sexta-feira, 27 de julho de 2012

Rentrée do BE este ano é em Santa Maria da Feira, com a realização do Fórum 'Novas Ideias para a Esquerda'

O Bloco de Esquerda vai organizar de 31 de Agosto a 2 de Setembro na Escola Secundária de Santa Maria da Feira a 6ª edição do Fórum “Novas Ideias para a Esquerda”, Socialismo 2012. Este é um Fórum de Ideias aberto e plural sobre Política, História, Ciência, Cultura e Sociedade. No seguimento das anteriores edições serão organizados cerca de 50 debates, seminários e workshops que, ao longo de três dias, permitirão aprofundar ideias, porque o Socialismo também precisa de ser pensado. A entrada é livre, a participação também. 


Esta é a primeira vez que o Fórum Novas Ideias para a Esquerda é realizado no distrito de Aveiro. A abertura do mesmo, no dia 31 de Agosto às 21h30 estará a cargo de Luís Fazenda (líder parlamentar do BE), Alda Sousa (eurodeputada pelo Bloco) e Pedro Nuno Santos (deputado do PS). 
Durante os dias de sábado e domingo realizar-se-ão cerca de 50 debates, workshops e mesas redondas sobre xenofobia, armamento, trabalho sexual, reabilitação urbana, lei dos compromissos, parcerias público-privadas, feminismo, precariedade, crise financeira, crise de 1929, literatura, ecologia e ambiente, serviço nacional de saúde, salazarismo e marcelismo, educação e escola pública, legalização das drogas leves, memorando da troika, direitos dos animais, justiça, ensino superior, austeridade e a alternativa. A reflexão far-se-á também em torno do legado de autores e teóricos, como Gramsci, Marx ou Karl Polanyi. Haverá lugar a workshops de teatro do oprimido e à visualização e discussão de filmes. 
De salientar a presença e participação de oradores como Alexandra Oliveira (investigadora na área da prostituição de rua), Sousa Dias (professor de filosofia e autor de livros sobre a obra de Deleuze e de Marx), Júlio Machado Vaz (sexólogo), João Salaviza (realizador, vencedor do festival de Berlim), José Castro Caldas (economista e investigador), Celso Cruzeiro (advogado), entre tantos outros. 
O encerramento do Fórum Novas Ideias acontece no dia 2 de Setembro, domingo, às 18h, com Pedro Filipe Soares e Francisco Louçã. 
Este é um espaço de reflexão e de debate que se quer aberto, plural e democrático, porque não há esquerda sem democracia, sem discussão sem crítica. É também um espaço de determinação por um outro mundo, porque não há esquerda sem alternativa.

Pela Comissão Coordenadora Distrital do Bloco de Esquerda de Aveiro

BE: Encerramento da Escola de Hotelaria é uma perda irreparável para o concelho

Na quarta-feira passada confirmou-se o encerramento da Escola de Hotelaria de Santa Maria da Feira. Depois de reunião entre a Câmara Municipal e a Secretária de Estado de Turismo, Cecília Meireles, ficou oficialmente declarada a morte deste equipamento do concelho. 

A Câmara Municipal de Santa Maria da Feira mostrou-se impotente para impedir que o governo PSD – CDS levasse a sua intenção avante. O Bloco de Esquerda só pode lamentar tamanha impotência presente e passada. Passada, porque há anos que a Câmara Municipal deveria ter desenvolvido esforços sérios para a construção de um novo espaço para a Escola de Hotelaria. 

A actual escola, que já tem mais de 20 anos, era há muitos anos pequena e insuficiente para as exigências formativas. A sua direcção e os seus funcionários foram tentando minorar estes constrangimentos, mas a realidade era evidente: um outro equipamento permitia aumentar a oferta formativa, acolher um maior número de alunos e melhorar a qualidade da formação. Durante anos a Câmara Municipal não quis saber e foi, inclusivamente, responsável por vários atrasos no início de uma nova escola, ao apresentar projectos de arquitectura que foram chumbados e que foram entregues sem documento de previsão de despesas de funcionamento. Situações destas fazem com que o arranque da construção de um novo espaço fosse adiado de ano para ano, até que agora se tornou impossível. 

Perante essa impotência do passado junta-se a impotência do presente: a de não conseguir esgrimir argumentos para manter este equipamento no concelho de Santa Maria da Feira. Lembre-se que este era um equipamento importante no concelho, pois dinamizava o comércio, o arrendamento e o centro da cidade. Para além disso, era um equipamento com cursos profissionais com saídas profissionais reconhecidas. Tudo isso acabou! Fica agora também a preocupação dos alunos e famílias que têm que ser deslocados para o Porto. Medidas centralistas como esta dificultam o acesso à educação, porque querem dizer sempre um aumento de despesa. 

O Bloco de Esquerda não pode aceitar a desculpa esfarrapada que é dada para este encerramento: diz a Câmara Municipal que a culpa é do Porto que tem uma escola de hotelaria com falta de alunos. Esta é uma argumentação que não se pode aceitar. Primeiro, porque, que se saiba, Santa Maria da Feira não é colónia de férias da cidade do Porto nem sua subordinada; segundo, porque por esse argumento então tem que se encerrar a maior parte dos equipamentos de Santa Maria da Feira porque eles já existem no Porto: cinemas, indústrias criativas, hospital, biblioteca. Por essa argumentação, tudo encerraria. E por isso mesmo é que a argumentação é fraca e só pode ser entendida como desculpa de mau pagador para esconder as culpas explícitas que a Câmara Municipal tem nos últimos anos.

Pela Comissão Coordenadora Distrital do Bloco de Esquerda de Aveiro

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Escola de Hotelaria da Feira já não existe!

