento, com capacidade para 12 a 18 pessoas. Prevê-se ainda uma série de espaços de utilização colectiva, como cozinha , espaço de convívio (com biblioteca, espaço para jogos), instalações sanitárias, lavandaria e arrumos. O seu piso inferior será destinado a um amplo espaço de arrumos».

PÓLO 2 (projecto)

Pólo 2: Vista da nova Praça

«A área global do terreno envolvente à operação é de aproximadamente 17.000,00 m². A proposta contempla a demolição do velho Cineteatro António Lamoso, substituindo-o por um Teatro com capacidade para 666 pessoas (poderá obter a capacidade máxima de 699, instalando duas filas de cadeiras na zona imediatamente contígua ao palco, na posição da plataforma do fosso de orquestra ao nível da plateia), bem como a requalificação paisagística e ambiental da pedreira das penas, devolvendo esse espaço à cidade e transformando o local num espaço cénico e de fruição pela população».
«Numa segunda fase, com a deslocalização do edifício escolar haverá, então, condições para completar todo o conjunto, através da constituição de uma grande praça exterior que, em conjunto com a área cénica do lago anexo, constituirão o “palco” por excelência para a apresentação e dinamização de todo o tipo de artes de rua».
«O edifício em causa, pela sua localização e especificidade, pretende ter uma relação directa com a dinâmica urbana da cidade, pelo que foi desenhado numa lógica de transparências que o “abrem” às pessoas».
«Toda a área limite do terreno, bem como a sua envolvente imediata, será devidamente arborizada, de forma a funcionar não só como enquadramento urbano e paisagístico».
«Tendo em consideração o carácter do equipamento, propõe-se um embasamento do edifício com uma altura de dois pisos, ajustados às realidades existentes na envolvente, reservando-se à área do palco, plateia e balcão, o grande volume que marcará, certamente, do ponto de vista arquitectónico, aquele espaço urbano da cidade».

«O acesso de veículos pesados ao equipamento, para cargas e descargas, será efectuado a Sul, pela Rua das Pedreiras, através de uma suave rampa criada para o efeito. Do mesmo modo, essa rua permitirá também o acesso ao espelho de água e à área cénica exterior. Ao nível do acesso pedonal, serão criadas vários pontos de acesso ao edifício, sendo que o principal, será efectuado a partir da Rua Prof. Egas Moniz. Na segunda fase, a grande praça exterior poderá ainda vir a receber um parque de estacionamento subterrâneo com capacidade para, aproximadamente, 180 viaturas».

