segunda-feira, 28 de maio de 2012

Santa Maria da Feira conquistou o Imaginarius



Doze anos passados desde a primeira edição, eis que poderemos afirmar, definitivamente, que Santa Maria da Feira conquistou o Imaginarius. O Festival Internacional de Teatro de Rua que nascera numa época de vacas gordas cresceu nesses mesmos moldes, sem se desviar para um ritmo mais caseiro e de produção própria, apoiado num número menos vasto de grandes projectos internacionais, mas tirando deles o sumo e a inspiração para a componente criativa local. Nos últimos anos, algumas tentativas foram feitas nesse sentido, mas o conceito não colou. Dada a situação financeira a edição 2011 chegou mesmo a ser posta em causa.
O festival vingou e adaptou-se à nova realidade. Mas a mutação não ficou por aqui. Rumo à edição 2012 optou-se por um novo conceito, uma nova direcção de conteúdos e um novo figurino para o festival.
Primeiro balanço: absolutamente positivo. Mesmo sem dar, ainda, resposta a todos os pontos passíveis de melhora, o festival voltou a crescer em número e qualidade das apresentações, reduzindo o impacto financeiro dos macro-espectáculos. Nesta edição contamos apenas com um projecto dessa envergadura, e um outro de dimensão mediana. Toda a restante programação se construiu com base em espectáculos de dimensão mais pequena, dando destaque à produção nacional e acima de tudo ao produto da casa. À 12ª edição, o Imaginarius contou com 5 criações originais que envolveram mais de 1700 pessoas da comunidade. Os feirenses falam agora no nosso Imaginarius… o festival deixou de ser um produto alheio: concebido e gerido artisticamente por um projecto paralelo, para passar a dar voz à comunidade e assumir-se no sentido de pertença local.


Quanto a números: os mesmos três dias, mas com menos uma noite e reforço da programação diurna; 70 apresentações de 37 companhias, oriundas de 9 países; destaque para 4 estreias nacionais, 5 criações Imaginarius e 14 projectos na programação off (Mais Imaginarius); por fim, destaque ainda para alguns projectos que se auto-convidaram para o festival e saíram à rua tal e qual fazem os originários artistas de rua… sem marcação e com o chapéu à frente.

Tempo agora para uma análise mais profunda de alguns dos pormenores desta edição:
i) Espaço Imaginarius
Há muito que defendo a criação de algo a este nível. A designação parece-me perfeita, mas em 2012 foi apenas um espaço para artistas e organização. Penso que no futuro seria de equacionar um alargamento deste local ao público.
A localização é perfeita, então porque não apostar numa espécie de mercado da criatividade? Centralizar workshops (em maior número), conversas, partilhas e pequenos espectáculos nos vários espaços do mercado. Porque não abrir as portas aos artistas de rua puros que queiram aparecer e participar?
Em paralelo, uma das maiores críticas que continuo a ouvir do festival prende-se com a alimentação. Acredito que este espaço poderia dar resposta, com a disponibilização de espaços para refeições ligeiras, snacks e bebidas durante todo o festival.

ii) Novo figurino
Parece-me bem, mas duas noite sabem a pouco. A prospecção de mercado, abraçando o nicho das famílias ao Domingo à tarde, com alguns ajustes, parece-me bem conseguida. No entanto, um Imaginarius com duas noites parece que sabe a pouco. E se em paralelo um encerramento ao fim da tarde de Domingo acrescenta o mesmo sentimento, porque não prolongar um pouco mais o projecto no Domingo e fechar às 20h/21h com um espectáculo macro ao anoitecer? Porque não criar esse projecto por cá?
Aqui entra a Caixa das Artes… uma estrutura em fase de concurso para o seu espaço físico, mas que com as condições logísticas actuais pode e deve, desde já, avançar para o terreno. Quero eu dizer que mesmo antes da obra concluída, esta estrutura deve rapidamente decidir a sua concepção artística, avançando imediatamente para a criação. Não fará qualquer sentido ter um edifício pronto e não haver em curso trabalho que o possa ocupar no imediato.
Em resumo, gostaria de ver em 2013, no encerramento do Imaginarius, uma mega produção com macro-estruturas e com carimbo feirense (sim, sei que com o know-how adquirido é possível fazer-se e com grande qualidade) e com o selo Caixa das Artes.
Por outra lado, porque não explorar os últimos ensaios das produções originais, com o selo de ensaio aberto, dinamizando um maior número de noites pré-festival. À semelhança do que em tempos já foi feito, por exemplo com o Texturas?


iii) Animação de Rua
Um dos pontos negativos desta e de outras edições. Esta vertente nunca foi devidamente explorada, mas quando apostamos num festival com menor número de projectos grandiosos a animação circulante é fundamental. Este ano contamos com apenas um projecto circulante, a somar aos auto-convidados e à fabulosa animação de alguns dos ardinas Imaginarius.
Um ponto passível de melhora futura.

iv) Grelha de Progamação
Um dos problemas mais antigos do Imaginarius prende-se com as alterações de última hora. No Imaginarius, ao contrário de outros eventos, como a Viagem Medieval ou a Terra dos Sonhos, o visitante (pelo menos grande parte) define percursos antes de chegar a Santa Maria da Feira, pelo que qualquer alteração possa criar insatisfação e complicações. Nesta edição o problema continuou patente. Obviamente que se compreende que com o cancelamento forçado dos espectáculos da companhia Cirque Hirsute, o outro espectáculo do Tribunal ficaria isolado, daí que a alteração para o Rossio e o atraso de uma hora motivado por outros projectos até possa ser minimamente compreensível. Mas o mesmo não se pode dizer das alterações múltiplas no teste da tarde de Domingo. Falamos de alterações mínimas de 15 minutos, com antecipações e atrasos, mas a este nível tudo isso deverá ser evitado.
Um outro ponto prende-se com a continuidade a programação entre a tarde e a noite, especialmente ao Sábado. Como já tinha sido patente noutras edições, entre as 19h e as 21h são centenas, senão milhares, os visitantes que continuam no recinto do Imaginarius sem que haja qualquer apresentação. Vão-se entretendo com ensaios e testes até que chegue a hora das apresentações. Um ponto a reequacionar… e até uma simples animação circulante poderia minimizar este efeito.
Deixo ainda a sugestão para que o conceito da música de rua possa ser explorado em próximas edições. O efeito conseguido com o pequeno concerto na tarde de Domingo, nesta edição, deixa patente a pertinência do conceito. E nesta onda de parcerias, porque não uma extensão do projecto “Música na Rua”, do Metro do Porto?


