quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Paulo Santos [Milícia de Santa Maria] em entrevista à Bússola



Dando continuidade ao percurso de entrevistas a alguns dos intervenientes da última edição da Viagem Medieval, sentamo-nos com Paulo Santos, coordenador da Milícia de Santa Maria, a entidade que dá a cara pela “Investida”, o macro-espectáculo da Viagem.


Paulo, como começou a tua atividade no âmbito medieval?
«Foi um caminho percorrido ao longo dos últimos anos. Tudo começou com a barreira de tiro, há 9 anos que trabalhamos como arqueiros.»

Mas o caminho foi bem mais que isso. Como chegaste aos espetáculos, por onde começaste?
«Tudo nasceu na Feira, em 2008, quando fomos convidados a participar no Assalto ao Castelo, como arqueiros, com flechas de fogo. Aí nasceu a Milícia, na altura como o nome de Milícia de Geraldo Geraldes.
Entretanto fomos aprendendo. Temos escola Viv’Varte… foi um crescimento progressivo. Fizemos a Feira de Silves e em 2009 e 2010 assumimos, na Viagem, o Torneio do Mestre Arqueiro.
No primeiro ano do Torneio, fizemos algo mais pequeno, embora na Liça, e enfrentamos a nossa grande dificuldade: falar o medievalez. Ao segundo ano, o conceito mudou ligeiramente e começamos a ver a Liça cheia todas as tardes. Aí, sentimos que precisávamos de maior identidade e começamos a procurar um sentido para o nome. Como éramos todos desta zona, acabou por ficar a Milícia de Santa Maria.»

Entretanto deram novos passos?
«Sim, em 2011, avançamos para um espetáculo mais rigoroso, também ao final da tarde, junto ao Castelo. Foi uma sensação especial, em tudo, mas em especial na manutenção do conceito de recrutamento de público que já vinha do Mestre Arqueiro e que nos dá uma sensação de retribuição muito grande.
Este ano, voltamos a subir um degrau e chegamos ao palco maior. A Investida mantém também esse alinhamento da participação, tivemos connosco um participante muito especial que nasceu para isto no Mestre Arqueiro e demos uma grande participação à Espada de santo André.»

“Fomos aprendendo e percebendo como lidar com o público.”

Qual foi a sensação de explorar algo fora do Medieval, como no espectáculo da Terra dos Sonhos 2011?
«Ui. Eu estava lá com a pista, não apresentei projeto nenhum. Entretanto chamaram-me e fizeram-me o desafio: tu vais fazer um espetáculo de piratas na Terra dos Sonhos. Eu disse logo que não. Ainda por cima era na plataforma 1.
Na altura senti medo de arriscar. Mas acabei por ficar convencido e hoje penso que fiz muito bem em arriscar. Não posso dizer que correu tudo bem. Até porque tivemos problemas de visão no espetáculo, o espaço não era o mais adequado. Mas o resultado foi muito positivo, tivemos 20 pessoas em cena, falcoaria e muita cenografia.»

Como motivar tanta gente num espetáculo?
«É fácil. Só precisas fazê-los sentir parte do projeto e assumir responsabilidades. Assim, se falhas a responsabilidade é tua. Em resumo, acabo por distribuir a responsabilidade por todos os intervenientes.»

Onde encontras a força, as ideias, a vontade para a construção de um espetáculo?
«Não nascem de um dia para o outro…»

Como é que se chega a um espaço vazio, com tantas particularidades e singularidades de terreno e se monta aquilo que vimos na Viagem Medieval?
«Acaba por se resumir a encaixar lá o possível. Nós temos algum conhecimento militar, até de batalhas anteriores que já fizemos, como a Batalha de Atoleiros, um projeto em rio seco. Foi aprendizagem contínua, que nos permitiu chegar lá e aplicar os nossos conhecimentos da melhor forma possível.
Depois, temos de considerar que, apesar de as pessoas acharem que estão a ver um filme, a Investida é diferente de cinema e as pessoas não percebem isso. Aqui temos teatro, a câmara não vira para o outro lado quando é preciso. Não podemos ter milhares de mortos, porque eles não se voltam a mexer e teríamos de continuar o espetáculo em cima deles.»


“A mim assusta-me a falta de ideias”
Pedro Abrunhosa

Estavas à espera de tamanha adesão de público?
«Foi assim tanta? Com as luzes não temos a noção clara da quantidade de público que está lá.»

Qual foi a sensação de ouvir a gigantesca ovação do público, logo no dia da estreia?
«É o melhor. Eu não sou encenador ou realizador, eu sou um curioso. Isto acaba por ser um vício e eu agora gosto disto. Costumo dizer que já estou com ressaca, já estou com saudade. Está na altura de começar a pensar noutro.»