O edifício propriamente dito ocupará «uma área total de 5.352,00 m², a construção ocupa uma altura correspondente a 5 pisos, sendo que a caixa de palco, pela sua função, desenvolver-se-á numa altura aproximada de 20 metros. De referir contudo, que a volumetria da edificação é atenuada na zona da via pública existente, resultado da configuração arquitectónica do edifício».
«Assim, tendo em consideração a especificidade do programa e a organização funcional do edifício, optou-se por localizar a entrada principal ao nível da Rua Prof. Egas Moniz, a partir do qual o foyer promoverá a distribuição para todos os espaços do edifício, em redor do auditório».
«Trata-se de uma abordagem arquitectónica que condensa toda a essência funcional do novo teatro e sala de espectáculos. Um edifício basicamente caracterizado por dois volumes com funções bem diferenciadas: um volume central, mais opaco em termos de materialidade, correspondente ao espaço das sala de espectáculos propriamente dita e suas dependências técnicas e funcionais mais directas, e um volume circundante, mais baixo, transparente na materialidade, onde se localizam os espaços destinados ao público, camarins, áreas administrativas e bar, com acessos diversos e a diferentes níveis, à sala de espectáculos».
«Previamente à descrição do interior, é importante salientar a imagem arquitectónica exterior, marcada por um desenho de linhas elegantes que se pretende constituir como uma referência na cidade. Utilizando materiais e formas simples, pretende-se obter a máxima transparência para o interior do edifício, principalmente das zonas afectas ao público em geral, medida essa que permitirá aos cidadãos que passam, ou permaneçam, junto do edifício, terem noção das vivências e dinâmicas do interior. No fundo, para que lhes seja transmitido o desejo de “entrar” e participar na actividade cultural. Esse objectivo de atracção do público será também intensificado com o aproveitamento do espaço exterior para a colocação de pendões e cartazes para anúncio de espectáculos e eventos».
«A futura grande praça exterior, que se preconiza vir a ser desenvolvida a médio prazo, reforçará também o carácter de centralidade que se deseja para o local».
«Desse modo, a partir do espaço público que se desenvolve a partir da Rua Prof. Egas Moniz, acede-se à entrada principal, ligeiramente recuada e coberta pelo piso superior da zona destinada ao público. Existe ainda uma segunda entrada lateral para público, associada ao bar e à cota intermédia da plateia, com ligação a partir de uma rampa que permite o acesso a pessoas de mobilidade reduzida. Esse percurso, permite também o acesso à zona da Pedreira das Penas e ainda a uma pequena e discreta entrada directa na zona de palco (exclusiva a artistas e técnicos)».
«A terceira entrada lateral relaciona-se com um acesso mais directo do exterior ao piso inferior, onde se localiza a sala de ensaios, que poderá ser aproveitada para outros fins, nomeadamente pequenas conferências, formação, etc».
«Na zona posterior do edifício, localizam-se, por fim, as entradas eminentemente técnicas, para cargas/descargas e controlo de acessos do pessoal afecto à actividade diária do equipamento».
«Ainda sobre o exterior, torna-se indispensável referir o grande volume revestido a pedra natural, fixada por um sistema de grampos, seccionado pelo volume em vidro. Na fachada norte, será colocado um lettering com a insígnia “CAIXA DAS ARTES”».
«A partir da entrada principal, o espectador ou visitante encontra um amplo espaço público, que funciona com foyer/átrio e que envolve a sala de espectáculos. Trata-se também de um espaço multifuncional, de estar e de lazer, que, para além de um bar/cafetaria, possui também espaços para as mais diversas exposições de artes plásticas, fotografia, documentais, etc».
«Em forma de “U”, o espaço público que envolve a sala de espectáculos possui, nas suas zonas de rotação, escadarias para acesso aos diversos níveis do edifício».
«Numa das suas extremidades, situam-se as instalações sanitárias, destinadas a ambos os sexos e a pessoas com mobilidade reduzida».
«Aliás, todo o projecto foi desenvolvido tendo em consideração a possibilidade de acesso por parte de deficientes motores, a todos os espaços do edifício».
«Evidentemente que importante será referir e descrever o espaço destinado a auditório/sala de espectáculos com capacidade para 666 pessoas (podendo chegar à capacidade de 699 pessoas), e que comporta também as maiores especificações do ponto de vista técnico, nomeadamente no que diz respeito à acústica e arquitectura de cena».
«Com uma organização simples, desenvolve-se através de uma plateia e de um balcão (no caso do balcão, e atendendo à especificidade do espectáculo em cena, poderá não ser utilizado)».
«Com diversos acessos a diferentes níveis, pode considerar-se que as entradas e saídas do público se processarão com enorme facilidade e segurança, sendo também interessante verificar a organização e disposição das cadeiras da forma mais favorável e de acordo com os níveis mais interessantes ao nível da visualização e ponto de vista do público».
«Está programada a existência de 12 lugares destinados a pessoas com mobilidade reduzida, desenhados de acordo com as especificações regulamentares e distribuídos por locais nobres do anfiteatro».
«Desenvolvida num conceito de bancada, a plateia ou anfiteatro rematará com a zona do palco e fosso de orquestra, local onde se localiza uma plataforma susceptível de ser elevada hidraulicamente e trancada ao nível desejado. É exactamente em função do nível desejado da plataforma que se poderá (ou não) aumentar a capacidade da sala em 33 lugares».
«Relativamente ao palco, de referir o enorme vão envidraçado que permite uma visualização e interacção entre a sala de espectáculos e a Pedreira das Penas e toda a sua organização que permite aos artistas a maior comodidade nas ligações internas aos camarins como também aos dispositivos de cargas e descargas de materiais. A caixa de palco, com uma altura aproximada de 18 metros, possui vários níveis e varandas técnicas, rematando com a zona da falsa teia a partir da qual se fixarão e manipularão vários equipamentos de apoio ao trabalho cénico».
«Quanto às comunicações verticais, recorda-se que o público poderá aceder aos diferentes níveis de anfiteatro pela zona circundante à sala e pelas escadas de acesso localizadas no foyer/átrio. Quanto aos técnicos e artistas, estes possuirão caixas de escadas e elevador/montacargas nos espaços contíguos ao palco».
«Numa sala projectada de raiz, de referir que existiram redobrados cuidados nas características que influenciam a acústica, adoptando soluções compatíveis com os níveis de qualidade pretendidos. No interior da sala, para além de uma cuidada escolha dos revestimentos, nomeadamente nos painéis acústicos das paredes e no sistema de tecto duplo, houve a preocupação de um desenho simples e cuidado, de modo a que o utilizador se sinta confortável (a este nível, de referir, nomeadamente, a escolha de um modelo de cadeira do tipo “poltrona”)».
«O programa do edifício, é complementado com os restantes espaços anexos de apoio, nomeadamente os camarins e salas técnicas de apoio à actividade artística. No piso inferior, relacionando-se com o sub-palco e fosso de orquestra, prevêem-se mais espaços de camarins e de arrumos, bem como uma sala de ensaios/aquecimento».
«O programa do edifício contempla ainda, genericamente, a existência de salas de apoio administrativo, direcção e espaços para formação».
«Ao nível exterior prevê-se do mesmo modo, a existência de duas grandes áreas cénicas: uma ao nível do plano de água existente, através de estruturas apoiadas directamente sobre a água, e outra, relacionada com a cota da Rua, correspondente à grande praça exterior».

