quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Associação Empresarial da Feira promove mega exposição de automóveis

Seis concessionários do concelho da Feira – Baviera, Caetano Auto, Garagem de Arrifana, Garagem Justino, Lércio Pinto e Nasamotor - vão participar numa mega exposição de automóveis, promovida pela Associação Empresarial de Santa Maria da Feira, que decorrerá entre quinta-feira a domingo (dias 19 a 22), no largo do Rossio, na cidade-sede do concelho. Aos carros juntam-se três concessionários de motas – Antero Matos, Harley Davison e Multimoto. Esta será a primeira exposição de automóveis realizada, nestes moldes, em Santa Maria da Feira e integrada no programa de animação da Festa das Fogaceiras.
Aproveitando os milhares de visitantes que habitualmente se deslocam à cidade da Feira por altura da Festa das Fogaceiras, a associação empresarial lançou o desafio e os concessionários corresponderam. Durante três dias, várias marcas de carros novos estarão prontas a serem descobertas pelos visitantes.
De acordo com António Lamoso, da associação empresarial, a exposição conta ainda com animação permanente entregue a associações locais. “Queremos fazer deste evento uma festa” - aponta o responsável. Durante o dia, a animação estará a cargo do Ginasius, com várias demonstrações de actividades físicas. As noites serão animadas por grupos de música “de garagem”. “É uma maneira de proporcionarmos uma oportunidade a estes jovens de mostrarem o seu trabalho”. Subirão ao palco da mega exposição “100 watts”, “Toca & Foge”, “Clapton Addiction” e “Naza”.
“Pretendemos, com esta iniciativa, mexer com o comércio local, envolver a comunidade e ajudar os nossos empresários. Esta é a nossa bandeira” – aponta António Lamoso, esperando repetir o evento nos próximos anos. “Estamos, aliás, a equacionar fazer uma exposição semelhante ainda durante este ano, mas com carros semi-novos”. 

@ 7sete

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Castro Almeida sugere Linha do Vouga com sistema Andante e integrada na Linha do Norte

O encerramento da Linha do Vouga está previsto no Plano Estratégico dos Transportes (PET), apresentado pelo Governo no ano passado, mas o fecho da ferrovia com 103 anos de actividade ainda não se concretizou. Os autarcas dos municípios de Entre Douro e Vouga e da Junta Metropolitana do Porto consideram que o caminho-de-ferro que liga Espinho a Aveiro tem viabilidade e defendem a sua requalificação em vários aspectos. As ideias, que merecem a aprovação da Associação de Municípios de Terras de Santa Maria, foram comunicadas ao Governo e constam no relatório encomendado para a reformulação do sistema de transportes das áreas metropolitanas do Porto e de Lisboa.

O presidente da Câmara de São João da Madeira, Castro Almeida, reconhece que a actual configuração da Linha do Vouga não não dá resposta às necessidades das populações. "Serve poucas pessoas e serve mal", admite. Por isso, considera necessário proceder a alterações no traçado da linha por onde circula o Vouguinha desde Novembro de 1908. "Precisamos de garantir uma ligação directa da Linha do Vouga à Linha do Norte, por forma a que alguém que entre em Oliveira de Azeméis, São João da Madeira e Santa Maria da Feira possa ir até ao Porto sem mudar de comboio", adianta. Esse entroncamento, explica o autarca, "obriga a electrificar a Linha do Vouga, a alterar a bitola e a fazer algumas correcções de traçado". As alterações propostas pretendem tornar a Linha do Vouga compatível com a do Norte, aumentar a velocidade do Vouguinha de 30 para 80 quilómetros por hora e dotá-la de um traçado que sirva os grandes aglomerados populacionais, sobretudo algumas zonas da Feira.

As contas estão feitas. A requalificação da Linha do Vouga, nesses moldes, requer um investimento de 35 milhões de euros. Castro Almeida garante que o Governo não precisará de investir um cêntimo, se esse encargo fizer parte da concessão que será feita à CP-Porto - e que, dessa forma, poderia acrescentar mais um ramal aos três que já possui. "Desta forma, não era preciso pedir um cheque ao Governo." O autarca insiste que a remodelação da Linha do Vouga é um pedido realista, que tem em conta as dificuldades financeiras do país: "Não estamos a pedir a lua, o valor é pouco mais de um quilómetro de custo do metro do Porto."

O grupo parlamentar do PSD apresentou na Assembleia da República um projecto de resolução (ver caixa), tal como já fizeram o PCP e o BE, pedindo ao Governo para estudar uma alternativa ao fecho da Linha do Vouga. "A viabilização da modernização desta linha com efectivo potencial poderá transformar este meio de transporte numa referência e exemplo de sustentabilidade, se se souber dar responsavelmente o passo certo, em associação com os parceiros adequados e com benefício das populações locais e das contas públicas", refere-se no documento. O PSD quer, assim, que o Governo avance com um projecto, juntamente com as câmaras municipais e outros parceiros, para a reabilitação da ferrovia do Vouga.
Além da requalificação da Linha do Vale do Vouga, Castro Almeida propõe que o Andante, já utilizado no metro do Porto, nalguns comboios e nos autocarros da STCP e de alguns operadores privados, seja adoptado como título de transporte em toda a Área Metropolitana do Porto, podendo ser utilizado também na Linha do Vouga. O autarca considera que o Andante será um "bilhete de identidade metropolitana", um "título de cidadania metropolitana".


@ Público

Nova Rotunda em Lourosa: Trânsito mais fluido e seguro na EN1

O trânsito na Estrada Nacional 1 (EN1) está mais fluido e mais seguro desde que foram concluídas as obras de beneficiação junto à central de camionagem da Feirense, em Lourosa. A construção de uma rotunda e passeios nas ruas envolventes, a marcação de passadeiras e os melhoramentos no piso puseram termo a uma carência com muitos anos.


Emídio Sousa, titular da pasta de Obras Municipais, esteve no local acompanhado pelo presidente da Junta de Freguesia de Lourosa, Sérgio Ribeiro, e recorda que esta zona tinha um histórico de grandes constrangimentos de trânsito, devido aos semáforos ali existentes, situação que se agravou com a introdução de portagens na A29 e o consequente aumento de tráfego na EN1. “A Câmara desenvolveu o projeto e encontrou uma solução razoável para este problema, quando opiniões anteriores apontavam para a impossibilidade de se construir aqui uma rotunda, por falta de espaço”, refere o autarca.
Sérgio Ribeiro, presidente da Junta de Freguesia de Lourosa, reforça que esta obra veio resolver um grande problema e dar resposta a uma reivindicação antiga, não só da população de Lourosa, mas de todas as freguesias a nascente do concelho que são servidas pela EN 326, nomeadamente Fiães, Lobão e Caldas de S. Jorge. “De uma vez por todas foi resolvido um problema de fluidez de trânsito e de segurança num local muito frequentado também por peões, devido à proximidade à central de camionagem”, enfatiza o autarca, rematando que “não há ninguém que não diga bem desta obra”.
A Câmara Municipal de Santa Maria da Feira elaborou o projeto e a Estradas de Portugal executou a obra, no âmbito de uma parceria.