E então, há projetos para os próximos meses?
«Vamos apresentar uma proposta para a Terra dos Sonhos e vamos tentar a estreia no Imaginarius. Está na altura de pensar nisso e assumir o risco.
Até porque nós, com os nossos projetos, damos sempre trabalho a 10/12 pessoas, todas do concelho, todas desempregadas. Ao fazermos isto, estamos a criar oportunidades de trabalho.»

Texto: Bruno Costa
Coordenação Geral: Bruno Costa e Daniel Vilar

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Ouro e prata para seniores da Feira

Quinze seniores de três entidades do concelho de Santa Maria da Feira, promotoras do programa municipal de atividade física Movimento e Bem-Estar, participaram nas Olimpíadas Seniores de Oliveira de Azeméis e trouxeram duas medalhas.

O grupo da Junta de Freguesia de Lourosa ganhou a medalha de ouro no jogo das “Estafetas” e o grupo da Associação Pôr do Sol de Mosteirô arrecadou a medalha de prata no jogo “Lança e Pontua”.
As Olimpíadas Seniores de Oliveira de Azeméis realizaram-se no pavilhão municipal local e contaram com a participação de seniores de Oliveira de Azeméis, Arouca e Santa Maria da Feira, que aproveitaram a tarde para confraternizar e pôr à prova a sua destreza física.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Mesa-redonda Intervir na Violência Doméstica

‘Intervir na violência doméstica’ é o tema da primeira ação da iniciativa “Envolve-te no Desafio! 4 dias, 4 eixos”, promovida pelo projeto Direitos & Desafios. Esta mesa-redonda realiza-se quarta-feira, dia 10 de outubro, às 10h00, no auditório do Museu Convento dos Lóios, e vai contar com a participação do médico legista José Pinto da Costa e representantes de várias entidades que procuram dar resposta à violência doméstica.

São dez os intervenientes nesta mesa redonda: Amélia Carneiro, do Espaço Trevo; José Pinto da Costa, médico legista; Teresa Carvalho, da Comissão para a Cidadania e Igualdade do Género; Jorge Fraga, da Direção-Geral de Reinserção Social; Andreia Barbedo, procuradora do Ministério Público de Santa Maria da Feira; Isabel Lemos, do Núcleo de Atendimento a Vítimas de Violência Doméstica do Distrito de Aveiro; Edite Dias, coordenadora da Secção de Investigação de Crimes de Homicídio da Diretoria do Norte da Polícia Judiciária; Maria José Bandeira, do DIAP/Ministério Público de Aveiro; e representantes da GNR - Destacamento Territorial de Santa Maria da Feira e PSP de Santa Maria da Feira.
Esta mesa-redonda é dirigida a magistrados, advogados, técnicos de justiça, técnicos das áreas sociais e humanas, profissionais de saúde e outros profissionais com interesse nesta temática.

Dez ações em quatro dias
Recorde-se que, entre os dias 10 e 13, serão dinamizadas, no total, dez ações, abrangendo os quatro eixos de intervenção do projeto Direitos & Desafios, entre elas: Ação de divulgação do SCA – Sem Custos Adicionais; Sessão de Yoga para Grávidas; Workshop “Comunicação e Marketing para Organizações sem Fins Lucrativos”; Workshop “Intervenção com Famílias – Princípios e Interrogações”; Encontro entre Empresas e Candidatos a Emprego”; Teatro Fórum “Aurora”; Workshop “Agricultura Biológica”; Exposição “Olhares sobre Oleiros”; e Workshop “Empreendedorismo Social e os Desafios de um Sociedade em Crise”. O programa encontra-se disponível neste site, no menu Ação Social.
Direitos & Desafios é um projeto de desenvolvimento comunitário que pretende, prioritariamente, apoiar pessoas em situação de pobreza e exclusão social no concelho de Santa Maria da Feira. Para tal, recorre a ações executadas em parceria com entidades locais, disponibilizando um conjunto de serviços de desenvolvimento comunitário gratuitos, confidenciais e acessíveis e todos os cidadãos residentes no Concelho, nomeadamente: apoio à população desempregada, a vítimas de violência doméstica e agressores, a grávidas adolescentes, a pais e encarregados de educação, apoio nas questões de literacia financeira, fiscal e jurídica, a jovens empreendedores sociais, àqueles que pretendem discutir e procurar soluções para problemas da comunidade, e a todos os que pretendam adquirir competências no âmbito das tecnologias de informação e comunicação.
O Projeto Direitos & Desafios (Contrato Local de Desenvolvimento Social) é promovido pela Câmara Municipal de Santa Maria da Feira e tem como entidade coordenadora local a Casa dos Choupos – Cooperativa Multissetorial de Solidariedade Social e como entidades executoras Associação de Alcoólicos Recuperados de Santa Maria da Feira e o Centro Social de Lourosa.

domingo, 7 de outubro de 2012

Pe. Eleutério vs Autarquia [take n]

A paróquia de Santa Maria da Feira e a câmara municipal estão em conflito. Em causa está a utilização das casas de banho do Museu de Lóios, no centro da cidade, por parte dos fiéis. A contenda já deu origem a um abaixo-assinado, que desde ontem circula junto à igreja e já reuniu centenas de assinaturas.