Pólo 1: Praça "Interior"

Em jeito de conclusão, o Arquitecto responsável pelo projecto [Pedro Castro e Silva] deixa-nos uma nota-resumo:
A multifuncionalidade do complexo Centro de Criação de Teatro e Artes de Rua, permite-lhe valências, para as mais diversas artes performativas, que são difíceis de encontrar na generalidade das salas do país. Não se pode pois, dissociar, o interesse estratégico dos dois edifícios (Pólo 1 e Pólo 2) que criarão uma enorme apetência nos produtores culturais e nas escolas de formação de teatro e de música.
Não esquecendo a determinação de minimizar o investimento, numa época de difícil conjuntura económica de Portugal e da Europa, e numa perspectiva de controlo rigoroso e minimização dos custos de exploração e manutenção, Santa Maria da Feira ficará a dispor de um equipamento de elevada qualidade, com uma especificidade única no país e marcante em toda esta vasta região da Grande Área Metropolitana do Porto.
Esta é uma oportunidade única para que Santa Maria da Feira possua um complexo de cariz cultural criado de raíz e que contribua para a confirmação do município como a “capital” do teatro e artes de rua no país.
Hoje, como dantes, é importante que a arquitectura e as artes em geral, revelem e marquem a sua época, não apagando “memórias” nem as marcas da história e cultura antecedentes.
O Centro de Criação de Teatro e Artes de Rua, contemporâneo, moderno, versátil, substituirá o que já foi ultrapassado, respeitando contudo, a memória dos que, noutros tempos, já viveram a cultura e o território com alegria…

Resta-nos, agora, aguardar pela abertura do concurso público para a execução da obra, que se prevê para as próximas semanas e, depois, aguardar cerca de dois anos pela conclusão do projecto.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Feira tem a água mais cara da Área Metropolitana do Porto

Santa Maria da Feira é o concelho da Área Metropolitana do Porto onde a água é mais cara, em contraponto com Arouca, onde a água sai mais barata. Para o ano, e pela primeira vez, serão auditadas as tarifas de água e saneamento das 308 câmaras do país.
Para Poças Martins, presidente da Comissão de Estruturação das Águas do Porto - que ontem participou no seminário "Cidades Globais", abordando o tema "Gestão eficaz, um desafio em tempos de crise" - a medida pioneira levará a que haja "uma proximidade maior do preço da água entre concelhos". A norma, a ser implementada em 2012 foi, aliás, anteontem abordada na Assembleia da República, na Comissão do Ambiente, Ordenamento do Território e Poder Local. Por agora, as discrepâncias de tarifas entre concelhos fazem com que a população de Santa Maria da Feira seja aquela que, na Área Metropolitana do Porto, mais pague pela água, sendo-lhe apresentada mensalmente uma conta de 23 euros por cada 10 metros cúbicos de água. Ou seja, mais do dobro do que é pago em Arouca, onde a água está mais barata. 

@ JN

domingo, 6 de novembro de 2011

Comissão Politica do PSD elogia trabalho da autarquia na área da Educação

O investimento que, nos últimos anos, tem vindo a ser feito na requalificação do parque escolar do concelho de Santa Maria da Feira foi o que se destacou da reunião entre a Comissão Política e Concelhia do PSD e a vereadora da Educação e Cultura da autarquia feirense, Cristina Tenreiro. Os sociais-democratas, em comunicado, lembram que, “até ao momento, entre edifícios escolares já concluídos, em construção e em concurso, está em causa um investimento de 25 milhões de euros”. “Um esforço notável de empenho e de excelente aproveitamento de verbas do QREN (Quadro Nacional de Referência Estratégico)” – realçam em comunicado, considerando serem os números reveladores “da aposta e da prioridade que a Câmara de Santa Maria da Feira dá à área da Educação”.
A concelhia “laranja” enumera os centros escolares já em funcionamento, tais como, Sanguedo, Mosteirô e de Valrico, sendo que outros estavam já ao serviço das comunidades educativas, nomeadamente, Escola Básica do Sobral, Escola básica de Chão do Monte, Escola Básica de Lobão e Escola básica de Louredo. “Neste momento, preparam-se candidaturas aos centros escolares de Arrifana, Santa Maria da Feira e Fornos. Estes últimos representarão mais um investimento, a somar aos 25 milhões, de cerca de seis milhões de euros” – aponta a Comissão Política Concelhia do PSD.
“Claro ficou também que o pelouro se encontra a incrementar plenamente as estratégias de desenvolvimento apresentadas há dois anos aos feirenses: na educação, concluir a construção dos centros escolares; na cultura, construir a Caixa das Artes, manter a qualidade dos eventos e a sua sustentabilidade e qualificar a rede associativa do concelho; no desporto, cumprir as metas traçadas no plano estratégico de desenvolvimento desportivo; e na juventude, garantir a transversalidade das políticas de juventude”.
A Comissão Política do PSD refere que continuará, durante as próximas semanas, a reunir-se com os vereadores da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira.