Fogaças começaram a ser entregues a alunos do 1.º ciclo, servidas com história que explica a tradição

A confreira Gracinda Sousa é autora de um dos contos que hoje aí foram narrados repetidas vezes, em sessões com cerca de 50 alunos cada, e, trajada a rigor para o efeito, declarou à Lusa que o objetivo desse envolvimento é "divulgar e promover a fogaça e as tradições da cultura identitária local", pelo que os conteúdos relativos à Festa das Fogaceiras - que se celebra no concelho na sexta-feira - "até deviam integrar o programa curricular das escolas do município".
Também com o chapéu a lembrar o pão doce que há 507 anos se vem oferecendo a S. Sebastião pela sua proteção contra a peste negra, Joana Martins admite que, em janeiro, as escolas da Feira "costumam preparar previamente os meninos para a temática da fogaça".
A mestre da Confraria reconhece, contudo, que esse trabalho é mais intenso nos estabelecimentos de ensino do centro da cidade, pelo que espera que iniciativas como a de hoje "possam difundir mais a história local e ajudem a sensibilizar para a tradição, não só as crianças, mas também os adultos".
"A ideia é que os pais tragam as crianças a ver o cortejo, venham viver com elas a tradição e ajudem a preservá-la por muitos anos", afirma a confreira.
"No fundo", acrescenta o confrade Francisco Pinho, também ele autor de outro conto sobre a principal iguaria da terra, "está-se a deixar aqui uma espécie de fermento que vai ser levado para casa das crianças e começará a crescer lá, com os pais dos meninos".
Para a professora Célia Duarte, toda esta componente pedagógica resulta de um aspeto prático relacionado com o ponto alto da tradição, que é o cortejo de sexta-feira com centenas de meninas a desfilarem de branco com uma fogaça à cabeça.
"Há uns anos, a adesão não era a mesma e tornava-se difícil convencer as meninas a participarem. O trabalho nas escolas surgiu para dar a conhecer melhor a história, cativar as crianças e o facto é que, agora, notamos nos miúdos uma grande motivação para este dia", diz a docente.
A parte da fogaça na cabeça é aquela de que Manuel Ratola mais gosta em todo o contexto da tradição. Tem sete anos, diz que a mãe é da Feira e já lhe tinha falado da Festa antes de as professoras abordarem o assunto. Está tão habituado a comer fogaça que a consegue cheirar no ar e, enquanto falava, descobriu uma caixa cheia delas, reservadas para as turmas da tarde.
"Se eu ia desfilar com a fogaça se o cortejo também fosse para rapazes? Acho que não. Ia ter um bocado de vergonha", confessa. Mas garante que gosta de ver as meninas a passar e não perde uma oportunidade para saborear o pão tradicional com manteiga e com queijo.
"Sim, as três coisas juntas, todas ao mesmo tempo".
Já Inês, na sua pose de “senhorinha”, prefere o pão doce ao natural. Embaraço também não tem e vai estrear-se este ano como Fogaceira, porque gostou da ideia quando a professora a propôs às meninas da turma.
"Falei à minha mãe e ela aceitou", revela. "Disse que os braços me iam ficar a doer de segurar a fogaça, mas era para ver se eu desistia e no desfile acho que vai ficar toda contente a olhar para mim".
Com o frio, a Inês também está a contar e sabe que sexta-feira vai ter que levantar-se cedo para se reunir às centenas de meninas que, a partir das 09:00, começam a assumir as suas posições no cortejo até à Igreja Matriz.
Mas, na mesma pose serena do resto da conversa, encolhe os ombros e assegura: "Não há problema nenhum. Eu já me levanto todos os dias às sete da manhã".

@ Sapo

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Só Animarte organizou Flash Mob na ExpoNoivos 2012

Os Só Animarte protagonizaram, este fim de semana, um FlashMob na ExpoNoivos que serviu de mote a um original pedido de casamento. Uma vez mais as marcas das artes de Terras de Santa Maria a deixar frutos noutras "paragens". 


domingo, 15 de janeiro de 2012

Bombeiros em protesto marcam manifestação para o dia de Fogaceiras

Continua a situação de impasse na corporação de Bombeiros Voluntários da Feira. Os bombeiros insatisfeitos com um conjunto de acontecimentos, nos últimos meses, convocaram uma manifestação para a próxima sexta-feira. 
Em dia feriado municipal, ponto alto das comemorações da Festa das Fogaceiras, a cidade de Santa Maria da Feira será palco de um encontro dos bombeiros em protesto e seus apoiantes, com concentração às 14h30, junto à Câmara Municipal.

Lembre-se que o mal-estar dura há já alguns meses, tendo culminado com o pedido de 30 bombeiros para a passagem à inactividade. Factos mais recentes, e de acordo com os bombeiros em protesto, dão conta de que a corporação estará a recrutar antigos bombeiros para conseguir dimensão na fanfarra a apresentar na tradicional Procissão de Fogaceiras.

Museu Vivo da Fogaça será inaugurado terça-feira

O Museu Vivo da Fogaça está pronto a abrir portas, em pleno centro histórico de Santa Maria da Feira. Terça-feira, dia 17, a partir das 17h, dar-se-á finalmente a conhecer ao público. Dois mestres fogaceiros deram vida ao espaço que "afectuosamente" se pretende dedicar ao singular doce regional de Santa Maria da Feira: a Fogaça. A visita é obrigatória... haverá forma melhor de abrir a semana de Fogaceiras? 


Incêndio em Riomeão

Quando Alice Coelho, de 70 anos, ouviu um estrondo, e da janela viu as chamas com mais de 10 metros no compartimento onde guardava a lenha e os cereais, só pensou em acordar a irmã e fugir dali. Eram 04h20 de ontem. Os bombeiros da Feira chegaram em 15 minutos à rua Chão do Rio, Riomeão, e salvaram a cozinha e os quartos.