Ao que o CM conseguiu apurar, as casas de banho já estiveram abertas ao público geral. Porém, com a remodelação do museu e com a nova direcção, há dois meses, o acesso às mesmas só é permitido a visitantes do museu. Os paroquianos contestam, já que a igreja não tem sanitários, e alegam que essa decisão vai contra um hábito que existe há várias décadas e que não cumpre o requisito de edifício público.
Alfredo Henriques, presidente da autarquia, mostra-se surpreso com a petição. "Se a paróquia precisa de casas de banho, que faça como em todo o lado e que as construa", diz o autarca, que relembra a última reunião entre uma vereadora e o pároco local. "Falaram sobre a possibilidade de a câmara apoiar a construção, em jeito de colaboração e não por obrigação. Fazer agora um abaixo-assinado é completamente descabido", afirma o presidente.
Já o padre Eleutério Pais fala em "desonestidade e violência sobre os cristãos". "Garantiram que nada ia mudar com as obras, mas não é assim", diz. A câmara propôs a utilização de outras casas de banho públicas, a mais de 50 metros da igreja; mas os paroquianos não aceitam.

@ Correio da Manhã
 
NOTA: a minha vontade era mudar o título desta notícia para "LOL" ou "alguém ainda dá credibilidade a certas pessoas?", mas preferi deixar tal como está... sem mais comentários, até porque não vale a pena dar demasiado valor a tais (in)factos que de religiosos pouco têm.

sábado, 6 de outubro de 2012

Projeto de Regulamento do Conselho Municipal da Juventude disponível para apreciação pública

O Projecto de Regulamento do Conselho Municipal da Juventude de Santa Maria da Feira encontra-se em fase de apreciação e discussão pública até 8 de Novembro. O documento está disponível on-line em www.cm-feira.pt para consulta e apresentação de sugestões por parte de todos os interessados na temática da Juventude.   

Refira-se que as revisões propostas pelo novo diploma legal, aprovado no início do ano de 2012, vieram introduzir algumas alterações de pormenor ao Projecto de Regulamento do Conselho Municipal da Juventude e clarificar algumas questões relativas à orgânica, constituição e funcionamento, pelo que a proposta agora apresentada pela Câmara Municipal está de acordo com o enquadramento definido e respectivas alterações.

Direito à participação cívica
Com a criação do Conselho Municipal da Juventude, órgão de carácter consultivo, a Câmara Municipal pretende proporcionar aos jovens feirenses um espaço aberto de debate e partilha de opiniões, incentivando o seu direito à participação cívica.

Com o objectivo de ser um órgão gerador de dinâmicas no movimento associativo juvenil, o Conselho Municipal da Juventude de Santa Maria da Feira pretende assumir-se como parceiro privilegiado junto da Câmara Municipal na definição e execução das políticas municipais de juventude, assegurando, assim, a sua articulação e coordenação com outras políticas sectoriais, nomeadamente nas áreas do emprego e formação profissional, habitação, educação, ensino superior, cultura, desporto, saúde e acção social.

CIAC informa sobre novas regras de portabilidade

O CIAC – Centro de Informação Autárquico ao Consumidor informa que a ANACOM lançou uma campanha informativa sobre portabilidade, dirigida ao público em geral, que pretende dar a conhecer aos utilizadores de serviços de comunicações eletrónicas, fixos e móveis, as novas regras da portabilidade.

Estas regras estabelecem os novos prazos que os operadores devem cumprir sempre que um consumidor pretende mudar de operador sem alterar o seu número de telefone (fixo ou móvel).


Assim, de acordo com estas regras:

- a transferência efetiva do número de telefone fixo ou móvel deve ocorrer no prazo máximo de um dia útil, contado desde a apresentação do pedido de portabilidade ao novo prestador, devidamente acompanhado dos elementos necessários (salvo algumas situações, em que o processo poderá demorar até 3 dias úteis ou deverá ser feito no mais curto prazo possível);

- os utilizadores têm o direito de exigir ao novo prestador o pagamento de uma compensação no valor de 2,50 euros (por cada número e dia de atraso) em caso de demora na implementação da portabilidade e de outras compensações, caso este serviço não venha a ser prestado nas condições definidas pelo regulamento.
Esta campanha surge no seguimento da entrada em vigor, no dia 13 de setembro, do Regulamento n.º 114/2012, de 13 de março, que alterou e republicou o Regulamento da Portabilidade.

Para mais informações, os interessados poderão contactar o CIAC através da linha verde 800203194 ou através do e-mail ciac@cm-feira.pt.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

AKI e novo McDonalds aprovados


Quase um ano depois do anúncio da chegada do AKI a Santa Maria da Feira, que poucas semanas depois viria a ser confirmada pela Imoretalho, associada à instalação de um novo espaço McDonalds no parque de estacionamento do Pingo Doce de Vila Boa, eis que o processo tem aval oficial. 