Antigas Instalações da Escola de Hotelaria

Há poucas semanas, a Câmara Municipal de Santa Maria da Feira anunciava a deslocação da Escola de Hotelaria e da Caixa das Artes para o Europarque, de forma a dar nova vida ao espaço. Há duas semanas era salvaguardada a manutenção do Pólo I da Caixa das Artes, mas o Europarque seria mesmo o destino dos restantes equipamentos. Bem, no meio de tanto impasse e passividade política a Feira perdeu a Escola de Hotelaria.

A escola de Santa Maria da Feira não consta na lista de cursos para o ano lectivo 2012/2013, não abriram inscrições, havendo informação de alunos e funcionários transferidos para a escola do Porto.
Hoje, o Porto Canal avança que no seio das negociações propostas pelo Turismo de Portugal, «Santa Maria da Feira recusou ficar com a escola», enquanto decorrem negociações em Mirandela e Santarém. Por outro lado, a autarquia do Fundão aceitou as condições impostas para a manutenção do serviço escolar: serão assim tão más?
A Câmara diz que a decisão é irracional, mas a verdade é que a escola fechou mesmo. Assumir, tal como aconteceu no Fundão, não seria certamente função da autarquia, mas... e o futuro? Morre definitivamente ou apenas até solução de futuro? Atendendo ao panorama, nem vale a pena acreditar!
Ainda há dias escrevia sobre uma gaveta onde se coleccionavam projectos e serviços com os dias contados, lá para os lados da Praça da República, pois bem, parece-me que a situação se agrava... será talvez mais grave do que uma inusitada colecção.

Nova Escola de Hotelaria NUNCA sairá do Papel
Em resumo, nesta perspectiva de salvação expresso e sem qualquer análise integrada do Europarque, a Feira já perdeu a Escola de Hotelaria e irá confirmar amanhã o fim do Pólo II da Caixa das Artes. Não queria ter de o dizer, pelo menos de forma tão directa, mas dada a sucessão de erros e absurdos políticos, parece que temos uma Câmara de Destruição Feirense e não uma autarquia com objectivos em prol do desenvolvimento local. E agora Sr. Presidente e "companhia", já será tempo de fazer um voto de protesto? Há coisas que não se compreendem. Aguardemos pelos próximos capítulos.

Decisão de encerrar Escola de Turismo é "absurda e irracional"

O vice-presidente da Câmara da Feira, que disponibilizou instalações gratuitas no Europarque para contornar "a falsa questão" da renda da Escola de Turismo local, defende que o encerramento dessa instituição é uma decisão "irracional e absurda", típica dos "gestores lisboetas".
Recordando que "o único argumento válido" apresentado pelo Turismo de Portugal para justificar o fecho da escola da Feira era o facto de essa funcionar num edifício privado, Emídio Sousa declarou à Lusa: "Esse argumento era um embuste para retirar alunos à escola da Feira e tentar levá-los para a do Porto, e esse aspecto da renda revelou-se logo uma falsa questão mal a Câmara disponibilizou no [centro de congressos] do Europarque instalações gratuitas, enormes, aonde a instituição podia continuar a funcionar sem custos".
Considerando que o Turismo de Portugal não aceitou a mudança de instalações, o autarca define assim a medida hoje anunciada no Parlamento: "É uma decisão absurda e irracional do ponto de vista económico e do interesse do país, e a própria secretária de Estado do Turismo reconheceu que não há nenhuma razão objectiva para que a Escola de Santa Maria da Feira encerre".
Emídio Sousa enquadra a medida no que define como "a gestão à boa maneira lisboeta" e explica: "Sempre que um instituto sofre reduções orçamentais, a decisão dos respectivos gestores é olhar para o que consideram a província e ver onde podem cortar. Isto acontece porque os gestores são todos lisboetas e para eles a província não lhes diz nada, mesmo que as instituições que estão a prejudicar tenham tantas ou melhores condições do que as que existem na capital".
No caso específico da Escola de Turismo de Santa Maria da Feira - que, como observa Emídio Sousa, "nem sequer cumpre o critério de ser província" -, o autarca garante que a instituição "tem muito mais procura do que as vagas que disponibiliza, pratica uma formação de excelência, prepara inclusive formadores que saem daí para leccionar noutras escolas e tem uma taxa de empregabilidade próxima dos 100 por cento".
"Os formandos ainda não concluíram os cursos e já há as entidades patronais do sector estão a querer empregá-los", realça o autarca.
A "única explicação" que o vice-presidente da Câmara tem para o encerramento da Escola da Feira é a necessidade do Turismo de Portugal "tapar o buraco" da sua congénere do Porto. "Só essa razão é que explica isto", refere, "porque a realidade é que a Escola de Turismo do Porto está sobredimensionada, tem uma oferta muito superior à procura, tem uma renda anual de 600.000 euros para pagar à Parque Escolar e eles julgam que, fechando a da Feira, os alunos daqui vão passar para lá".
Para Emídio Sousa, a hipótese é, contudo, pouco provável. "Quem tiver o curso a meio, ainda pode fazê-lo", admite. "Mas, no que se refere a alunos novos, poucas famílias terão condições para suportar esse aumento de encargos e é preciso ver que também serão poucos os pais que estarão confortáveis com a ideia de enviar os filhos para um curso profissional no Porto quando eles só têm 14 ou 15 anos".
A Lusa tentou obter declarações da diretora da Escola de Turismo de Santa Maria da Feira. Essa responsável não quis comentar a situação, alegando integrar os quadros dirigentes do Turismo de Portugal e "respeitar uma decisão superior".