"Ouvi um estrondo e pensei que eram os ladrões, mas quando vi que era o fogo só tive tempo de gritar para a minha irmã: ‘Ai Jesus. Acorda Celeste, que a casa está a arder’." A septuagenária, que reside na casa com a irmã, de 72 anos, ainda tentou pedir socorro pelo telefone. "Estava nervosa e não conseguiu marcar nenhum número e por isso corremos para a rua a gritar. É horrível ver o fogo a levar-nos as coisas", contou ao CM, com as lágrimas no rosto.
"Foram os gritos que nos acordaram em sobressalto. Foi um grande susto quando vimos as labaredas a destruírem tudo", diz um vizinho. O incêndio poderá ter sido originado por um problema eléctrico no moinho das farinhas para o pão que Alice e Celeste fabricam artesanalmente para vender.
"A nossa prioridade foi proteger a zona que ainda não tinha sido atingida", afirmou ao CM o comandante dos bombeiros, Manuel Neto. 

sábado, 14 de janeiro de 2012

Confraria da Fogaça entroniza novos membros no Castelo da Feira

A Confraria da Fogaça da Feira  entronizou dez novos membros efetivos (Focacianos), numa cerimónia realizada hoje, no Castelo de Santa Maria da Feira. Neste XI Capítulo, a Confraria entronizou, ainda, duas personalidades de relevo da sociedade feirense - Baltazar Oliveira, a título póstumo, e Celestino Portela - como membros benemérito e honorário, respetivamente.

Cavalinho prepara filme de animação

A Cavalinho está a produzir um filme de animação para estrear no próximo Natal de 2012! 
Um conto de magia cheio de surpresas e aventuras!

"A cortiça é um sector que nos orgulha"

“A cortiça é um sector que nos orgulha”. As palavras são do ministro da Economia e Emprego. Álvaro Santos Pereira esteve na última sexta feira, na sede da Associação Portuguesa de Cortiça (APCor), em Santa Maria de Lamas, na apresentação dos resultados do projecto Intercork – Promoção Internacional da Cortiça, e elogiou o trabalho desenvolvido pelos empresários do sector corticeiro, actualmente, um dos que mais contribui para o crescimento das exportações portuguesas.
“O sector tem-se reestruturado, tem-se reinventado nos últimos anos, na sequência da necessidade de conseguir um maior nível de empreendedorismo e inovação” - apontou o ministro, considerando, por isso, tratar-se de um sector que tem vindo a ajudar Portugal, “não só a tornar as suas exportações mais competitivas, mas também a fazê-las crescer a um ritmo que já não acontecia há muito tempo”.
Álvaro Santos Pereira acompanhou a apresentação dos resultados do projecto de promoção internacional da cortiça que decorreu ao longo de 19 meses, considerando que o mesmo “cumpriu a sua missão”. Por isso, entende tratar-se de “um caso de boa parceria” entre o Estado e a indústria. “Ganharam as empresas, ganham os empresários e os trabalhadores. E ganha também a imagem colectiva de Portugal.” – sublinhou o ministro.
O sucesso do projecto está, no entender, do presidente da APCor, António Rios Amorim, reflectido nos números que caracterizam actualmente o sector da cortiça. “O sector da cortiça vai encerrar as exportações de 2011 com um aumento de mais de oito por cento, face a 2010, o que irá significar exportações na ordem dos 820 milhões de euros” – destacou o dirigente.

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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Presidente da Câmara de Arouca admite fazer manifestação em Lisboa para reivindicar ligação "Arouca/Feira"

O presidente da Câmara Municipal de Arouca admite fazer uma manifestação, em Lisboa, para reclamar, mais uma vez, a construção da famigerada ligação Feira-Arouca. O troço, que há anos é reivindicado pelos arouquenses, não está contemplado neste Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), apesar das promessas feitas pelo Governo. “Sempre fui contra manifestações, mas se calhar tenho que dar razão àquelas que sempre reclamaram isso de mim” – diz o autarca, adiantando que serão realizadas reuniões para decidir se se avança com este tipo de luta. A acontecer, Artur Neves, admite realizar, junto do Ministério dos Negócios Estrangeiros, liderado por Paulo Portas, membro da Assembleia Municipal de Arouca. “Desta forma, Paulo Portas, que deixou de atender o telefone, poderá assistir à reunião e dizer claramente o que pensa sobre esta estrada, agora que é ministro”.
A ligação Feira/Arouca é uma das antigas reclamações do município de Arouca, considerada como “fundamental” para o desenvolvimento económico da região. Artur Neves, presidente da Câmara, recorda que a sua construção já foi prometida pelos três líderes dos principais partidos – José Sócrates, do PS, Paulo Portas, do CDS/PP e Pedro Passos Coelho, do PSD. “Estou cheio de promessas” - aponta o edil que, entretanto, já fez chegar a todos os representantes políticos uma missiva dando conta da necessidade da estrada.
A via não está contemplada no actual QREN, pelo que a única esperança da Câmara Municipal de Arouca é que a verba anteriormente destinada, pelo programa Operacional Norte, para a construção do metro do Porto – que agora está disponível no QREN – seja transferida para esta obra. “Pensávamos que, com a desistência dos projectos do TGV e do aeroporto de Lisboa, parte da verba que para aí era destinada fosse transferida para ligação Feira-Arouca. No entanto, o actual Governo alterou os planos e agora vai construir uma ferrovia de passageiros e mercadorias e uma outra de ligação Aveiro/ Vilar Formoso e vai ainda disponibilizar 200 milhões de euros para a conclusão do túnel do Marão” – aponta o autarca, salientando que, com este planeamento, ficou, mais uma vez de fora, a desejada estrada arouquense. Tem, então, como única esperança que o dinheiro disponível no programa de financiamento regional da Área Metropolitana do Porto – que tem a via Feira/Arouca como uma prioridade para a região – seja agora utilizado em benefício dos arouquenses, já que o financiamento para o metro do Porto está assegurado no QREN. “Vamos ver, porque sabemos também que este dinheiro disponível será também usado para cobrir o aumento do co-financiamento dos fundos comunitários que passou dos 85 por cento para os 95 por cento”.
Artur Neves diz que só em Fevereiro saberá, então, se haverá dinheiro disponível ou não, mas promete, desde já, que não vai cruzar os braços e admite avançar mesmo para um tipo de luta que, até agora, sempre considerou pouco razoável – as manifestações. “O actual ministro dos Negócios Estrangeiros, membro da Assembleia Municipal de Arouca, Paulo Portas, enquanto Oposição do Governo, colocou-se sempre em defesa de Arouca. Sempre nos atendeu o telefone, reunia-se comigo e, agora que é membro do Governo, esqueceu-se de Arouca e nunca mais sequer atendeu o telefone” – critica o presidente. “Esqueceu-se de Arouca e das promessas que fez”- aponta o autarca, atirando: “Este é um comportamento inaceitável. É um comportamento de catraio que não posso aceitar”.
O edil admite, por isso, avançar para uma outra forma de reivindicação. “”Vamos fazer algumas reuniões e ponderar avançar para uma manifestação e realizar uma reunião extraordinária da Assembleia Municipal em frente ao Ministério dos Negócios Estrangeiros para que Paulo Portas possa assistir e dizer claramente sobre a sua posição  em relação a esta obra” – diz, adiantando ainda recusar qualquer justificação escudada na crise. “Há dinheiro comunitário disponível” – salienta.
Artur Neves diz que, a partir de agora, não vai dar tréguas ao Governo no que respeita a esta construção, porque chegou ao limite. “Não podemos admitir mais estas atitudes, sobretudo, quando a autarquia se predispôs a sacrificar toda a sua capacidade de endividamento para ajudar o Governo nesta obra” – comenta, continuando: “há que ter alguma delicadeza e respeito pelas pessoas de Arouca. Somos gente séria e o que estão a fazer é uma ofensa”.
Artur Neves diz ainda tratar-se de uma “ofensa personalizada de pessoas que agora nem sequer atendem o telefone”. “E e isso não é comportamento de gente séria que está na política para servir as pessoas, mas antes para se servir a si própria”.