v) Mercado de Rua

Poucas palavras serão necessárias para descrever uma aposta mais do que ganha.

vi) Concerto de Encerramento da Noite de Sábado
Desde sempre apoiei este conceito que há algum tempo estava perdido. De qualquer forma acredito que no Imaginarius seja possível ir mais além. Porquê fazer apenas um concerto? E que tal conceber algo Imaginarius para acontecer em paralelo? Uma projecção interactiva num edifício, uma estrutura cénica alternativa, voltar a mascarar o centro histórico… múltiplas possibilidades poderão ser equacionadas.

vii) Criações Imaginarius
Não poderei pronunciar-me a 100%, até porque não tive oportunidade de assistir ao produto final de duas das cinco criações desta edição. De qualquer forma, parece-me que a componente comunitária se apoderou em demasia deste conceito. Por outro lado, a nível de projectos profissionais ou profissionalizantes, nada temos para apresentar.
Uma vez mais, a Caixa das Artes será fundamental neste âmbito. Mesmo sem o espaço físico definitivo, a estrutura terá condições para começar desde já a funcionar, podendo associar-se a companhias locais, ou não, para produzir projectos originais. Penso que está na altura de em paralelo podermos observar projectos em que haja mais espectáculo e grandiosidade cénica, em detrimento do número de participantes (olhe-se para o conceito dos Xirriquiteula na tarde de Domingo, em que 5 pessoas conseguiram mais espanto do que centenas em alguns dos espectáculos nocturnos). Isto, sem impossibilitar a continuidade do excelente projecto comunitário fruto da parceira entre o festival e várias entidades neste domínio.


Como nota final, deixo uma avaliação plenamente positiva desta edição, com pontos passíveis de melhora e, obviamente, com sugestões para que sustentadamente o festival possa crescer e deixar apenas de ser uma marca internacional, para que possa ser verdadeiramente activo nas parcerias com outros festivais e entidades em Portugal e no Mundo.
Ainda um pormenor, a designação. Para quando o Imaginarius – Festival Internacional de Artes de Rua de Santa Maria da Feira? Há muito que o teatro deixou de ser rei de um festival que é aberto a todas as actividades artísticas apresentadas no espaço público.

Imaginarius 2012 [Galeria 2]

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Imaginarius 2012 [Galeria 1]

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Instituto de Turismo de Portugal sugere encerramento de Escola na Feira para rentabilizar a do Porto

Após meses de incerteza, é agora conhecida, oficialmente, a intenção do Instituto de Turismo de Portugal. Sabe-se que esta entidade irá propor ao Governo o encerramento da Escola de Hotelaria e Turismo de Santa Maria da Feira, deixando cair o projecto em curso (com financiamento aprovado e já um grande investimento realizado em projectos e burocracia) e a transferência dos alunos para a escola do Porto. Com isto, o Instituto de Turismo de Portugal pretende rentabilizar o forte investimento realizado nas instalações do Porto que estão longe de estar plenamente utilizadas. Curioso que para rentabilizar um investimento exagerado esta entidade proponha o encerramento de uma escola com enorme potencial de crescimento, dado o perfil dos últimos anos.
Por aí, sopra o vento que a Câmara da Feira irá negociar directamente com o Governo a deslocação da Escola no Europarque, por forma a evitar o pagamento da renda nas instalações da antiga Estalagem, cujo contrato termina no Verão. E agora, questiono eu, provisória ou definitivamente no Europarque?

domingo, 27 de maio de 2012

Imaginarius 2012 - Dia 3


Ao terceiro dia, o Imaginarius - Festival Internacional de Teatro de Rua de Santa Maria da Feira entrou em trabalho de laboratório. Pela primeira vez, o conceito de tarde da família foi assumido pela organização, transformando esta última etapa do festival em algo novo e nunca antes verdadeiramente explorado. Poderemos falar em prospecção de mercado... e se assim for, digamos que temos "clientes"
A tarde deste Domingo foi marcada por uma audiência certamente acima daquilo que seriam as minhas expectativas máximas, com milhares de pessoas a invadir o centro histórico da cidade, por forma a explorar o projectos em apresentação. Para além do programa principal e programação off, há ainda que destacar os auto-convidados que nestes dois últimos dias se apresentaram em Santa Maria da Feira de livre e espontânea vontade, aproveitando a rua como seu palco. Uma vertente a ser explorado em edições futuras (sugiro eu).


Apesar de todas as condicionantes e alterações motivadas pelo cancelamento dos espectáculos dos Cirque Hirsute, o teste foi superado e no público os sorrisos eram mais que muitos. Por fim, um apoteótico baile dos corpos extraordinários, banhado pela música de mais de 450 artistas, num ritmo alegre e contagiante que deixou toda a plateia em delírio.
De uma forma simples e informal terminou a 12ª edição do Imaginarius... em 2013 voltamos a sair à rua!


NOTA: o comentário final a esta edição do Imaginarius, assim como as sugestões futuras ficam adiados para amanhã, assim que a reportagem fotográfica estiver concluída.

Imaginarius 2012 - Dia 2


Ao segundo dia, sem chuva e com uma monumental enchente. A excelente adesão da tarde já fazia antever uma noite animada, mas nada faria prever uma das maiores enchentes do Imaginarius. Deixemos de fora meia dúzia de noites de extremo mediatismo e eis que poderemos dizer que esta foi mesmo das mais concorridas.
Muita oferta e extrema necessidade de fazer escolhas... uma boa descrição desta edição do Festival.
Bem, não vou, para já, gastar palavras... até porque as imagens valem bem mais do que isso e ainda há muitas imagens para editar.

Apenas resta a "tarde das famílias" para que termine mais uma edição Imaginarius.

sábado, 26 de maio de 2012

Até o S. Pedro se juntou ao Imaginarius


Hoje teve início um novo Imaginarius. Não apenas uma nova edição do festival, mas poderemos dizer que nasceu um novo festival, fruto de uma mutação e evolução daquilo que fomos conhecendo ao longo dos últimos 12 anos. A expectativa estava lá em cima e, apesar de duas molhas (uma delas considerável), foi mais do que superada. Uma tarde agitadíssima e uma enorme enchente ao início da noite, atormentada por um gigantesco aguaceiro, que mais parecia uma tempestade tropical.
Se eu queria mais, queria. Mas consideremos este o primeiro de muitos passos neste novo caminho que agora se vai traçando.