@ Porto Canal

James Rodriguez em ambiente Viagem Medieval


James Rodriguez acaba de partilhar no seu Facebook oficial uma foto com Otamendi, num ambiente especial em pleno Aeroporto Francisco Sá Carneiro. A Viagem Medieval em Terra de Santa Maria numa outra dimensão... a maior recriação medieval da Europa está de volta de 2 a 12 de Agosto.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Questão Caixa das Artes adiada para Reunião de Câmara Extraordinária


Sem mais atrasos, sem mais adiamentos… mas afinal, diz que a questão Caixa das Artes, mesmo após aprovação das intenções municipais na CCDRN, voltou a ser adiada! Os pontos previstos para a reunião ordinária de ontem foram adiados para uma reunião extraordinária, a realizar no próximo dia 27.

Caixa das Artes - Pólo II - Projecto EXTINTO
Apesar da salvaguarda do Centro de Artes de Rua em si, ou seja, o Pólo I, ficam pendentes um conjunto de pressupostos anunciados com a evolução do conceito para a Caixa das Artes. Se o concurso público para a construção o Pólo I abrirá de “imediato”, após a anulação do procedimento em curso, já no quarteirão das Penas o caso será diferente. Diz-se agora que passaremos à fase do projecto de execução.
Aguardemos, continuemos a aguardar… voltemos a desperdiçar tempo e recursos em papel e ideias… voltemos a rejeitar 4 milhões de euros com vista à garantia de uma sala adequada às necessidades do século XXI. Aguardemos pelas ideias para o António Lamoso… talvez não teremos de aguardar muito pela morte do espaço que já está fora das principais rotas culturais nacionais, pela falta de condições básicas para artistas e público.
Perdemos uma oportunidade “única”, como a própria autarquia afirmava até há poucos meses (já depois da crise… já depois do conhecimento do futuro do Europarque nas mãos do Estado). Com isso, vamos dar mais 1% de vida ao Europarque, contribuindo para a morte de um ícone cultural da cidade. Foram opções (sim, porque já estão tomadas sem qualquer receio pela utilização do cutelo)… erro óbvio, algo que o futuro se encarregará de provar.

Quanto ao Cine Teatro António Lamoso, já não acredito em nada, já que quem rejeita um projecto como a Caixa das Artes não estará certamente a pensar no futuro daquele espaço. Diz-se que se quer requalificar... Será!? Se assim for de facto, que se pense de forma orgânica e integrada, que se coordenem esforços para garantir mais alguns anos de vida ao espaço obsoleto: 
i) criem-se espaços de ensaios e bastidores com a qualidade que os artistas merecem; 
ii) renovem-se as infraestruturas cénicas, corrigindo algumas limitações técnicas da sala; 
iii) aproveite-se o acordo de utilização do cais de pesados do Continente para criar um acesso técnico ao palco pelas traseiras da sala; 
iv) reformulem-se as áreas de acesso e convívio, garantindo a instalação de uma bilheteira e serviço de informações adequado às exigências do século XXI, um espaço de bar suficiente e funcional, assim como os serviços de apoio básicos; 
v) reformule-se a inclinação da sala, nem que para tal seja necessário reduzir o número de lugares disponíveis (será preferível ter uma sala de 500 lugares com boa visibilidade do que uma com 620 em que 50% do público só vê os artistas da cintura para cima). 
São apenas sugestões básicas e superficiais, de uma abordagem que se espera mais profunda e adequada às exigências e particularidades do espaço.

Plano de Pormenor para o Quarteirão das Penas [2010]
Temos, ainda, a pedreira… aquela que iria ter um palco flutuante e apenas 4 a 5 metros de profundidade no lago, mas que, afinal, ainda não tem projecto de execução. Aguardemos pela requalificação ambiental o quanto antes, garantindo uma utilização adequada, abrindo o espaço à população. Esperemos que esta seja urbanamente integrada na cidade… seja pelas escolas que se pretendiam demolir (e que poderão servir de apoio às companhias residentes no António Lamoso) e/ou mesmo pala lateral poente do edifício do Continente.

Quanto à questão das escolas a encerrar pela criação do centro escolar na Fernando Pessoa, e já que se perdeu o plano de pormenor aprovado para o quarteirão (do qual apenas o hipermercado será real), sugiro uma solução intermédia, demolindo apenas uma escola para se criar uma praça de menores dimensões, sendo o outro edifico utilizado como espaço para as companhias residentes no António Lamoso poderem trabalhar.

Caixa das Artes - Pólo I - Projecto Completo [FEV 2011]
De qualquer forma, e como nota final, deixo uma questão: sem as condicionantes financeiras apostas ao Pólo II, fará sentido manter a versão reduzida do Pólo I anunciada em Novembro de 2011? Acredito que, nestas condições, seja de todo pertinente a concretização do projecto global, com os 4 pisos de espaços para incubação e acolhimento e, ainda, os dois pisos de residências artísticas. Com tantas alterações, estará certamente no momento de acabar com os emagrecimentos à estrutura de Espargo, dando vida ao projecto completo.