@ 7sete

Ministro da Economia visita APCor

O ministro da Economia e do Emprego, Álvaro Santos Pereira, vai encerrar a sessão de apresentação dos resultados do programa InterCork (Promoção Internacional da Cortiça), a decorrer esta sexta-feira (dia 13), pelas 14h40, no auditório da sede da Associação Portuguesa de Cotiça (APcor), em Santa Maria de Lamas, concelho da Feira.

A abertura da sessão está a cargo do presidente da APCor, António Rios de Amorim, seguindo-se a apresentação das conclusões do projecto de execução do Intercork.
O programa InterCork, orçado em 21 milhões de euros, teve como objectivo a promoção das exportações da rolha de cortiça e dos materiais de construção e decoração que no seu conjunto abarcam 90 por cento da produção nacional.
De acordo com os últimos dados publicados pelo Instituto Nacional da Estatística, as exportações portuguesas de cortiça aumentaram oito por cento de 2009 para 2010 e registam, até Novembro de 2011, um aumento de 8,7 por cento face a 2010. Este projecto beneficiou de um apoio de 80 por cento do programa Compete – Programa Operacional
O InterCork contou ainda com 15 milhões de euros para a promoção da rolha de cortiça, chegando a países como França, Itália, Reino Unido, Alemanha e EUA. Os públicos-alvo a atingir foram o consumidor, a grande distribuição, a indústria vinícola, os líderes de opinião, organismos profissionais (escolas e associações de enólogos, escanções, produtores vinícolas, etc.), media (vinícola, lifestyle, turismo, gastronomia), distribuidores e importadores de alguns mercados e universidades/laboratórios em alguns mercados.

A sustentabilidade (ecologia, retenção CO2, Biodiversidade), a rolha de cortiça como sinónimo de vinho de qualidade, rolha de cortiça como a preferida do consumidor, a cortiça aliada à tradição e imagem vinícola e o posicionamento face aos outros vedantes, nomeadamente em questões técnicas, realçando a qualidade da cortiça foram as mensagens-chave que se transmitiram.
No caso dos materiais de construção e decoração, e com um orçamento de seis milhões de euros, a campanha chegou aos EUA e Canadá, Alemanha, Rússia, Japão, Bélgica, Holanda, China e Emirados Árabes Unidos e a públicos como arquitectos, engenheiros, designers, decoradores, retalhistas, importadores e distribuidores, escolas técnicas, universidades, centros de design, consumidor final e Media.
A cortiça apareceu como um produto natural, moderno e elegante, onde primou a ideia do eco-design, com características técnicas e sensoriais únicas, aliando o conforto à estética do produto.
O programa contou, ainda, com 2,5 milhões de euros para desenvolver um conjunto de acções transversais a toda a campanha, como por exemplo a criação e produção de suportes de informação e comunicação e o desenvolvimento do sítio da Apcor.

Forampublicados mais de oito mil artigos em todo o mundo, obtiveram-se quase 100 mil fãs no Facebook,mais de 10 mil seguidores no Twitter e mais de 200 mil visualizações na Internet.
A cortiça foi vencedora de três prémios internacionais, com mais de 160 jornalistas e líderes de opinião a visitarem o sector e mais de 30 porta-vozes de renome internacional.
 
@ 7sete

Mercado em Segunda Mão no dia das Fogaceiras

No dia 20 de janeiro, feriado municipal em Santa Maria da Feira, dia da secular Festa das Fogaceiras, a Casa do Moinho, junto às Piscinas Municipais, abre as portas com um Mercado em Segunda Mão. Entre as 10h00 e as 18h00, os visitantes poderão adquirir peças de vestuário e calçado em segunda mão. Os preços variam entre um e cinco euros.

As peças que estarão à venda foram cedidas à Divisão de Ação Social da Autarquia por particulares, com o intuito de serem úteis à comunidade. Uma forma singela e simbólica da população manifestar a sua solidariedade e mobilizar-se em torno de um objetivo comum, que é o reforço da coesão social concelhia.

A realização deste Mercado em Segunda Mão no dia da Festa das Fogaceiras é também simbólica. Prende-se com a essência desta festividade secular, que se realiza há mais de 500 anos como forma de agradecimento ao Mártir S. Sebastião, que livrou a população de um peste “brava e cruel” que assolou as Terras de Santa Maria em 1505.

Da mesma forma que a Festa das Fogaceiras é um símbolo de identidade, partilha e união da comunidade em torno de um objetivo comum, também o Mercado em Segunda Mão pretende demonstrar que com pequenos gestos solidários da comunidade local é possível reforçar a identidade e coesão social do Concelho.

As receitas angariadas nesta primeira edição do Mercado em Segunda Mão reverterão a favor dos projetos de intervenção social desenvolvidos pela autarquia feirense.

Nuno Moutinho nomeado para a equipa técnica do novo modelo do Dia da Defesa Nacional

O director-geral do Grupo Escola Global (Prof. Doutor Nuno Moutinho) foi nomeado para integrar uma equipa técnica constituída para discutir o novo modelo do Dia da Defesa Nacional, conforme o Despacho n.º 114/2012, de 6 de Janeiro, assinado pelo Ministro da Defesa Nacional. 
O grupo escolar constituído pelo Colégio das Terras de Santa Maria (Argoncilhe) e pelo Externato Paraíso dos Pequeninos (Lourosa) continua a destacar-se no panorama escolar nacional, agora na pessoa do seu director-geral.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Feirense convidou 31 presidentes de Junta

O Feirense vai assinalar as tradicionais Festas das Fogaceiras convidando os 31 presidentes de juntas de freguesia do concelho para assistirem à partida frente ao Gil Vicente, este sábado, pelas 16 horas, no Estádio Marcolino de Castro.