Quanto ao dia de hoje não vou gastar muitas palavras. Tudo perfeito, menos a chuva. Durante a tarde a pequena amostra de aguaceiro apenas levou a um ajuste na disposição dos intervenientes em mais uma das Conversas Imaginarius, prosseguindo o festival com uma audiência fantástica para uma tarde de semana.
Já à noite, tudo começou da mesma forma... pena que o S. Pedro se tenha sentido apto a participar. Mas depois da tormenta o espectáculo continua. Com alguns atrasos e também cancelamentos forçados pelas condições climatéricas, o Festival Internacional de Teatro de Rua de Santa Maria da Feira lá prosseguiu até um final de noite apoteótico.

Amanhã voltamos a sair à rua!


sexta-feira, 25 de maio de 2012

Gerente da Presdouro assassinado à facada dentro da fábrica


O sócio-gerente da "Presdouro", em S. João da Ver, Santa Maria da Feira, foi assassinado, ao final da tarde desta quinta-feira, nas instalações da fábrica. Morreu junto ao portão depois de ter tentado fugir aos agressores.

David Costa, 51 anos, natural de Vale de Cambra, foi encontrado sem vida junto à entrada da empresa de pré-fabricados em betão, no lugar da Terra Negra. "Vi um homem cheio de sangue deitado no chão e chamei o 112. Um camionista que estava dentro da empresa disse que o viu [à vítima] a correr e que ele depois caiu", lembrou uma testemunha. Nesse momento, uma viatura comercial de dois lugares e cor branca abandonou as instalações, não se sabendo se seriam, ou não, os agressores.
Ao que apurou o JN, cerca das 18.45 horas, o empresário, que estaria sozinho no escritório, foi surpreendido por alguém. O local estava manchado de sangue e foi encontrado um objecto cortante em forma de faca.
David Costa terá oferecido resistência, já que apresentava diversos ferimentos defensivos nos braços e nas mãos. Mesmo assim, foi atingido no pescoço. Ainda fugiu, percorrendo cerca de 100 metros, até alcançar a zona de saída da empresa.
Adiantava-se a possibilidade de um assalto, já que o empresário seria conhecido por andar na pose de quantias elevadas em dinheiro, mas não havia certezas. A PJ está a investigar. 

@ Jornal de Notícias

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Pela Força do Golpe Baixo

Há muito que decidi não entrar numa guerra que não é feirense, muito menos milheiroense. Aliás, todos sabemos que se trata de uma fantasia sanjoanense, que há muito anda a ensombrar algumas mentes.
Como tal, a linha editorial deste blogue não se prende com propósitos despropositados e sem nexo, desalinhados com os próprios propósitos legislativos em curso.
Há muito que ficou patente a vontade milheiroense, como a de qualquer freguesia, dar nas vistas para ser beneficiada. Legítimo e daí a posição há algum tempo tomada.
Quanto à perspectiva dos vizinhos, que historicamente até são oliveirenses, o caso é diferente e como tal não vou comentar... deixemos navegar o barco desgovernado, que quando o vento parar encontrarão um oceano demasiado vasto e sem destino orientado.

No entanto, não poderei deixar de referir a FRAUDE que decorre neste momento no Facebook. Onde um suposto grupo aberto pela integração de Milheirós de Poiares em SJM estará, supostamente, a fazer furor. Problema, os tais 2500 membros não passam de membros forçados, adicionados pela organização do movimento, sem que os próprios tenham exprimido vontade para tal. Assim aconteceu também comigo, que quando dei conta já era membro, sem expressar vontade para tal, com apenas uma pequena notificação que passará despercebida à generalidade. Obviamente que removi essa adesão. Até porque independentemente das minhas posições, NUNCA compactuarei com fraudes.
Por outro lado, curioso que uma página supostamente milheiroense tenha a sua quase totalidade de membros originários da freguesia ao lado, sim, SJM. 
Pois adiante, que contra fraudes não há argumentos.

Fica o alerta e o desafio... em vez de um grupo fraudulento, que venha uma página real (à semelhança da que ainda vive no Facebook para memória futura Contra a Suspensão do Imaginarius 2011, onde os quase 3000 membros aderiram por vontade própria e sem a intervenção alheia), em que os apoiantes sejam obrigados a clicar em "gosto" para fazerem parte da causa. Assim a aferição seria mais próxima do real e sem enviesamentos, que neste caso atingem a quase totalidade dos membros. Depois disso, faça-se uma leitura da origem e compreenda-se se a vontade vem da freguesia em si ou da vizinhança aparentemente bem mais interessada. Tenham juízo senhores!

Continuemos tranquilamente a construir o novo mapa do município, sem pressões externas de quem quer crescer à força, nem que para isso tenha recorrer a fraudes.

Incoerências do Turismo de Portugal e nas Políticas Educativas Nacionais

Há algumas semanas, perdão para mim há cerca de dois anos (desde que o novo projecto tem vindo a ser arrastado de Orçamento de Estado em Orçamento de Estado), que o futuro da Escola de Hotelaria e Turismo de Santa Maria da Feira parece estar ameaçado pelas perspectiva economicista de curto prazo dos sucessivos governos. Antes de entrar em números, comecemos pela apresentação da escola pelo próprio Turismo de Portugal, I.P..

A Escola de Hotelaria e Turismo de Santa Maria da Feira tem uma longa tradição na formação de profissionais para as áreas da hotelaria e restauração. Com forte enfoque na formação técnica de Cozinha/Pastelaria e de Restaurante/Bar, temos ex-alunos espalhados por Portugal e nos 4 cantos do mundo que são o testemunho vivo da qualidade da nossa formação – venha conhecer-nos!

Em funcionamento numa antiga estalagem desde 1991, a EHTSMF está situada no centro histórico de Santa Maria da Feira. O número de profissionais aqui formados ultrapassa já 800 e para dar continuidade a este projeto, na celebração dos seus 20 anos, a EHTSMF irá inaugurar novas e modernas instalações. O ambiente de formação contínua que se desenvolve ao longo de todo o ano letivo, com a realização diária de almoços, participação em Festivais e Concursos e a promoção de eventos dentro e fora da Escola, são a garantia de que os alunos aqui formados são profissionais capazes, seguros e ambiciosos!

Santa Maria da Feira surge na sequência do Núcleo Escolar de Vidago, ainda hoje uma referência na história da formação profissional, e responsável por centenas de profissionais da Restauração. Esta escola mantém esse propósito, tendo até à data formado cerca de 1000 profissionais, que asseguram a qualidade dos serviços prestados em muitas empresas nacionais e internacionais. Com a perspectiva de novas instalações, o Turismo de Portugal faz uma forte aposta na consolidação deste longo histórico, e prepara para a nova Escola uma oferta formativa de cariz atual e moderno que dê resposta aos enormes desafios propostos e definidos no PENT (Plano Estratégico Nacional para o Turismo).