Hoje, em reunião extraordinária, a Câmara Municipal de Santa Maria da Feira aprovou a instalação dos novos edifícios, com áreas de cerca de 500m2 para o McDonalds e pouco mais de 2500m2 para o AKI, na metade norte do parque de estacionamento do complexo comercial de Vila Boa. No mesmo espaço, também nascerá um posto de abastecimento de combustíveis Prio Express/Pingo Doce.

Estão finalmente reunidas as condições para o avanço da segunda fase da requalificação do espaço do antigo Feira Nova de Santa Maria da Feira, que no primeiro trimestre deste ano havia assistido a uma profunda reformulação do espaço ocupado com o antigo hipermercado, seja pelo inovador conceito Pingo Doce, pelo espaço Refeições no Sítio do Costume, ou mesmo a New Code e a instalação dos espaços Worten e SportZone.

No local já se reúnem as condições para o início da obra, com a limitação de acesso à zona norte do espaço a ocorrer desde há algumas semanas.

Encontros com a Música... no Bar


Encontros com a Música... no Centro de Dia


Reunião de Câmara: Novo Mapa de Freguesias

Em Reunião Extraordinária, a Câmara Municipal de Santa Maria da Feira aprovou, hoje, a proposta de alteração ao mapa de freguesias, assim como alguns reajustes, de acordo com 10 pontos:

1) Sejam reclassificadas as freguesias de Canedo e Arrifana como “não situadas em lugar urbano”, ao abrigo do número 2 do artigo 5.º;

2) Sejam reclassificadas as freguesias de Caldas de São Jorge, Lobão e São Miguel do Souto como “não situadas em lugar urbano”, ao abrigo dos números 3 e 4 do artigo 5.º;

3) Seja aprovada, no âmbito da pronúncia da Assembleia Municipal de Santa Maria da Feira, a flexibilidade de redução de 20% do número de freguesias a agregar, de acordo com a prerrogativa prevista no número 1 do artigo 7.º, bem como as proporções de agregação constantes do relatório anexo, ao abrigo do número 2 do referido artigo 7.º;

4) Seja aprovada a União de Freguesias de São Miguel do Souto e Mosteirô, com sede em São Miguel do Souto;

5) Seja aprovada a União de Freguesias de Santa Maria da Feira, Travanca, Sanfins e Espargo, com sede em Santa Maria da Feira;

6) Seja aprovada a União de Freguesias das Caldas de São Jorge e Pigeiros, com sede em Caldas de São Jorge;

7) Seja aprovada a União de Freguesias de Lobão, Gião, Louredo e Guisande, com sede em Lobão;

8) Seja aprovada a União de Freguesias de Canedo e Vila Maior, com sede em Canedo;

9) Atendendo à anterior pronúncia da freguesia do Vale que, em face da presente proposta, não é totalmente viável, a Assembleia Municipal delibere a agregação desta mesma freguesia num dos três cenários possíveis (à “União de Freguesias de Canedo e Vila Maior,” à “União de Freguesias de Lobão, Gião, Louredo e Guisande” ou constituição de uma nova União de Freguesias com Romariz), tomando como preferência o que a Assembleia de Freguesia do Vale vier a decidir sobre as referidas possibilidades de agregação;

10) A Assembleia Municipal delibere sobre a integração dos atuais “exclaves geográficos” de Parada, Arilhe, Oliveira e o “enclave geográfico” de Macieira nos territórios administrativos das freguesias ou uniões de freguesias do concelho que lhes são contíguos, atendendo que se aguarda a pronúncia das freguesias de Louredo, Vale e Travanca sobre que solução preconizam para esses territórios.

A proposta foi aprovada por maioria, com os votos favoráveis do Sr. Presidente e dos vereadores Emídio Sousa, Cristina Tenreiro, José Manuel Oliveira, Celestino Portela e Teresa Vieira.  Os vereadores António Bastos e Margarida Gariso votaram contra.

Encontros com a Música... na Cantina


Pic-Nic e muita animação junto às piscinas

A população do concelho de Santa Maria da Feira é convidada a participar no “Pic-Nic com Todos”, agendado para o dia 14 de outubro, domingo, pelas 12h30, na zona envolvente das piscinas municipais. Pelas 10h30, realiza-se uma caminhada pela cidade, com início junto à Casa do Moinho. À mesma hora, iniciam as atividades desportivas, insufláveis e pinturas faciais. A tarde será animada com música, teatro e dança, e encerra com um baile. 

Com esta iniciativa, a Câmara Municipal pretende assinalar o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza (17 de outubro), proporcionando a todos os feirenses um domingo diferente e de convívio. Cada família é convidada a participar nas várias atividades, a trazer o seu almoço e a juntar-se a esta festa comunitária ao ar livre.