Caixa das Artes - Pólo I - Projecto Reduzido [NOV 2011]
Deixemos o tempo continuar a passar… talvez um dia surjam soluções integradas e deixemos de ter gavetas cheias de projectos destruídos ou será puro coleccionismo?

domingo, 22 de julho de 2012

Viagem Medieval: Entusiasmo e Sustentabilidade

O orçamento da Viagem Medieval de 2012 é de 900.000 euros e, atingida a autossustentabilidade do evento em 2011, a organização iniciou agora a renovação das estruturas físicas do recinto, propondo-se continuá-la com a receita a angariar este ano.
Paulo Sérgio Pais é o administrador executivo da empresa municipal Feira Viva, que, de 02 a 12 de Agosto, promove a recriação histórica de Santa Maria da Feira em parceria com a Câmara e com a Federação das Colectividades de Cultura e Recreio do concelho, e explicou à Lusa: "No ano passado, que foi o primeiro com entrada paga, vendemos 228.000 pulseiras [de acesso] ao evento, a dois euros cada uma. E isso permitiu-nos atingir a autossustentabilidade do projecto".
"Este ano, achámos que era justo distinguir entre quem visita a Viagem apenas um dia e quem vem todos os dias", continua o mesmo responsável.
"Portanto, o bilhete de entrada ainda vai custar dois euros, se for diário, mas a pulseira passa a ser para toda a semana, ao preço de três ou quatro euros - consoante seja comprada em pré-venda ou depois do dia 02".
Na mudança de preços influiu também "a alteração do IVA de seis para 13 por cento", mas Paulo Sérgio Pais defende que "bastam as 228.000 pulseiras de 2011, mais uma", para a organização do evento garantir este ano um "superavit" que já terá destino: "O excedente vai entrar para as contas do investimento que estamos a fazer na renovação das estruturas da Viagem, porque este ano começámos a substituir o material de parte dos restaurantes e tabernas, e esse é um trabalho que vamos completar gradualmente ao longo dos próximos dois anos".
Os acessos ao recinto da Viagem Medieval não são, contudo, a única fonte de receitas a contribuir para o orçamento de 900.000 euros. Nessa contabilidade, 250.000 euros resultam do aluguer de espaços de comércio e restauração no recinto, 100.000 provêm de patrocínios, outros 100.000 são facturados com a venda de loiça e outro merchandising da Viagem, e 20.000 euros devem-se à caixa dos 12 parques de estacionamento disponíveis nas imediações do centro histórico da Feira.
Outra fatia do orçamento é reunida na bilheteira interna do evento, já que, das 24 áreas temáticas dispersas pelos 33 hectares da recriação, nove são de entrada paga e têm preços de um e cinco euros, com a maioria desses bilhetes a custarem dois e três.
"Controlamos a despesa no sentido de não aumentarmos o orçamento", observa Paulo Sérgio Pais. "Se houver 'superavit', a nossa lógica é de reinvestimento no próprio projecto, quer ao nível das estruturas físicas, quer ao nível da formação de pessoal, para garantirmos a continuidade da nossa produção artística e reforçarmos os conteúdos da programação".
Para o administrador da Feira Viva, é com esse espírito que, "mal uma Viagem acaba, se começa a trabalhar na próxima", o que, em 2012, resultará numa edição "fortíssima, tanto em termos de animação, como de participação e adesão".

@ Lusa

sábado, 21 de julho de 2012

Feirense apresenta-se aos sócios com vitória frente à Académica

A Académica perdeu por 4-3 no terreno do Feirense, adversário com quem travou acesa luta pela permanência na época passada.

A equipa da casa adiantou-se no marcador por Pires, aos 3 minutos, surgindo o empate por intermédio de Henrique, jogador da Briosa que na época passada representou os azuis da Feira.

Rafa (23') e novamente Pires (32') deram uma vantagem, aparentemente confortável, de 3-1 para os da casa, mas a reação academista colocaria o resultado em 3-3 no escasso espaço de seis minutos. Edinho (33') e Ogu (39') forma os autores dos golos.Já no segundo tempo, Caio Vinícius estabeleceu o resultado final em 4-3, aos 57 minutos.

Nos academistas destacou-se o lateral-esquerdo Hélder Cabral, que assistiu, em lances de bola parada, para os três golos da equipa de Pedro Emanuel. O central Henrique, que marcou à anterior equipa, também esteve em bom plano. O avançado brasileiro Afonso, reforço dos estudantes, estreou-se e mostrou-se muito combativo, embora, naturalmente, pouco entrosado com os companheiros.

Por parte do Feirense, Pires, com dois golos foi o jogador que mais se destacou.

@ O Jogo

Acidente mortal em Canedo

Matei um homem e desgracei uma família." Foi desta forma que a condutora do carro ontem envolvido numa violenta colisão reagiu a um desfecho trágico: António Barbosa, de 49 anos, entrou de motorizada numa rua em contra-mão e não conseguiu evitar o embate. Acabou por morrer no local do acidente, em Canedo, Santa Maria da Feira. A condutora ficou em estado de choque e teve mesmo de ser assistida pelos bombeiros.

Tudo aconteceu cerca das 13h30. O homem, casado e pai de três filhos, fazia todos os dias o mesmo caminho para ir trabalhar. Ao entrar no cruzamento da rua Nossa Senhora da Piedade, não se apercebeu da presençado automóvel, acabando por provocar uma brutal colisão.
Com a violência do impacto, a vítima foi projectada vários metros e perdeu o capacete. Os bombeiros ainda tentaram reanimar o homem, mas de nada adiantou. Ontem, em casa da vítima, o ambiente era de grande dor. "É tão injusto. Ele não merecia isto", disse ao CM um irmão da vítima, em lágrimas.
A condutora do carro foi afastada do local por populares e ficou devastada. "Ela gritava muito. Dizia que era uma assassina. Até chegou a desmaiar", contou uma moradora.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Raízes do Teatro-Fórum em Santa Maria da Feira


Este fim de tarde e noite, a Praça Gaspar Moreira recebeu a primeira edição da “Feirinha pela Noitinha”, uma feira de artigos usados e artesanato urbano. Assim, após a edição especial do Flea Market, em Maio passado, Santa Maria da Feira entra definitivamente na rota dos mercados de rua do século XXI, e com uma adesão considerável para uma primeira experiência, não muito divulgada.