Pois, apenas com este texto, relembro da autoria do Turismo de Portugal e publicado no website, fica claro que todos os propósitos de encerramento ficam completamente eliminados. Por outro lado, ainda sem ter em conta a taxa de empregabilidade próxima dos 100%, devo relembrar que falamos de um nível de ensino secundário e não superior. Daí que a eventual fusão com a escola do Porto não seja de todo adequada, ainda para mais quando falamos do alargamento do ensino obrigatório até ao 12º ano.
Constrangimentos financeiros e desinvestimento da formação profissional, por sinal a principal lacuna (e grave) na oferta formativa nacional... diria mais, uma grave problema de concepção da rede formativa em Portugal e um inacreditável estigma e incapacidade de compreensão de mercado. Vamos continuar a fechar escolas de qualidade e apostar na formação de profissionais não qualificados, com destino garantido numa loja de Centro Comercial ou na caixa de uma grande superfície?
Aguardemos pelos próximos capítulos.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Marionetas da Feira nas Manhãs da Comercial

As Marionetas da Feira marcaram esta manhã presença no programa líder das manhãs radiofónicas nacionais, as Manhãs da Comercial. Esta visita à Rádio Comercial fica marcada pela entrevista e pela oferta de um "boneco" ao Nuno Markl.


Faltam 3 dias!


Cortiça: Investimento da Amorim é entrada "numa nova era"

A ministra da Agricultura afirmou hoje que a nova linha de produção de aglomerados e compósitos de cortiça da Amorim Cork Composites mostra que "se está a entrar numa nova era" na valorização dos recursos nacionais.
Assunção Cristas produziu a afirmação em Santa Maria da Feira, na inauguração na nova linha de produção, que custou seis milhões de euros e representa o maior investimento previsto para 2012 em todo o setor.
Em causa está uma tecnologia, desenvolvida especificamente para essa unidade do Grupo Amorim, que facilita a produção de grandes volumes de materiais para as indústrias da construção e revestimentos e, embora em quantidades mais reduzidas, de produtos de maior valor acrescentado por se dirigirem aos setores mais exigentes do aeroespacial, dos transportes e do design.

«É o mês dos milagres, em maio já está tudo em dia»

A Assembleia Geral da Liga aprovou, nesta segunda-feira, a criação de uma terceira data para a fiscalização das finanças dos clubes profissionais. Isto no dia em que terminou o primeiro prazo para apresentação dos pressupostos financeiros, tendo em vista a época 2012/13.
«Até ao dia 15 de abril de cada época, os clubes têm de entregar comprovativos de pagamentos das representações base (contratos de trabalho desportivo e de formação vencidos entre 11 de novembro do ano anterior e 10 de março do ano corrente. De duas fiscalizações, passa a três. Esta medida não teve votos nulos e apenas duas abstenções».
Rodrigo Nunes, presidente do Feirense mostrou estar indignado com a atualidade do futebol português e com a passividade na análise às condições financeiras dos clubes profissionais.
«É o mês dos milagres, em maio já está tudo em dia. O Feirense tem que fiscalizar aquilo que até agora ninguém fiscalizou. Se até o presidente da liga concorda que há 15 dias havia 5 e 6 meses de salários em atraso e agora está tudo em dia, é porque alguma coisa se passou. Queremos que as pessoas provem sem habilidades», disse.
O dirigente dos fogaceiros mantém a esperança de ver o clube de Santa Maria da Feira na principal liga portuguesa na próxima temporada.
«Se se cumprirem os regulamentos, tenho a certeza absoluta que para o ano estamos na 1ª liga, não perdi a esperança. O ideal era acabar com os regulamentos. Não tenho dúvidas nenhumas que se vive da aldrabice no futebol português. A partir de amanhã acaba-se a passividade do Feirense», acrescentou Rodrigo Nunes .

Imaginarius 2012 no Portugal em Directo




segunda-feira, 21 de maio de 2012

Um sonho manchado por verdades parciais


Não pretendo ser longo nem demasiado pormenorizado na abordagem que irei fazer. (Re)descobrir a época 2011/2012 do C. D. Feirense, na Liga Zon Sagres, poderá mesmo ser um exercício complexadamente desvirtuado. Sem pretensiosismos ou demasiada atenção ao acessório, vou deixar-me da rama e entrar no cerne.

21 Anos depois o Feirense comemorou o regresso à 1ª Liga. Em Maio de 2011, em pleno Festival Internacional de Teatro de Rua, a cidade de Santa Maria da Feira parou para um jogo de futebol… muitas emoções, nervos e palpitações, mas ao final do dia um autocarro em tons de azul acabaria por sair à rua.
Desde então tinha início o percurso rumo ao escalão máximo… pautado pelo rigor e pela inflexibilidade na margem financeira. As expectativas estavam lá no alto, mas de facto haveria que cumprir aquilo que afinal de contas até está inscrito nos regulamentos do próprio clube: a estabilidade financeira.
Dadas as limitações de infra-estruturas, de imediato avançou a reformulação do Estádio Marcolino de Castro. Novos balneários, uma zona de imprensa, bancadas alargadas e requalificadas, nova iluminação e novos acessos. A isto somam-se um vasto conjunto de pormenores e um orçamento que corria o risco de descarrilar. Haveria que pautar, ainda mais, pelo rigor. Então, haveria que considerar a nova realidade com muita expectativa, mas com os pés bem assentes na terra.

O orçamento curto seria para gerir em rigor e decidiu manter-se a base. Quim Machado manteve-se na liderança e o core da equipa continuou a vestir a camisola. Uns quantos reforços, alguns badalados até demais… Viria a pré-época e, com ela, os maus resultados. Uma dificuldade notória em mostrar a garra feirense e pouco mais rendeu do que o Torneio da Feira.

Já o Verão ia longo e com o Marcolino de Castro em obras haveria que encontrar alternativa para os jogos em casa: primeira saga “incompreensível” do ano. O Feirense chega a acordo com a Câmara de Gaia e apresenta o Estádio Jorge Sampaio como a sua casa emprestada. Curiosamente a Liga recusa o estádio por uma questão de tamanho das balizas (diz-se)… problema, “ouvi dizer” que este mesmo estádio foi já várias vezes utilizado pela Selecção A por várias ocasiões. Então, se a UEFA diz que sim, porque veio a Liga dizer que não. Dispensem-se resposta em “fora de jogo”.