Outras atividades
O programa começa no sábado, dia 13 de outubro, com a realização da II Feirinha pela Noitinha, entre as 17h00 e a meia-noite, no Largo Gaspar Moreira. Trata-se de um espaço de divulgação de iniciativas criativas e empreendedoras, em diferentes áreas, nomeadamente artesanato urbano, acessórios de moda, artes plásticas, produtos gourmet e artigos vintage e em segunda mão. Paralelamente, vai realizar-se uma oficina de costura criativa e haverá animação. A Feirinha pela Noitinha resulta de uma parceria entre o Bazar/Município de Santa Maria da Feira e a Casa dos Choupos – Cooperativa Multisetorial de Solidariedade Social, CRL.

O programa termina a 17 de outubro, com a realização de uma tertúlia no café/restaurante Zip Zip, na freguesia de Caldas de S. Jorge, às 17h00, em torno da descoberta de uma nova imagem do mundo rural.

Paralelamente a estas atividades, nos dias 13 e 14, um camião road-show vai divulgar a oferta turística das Terras de Santa Maria. Nos locais onde vão decorrer as diferentes atividades, será feita uma recolha de alimentos, que vai estender-se a outros locais do Concelho, até ao dia 31 de outubro.

Encontros com a Música... no Claustro


quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Encontros com a Música... na Escola




Workshop ensina segurança rodoviária aos mais velhos

Arrancou hoje em Santa Maria da Feira um ciclo de seminários sobre Segurança Rodoviária para os mais velhos. Os idosos ouviram conselhos de uma equipa do Centro de Saúde, de uma dupla de agentes da GNR, e treinaram em veículos diferentes. 

@ RTP

Elsa Almeida em entrevista à Bússola



Elsa Almeida dá a cara pela MeZcla, um dos principais espetáculos de animação da edição 2012 da Viagem Medieval e sentou-se com a Bússola para nos explicar melhor o conceito do espetáculo, que desenvolveu em conjunto com o Ricardo Ferreira.


Fala-nos de ti. Da tua formação e daquilo que fizeste antes da MeZcla.
«Terminei o curso de Teatro há 3 anos, portanto em 2009, e logo aí fui fazer a Terra dos Sonhos. Nesse ano, estive no Armazém das Cartas.
Depois, já em 2010, a convite do Paulo Leite, fui assistente de encenação do teatro amador no CIRAC e no Fórum de Mosteirô. Em 2010, fui responsável pelo Fórum na recriação medieval de Canelas (Régua) e na Viagem Medieval, em parceria com a Margarida Carretas, assumi a responsabilidade da Mancebia. Em paralelo, estive com o CIRAC no Sítio dos Tormentos, onde continuei como assistente de encenação até Dezembro desse ano. Mas já em 2011 acabei por sair da encenação do CIRAC, mas ainda dei uma ajudinha como atriz.
Entretanto, concorri para dar aulas de Expressão dramática, mas fui continuando com outros projetos. Em 2011 estive fora da Viagem Medieval, mas voltei à Terra dos Sonhos com o Conta-me Histórias do Zoo de Lourosa, local onde estou a fazer a Visita Sensações.
Por último, fiz com o Ricardo Ferreira a encenação da MeZcla, para o CIRAC.»

Formação, sentes que é suficiente?
«Sinto que não tenho formação suficiente e por isso estou com ideias de ir para o Brasil, para apostar mais na formação em representação. Adoro as novelas brasileiras e a forma como eles desenvolvem as histórias e problemáticas da sociedade e quero aprender com eles.»

Qual o papel que preferes Atriz ou Encenadora?
«Atriz, sem dúvida. A coisa que mais gozo me dá é estar em cima do palco.
Aprende-se mais sendo encenadora, mas ser atriz é dar o corpo ao manifesto. Compreender das duas perspetivas acaba por ser uma forma de crescer.
Sendo atriz, podes ser o que tu quiseres. Um dia és enfermeira, outro dia princesa e quando dás por isso já és mendiga. Aprendes imenso sobre o que está á tua volta.»

“Um dia gostava de ser atriz a sério.”

Como chegaste à Viagem Medieval 2012?
«O CIRAC propôs-me apresentar um projeto à organização e acabei por dirigir este espetáculo com o Ricardo Ferreira.»

O que é a MeZcla?
«A MeZcla surge de uma junção de ideias que o CIRAC já tinha, até mesmo de projetos anteriores. Tudo teve por base a conceção de um espetáculo de encerramento, na onda do que os Saltarellus fazem: não tem nada de medieval e tem uma forte carga mítica.
Fizemos pesquisa literária para o integrar ao máximo no contexto da Viagem 2012 e acabamos por encarar D. Sancho I como o povoador, daí os guerreiros e o conceito de união, que mais não é do que o perfeito bem-estar entre diferentes raças.
Acaba por ser um misto de coisas: são criaturas que se geram em casulos; são guerreiros que no início são rivais, mas depois se vão unir. É uma sucessão de ideias… é algo em aberto.»