«Esta é uma forma de unir toda a comunidade feirense», disse a propósito o líder do emblema da Feira, Rodrigo Nunes.

@ A Bola

Nova Escola da Cidade Adjudicada

A obra da nova Escola da cidade de Santa Maria da Feira foi, finalmente, adjudicada. Na última reunião de Câmara a respectiva adjudicação ficou efectivada à empresa Constructora San José. A nova infra-estrutura nascerá junto ao Lar de S. Nicolau com o principal objectivo de resolver os graves problemas de sobrelotação das outras escolas da cidade e, em simultâneo, abrir portas á requalificação futura da Escola Fernando Pessoa, com vista à criação do Centro Escolar (ensino básico integrado) da cidade feirense.

“Construção da Escola do Ensino Básico dos 2º e 3º ciclos de Santa Maria da Feira e Pavilhão Desportivo”
- Adjudicação
A Câmara deliberou, por unanimidade, adjudicar a empreitada em epígrafe à empresa Constructora San José, S.A., pelo valor de 4.955.703,91 €, acrescido do IVA à taxa legal em vigor, nos termos e com os fundamentos constantes do relatório final do júri do procedimento.
Na mesma reunião, a Câmara Municipal deliberou a prorrogação do prazo para a apresentação de propostas candidatas ao concurso público de Construção da Caixa das Artes até ao próximo dia 23 de Janeiro.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Forno do Castelo da Feira voltou a cozer Fogaça

Acontece apenas uma vez por ano. O forno do Castelo de Santa Maria da Feira volta a cozer Fogaça, no âmbito da VI Mostra de Fabrico de Fogaça. A iniciativa é promovida pelo Agrupamento de Produtores de Fogaça da Feira e marca o arranque da programação da secular Festa das Fogaceiras, celebrada a 20 de Janeiro. 

O Agrupamento pretende sensibilizar os produtores para a importância de manter a receita e o processo de fabrico originais, e valorizar o respeito pelas normas de segurança e higiene na produção da Fogaça da Feira.
Para muitos produtores esta é uma oportunidade para aperfeiçoarem técnicas de confceção da genuína Fogaça da Feira, especificamente a forma como a massa é enrolada e cortada, bem como o tempo de cozedura.
Os 19 fabricantes que integram o Agrupamento de Produtores Artesanais de Fogaça da Feira foram convidados a participar nesta Mostra de Fabrico.
São nove os ingredientes para se confeccionar uma fogaça. Água, fermento, farinha, ovos, limão, manteiga, canela, açúcar e sal são os ingredientes que garantem uma genuína fogaça, o resto serve apenas para adulterar o sabor original.
Já o segredo que as diferencia de produtor para produtor há muito foi revelado. Está relacionado com a forma como a massa é trabalhada e na temperatura ideal para a cozedura.
No dia das Fogaceiras o Rossio vai acolher os produtores "acreditados" pelo Agrupamento e devidamente identificados a venderem o que garantem ser a fogaça genuína.
Já a crise parece não assustar a maioria dos produtores, apesar de se mostrarem um pouco ansiosos com a possibilidade de as carteiras dos clientes não albergarem os cinco euros necessários para comprar a fogaça entre os 500 e os mil gramas. 

@ JN

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Pingo Doce: O Fim dos "Boatos"


Após 2 meses de intensos boatos e uns quantos meses mais de ligeiras suspeitas, o Pingo Doce abre finalmente o jogo, confirmando os dados lançados pelo Krónikas Feirenses ao longo das últimas semanas.
A obra que hoje teve início na loja de Santa Maria da Feira será efectivamente a primeira de duas fases, sendo que a segunda incidirá sobre a área do parque de estacionamento. Até ao final de Março próximo (previsão de reabertura do espaço), decorrerá a intervenção que ditará a reformulação total da loja Pingo Doce, com redução de área de vendas e completa alteração de lay-out, à semelhança do processo ocorrido ao longo do último ano nas lojas congéneres de Braga e Sintra.

A "nova" loja, com área de vendas de pouco mais de 6mil m2 apostará, como vem sendo apanágio da insígnia, nos frescos. Assim, todas as áreas de frescos (talho, peixaria, frutas e legumes e fabrico próprio de pão) merecerão especial destaque no reformulado lay-out. Destaca-se, tal como o Krónikas Feirense havia anunciado, um restaurante localizado junto da entrada da loja, com capacidade para 250 lugares sentados. Continua a carecer de confirmação oficial a esperada saída da secção têxtil da área do hipermercado e a sua instalação em parte da área actualmente ocupada pela GET.
Por outro lado, a anunciada descontinuação da actividade comercial do Grupo Jerónimo Martins nas área dos electrodomésticos e tecnologia (insígnias GET e ElectricCO) confirma-se como o motivo para a abertura do espaço à "concorrência". Na galeria comercial, alvo de reajustamentos estéticos e funcionais, nascerá espaço para as insígnias Worten e SportZone.

Com isto, fecha-se a primeira fase, mas a segunda anuncia-se para muito breve. Tal como por cá havíamos informado, em primeira mão, o parque de estacionamento também será intervencionado. Quando se acreditava que o posto de abastecimento de combustíveis Prio Express seria a única alteração, a verdade é que se anuncia uma verdadeira revolução na metade norte do parque superior... desmistificando dois outros processos que pairavam no ar e pareciam rumar para outras localizações. Sabe-se, agora, que a loja AKI recentemente anunciada pela insígnia francesa para a cidade feirense terá aqui a sua localização. Assim como, o tão badalado restaurante McDonalds com serviço McDrive, cujos "boatos" de instalação na cidade se arrastam há anos (quase uma década) e quando a rotunda do hospital se afigurava, em muitos deles, como a opção primária.

Na verdade estão lançados os dados das duas fases de reformulação da Galeria Comercial e espaço do antigo Feira Nova, de acordo com os modelos e conceitos do século XXI, com mais variedade, qualidade e uma nova oferta de serviços. Tudo parecia estar feito na perfeição para se mostrar em simultâneo com o Continente Modelo em construção no centro da cidade, mas a insolvência dos Patrícios parece ter alterado os planos da concorrência.

Incêndio em Fiães

Um incêndio que deflagrou ao início da madrugada de ontem no sótão de uma casa, na rua de S. João em Fiães, Santa Maria da Feira, destruiu totalmente o telhado e deixou sem tecto uma família de cinco pessoas. "Já começámos a reconstruir o telhado, com ajuda de familiares e vizinhos, mas enquanto não estiver pronto vamos dormir na casa de amigos", afirmou ao CM José Ribeiro, proprietário da casa. 