Começava a época com os jogos em casa emprestada a decorrer no Municipal de Aveiro… até Setembro… até Outubro… até Novembro. Pelo caminho um início de campeonato à Feirense, com a garra azul ao mais alto nível, apesar dos resultados não tão bons. Excelente exibição na Luz… e grande jogo, em casa emprestada, frente ao F. C. do Porto. Tirando um ou outro deslize de cor amarela “tosca” no início da época, as coisas iam rolando, até à recepção ao Sporting… e não vale a pena desenvolver. Deste então, seguiu-se um negro período, em que as questões de arbitragem não poderão ser esquecidas. Há que reconhecer os graves problemas de finalização do Feirense, mas com tamanho obstáculo o desfecho começava a prever-se.

Pelo percurso Taça de Portugal e Taça da Liga foram pautadas pela eliminação imediata, levando ao concentrar de atenções nos jogos da Liga… mas, dada a conjuntura “amarela”, eis que chegou a época da desmoralização, dos maus resultados crónicos. Efeito psicológico de um 12º opositor em campo com consequências visíveis no rendimento ao longo das semanas.

Época de reforço sem frutos, apesar das tentativas de aposta na frente do campo… tudo continuou igual. Até ao final da época o problema continuou o mesmo: a finalização. Até porque no extremo oposto do relvado o caso era inverso: Paulo Lopes revelou-se um elemento essencial para o Feirense, sendo em muitas ocasiões o jogador mais importante para a equipa.
De facto, não houve reforços porque não havia dinheiro… mas, alguns “vizinhos” não pensaram bem assim. Parece que há quem tenha subido do último ao sexto sem pagar as contas: fará isto parte dos critérios da verdade desportiva?

Deixando para traz os factores externos, olhemos para dentro. Muito de falou na questão do treinador e num eventual mal-estar no balneário. A opção da direcção foi a continuidade, mas Quim Machado acabou por sair “fora de horas”.
Henrique Nunes entra com toda a energia… e arrasta resultados que há muito não se viam. E com o Feirense em crescendo voltaram os factores externos. Adiante uma vez mais… Prometo que não volto a falar em questões “amarelas”.
Enfim, voltara a esperança… Na Marinha Grande, o Feirense quase não teve adversário. Mais um incumpridor que, por acaso, teve consequências, enquanto para outros continua tudo igual. Contra um União de Leiria com apenas 8 jogadores o Feirense conquistou os pontos que lhe permitiram sair da linha de água… mas, lá entrara um histórico. E quando assim é…
Enfim, o sonho morreu “na praia”, com o Guimarães… E o castelo acabou mesmo por desmoronar em Barcelos. Ficara a esperança da Liguilha, mas tudo morreria três dias depois, em mais uma das novelas do futebol português. Será que se no lugar do Feirense estivesse a Académica a opção da FPF seria a mesma? Adiante, uma vez mais.

Em resumo, o Feirense terminou o campeonato com 24 pontos, na 15ª e penúltima posição, portanto abaixo da linha de água. Com 16 derrotas e apenas 5 vitórias o caloiro foi uma vez mais empurrado para a segunda, mas será que a situação é mesmo de segunda?
Nesta época o Feirense registou brilhantes audiências em casa. Com uma média 3138 espectadores por jogo e com mais de 47mil no total, o Feirense surge na 11ª posição da tabela de espectadores por clube. Nada mau para um estreante, com resultados habituais bem mais reduzidos
No que à bola na rede diz respeito tivemos um problema. Esse foi mesmo o calcanhar de Aquiles. Assim, Buval foi mesmo o melhor marcador, com total de 8 golos.

Com isto, terminou a dia “Liga da Vergonha” ou mesmo a “Liga da Mentira” e começou uma nova batalha, o designado “Campeonato da Verdade”. A atenção está focada na situação financeira dos clubes que se inscrevem nas ligas profissionais e nas consequências da indefinição das alterações ao número de clubes e ao modelo. Há juristas a trabalhar… aguardemos!

Será que poderemos dizer que esta Liga terminou?

Texto desenvolvido para o portal ForaDeJogo.net

domingo, 20 de maio de 2012

Silêncio Pela Paz....

Imagem: Helena Oliveira

Esta tarde, o sol foi o convidado de honra de uma caminhada muito especial. "Sentar e Caminhar em Paz e Silêncio" decorreu hoje em algumas cidades portuguesas e Santa Maria da Feira não podia ficar de fora.
Algumas dezenas de pessoas caminharam pelas ruas da cidade, com a imponência do castelo como elemento inspirador e aglutinador.

Imagem: Helena Oliveira

sábado, 19 de maio de 2012

Artes de Rua invadem Santa Maria da Feira

Com um percurso consolidado de mais de uma década na promoção das Artes de Rua em Portugal, o Imaginarius – Festival Internacional de Teatro de Rua continua a ser o palco privilegiado de conceituadas companhias nacionais e internacionais, que escolhem Santa Maria da Feira para apresentar os seus espectáculos, alguns deles em estreia absoluta, como acontece nesta 12ª edição.


No que se refere às produções internacionais, destaque para a participação de três companhias que vão apresentar-se em estreia nacional, com espectáculos muito ligados à tradição Imaginarius: Pan Optikum (Alemanha), com “Transition”, que encerra a noite de sexta-feira, na alameda do antigo tribunal (23h30) e repete no sábado (22h15); Grotest Maru (Alemanha), com “Timebank”, a apresentar sexta-feira e sábado, na fachada da Câmara Municipal (17h00 e 22h30); e Cirque Hirsute (França), que traz “Les Blues de La Mancha” ao jardim do antigo tribunal, sexta-feira (22h30), sábado (21h30) e domingo (16h00). De Espanha marca presença no Festival a companhia Xirriquiteula Teatre, com o espectáculo itinerante “Girafes”, a apresentar no domingo, na Praça da República e Largo Gaspar Moreira (15h00 e 17h00). Da Bélgica chegam os Antwerp Gipsy-Ska Orkestra, que encerram a noite de sábado, com um concerto na envolvente da piscina municipal (00h00).