Desci ao centro histórico, com dois motivos: (i) compreender in loco o conceito e (ii) assimilar uma outra novidade no panorama cultural feirense: o teatro-fórum. 
O evento desta noite serviu de mote e palco para a apresentação de um novo conceito que pretende unir a comunidade em torno do teatro para a resolução de problemas comunitários. O teatro-fórum detecta e trata problemas comuns, procurando auxilio do público na sua compreensão e desenvolvimento, de forma a encontrar possíveis soluções, passiveis de aplicação na comunidade. Assim, esta noite tirou partido de um exímio projecto de teatro-fórum do Porto, para apresentar o conceito e convidar à participação.

Esta noite, Santa Maria da Feira recebeu as “Auroras”, um grupo de teatro-fórum, com reflexão dos problemas do Bairro do Lagarteiro, que apresentou na Praça Gaspar Moreira o seu espectáculo “Aurora”.
Nasce o dia, janelas que se abrem e mulheres que espreitam para deixar entrar a luz nas casas e nos corpos. Estas janelas, despojos de um Bairro em re-construção que procura também outras oportunidades ligando-se à cidade através de um autocarro que transporta medos, expectativas, esperanças, resignações …
Aurora, uma mulher que amanhece, que acredita que os seus dias podem ter outras cores, como a roupa que estende ao sol.
“Vais escrever que és do Bairro?!” “Se calhar é por isso que nunca te chamam …”
Será que a marca da sua identidade, da sua morada, é mais forte do que a vontade de querer ser simplesmente ela própria?

Após isto, «no âmbito da Acção Comunidade (com)Vida, em que se pretendem criar grupos comunitários no concelho de Santa Maria da Feira, com o objectivo de potenciar a participação cívica, o espírito crítico e reflexivo na identificação e resolução de problemáticas comunitárias relevantes, através da técnica do Teatro do Oprimido, e promover a aproximação entre os participantes dos grupos comunitários, associações e instituições locais e as estruturas de decisão política local», está laçado o repto à participação. Na próxima quarta-feira (25 de Julho de 2012), a Casa do Povo de Santa Maria da Feira será o palco da primeira reunião/contacto/ensaio rumo a esta construção colectiva, pelas 21h.

Quanto à noite de hoje, poderemos dizer que a história passou e Aurora “adormeceu à janela sem o sonho que era para ela”…

quinta-feira, 19 de julho de 2012

ARTANE apresenta nova criação em Cesar

No próximo dia 21 de Julho o projecto multidisciplinar feirense ARTANE apresenta uma antevisão do novo espectáculo que já está a preparar para os palcos. Numa versão íntimista e privilegiando a vertente musical, os ARTANE querem compartilhar com o seu público mais próximo o conceito da sua última criação: ALMA.
O espetáculo final prevê mais uma vez o recurso ao uso de cenografia, vídeo e cruzamento de diferentes linguagens artísticas e está desenhado para apresentação em salas de teatro. A versão que os ARTANE nos trazem agora é um “work in progress” dos conteúdos já estabelecidos e a ideia é sentir o feedback do público nesta fase da criação.
Para abrir a noite, contaremos com a estreia do novo projecto FREAK ONCE, também de Santa Maria da Feira, com a performance “MÚSICA ESTRANHA COM POESIA QUE SE ENTRANHA”.

A NOSSA Viagem...


Feirense 2012/2013 - Apresentação


quarta-feira, 18 de julho de 2012

Ricardo Teixeira no Europeu de Estrada

Ricardo Teixeira foi campeão nacional em 2011 e acaba de ser chamado para o Europeu de Estrada, de 8 a 12 de Agosto, na Holanda. A Liberty Seguros/Santa Maria da Feira/Specialized, volta a estar na linha da frente do ciclismo mundial.
Corredor com idade júnior, Ricardo Teixeira vai envergar as cores de Portugal, depois de ter superado a queda que marcou os Campeonatos Nacionais 2012, em Pataias. Quando se preparava para discutir a medalha de prata, em chegada ao sprint, o ciclista caiu e perdeu as possibilidades de repetir o pódio de 2011. Ricardo Teixeira não esquece os colegas: "Somos uma verdadeira família e é um orgulho vestir a camisola do S. João de Ver!"

Ministério da Saúde apresenta proposta de reformulação do mapa de Urgências Hospitalares


Há vários meses que se aguardava a divulgação da proposta para mais uma mexida no mapa de urgências hospitalares e serviços de emergência médica a nível nacional. Desde Fevereiro que se aguardava o documento. Finalmente, hoje, o Ministério da Saúde tornou pública a globalidade da proposta.
No que ao Entre Douro e Vouga diz respeito há alterações de peso a considerar.

Actualmente, contamos com um serviço de urgência médico-cirúrgico (SUMC) no Hospital de S. Sebastião e dois serviços de urgência básica (SUB) em Arouca e Oliveira de Azeméis. Mas, atendendo aos perfis de utilização e às características das acessibilidades, o Ministério da Saúde aponta para o encerramento do SUB de Oliveira de Azeméis, mantendo em funções o SUB de Arouca e o SUMC da Feira.
O encerramento proposto surge num quadro de instalação de duas ambulâncias de suporte imediato de vida (SIV), em Arouca e Oliveira de Azeméis.

No que à referenciação diz respeito, o SUMC do Hospital de S. Sebastião funcionará como referência para a NUTIII, abarcando um pólo VVS e um pólo VV AVC. Nas situações em que a referenciação continuar necessária, o Centro Hospitalar Vila Nova de Gaia/Espinho será a referência a nível cardiovascular, tal como hoje já acontece, e o Centro Hospitalar do Porto (Hospital de Santo António) afigura-se como a referência para as situações de trauma.