O fogo começou pouco depois da meia-noite, por causas desconhecidas. "Provavelmente terá sido alguma faúlha maior, do recuperador de calor, que fez deflagrar o incêndio na chaminé. Depois, como guardamos lá roupas e tudo o que não usamos, o fogo propagou-se com facilidade", acrescenta José Ribeiro.
Foi a mulher de José que deu o alerta, quando estava a cuidar da mãe idosa, que se encontra acamada. "Na altura eu e o meu filho mais novo, de 13 anos, já estávamos deitados. Por isso foi uma sorte ainda haver alguém acordado, senão podíamos ter morrido todos", diz o proprietário.
O fogo foi combatido pelos Bombeiros de Lourosa que, quando chegaram ao local, já as labaredas tinham destruído quase todo o telhado, conseguindo, no entanto, evitar que o fogo se alastrasse. 

Feirense vs Gil Vicente


sábado, 7 de janeiro de 2012

Os quiosques da Olá e os guarda-sóis da Lipton "nascem" em S. João de Ver

As ideias surgem-lhe todos os dias e todos os dias encontra oportunidades de negócio. Algumas guarda-as para si, outras transporta-as até à sua empresa em S. João de Ver, concelho de Santa Maria da Feira. Na “Open Time” desenvolve pequenas e grandes ideias que, logo a seguir, decoram espaços como as praias, os estádios de futebol ou os recintos de concertos. Nos sacos que transportam os gelados da Olá, nos guarda-sóis da Lipton e em tantos outros suportes de publicidade de marcas internacionais.
“Sinto-me um pouco num oásis. Não sei o que é a crise” – aponta Jorge Lima, empresário de S. João de Ver que tem a seu cargo a gestão de duas empresas, diferentes, mas com um denominador em comum “boas ideias”. Na “Open Time”, desenvolve produtos que servem de suporte publicitário. Dali saíram os quiosques em forma de coração da Olá, os guarda-sóis da Lipton que, no Verão, decoram as praias de Portugal, e muitos outros produtos de marcas internacionais que os usam para publicitar a sua imagem. “Na OpenTime faço o que gosto e no dia em que me apetece” – aponta Jorge Lima. Garantido é o sucesso das suas ideias que já chegaram a ser usadas por produtos como a Delta ou a Segafredo e a Iglo. “Foi quase por acaso” – aponta o empresário, recuando ao passado, no dia em que um familiar seu, ligado a uma multinacional, lhe pediu ajuda para resolver um problema da empresa. “Consegui fazê-lo em tempo recorde”. Conquistou a confiança dos responsáveis pela multinacional e logo se viu envolvido nestas andanças. “Sou licenciado em Marketing, Publicidade e Relações Públicas e, por isso, na Open Time, faço mesmo aquilo que gosto”. A essa formação juntam-se dezenas e dezenas de outros cursos. “Gosto de estudar e estou sempre em formações”.


O estudo ajuda-o a conceber as ideias, por exemplo, o “Ecopauzinho” que no “Rock in Rio” do ano passado fez furor. “Concebi um contentor em forma do pau do gelado Magnun, onde as pessoas depositavam os os pauzinhos de gelados. Atingido um determinado número de gelados consumidos, tinham direito a um gratuito”. A isto juntaram-se também decorações em espectáculos e nas entradas das praias e as famosas formas das mascotes dos gelados da Olá que as crianças usam para brincar na areia. “Também os ecopontos que, todos os anos, se espalham nas praias, são nossos” – aponta.
As ideias surgem na “Open Time” e a concepção entrega-a a empresas do concelho de Santa Maria da Feira. “Os quiosques da Olá vão estar em todo o mundo e são produzidos em S. João de Ver, em empresas subcontratadas pela Open Time”.
Os guarda-sóis, esses, saem directamente da outra empresa de Jorge Lima, a “Lima Pack”, que se dedica à confecção de sacos para transporte das rolhas de cortiça. Ali, também vingaram as boas ideias. “A produção de guarda-sóis faz-se apenas no Verão e trabalhamos para um segmento muito específico”. E há guarda-sóis para todos os gostos. Pequenos, grandes, com comando, com sensores que detectam o vento… “Vendemos para as marcas, enquanto suporte de publicidade, e para hotéis e esplanadas, porque não conseguimos competir com os chineses”. Esses produzem guarda-sóis a 40 euros. Na “Lima Pack” vendem-se a 200 ou 300 euros.

Lê mais no 7sete.

TDT: Switch-off analógico na Feira será apenas a 23 de Fevereiro

A ANACOM aprovou, a 5 de Janeiro de 2012, um ajustamento da calendarização dos desligamentos a ocorrer na 1.ª fase do plano para a cessação das emissões analógicas terrestres de televisão (plano para o switch-off - PSO). Deste modo, esta Autoridade estima aumentar a possibilidade de correção de eventuais deficiências e reduzir o impacto associado à operação em curso.
Mantendo a data prevista de 12 de janeiro para o início da 1.ª fase do PSO, a ANACOM fixa o seguinte calendário:
  • Serão desligadas a 12.01.2012 as seguintes estações:
    Emissor: Palmela;
    Retransmissores: Alcácer do Sal, Melides e Sesimbra.
  • Serão desligadas a 23.01.2012 as seguintes estações:
    Emissor: Fóia - Monchique;
    Retransmissores: Santiago do Cacém, Cercal do Alentejo, Odemira, Odeceixe, Monchique, Aljezur e Silves.
  • Serão desligadas a 01.02.2012 as seguintes estações:
    Emissor: Lisboa-Monsanto;
    Retransmissores: Areeiro, Barcarena, Caparica, Carvalhal, Cheleiros, Estoril, Graça, Montemor-o-Novo, Odivelas, Sintra, Malveira, Sobral de Monte Agraço, Coruche e Cabeção.
  • Serão desligadas a 13.02.2012 as seguintes estações:
    Emissor: Reguengo do Fetal;
    Retransmissores: Vale de Santarém, Sobral da Lagoa, Mira de Aire, Candeeiros, Alcaria, Tomar, Ourém, Caranguejeira, Leiria, Alvaiázere, Avelar, Pombal, Castanheira de Pera, Espinhal, Senhora do Circo, Padrão, Ceira dos Vales, Vale de Açôr, Vila Nova de Ceira, Ceira, Coimbra, Caneiro, Cidreira, Lorvão, Penacova, Mortágua, Avô e Benfeita.
  • Serão desligadas a 23.02.2012 as seguintes estações:
    Emissor: São Macário;
    Retransmissores: Préstimo, Viseu, Cedrim, Vouzela, Vale de Cambra, Covas do Monte, Santa Maria da Feira, Arouca, Rio Arda, Lalim, Vila Nova de Gaia, Foz, Valongo, Santo Tirso, Caldas de Vizela, Caldas de Vizela II, Amarante, Gondar, São Domingos, Ancede, Caldas de Aregos, Resende, Lamego e Santa Marta de Penaguião.