De onde surgiu o nome?
«Foi uma verdadeira dor de cabeça. Mas acabei por ter esta ideia… e fui ao dicionário. Mescla é a união de duas partes diferentes numa só. Perfeito. Mas queríamos mais. Acabamos por encarar a forte presença espanhola e converter o “s” em “Z” maiúsculo. Pena que este pormenor acabou por ficar perdido nos programas e acabou por ser a Mezcla.»

Quantas pessoas participaram no espetáculo?
«Eram 17 pessoas em palco, mais 1 técnico e 2 encenadores.»

Qual a sensação que ficou?
«É estranho. No geral correu bem, fora uns fogos-de-artifício a mais [sorrisos]. Mas há ideias que não foram bem esclarecidas e/ou entendidas e acabamos por ser vítimas de um “nim”. Foi experiência e deu para aprender muita coisa.»

Foi talvez o projeto mais polémico desta edição. Consegues perceber?
«Do lado do público correu mal. Estávamos no principal cruzamento com a Investida e o nosso público estava ali. Colocaram-se questões de segurança, que se tentaram resolver com a corda e com as limitações de circulação num determinado período, mas bloquearam o acesso ao espetáculo.»

Mas, então, porquê aquele local?
«O nosso projeto inicial era para a escadaria da Matriz, mas acabamos por ser remetidos para outro local e criou-se esta estrutura.»

Projetos futuros, tens?
«Pensar na Terra dos Sonhos e fazer formação no Brasil.»


Texto: Bruno Costa
Coordenação Geral: Bruno Costa e Daniel Vilar

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Encontros com a Música... no Centro de Saúde


«Quero continuar a fazer história no Feirense»

Apresentado esta terça-feira no Estádio Marcolino de Castro, o terceiro treinador da equipa de Santa Maria da Feira na época em curso - depois de Henrique Nunes e Bruno Moura - foi claro quanto aos objetivos que pretende concretizar.

«O Feirense é um clube onde fiz história e quero continuar a fazer», afiançou, admitindo que não contava voltar «tão cedo» ao cargo que abandonou à 27.ª jornada da temporada transata.

«Não vamos voltar a falar em subida de Divisão. O nosso objetivo passa por somar os três pontos jogo a jogo. Há muito valor e qualidade no plantel, mas é preciso criar uma mentalidade ganhadora», realçou.

O presidente Franklim Freitas justificou a aposta em Quim Machado por tratar-se «de um homem da casa, que tem muita vontade de triunfar no Feirense». 

@ A Bola

sábado, 29 de setembro de 2012

Feirense vs União


Marionetas da Feira estreia "Vozes de Burro" em Alcochete

Marionetas da Feira estreia, hoje, em Alcochete o novo espectáculo Vozes de Burro.
 

'Vozes de Burro...'
Como se diz desde a fundação da pátria, vozes de burro não chegam aos céus. Será isso totalmente verdade?
A história de um bispo muito severo mistura-se com as tropelias de um monge bastante guloso, que conhece uma princesa muito coitadinha e pecadora, que por sua vez trata o diabo por tu. Uma novela medieval carregada de humor, castigos e muita balbúrdia.
Como tradição da Idade Média a história é contada com bonifrates por um frade sábio e punidor, vestido a rigor com a sua guarita medieval acastelada.
Original: Marionetas da Feira
Concepção e produção: Rui Sousa, Telma Pedroso e Lino Sousa.
Técnica: marionetas de luva.
Duração: 30 minutos.
Público: familiar.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Bloggers de Viagens levam a Viagem Medieval a todo o Mundo



The Medieval Journey in the Land of Santa Maria is one of the main historical reenactment events in Europe! While taking part, take also the opportunity to get to know and visit our region’s tourist resources.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Quim Machado regressa ao Feirense

Franklim Freitas decidiu-se por um treinador que lhe oferece um conjunto de garantias significativo. O técnico minhoto regressa assim a uma casa em que já foi feliz e deixou a sua marca. 


Apesar da natural pressão exercida por vários agentes do futebol, que fizeram desfilar pela mesa de trabalho do presidente fogaceiro um vasto conjunto de propostas, na hora de escolher o próximo treinador, o líder do Feirense equacionou todas as vertentes da decisão. 