O documento está, agora, em fase de discussão pública.

Caiu o "A" da Low-Costa.Come


A cadeia de padarias de baixo custo inicialmente designada 'Low-Costa.Come' teve que prescindir da letra 'A' no registo de propriedade, depois de a multinacional Costa Coffee ter interposto uma acção judicial por «colagem» à marca de origem italiana.
Paulo Costa é o criador do conceito de padarias que aposta em atendimento self-service e louça descartável para garantir café a 40 cêntimos e pão a oito, e, a propósito do lançamento do primeiro franchising daquela marca portuguesa, revelou à Lusa: «A expressão ‘Low-Costa' tem a ver com o meu nome e eu nem sequer conhecia o Costa Coffee, que, pelos vistos, é uma espécie de Starbucks com umas 1.000 lojas em vários países».
Para o empresário e formador na área da Pastelaria, «quase ninguém conhece a marca Costa Coffee», mas «a verdade é que eles se sentiram muito ofendidos, acharam que houve aproveitamento do nome deles, apareceram com um dossier com centenas de páginas e o tribunal [de Propriedade Intelectual] deu-lhes razão».
Recorrer da decisão ainda foi uma hipótese a considerar, mas Paulo Costa preferiu não correr riscos. «Podiam proibir-me de usar a marca durante não sei quantos anos e eu ficava com a casa fechada e sem poder avançar com o ‘franchising’».
Para o gerente das padarias de baixo custo, o melhor ainda é encarar a situação com sentido de humor: «Temos é que ficar todos contentes por termos chamado a atenção de um gigante destes. Andava eu sossegado na minha vida a pensar que ninguém dava por mim e afinal descubro que até sou gente e incomodo qualquer coisinha».
'Low-Cost.Come' é agora o nome oficial da cadeia de padarias com estabelecimentos em Oliveira de Azeméis, S. João da Madeira e Santa Maria da Feira - concelho esse onde há dois espaços da marca, sendo que um é explorado por Paulo Costa e o outro, a inaugurar na quinta-feira, será o primeiro em regime de franchising.
No que se refere à imagem gráfica da marca portuguesa, o espaço antes ocupado pela letra 'A' está agora ocupado pelo desenho de uma fatia de pizza, com a parte mais larga na base e a ponta apontada para cima.

@ SOL

Grevistas da ICL e da ICAL manifestam-se junto à residência do patrão

Os trabalhadores das corticeiras ICAL e ICL, em greve desde 6 de julho devido a salários em atraso, concentraram-se hoje em Espinho junto à residência do gerente, para "ele ter vergonha na cara e pagar o que deve".
Em dívida estão os salários de maio e Junho dos 85 trabalhadores das duas fábricas situadas em Lourosa, concelho de Santa Maria da Feira, e ambas pertencentes ao grupo Organizações Industriais de Joaquim Almeida Lima - cujo filho, Valdemar Lima, foi o alvo dos grevistas que, entre as ruas 20 e 27, gritaram para o prédio do empresário "Paga, Caloteiro!", empunhando ainda cartazes com frases como "Experimenta tu viver sem salário".
A explicação para essas palavras de ordem foi dada à Lusa por Joaquim Bessa, um dos operários mais jovens do grupo, com 12 anos de serviço na ICAL: "Há dois anos que o Valdemar Lima nos anda a pagar aos bocados quando é um dos homens mais ricos de Lourosa e não lhe falta dinheiro para andar a estourar na Bolsa".

Sequestrado na Venezuela

Um comerciante luso-venezuelano de 38 anos foi ontem sequestrado por quatro homens armados na cidade de Maracaibo, a 750 quilómetros a leste de Caracas. A família da vítima é natural de Santa Maria da Feira. Foi interceptado quando caminhava a pé para um ginásio a poucos metros da sua padaria.

@ Correio da Manhã

terça-feira, 17 de julho de 2012

Rádio Comercial disponibiliza gratuitamente single de Ricardo Azevedo


Ricardo Azevedo está de volta com um novo trabalho. No passado Sábado, o Castelo da Feira, recebeu a estreia do novo projecto e o regresso à estrada. Para marcar o feito, a Rádio Comercial disponibiliza gratuitamente o novo single "O Amor não me quer Encontrar", para tal basta usar este link.

Faleceu Sérgio Ribeiro - Presidente da Junta de Freguesia de Lourosa

O presidente da Junta de Lourosa, Sérgio Ribeiro, faleceu esta terça-feira, ao princípio da tarde, de doença súbita. O autarca sentiu-se indisposto nas imediações da igreja de Lourosa e foi transportado ao Hospital S. Sebastião, onde lhe foram ministradas, sem sucesso, manobras de reanimação.
Com 55 anos, Sérgio Ribeiro assumiu a presidência da Junta de Lourosa na sequência das eleições de 2001, depois de três mandatos como secretário do executivo presidido por Carlos Gomes, e era secretário da Mesa da Assembleia Municipal.
Foi dirigente do Lusitânia de Lourosa, do Centro Social, presidente do núcleo local do PSD e dirigente concelhio do partido e leccionou, durante três anos, a disciplina de Matemática no Colégio Liceal de Santa Maria de Lamas.
Era economista, consultor de gestão, empresário e licenciado em Economia.