A aposta na criação nacional é uma das marcas desta edição. A coreógrafa Madalena Victorino apresenta-se pela primeira vez no Festival Imaginarius, com o espectáculo “Vale”, que lhe valeu o Prémio Autores para a Melhor Coreografia, em 2010. O espectáculo, que envolve a participação de cerca de 70 pessoas de Santa Maria da Feira, será apresentado pela primeira vez no formato rua, sexta-feira e sábado, no parque de estacionamento da Avenida Belchior Cardoso da Costa (22h00, 2 euros). Noutra adaptação para rua, a coreógrafa e performer Filipa Francisco propõe uma fusão de dança contemporânea e folclore com o espectáculo “A Viagem”, que conta com a participação de dois grupos locais: Rancho Folclórico Os Malmequeres de Lourosa e Rancho Folclórico e Etnográfico Terras de Santa Maria (Rio Meão). Apresentações no sábado (18h00) e domingo (17h00), com início na Igreja da Misericórdia.

Teatro de Ferro, a Companhia Erva Daninha, o Teatro Regional Serra de Montemuro, o Teatro a Quatro e Teatro Bandido e a Companhia Abelha Acrobática são outros projectos nacionais que marcam presença nesta edição, reforçando a vocação do Festival de promover projectos nacionais de qualidade, muitos deles em fase de afirmação.

Também as estruturas artísticas de Santa Maria da Feira vêem reforçada a sua participação nesta edição, com destaque para o espectáculo “O Comboio Fantasma de Santa Maria da Feira”, do encenador inglês Lee Beagley com grupos e artistas locais(All About Dance, Art’Encena, Saltarellus e Fórum Ambiente e Cidadania). Esta criação Imaginarius, que conta com a participação de cerca de 140 pessoas, será apresentada na sexta-feira e sábado, com início na estação da CP (22h30). De referir ainda a participação das Marionetas da Feira, Orquestra Sinfónica de Jovens de Santa Maria da Feira e Projecto EZ no Festival, três estruturas artísticas locais.

arte comunitária continua a ser uma das marcas diferenciadoras do Festival, que vem assumindo uma vincada função social e de integração pela arte. Nesta edição, são cinco os projectos que envolvem a participação de gente da comunidade, num total de cerca de 1500 pessoas.

Destaque para o projecto Imaginar o Futuro, cujo ponto alto será a Parada, Concerto e Baile, no domingo, a partir das 18h00 (alameda do antigo tribunal » envolvente da piscina municipal). O mega concerto, que encerra o Festival, será dirigido pelo maestro da Orquestra Criativa de Santa Maria da FeiraAleksandar Caric, e vai juntar cerca de 400 pessoas em palco – cordas, sopros, coros e percussão – na envolvente da Piscina Municipal (18h30). A Parada envolve a participação de mais de 400 crianças das escolas do 1º Ciclo.

Na linha de edições anteriores, o “Mais Imaginarius” - espaço de experimentação artística para jovens criadores - continua a abrir espaço a propostas arrojadas de jovens artistas, nacionais e internacionais. A programação off do Festival conta pela primeira vez com uma representação do Líbano. “Whispered Tales” é um projecto intimista da companhia Clown Me In. Uma mulher do Líbano, criadora artística, vai contar histórias do seu país, sexta-feira e sábado, em diferentes cafés da cidade.

As Conversas Imaginarius, sobre “Criação artística, comunidades locais e participação” (25 de maio) e “Especificidades da criação em espaço público” (26 de maio) e o workshop de Carlo Boso, dedicado à Comedia Dell’ Arte, são outros destaques da programação do Festival, proporcionando, as primeiras, uma reflexão em torno do papel das artes de rua na apropriação do espaço público e, o segundo, a partilha de saberes por um dos mais prestigiados encenadores do teatro europeu.

As exposições “Do Chão: Projéctil”, de Samuel Silva e Tó Maia, e “A Couve”, de João Pedro Oliveira, e as instalações de Ana Madureira (projecto Teus Imaginarius Meus) e Assembleia de Crianças (Seis Rostos, Seis Olhares, Seis Expressões, Um só Mundo) completam a programação deste ano, que pela primeira vez acolhe um mercado de rua. Dia 26 de maio, o Flea Market – Mercado da Pulga sai dos míticos espaços da cidade do Porto para se instalar em Santa Maria da Feira, das 17h00 às 23h00).

Encontra sogra sem as orelhas

O genro de Francelina Rosa Sousa ficou em choque quando encontrou, anteontem à noite, a idosa de 79 anos sem escalpe, sem orelhas e com um buraco na nuca. A mulher estava caída ao fundo das escadas das traseiras da própria casa, na rua de Santa Cristina, Vale, Santa Maria da Feira.

Os familiares e vizinhos acreditam que a idosa foi vítima de um ataque de um animal. Contudo, os cortes incisos nas orelhas, que desapareceram tal como o escalpe com cabelo, levantaram muitas dúvidas ao médico que a socorreu no Hospital Santos Silva, em Gaia, que pediu a intervenção das autoridades policiais. A GNR foi ao local e remeteu o caso para o MP da Feira que decidirá quem prossegue com a investigação.
Francelina estava já inconsciente quando os bombeiros e equipa da Viatura Médica de Emergência e Reanimação do Hospital S. Sebastião, Feira, chegaram ao local. Deu entrada na cirurgia plástica do hospital de Gaia em estado de coma.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Imaginarius 2012 já mexe

Inaugurou hoje a exposição "Do Chão: Projétil". O trabalho do artista plástico Samuel Silva e do actor Tó Maia decorreu em torno da obra "CorpoEspaçoMovimentoCoisas", de Robert Morris, e foi realizada no Museu Convento dos Lóios, em Santa Maria da Feira, durante dois dias intensivos no início deste mês. O resultado final desse trabalho vai estar patente até 8 de Junho, na sala polivalente do museu.



Partindo da obra “CorpoEspaçoMovimentoCoisas”, que Robert Morris concebeu originalmente em 1971 para a Tate Gallery, de Londres, e reapresentada em 2009 na Tate Modern, os participantes foram convidados a fazer um conjunto de exercícios para estudar a relação do corpo com o espaço. No final, participaram numa performance que foi fotografada e gravada. O resultado deste trabalho pode ser apreciado no Museu Convento dos Lóios.

Olá, Eu sou Portugal!

Terminada a Liga da Mentira centramos atenções no espírito nacional. O Krónikas Feirenses não poderia de deixar de se associar ao projecto "Olá, eu sou Portugal", que o Continente está a promover. Para começar podemos deitar uma olhadela ao anúncio que passou nas televisões alemãs.


PAIS-EM-REDE abre 7 novos grupos do projeto “Oficinas de Pais”

O PAIS-EM-REDE – movimento cívico nacional para a inclusão social de pessoas com deficiência – continua a dinamizar o projeto “Oficinas de Pais” a partir de maio deste ano, com a abertura de sete novos grupos de Nível I das “Oficinas de Pais” nas zonas de Portel, Nazaré/Alcobaça, Aljustrel, Odemira, Oeiras/Sintra, Santa Maria da Feira/Aveiro, Portel e Viseu/Mangualde.