Refira-se ainda que o retransmissor de Malhada, cujo desligamento estava previsto para a 1.ª fase do PSO, será desligado na 3.ª fase, momento em que será também desligado o retransmissor que alimenta (Malhada II).
Recorde-se que o PSO – que foi aprovado por deliberação desta Autoridade de 24 de Junho de 2010 - integra mais duas fases: a 22 de março de 2012 (Açores e Madeira) e a 26 de abril de 2012 (restante território continental).

@ ANACOM

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Nova Casa Mortuária em funcionamento

Foto: Facebook Emídio Sousa
Após um vasto conjunto de problemas técnicos e burocráticos, que em muito arrastaram a obra, localizada em área sensível, a nova Casa Mortuária da cidade de Santa Maria da Feira está, finalmente, em funcionamento. Trata-se de um edifício com uma arquitectura que se preocupa, acima de tudo, com a envolvente (entre o Convento dos Lóios e o Castelo), de forma a minimizar o seu impacto visual. O granito é o material de eleição, destacando-se um torre com linhas sóbrias que permite o acesso luminoso à sala de culto do espaço, integralmente"enterrado" na encosta.

Há 100 anos no Teatro D. Fernando... agora no Cine-Teatro António Lamoso

O Centro de Cultura e Recreio do orfeão da Feira, vai levar a efeito hoje no Cine - Teatro António Lamoso a Recriação Histórica do 1.º Sarau Artístico que decorreu precisamente no dia 6 de Janeiro de 1912 no Teatro Fernando. Foi precisamente há cem anos que a Tuna e Orpheon, com o entusiasmo de António Marques de Azevedo, António Sampaio Maia e Paulo de Sá, se juntaram e constituíram uma entidade de referência a nível Nacional.
Nesta recriação, o alinhamento de há cem anos será recriado por diversas entidades (Universidade Sénior e Banda de Música dos Bombeiros Voluntários de Arrifana), que numa prova de coesão cultural se associaram ao Centro de Cultura e Recreio do Orfeão da Feira, para levarem a efeito a recriação do 1.º Sarau Artístico de 1912. Neste evento será homenageado o guitarrista feirense António Toscano.
O espectáculo está agendado para 21h30, com entrada gratuita e terá o seguinte alinhamento:
Recriação do Discurso do 1.º Presidente do Orpheon Feirense;
Universidade Sénior (Orpheon Feirense): Trova da Feira; Canção da Fogaceira;
Banda de Música dos Bombeiros Voluntários de Arrifana (Tuna Feirense): Intermezzo - Cavalleria Rusticana – P. Mascagni; Chanson Triste e Danse Russe – P. I. Tchaikovsky;
Coral do Orfeão da Feira (Orpheon Feirense): Vila da Feira ò Terra querida; Serenata e a Rainha do Castelo;
Homenagem ao Dr. António Toscano com Fados e guitarradas de Coimbra com Luís Goes (intérprete da Trova da Feira), Carlos Carranca e Eng.º Teotónio Xavier.
O Grupo de Teatro Amador do Centro de Cultura e Recreio do Orfeão da Feira levará à cena a peça Uma Chávena de Chá, de José Carlos dos Santos (Comédia em 1 acto) que também há cem anos foi apresentada no Teatro D. Fernando.

5º Aniversário Krónikas Feirenses


5 anos depois da primeira krónika, mais do que palavras deixo números: 1782 publicações em 60 meses. O dia de hoje não passa de uma marca, talvez demasiado virtual, porém o simples facto da existência deste projecto há já 5 anos será, sem dúvida, de registar. Não ficam promessas de futuro, nem novidades de relevo... chega apenas uma nova imagem e um ligeiro refresh à página. Oxalá dentro de 5 anos volte a ser possível comemorar um aniversário ainda mais redondo...

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Feirense pode receber o Benfica em Aveiro

O Feirense recebe o Benfica no dia 29 de janeiro, num encontro da 17ª jornada da Liga ZON Sagres. Nesta altura, o presidente do emblema fogaceiro, Rodrigo Nunes, estuda a possibilidade de agendar o encontro para o Estádio Municipal de Aveiro.
«Fizemos grandes investimentos esta época, entre os quais as obras no estádio que custaram 1,5 milhões de euros, o que facilmente nos poderia levar para Aveiro», começou por explicar o presidente do Feirense perante uma questão de um adepto.
Se no Estádio Marcolino de Casto a assistência máxima seria de 6.000 pessoas, em Aveiro esse número poderia subir para 25.000, o que para os cofres do clube nortenho seria um alívio bem maior.
«Vamos analisar e ponderar as diversas situações. Vamos ver o que será melhor, sabendo, desde logo, que qualquer opção não será perfeita. Como adepto gostaria que fosse no Marcolino de Castro, como presidente tenho de gerir o clube...», atirou.

@ ZeroZero

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Alunos do Isvouga aproveitam experiências além-fronteiras

Ana Grilo está de malas feitas. Bernardo Andrade já regressou ao país que o tem acolhido nos últimos meses. Ambos são alunos do Isvouga (Instituto Superior de Entre Douro e Vouga), de Santa Maria da Feira, e ambos frequentam o programa Erasmus. Estão a estudar na República Checa e asseguram que a experiência mudou-lhes a vida. Bernardo Andrade vai permanecer naquele país da Europa quase um ano. Ana Grilo vai aproveitar a experiência ao longo de cinco meses.
Regressaram a casa para passar o Natal com a família, mas admitem estar ansiosos por voltar. A oportunidade oferecida pelo Isvouga, através do programa Erasmus, trouxe-lhes uma nova fonte de inspiração que acreditam permanecer viva por muito tempo. “Aprendemos coisas que não se ensinam nas salas de aula” - diz, entusiasmada, Ana Grilo. A estudante do terceiro ano do curso de Marketing vai regressar à República Checa logo no inicio deste mês. O colega, também do mesmo curso, já se encontra em solo checo. “Temos de aproveitar” - nota o estudante.
Para os dois alunos, esta tem sido, por enquanto, a melhor experiência das suas vidas. Ambos estão a viver em Praga, “uma cidade onde se vive muito bem”. Ana está alojada no dormitório da universidade. Bernardo está agora a viver num apartamento que partilha com mais alunos Eramus – um polaco, um italiano e dois espanhóis.