Dentre os disponíveis, havia nomes sonantes e outros com menor currículo, mas a avaliação de Franklim Freitas centrou-se na premissa habitual do Clube: aliar a qualidade pretendida ao valor que a Direcção pode pagar. Por isso, a vertente custo-fineceiro também se revelou importante no sentido da opção exercida. 
A tal pragmatismo, o Presidente da Direcção acrescenta ainda outros argumentos decisivos para a escolha de Quim Machado, ponderando que trata-se não só de um treinador que deixou marca no Clube, com a subida à 1ª Liga, como de alguém que conhece bem a estrutura, a realidade do Feirense e –muito importante –a maior parte dos jogadores do plantel, de cujas qualidades é capaz de tirar o máximo proveito a favor da equipa. 
No argumentário do Presidente, avulta ainda a perspectiva de – com Quim Machado – a equipa poder vir a atingir os níveis de qualidade exibicional que patenteou na época passada. 
Franklim Freitas – que para esta tomada de decisão conta com o apoio expresso do Presidente-Adjunto, Rodrigo Nunes – vai proporcionar a Quim Machado um contrato de um ano. 
O novo técnico - que está ainda na Hungria a ultimar a desvinculação do Vasas de Budapeste – deverá começar a trabalhar já no início da próxima semana. Até lá, a Direcção continua a confiar o grupo de trabalho ao prof. Nuno Santos, que voltará orientar a equipa no próximo domingo, aquando da recepção ao União da Madeira.

Noite Europeia dos Investigadores no Visionarium

A juntar às 14 velas que representam a já longa existência daquele que foi o primeiro Centro de Ciência do país, construído de raíz,  teremos um programa recheado de atividades onde a Ciência se mistura com a Arte e a Gastronomia.
dia 28 de Setembro, a partir das 18H00 e até onde o cansaço nos leve o Visionarium abre portas a todos aqueles que desejem conhecer o outro lado da ciência e contatar com cientistas e pedagogos de diferentes áreas, numa atitude de descoberta, de experimentação e muita alegria.
Venha comemorar connosco a Ciência.


PROGRAMA (entrada livre)
18:00–22:00 Investiga Ciência (Planeta Verde, Chupa-chupas e Super Poderes)
18:00–00:00 Slide e Escalada no Campo Cinético
18:00–19:00 Workshop de Gelificação*
19:00–20:00 Workshop de Emulsões e Azoto Líquido*
21:00–22:00 À conversa com … Chef Renato Cunha do Restaurante Ferrugem e Prof.ª Doutora Ana Barros do Dept. Química da UTAD
22:00 – 22:10 Espetáculo de Dança pela Companhia All About Dance
22:00–23:00 Sessão de Poesia pela Onda Poética alusiva ao tema Biodiversidade com a participação da Dra. Sofia Reboleira do Dept. Biologia da UA, com acompanhamento musical dos guitarristas Jorge Carvalho e Rodrigo Tavares
23:00–23:30 Cantar dos Parabéns ao Visionarium
23:30–00:30 Exibição de Mixologia
* Participação sujeita a pré-reserva; nº limitado de participantes.

Inscrições
Tel. 256 370 605/9 |E-mail. info.visionarium@aeportugal.com

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Fundação Terras de Santa Maria é a melhor público-privada do país e perde os apoios

A Fundação Terras de Santa Maria, "a melhor público-privada no estudo encomendado pelo Governo", é uma das que vai perder todos os apoios do Estado, mas garante que a sua atividade não será afetada com a medida.
Entidade titular do ISVOUGA - Instituto Superior do Entre Douro e Vouga, a Fundação foi criada em 1990 como estrutura público-privada, propondo-se organizar cursos, colóquios e eventos de formação profissional de reciclagem contínua ou recorrente, assim como realizar ações culturais e de investigação científica pura ou aplicada, atribuir bolsas de estudo e patrocinar intercâmbios entre países de Língua Portuguesa.
Fonte da administração da Fundação garante que essa não recebe "qualquer tipo de fundos" da Câmara Municipal da Feira, que integra o seu conselho de fundadores, e adianta que, mesmo no que se refere aos apoios do Estado, entre 2008 e 2010 esses ficaram-se pelos 157.794 euros e destinavam-se sobretudo a comparticipar estágios profissionais.
É com base nesses números que a mesma fonte garante: "Sendo a Fundação autossubsistente, uma vez que a percentagem dos apoios financeiros públicos em relação ao total de proveitos nos últimos anos é de 2,6 por cento, esta medida [do corte de apoios do Governo] não irá afetar a sua atividade normal".
"Desde a sua criação em 1990, a Fundação Terras de Santa Maria não obtém qualquer tipo de subvenções ou apoios financeiros públicos, nem da autarquia nem do Governo Português", assegura a referida fonte da administração. "Alguns apoios pontuais indiretos são exceções, nomeadamente a comparticipação do Instituto do Emprego e Formação Profissional em estágios profissionais e apoios comunitários para a realização de Cursos de Especialização Tecnológica".
É por esse motivo que António Cardoso, presidente da concelhia do PS na Feira e líder de bancada na Assembleia Municipal, considera que "o corte cego do Governo é lamentável".
"A realização de estágios e a atribuição de bolsas de estudo é particularmente importante nesta fase", explica, "e o corte do Governo só vem prejudicar os mais fracos, logo agora que há estudantes em grandes dificuldades económicas e em que mais é preciso apoiá-los no arranque da sua vida profissional ativa".
Sobre a Fundação do ISVOUGA em específico, António Cardoso considera que essa tem feito "um trabalho meritório"; sobre a generalidade das medidas afetando as fundações nacionais, o socialista defende que "faz falta mais esclarecimento, para se saber por que é que umas sofreram cortes muito profundos, outras cortes mais suaves e outras ainda são totalmente intocáveis".
A Fundação Terras de Santa Maria foi criada pelo município da Feira, por personalidades do meio académico e por várias empresas da região do Entre Douro e Vouga - que, além do concelho-fundador, integra também os de S. João da Madeira, Oliveira de Azeméis, Vale de Cambra e Arouca.
No estudo do Governo de avaliação às 190 fundações existentes no país, foi considerada a melhor fundação público-privada do país e obteve a sétima melhor posição na classificação global. Os critérios adotados foram a sua pertinência/relevância, a sua eficácia e sustentabilidade.
Reconhecida como de Utilidade Pública, evoluiu de um património inicial de 25.000 euros para dois milhões e 202.000 euros em 2010, servindo um universo global de 20.432 pessoas. 