Promovidas em parceria com o Instituto Superior de Psicologia Aplicada e financiadas pelo Alto Comissariado da Saúde e pela Fundação Calouste Gulbenkian, as “Oficinas de Pais” pretendem capacitar os pais para uma melhor gestão do processo de inclusão social dos seus filhos, através da partilha de experiências, receios e conhecimentos, no trabalho de equipa entre pais, psicólogos e outros profissionais.

@ Actual!dades

"Predador" da TVI diz-se arrependido

Henrique Jales, funcionário da TVI alegou, ontem, mais uma vez, no Tribunal de Santa Maria da Feira, estar arrependido por ter abusado de uma menor, de 13 anos. Mas, para o perito do Gabinete de psicologia da Polícia Judiciária, que ontem foi ouvido como testemunha, o predador, de 43 anos - não sente remorsos pelos crimes cometidos - em Abril do ano passado. 
O Ministério Público pediu no final da sessão uma pena nunca inferior a 5 anos. Já a defesa considera que a condenação deve ser sempre suspensa. 
Henrique Jales está também a ser investigado, em Oeiras, por suspeitas de ter cometido outros abusos. Segundo o perito do gabinete de psicologia da PJ, o acusado tem traço de psicopata, é um homem manipulador e existe um elevado risco de voltar a abusar. A defesa de Henrique Jales contesta toda a avaliação psicológica. A leitura do acórdão está marcada para dia 6 de Junho. 

@ Correio da Manhã

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Inatel de Santa Maria da Feira certificado

A unidade hoteleira recebeu o galardão de segurança alimentar.

A LusoCristal Consulting atribuiu a distinção “Foresee Silver Certificate of Good Food Hygiene Standards” ao Inatel Santa Maria da Feira, no passado dia 2 de Maio em cerimónia realizada na unidade.

Trata-se do reconhecimento dos bons resultados obtidos pelo estabelecimento na aplicação do Sistema de Gestão de Segurança Alimentar baseado nos princípios de HACCP (Hazard Analysis and Critical Control Points), e em conformidade com os requerimentos do Regulamento (CE) 852/2004.

O Certificado foi entregue por David Bungard, director-geral da LusoCristal Consulting, a Manuel Pereira, director da unidade hoteleira, e contou com a presença de João Serrano, director de Hotelaria da INATEL.

@ Turisver

terça-feira, 15 de maio de 2012

FEIRENSE pondera avançar para pedidos de indemnização


O Clube Desportivo Feirense pode vir a avançar para um pedido de indemnização, na eventualidade de o Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) vir a manter a decisão de dar provimento ao pedido de suspensão da deliberação oriunda da Assembleia Geral da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (Liga), no sentido de proceder ao alargamento do número de Clubes que deverão disputar as competições de futebol profissionais, na próxima época. 
Tal predisposição emana do facto de aquele órgão da FPF não ter competência para apreciar deliberações da Assembleia Geral da Liga. 
Os potenciais visados pelo CD Feirense no eventual pedido de indemnização, a ponderar, serão – assim – a FPF e os membros do referido Conselho de Disciplina, em termos individuais. 
Caso tal situação venha a verificar-se, o CD Feirense vai quantificar todos os seus prejuízos, com principal enfoque na perda de receitas expectáveis, provenientes das transmissões televisivas, patrocínios, publicidade, merchandising e bilheteira, dentre outros. 
De notar ainda que, no entender do Clube Desportivo Feirense, poderá estar em causa a responsabilização pessoal de quem exerce funções de natureza pública, entendido isto na esfera da Lei que rege a responsabilidade extra-contratual do Estado. 

Gabinete de Comunicação 
C.D. Feirense

FEIRENSE exige intervenção da Liga, FPF e Sindicato

Contra a passividade e em nome da transparência desportiva 

Numa conferência de imprensa espontânea, realizada ao fim da manhã de hoje, Rodrigo Nunes, presidente do FEIRENSE, avisou que o Clube se prepara para tomar medidas drásticas, caso as entidades que intervêm na gestão do Futebol profissional continuem a denotar passividade  -  e permissividade  -  no que respeita às fiscalização e imposição das condições que regulamentam as competições profissionais.
Ladeado pelo presidente-adjunto, Franklim Freitas, o dirigente fogaceiro anunciou que hoje mesmo, o Feirense irá proceder à contratação de um jurista, especialista em Direito Desportivo, para definir estratégias de fiscalização dos procedimentos de inscrição de todos os Clube que, por força dos Regulamentos, pretendam competir no âmbito das Iª e 2ª Ligas Profissionais portuguesas.

Rodrigo Nunes, que alertou para o facto de o prazo para apresentação de documentos de habilitação  -  dentre eles as famigeradas “certidões de ausência de dívidas” à Fazenda Pública e aos Trabalhadores do Clube  -  estar preste a esgotar-se, afirmou, a passo, não ter dúvidas de que se está preparar um cenário de repetição de episódios que têm redundado no branqueamento das situações de incumprimento a coberto das quais alguns Clubes têm vindo a actuar, muitos deles reiteradamente.
Acho que ninguém tem dúvidas de que há muitos Clubes que não vão conseguir cumprir com as condições exigidas, como tem vindo a acontecer, ao longo de anos e anos. Por isso, acho que está na altura de os nossos responsáveis tomarem atitudes definitivas; principalmente quando tanto se tem falado em ‘campeonato da vergonha’. Espero agora que a Federação (FPF), a Liga e o Sindicato dos Jogadores (SJ), actuem enquanto é tempo, para que daqui a um ano não estejamos a assistir a mais conferências de imprensa com jogadores e sindicato a ameaçar com greves ou desistências, por falta de recebimentos”, declarou aos jornalistas asseverando ainda que “vamos tomar medidas para se saber quem é que realmente está  – ou não –  em condições de competir”.

Admitindo que “o Feirense não está isolado nesta luta” o presidente da Direcção do clube fogaceiro revelou indícios de que há um movimento em crescendo, conglomerando os clubes cumpridores.
Visivelmente agastado com os contornos de uma situação descredibilizante do futebol português, “para a qual o Feirense nunca contribuiu”, Rodrigo Nunes promete não baixar os braços. “Acabou-se a passividade; desta vez, iremos até às últimas consequências”, avisou.