Imagem: 7sete

“Sentimo-nos agora totalmente integrados” – aponta Bernardo, não esquecendo, porém, as dificuldades dos primeiros dias num lugar estranho. “Não é fácil, mas rapidamente conhecemos gente e sentimo-nos como que em casa” – aponta Ana Grilo. A estudante garante que toda experiência está a valer a pena. Já aprenderam algumas palavras em checo e melhoram significativamente o inglês.
“E é festa todos os dias” – refere Bernardo Andrade. O estudante salienta que a maioria dos colegas são também oriundos de outros países – através do programa Erasmus – o que facilita a convivência. “Estamos todos no mesmo barco” – acrescenta Ana Grilo, lembrando ter já feito duas amigas que acredita assim permanecerem para toda a vida. “Tenho a certeza que estas amizades são para o resto da vida” – desabafa, orgulhosa.
Em Praga sentem-se todos os dias maravilhados. “É uma cidade lindíssima, onde é fácil viver”. Dali saem com facilidade para outros territórios e já coleccionam lugares e cidades visitadas.
Quanto às aulas, “são bem preparadas”. A universidade está “habituada a receber os alunos Erasmus e tem condições para fornecer um ensino adaptado”. Bernardo Andrade tem também outros sonhos. Para além das aulas, está a pensar abrir um negócio com mais dois portugueses. “A ideia é criar uma organização que preste serviços ao nível de promoção de festas e outros eventos”. Se o negócio vingar, o estudante equaciona mesmo permanecer por lá mais tempo.
Dado curioso e que os anima é o facto de, na República Checa, não associarem Portugal à crise. “Associam o país ao mar, mas não à crise, como fazem, por exemplo, em relação à Grécia” – aponta Ana Grilo.

@ 7sete

Rapper nortenho baleado

O rapper nortenho conhecido como NTS, do colectivo Recarga, está internado sob coma induzido depois de ter sido baleado pela polícia perto de Santa Maria da Feira.
Tudo aconteceu nesta madrugada. Fábio Ribeiro, nome verdadeiro do rapper, estava sentado no lugar ao lado do condutor quando o Audi de vidros fumados onde seguia não parou numa operação stop da GNR. As autoridades iniciaram então uma perseguição que terminou com o jovem de 21 anos a ser baleado no abdómen. A bala acabou por sair pela perna sem atingir qualquer orgão vital, mas causou muitas hemorragias internas. As próximas 48 horas são cruciais para as possibilidades de uma recuperação.
Os amigos de NTS confirmam que o carro não parou na operação stop, mas as circunstâncias que levaram a que Fábio fosse atingido são, no entanto, algo dúbias. De acordo com o Facebook do rapper, o tiro «foi dado à queima roupa e a pé»; a ambulância foi chamada ao local depois da GNR descrever o incidente como «acidente de viação» e foi o médico, já no hospital, que viu que o jovem tinha sido baleado e que chamou a Polícia Judiciária. A PJ quando chegou ao local viu a GNR a fazer a sua própria «peritagem» no veículo; e o mais estranho, foi a explicação da GNR ao irmão do condutor e ao tio do rapper: «lamentamos o sucedido, mas numa operação de rotina o nosso agente escorregou e atingiu o passageiro com um disparo de uma 9mm [calibre de uma arma de fogo]». A bala foi encontrada alojada no assento do carro.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Novo Ano… Mudam-se os Hábitos!


É caso para dizer que o ano 2012 trará algumas alterações ao quotidiano dos feirenses. Numa altura em que se prepara uma revolução no panorama do grande comércio na cidade, o início de 2012 será a marca mais vincada: dentro de uma semana o Pingo Doce de Vila Boa fecha portas para uma gigantesca reformulação, por um período de 10 a 12 semanas. Apenas na segunda metade do mês de Março será possível voltar a fazer compras no espaço do antigo Feira Nova de Santa Maria da Feira.


Tal como o Krónikas Feirenses havia anunciado, há cerca de dois meses, os 15000 m2 de área afectos à gestão da Imoretalho serão completamente reformulados… nada ficará como até agora. Destaque número um para a “nova” loja Pingo Doce, ligeiramente mais pequena (aprox. 6500 m2), com um novo e revolucionário layout, novos serviços e mais espaço e “liberdade”. Entre outros, nascerá um novo restaurante do “sítio do costume” e a loja “Bem Estar” será reformulada. Nota, ainda, para o encerramento da GET (Gadjets, Entretenimento e Tecnologia), sector que a Jerónimo Martins deixará de explorar, e para a abertura de um espaço de vestuário New Code (aprox. 500 m2). Com isto, o sector têxtil deixa de estar representado no hipermercado, saindo para a galeria comercial.

Ainda a Imoretalho, em parceria com a Martifer, será a responsável por mais uma “banhada” na cidade: um novo posto de abastecimento de combustíveis low-cost. O espaço Prio Express nascerá no extremo noroeste do parque de estacionamento.
Feitas as contas, resta espaço… e entra um novo stakeholder no processo: a Sonae. A empresa de Belmiro de Azevedo avança para um espaço com área aproximada de 3500 m2 e cujo destino não é 100% conhecido. Garantida está a instalação de uma loja Worten, sendo que fonte próxima garante que também um espaço Sport Zone abrirá ao público já no mês de Março.
Dado o atraso na publicação das listagens da DGAE, nenhum destes dados (áreas e insígnias representadas) pode, para já, ser oficialmente confirmado. Talvez a mudança de ano (e de trimestre) faça acelerar a actualização, supostamente mensal, da lista de autorizações comerciais.



Em paralelo, também a Sonae avança para o terreno, mas, desta feita, sozinha. Em pleno centro da cidade, avança, a ritmo lento, a construção do edifício comercial Continente. Este espaço albergará as insígnias Continente Modelo (aprox. 2500 m2), Book.it (aprox. 350 m2), Wells e Bom Bocado.

Atendendo às movimentações da concorrência, tudo leva a crer que o E. Leclerc se prepara para responder (facto confirmado por fontes próximas do espaço) sem que para já se conheçam pormenores muito concretos. Sabe-se, apenas, que a marca francesa dispõe já de uma autorização para a ampliação do espaço da insígnia Brico E. Leclerc dos 1300 para os 3500 m2.

Para já, facto apenas para o encerramento, previsivelmente a 9 de Janeiro, do Pingo Doce de Vila Boa e do avanço da reformulação do local. Nos próximos meses cá estaremos para conhecer os avanços nos 3 processos.