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Eleições JSD Feira

Realizaram-se no dia 13 de Julho de 2012, eleições para os órgãos do Núcleo Residencial da JSD de Santa Maria da Feira. O acto ocorreu entre as 21 e as 23h na Sede concelhia. Para a Comissão Política foi escolhida a lista liderada por João Cunha, novo presidente do Núcleo para o mandato 2012/2013. Para a Mesa de Plenário, foi eleita a lista encabeçada por Joana Ribas. 

Mensagem do Presidente da Comissão Política: 
"BASES DE UMA NOVA POLITICA DE JUVENTUDE
Sinto-me feliz e honrado por me permitirem liderar esta equipa, altamente preparada para enfrentar os desafios do futuro, com respeito pelos valores da democracia e liberdade, apanágio desta comissão que hoje se concretiza.
Não proponho grandes reformas, ou reflexões programáticas. Neste partido o poder assenta essencialmente nas suas bases, no seu alargado espectro ideológico. Assim sendo, iremos desenvolver projectos conducentes a uma nova política de juventude, baseada na transparência, responsabilidade e proximidade.
Não temam as juventudes partidárias. Façam-se ouvir. As vossas opiniões, o vosso desagrado, o vosso contentamento, permitem - nos realizar um bom trabalho ao serviço da comunidade.
Comigo na presidência deste núcleo, serviremos a juventude feirense, serviremos o bem público, não deixaremos de repudiar aqueles que se querem servir destes.
Grato pela confiança, honrado pela responsabilidade.
Obrigado
João Cunha"
Pela JSD Feira

Tribunal decide reintegar trabalhadoras despedidas pela direcção do Centro Social e Paroquial de Arrifana

O Bloco de Esquerda saúda a luta das trabalhadoras do Centro Social e Paroquial de Arrifana, que viram os seus direitos serem reconhecidos em tribunal. 
O Bloco de Esquerda sempre considerou ilegal a decisão da direção do Centro Social e Paroquial de Arrifana (Concelho de Santa Maria da Feira) de encerrar o Centro de Atividades de Tempos Livres (ATL), realizando um despedimento coletivo com o argumento de haver “prejuízos acumulados”. 
O deputado do BE Pedro Filipe Soares questionou várias vezes o ministério que tinha a tutela da segurança social no governo anterior sobre este caso. No entanto, o Governo nunca agiu em defesa das trabalhadoras, nem procurou resolver a ilegalidade existente. 
Ontem a sentença do tribunal de Santa Maria da Feira foi clara: as trabalhadoras têm de ser reintegradas com todos os direitos, sem qualquer perca na sua antiguidade, ou regalias. O relatório da peritagem também foi claro, indicando que não existiam prejuízos financeiros, bem pelo contrário: o ATL era lucrativo. 
A decisão do tribunal veio demonstrar que as trabalhadoras e suas famílias tinham toda a razão. Por outro lado, mostra que a única preocupação da direção do Centro Social e Paroquial de Arrifana, era ver-se livre destas trabalhadoras a todo o custo, recorrendo a argumentos falaciosos, nada edificantes para uma instituição ligada à igreja.

Pelo Bloco de Esquerda Distrital de Aveiro

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Nabil Al-Raee foi libertado

Bem, esta notícia chega com um desfasamento de 4 dias, mas é sempre uma boa notícia. Foi, finalmente, libertado Nabil Al-Raee, o director artístico do The Freedom Theatre. Assim, o marido da actriz feirense Micaela Miranda está de novo em liberdade, de volta ao Campo de Refugiados em Jenin (Palestina) para continuar a dar vida à sua obra. Em parceria com o CCTAR, cuja equipa se encontrava em Jenin à data dos acontecimentos, o The Freedom Theatre passará, este ano, por terras lusas.

domingo, 15 de julho de 2012

Ricardo Azevedo apresentou "Frente e Verso" no Castelo


Esta noite voltou a fazer-se história no Castelo da Feira. Ricardo Azevedo virou mais uma página da sua carreira e cumpriu um sonho: deu um concerto na Praça D’Armas do castelo dos contos de fadas. Uma noite especial, que marca o lançamento do novo álbum “frente e verso” e que contou com um vasto conjunto de surpresas.

Comecemos pelas motivações. Além da apresentação do álbum, esta noite marcou o apoio a instituições feirenses: as receitas de bilheteira reverteram para as Irmãs Passionistas, a Aanifeira e o Castelo da Feira.
A casa estava quase cheia e para tal, em muito, contribuiu o apoio da Rádio Comercial ao longo das últimas semanas.

Estava na hora e lá começava o concerto, com o som menos bom e com uma entrada não muito enérgica, apresentando temas do novo álbum. Só alguns temas depois, com “luz fraca” o público aqueceu e a festa se instalou no Castelo da Feira. Energia e boa disposição foram, a partir de então, estrelas desta história de encantar.

Era hora de apresentações e tudo começou pelos laços familiares… nas teclas continua a estar a irmã Patrícia Azevedo. Mas viria uma outra surpresa… esta noite, a mana mostrou os seus dotes no violino: apresentava-se o tema “no meio da multidão”, que por entre alguma energia bem contagiante chega a trazer algum cheiro a raízes celtas.

Era o momento, eis que chegava o ponto alto… passávamos a ter um trio familiar em palco: era hora de chamar a filha Francisca Azevedo, para uma colaboração especial, com a harmónica, antes de se vir a transformar na nova Hannah Montana. Foi um momento intenso e emocionante, em que se puderam vislumbrar algumas lágrimas na plateia. O momento familiar foi um marco único de um concerto que Ricardo Azevedo apelidou de "memorável".

Estávamos perto do meio e seria tempo de uma viagem no tempo… às origens… às musicas em inglês. Era hora dos clássicos! Entre outros refrões, la la la la la oohhh ouviu-se a uma só voz.