Gabinete de Comunicação
C.D. Feirense

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Grupo EscolaGlobal em destaque

Concurso "A Minha Escola Adota um Museu"
Os alunos do grupo escolaglobal® (Externato Paraíso dos Pequeninos, de Lourosa, e Colégio das Terras de Santa Maria, de Argoncilhe) obtiveram 16 distinções na edição deste ano do Concurso "A Minha Escola Adota um Museu", dez das quais para Museus do Município de Santa Maria da Feira. A cerimónia de entrega de prémios irá decorrer na sexta-feira, dia 18 de maio de 2012, no Paço dos Duques, em Guimarães, pelas 15.30h, a que se seguirá a inauguração da exposição com os trabalhos premiados.

Concurso "Uma Aventura"
O Externato Paraíso dos Pequeninos, situado em Lourosa, participou no concurso “Uma Aventura”, uma iniciativa da Editorial Caminho, com o apoio das escritoras Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada. Na edição deste ano letivo, participaram 400 escolas com cerca de 10710 trabalhos. Os alunos Jorge Braga e Inês Santos, do 3.º ano, obtiveram na categoria “Texto Original – Trabalho Individual” o 2.º lugar, tendo como prémio a publicação dos seus trabalhos pela Editorial Caminho.

Concurso “Todos Somos Europa…”
O Colégio das Terras de Santa Maria, de Argoncilhe, participou no concurso “Todos Somos Europa”, uma iniciativa da representação portuguesa da Comissão Europeia através do Centro de Informação Europeia Jacques Delors e
organizado pela empresa i.zone – interactive media.
Este concurso, que consistia em criar uma banda desenhada sobre a nossa europa em 2020, foi desenvolvido no âmbito da disciplina de História. Os resultados foram excelentes e o Colégio conseguiu um honroso 2.º lugar, através do aluno do 9.º ano Samuel Augusto Lobo Pereira de Castro, premiado com um Tablet PC.

sábado, 12 de maio de 2012

Rodrigo Nunues: «Se não fossemos cumpridores festejávamos a manutenção»

Rodrigo Nunes, presidente do Feirense, em declarações no final do encontro que ditou a descida do clube à II Liga:

«Como é possível perder este jogo 3-1? Fizemos um bom jogo, com inúmeras oportunidade e não marcámos. Foi assim a época toda. É preciso ter alguma sorte e o Feirense não teve sorte nenhuma.»

«A Liguilha? A decisão está nas mãos do presidente da Federação que já disse que tomava uma posição depois de acabar o campeonato. Vamos aguardar. Era bom para o campeonato e para o Feirense que houvesse. Vamos continuar a treinar, mas não podemos estar eternamente à espera dessa decisão.»

«O campeonato acabou. Ficamos em penúltimo. Se houver alargamento, o Feirense será chamado a competir. Foi isso que decidiram a maioria dos clubes. O Feirense é um exemplo na Liga. É um cumpridor constante. Passou esta quarta vez pela I Divisão a jogar um futebol positivo. Não entrámos em polémicas. Não fomos contratar em Janeiro porque não tínhamos condições. Pagámos os impostos a tempo e horas. Ainda na semana passada um jogador de um clube nosso concorrente disse que não tinha recebido este ano. Era importante que o presidente do Sindicato dos Jogadores actuasse. Mas actuasse agora e não a três jornadas do fim da próxima época. E tem de haver coragem de não deixar entrar na competição quem não tiver condições. O Feirense nunca foi beneficiado por ser cumpridor. Podíamos ter melhores jogadores, mas não é possível. Temos de ser rigorosos e depois desportivamente somos prejudicados. Não vimos ninguém a lutar para que os clubes como o Feirense tivessem benefícios. Tirando os grandes, que têm orçamentos enormes, há meia dúzia de cumpridores e o Feirense é um deles. Se calhar se não fossemos cumpridores estava a festejar a manutenção.»

«Se ser cumpridor compensa? Desportivamente não compensa nada. Que interessa ir agora pagar o mês de maio já na II Liga? Alguns vão agora pressionar os jogadores para assinarem a dizer que já receberam, vão pedir declarações ao Fisco e coisas assim. Nós somos cumpridores mas o que ganhámos? Só a simpatia das pessoas.»

«Se o Feirense descer saio do clube. Quero ser cumpridor e não consigo com o Feirense na II Liga, porque as receitas são cada vez menores. Como não quero ser como os outros, vou sair e saio tranquilo, são 11 anos à frente do Feirense. Outros virão.» 

@ Mais Futebol

A Liga da Mentira

É oficial, o Feirense não vingou no mundo da mentira desportiva. Após uma época de humilhação, com actos únicos de parcialidade amarela, e um completo desrespeito pela verdade desportiva, o Feirense termina na penúltima posição. Diz que o destino será a Liga de Honra, mas fica uma questão: se mais de metade das equipas não cumpre condições (por incumprimento financeiro) para participar nas competições europeias, então porque estão aptas a aumentar a mentira desportiva da Liga Zon Sagres?

Onda de assaltos preocupa lojistas

Os sucessivos assaltos a estabelecimentos comerciais e escritórios nas cidades de Espinho e Santa Maria da Feira estão a deixar comerciantes e populares à beira de um ataque de nervos.

"Em duas semanas, já fui assaltado duas vezes", diz Vítor Ribeiro, dono do café Sandwiches, no centro de Santa Maria da Feira. No mesmo prédio, vários escritórios foram vandalizados por ladrões que levaram todo o dinheiro que encontraram. "É triste andarmos a trabalhar e, depois, vermos tudo destruído. Já não sei o que fazer", lamenta Vítor Ribeiro.
Ontem de madrugada, foram os talhos do Mercado Municipal o alvo escolhido: mais uma vez, levaram dinheiro da caixa, num episódio que se junta a uma vasta lista de recentes assaltos – nem a loja do Feirense escapou, num furto em Março.
No último domingo, foi atacado o café Andorinha, situado por baixo da Junta de Freguesia de Espargo. "Destruíram a máquina de tabaco para roubar o dinheiro, mas deixaram quase todos os maços", conta um amigo do proprietário.
Ao que o CM apurou, os crimes na Feira deverão estar ligados a outros similares em Espinho. O café Lausanne, na rua 33, foi assaltado duas vezes, recentemente. "Só levam o dinheiro da máquina de tabaco, mas deixam tudo rebentado", conta uma testemunha. "São muito rápidos. Quando viemos à janela, já tinham fugido", afirma um morador da rua 33. O café Rio Largo e o café OL, na rua 27, também foram alvo de furtos. A PSP investiga.