@ 7sete

sábado, 5 de novembro de 2011

Ludgero Marques: "O Europarque não é nenhum 'flop'. Foi e é uma obra fantástica"

"O Europarque, espectacular por natureza", lê-se num antigo folheto de apresentação do maior centro de congressos do País. "É um disparate", reagiu José António Barros, em 2009, quando contava apenas um ano como sucessor de Ludgero Marques à frente da Associação Empresarial de Portugal (AEP). Agora que o complexo empresarial de Santa Maria da Feira, com uma dívida superior a 30 milhões de euros, foi entregue à banca, que deverá executar o aval do Estado, chegou o ajuste de palavras. "O Europarque foi e é uma obra fantástica. Mais nada!", reagiu Ludgero Marques, em declarações ao Negócios. 

@ Jornal de Negócios

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

A1: um morto e quatro feridos em choque de cinco carros

Um acidente registado ao princípio da noite desta sexta-feira na A1, perto de Santa Maria da Feira, envolveu cinco viaturas ligeiras, provocando um morto, dois feridos graves e dois ligeiros, disse fonte dos Bombeiros dos Carvalhos à Lusa.

O sinistro ocorreu no sentido Norte-Sul, quilómetro 276, pouco depois das 19:00, ficando então obstruídas duas das três faixas de rodagem.

Um dos feridos graves foi transportado pelos Bombeiros dos Carvalhos para o Hospital de São Sebastião, Santa Maria da Feira, e o outro foi conduzido a unidade hospitalar não especificada pelos Bombeiros de Lourosa.

Além dos bombeiros dos Carvalhos e Lourosa, foram chamados ao local uma viatura médica de emergência (VMER) e efectivos do Destacamento de Trânsito da GNR.

O sinistro provocou filas de trânsito devido à redução do número de faixas de circulação disponíveis no sentido Norte-Sul. 

@ TVI24

Governo diz NÃO (no imediato) à Via Feira-Arouca [mesmo com financiamento comunitário]


As afirmações do ministro foram feitas hoje, quando esteve reunido com os autarcas do Grande Porto. A ocasião serviu para discutir a igualdade no tratamento de todas as regiões do país.

Álvaro Santos Pereira ressalvou que as grandes obras, como a ligação rodoviária entre Arouca e Santa Maria da Feira e a conclusão de toda a rede do metro do Porto, só avançam quando houver dinheiro para o fazer. 

@ RR

Corticeira Amorim aumenta lucros em 21% até Setembro


O resultado líquido da Corticeira Amorim aumentou 20,9% para 21,4 milhões de euros, nos primeiros nove meses do ano, face ao período homólogo. Os lucros da corticeira deveram-se ao crescimento dos mercados da empresa de Américo Amorim.
Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, a Corticeira Amorim anunciou o aumento das vendas em quase 10% para 380 milhões de euros, realçando que "crescimento dos seus mercados continua a ser um dos principais justificativos para a apresentação de bons indicadores de actividade e de resultados".
Nos primeiros nove meses de 2011, o EBITDA (Resultados Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortizações) aumentou 14,5% para 59,6 milhões de euros.
Pelo sétimo trimestre consecutivo, a corticeira liderada por António Rios Amorim registou um crescimento das suas vendas consolidadas, em 8,9% quando comparado com o trimestre homólogo.
Até Setembro, a Corticeira Amorim vendeu mais 18 milhões de euros de rolhas, totalizando 227,5 milhões de euros, do que nos primeiros nove meses de 2010, o que em quantidade representou mais 200 milhões de unidades.
O aumento da produção em cerca de 14% conduziu ao crescimento dos custos operacionais directos em 9,5% bem como ao aumento nos fornecimentos e serviços, explica a corticeira com sede em Mozelos, Santa Maria da Feira, realçando "a subida nos custos da energia e dos transportes e os custos relacionados com a nova colecção da unidade de negócios Revestimentos a lançar em 2012". 

@ JN