“O amor não me quer encontrar” marcou o regresso à língua de Camões, servindo de rampa de lançamento a recta final do espectáculo. Por entre muitos êxitos, ouviram-se os destaques do novo álbum, como “aquele Verão”, “corações de ferro” ou “juras de amor”.

Mas o momento mais enérgico e animado estaria, ainda, para vir. Quando soaram os primeiros acordes do “pequeno T2”, Ricardo parou tudo e chamou colaboradores da plateia ao palco. Num concerto com estas características, como seria de esperar, o palco transformou-se numa reunião de amigos e família, para um tema interpretado com ainda mais energia.

Até a avó do Ricardo subiu ao palco e deu o seu contributo, chegando mesmo a confessar que lágrimas de alegria lhe vieram aos olhos, ao ver o neto “a saltar como um macaco”.

Era hora de terminar, “o amor não me quer encontrar” voltou a ser chamado à setlist para dar ordem de encerramento ao espectáculo. Mas houve, ainda, tempo para os agradecimentos… «esta foi uma noite muito especial, obrigado por terem feito parte dela».

Em resumo, foram duas horas de um concerto mágico, emocional e absolutamente interactivo. Neste conceito brutalmente intimista, Ricardo Azevedo reinou no Castelo da Feira. Mas, afinal, não era o fim… a festa só terminou após um encore ao som de “Daisy”, em formato acústico.

Já tinha saudades dos concertos com cheiro a história... venham mais neste local.

sábado, 14 de julho de 2012

Marafona com a missão de render Paulo Lopes

Guarda-redes de 25 anos foi formado no Varzim e na última época esteve emprestado ao Aves, onde foi primeira opção.
 
Imagem: O Jogo

O Feirense garantiu junto do Marítimo o empréstimo do guarda-redes Marafona, segundo garante a Agência Lusa, que cita fonte do clube madeirense. Está assim encontrado o tão desejado reforço para a baliza do clube de Santa Maria da Feira, que viu partir Paulo Lopes para o Benfica.

Marafona, de 25 anos, foi formado no Varzim, clube de onde saiu para os insulares. No Marítimo enfrentou dificuldades para assumir o papel de dono da baliza, tendo sido cedido na última época ao Aves, onde alinhou com regularidade. 

@ O Jogo

Hoje há FeiraFest

Hoje nasce um novo festival urbano... no centro histórico de Santa Maria da Feira. Os eventos do festival decorrem no Porta13, VillaCaffé e Rua Direita. As portas abrem às 22h30.


Amorim recebe garrafa de champanhe que esteve 200 anos no mar Báltico

O governo da região autónoma finlandesa de Aland cedeu à Corticeira Amorim, a título vitalício, uma das garrafas de champanhe que esteve perdida no mar Báltico durante cerca de 200 anos, na sequência de um naufrágio de um veleiro.
Estas garrafas foram depois recuperadas e vendidas a 30.000 euros cada.
O recipiente em questão integrava o lote de 168 garrafas de champanhe e cerveja que, em Julho de 2010, foram descobertas a 50 metros de profundidade no interior de uma escuna -- tipo de veleiro - naufragada a sul do arquipélago de Aland e que seriam depois resgatadas com o apoio técnico da corticeira portuguesa - cuja intervenção foi recomendada pela Veuve Clicquot, uma das marcas de champanhe incluídas no carregamento, juntamente com a Juglar e a Heidsieck.

Escola de Bailado Giselle regressou à Feira


O Cine Teatro António Lamoso voltou a ser o local escolhido para receber o espectáculo de final de ano da Escola de Bailado Giselle. Esta sexta-feira a sala feirense foi conquistada dos alunos desta escola espinhense, para 80 minutos de uma sequência de peças, com uma integração excepcional. 
Diferentes idades, o mesmo conceito, o mesmo empenho… a mesma emoção. Foram 13 peças onde as fadas reinaram e o mundo do “era uma vez” se tornou real... num cenário minimalista, onde as luzes foram princesas. Ficou a magia...

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Recolha de livros escolares usados

Até ao final de Setembro, decorre nas escolas EB2,3 e Secundárias do concelho de Santa Maria da Feira uma campanha de recolha de livros escolares usados e material didáctico. A iniciativa é promovida pela Câmara Municipal, em parceria com o Mercado da Solidariedade local, núcleo de Sanguedo da Cruz Vermelha Portuguesa e FapFeira – Federação das Associações de Pais do Concelho de Santa Maria da Feira.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

DO CHÃO - PROJECTIL @ Convento dos Lóios

DO CHÃO: PROJÉTIL
(1ª ação, Santa Maria da Feira, 2012)
Dois dias de ação intensiva em torno da exposição "CorpoEspaçoMovimentoCoisas" de Robert Morris.
Concepção e Orientação: Samuel Silva e Tó Maia
Produção: Fundação de Serralves (no âmbito do projecto Improvisações/Colaborações)

Do Chão-Projétil: Não é um workshop (atelier, oficina, e assim sucessivamente...) nem tem quaisquer intenções pedagógicas, didáticas ou outras finalidades concomitantes. Contudo, não as ignoram.
É uma Ação (sem acordo ortográfico ou outro tipo de concordâncias similares).
O chão da Ação é móvel, fértil, especulativo, acidentado e fraturante.
Propõe-se um conjunto de ações em que o espaço, corpo, movimento e objecto (coisa) serão, de um modo isolado e combinados entre si, explorados e vivenciados pelos atuantes, garantindo-lhes um confronto com o centro especulativo que Morris propõe.
Este projétil tem como alvo (ponto de chegada) a realização de um acontecimento cujos estilhaços serão coisa numa exposição. 

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