Liliana Salomé em entrevista à Bússola



Continuando a aventura das entrevistas aos intervenientes da última edição da Viagem Medieval em Terra de Santa Maria estivemos à conversa com Liliana Salomé, a responsável pelo projeto artístico incluído no espaço Sentir do Guerreiro, em plena subida para o Castelo.

“Foi fixe!”

Antes de compreender o conceito que está por trás deste espaço singular nesta edição da Viagem Medieval, façamos uma nova viagem no tempo. Torna-se essencial a conhecer do percurso artístico desta jovem, de forma a compreender as potencialidades deste e de futuros projetos artísticos. Para isso, e dada a grandiosidade do currículo, deixemos cair o discurso direto, pelo menos nesta fase.
Liliana começou a tocar piano aos 4 anos, em França. O seu percurso regeu-se desde cedo pelas normas mais clássicas, como a própria afirma: sempre me «ensinaram a andar na linha».
Mais tarde, já em Portugal, na Academia de Música estudou acordeão e voz/canto, seguindo-se um percurso ligado à ópera, onde compreendeu enormemente este submundo artístico, com enormes mais-valias para o sem projeto nos anos seguintes.
Há mais de dez anos, integrou a Companhia Portuense de Ópera, tendo participado na produção original para a Porto 2001 – Capital Europeia da Cultura, um projeto «vivido intensamente» por todos os intervenientes. Pela primeira vez, Liliana sentiu grandemente a sensação de perda aliada ao fim destes projetos mais arrojados. Mas voltou com novidades.
Pouco tempo depois fez a Carmina Burana, mas a ópera tinha um problema para a jovem: «os outros sonham e tu fazes o que eles querem». E assim se começou a desenhar um novo rumo.
Seguiu-se o Grupo de Teatro Renascer (Esmoriz), onde fez teatro de revista, uma nova e importante escola para um percurso tão polivalente. Como representante deste grupo, levou a sua voz a França e abriu portas a novas experiências e oportunidades.
Integrou a equipa do Teatro Sá da Bandeira, onde foi cantora, atriz e bailarina, tendo mais tarde assumido a direção de produção da Companhia Teatral Portuense.
Ingressou na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, no curso de Teatro e Artes Performativas, onde teve a oportunidade de executar inúmeros projetos.


Em 2009, chegou à Terra dos Sonhos, no papel de «secretária» do Pai Natal, numa plataforma onde os meninos ficavam a saber se estavam aptos a receber os seus presentes no Natal e que fez imenso sucesso.
Seguiu-se uma paragem no Centro de Criatividade da Póvoa do Lanhoso, onde desenvolveu uma residência artística de 3 meses, com envolvência plena da população e voltou a viver intensamente um sentimento de pertença extrema a um local, vivenciando a dura barreira da perda e da despedida.
Em 2010, integrou a equipa do “Fossado”, na Viagem Medieval. Ainda nesse ano, lançou um novo projeto em parceria com Saphir Cristal: Trapos com Histórias, um conceito que está mais vivo do que nunca, procurando novas abordagens de interação com as crianças quer seja na versão musical ou na versão encenada. Ainda neste âmbito, estabeleceram uma parceria com a LIPOR, levando a “Monstra do Lixo” a várias escolas do Porto.
A partir desta altura desenvolve um projeto de estátuas vivas, que a levou a várias paragens em Portugal.
Ainda em 2010, regressou à Terra dos Sonhos, onde voltou a ser secretária do Pai Natal, num novo espaço: a gruta da Quinta do Castelo.
Em 2011 regressou à Viagem Medieval, tendo integrado a equipa do” Honra e Glória” e participou na Terra dos Sonhos com o projeto “Conta-me Histórias”, do Zoo de Lourosa.
Já este ano, participou na curta-metragem: “Castelo Mágico”, organizou o Festival de Estátuas Vivas de Vila Real e chegou à Viagem Medieval com o projeto “Sentir do Guerreiro”.

Posto isto, passemos às questões e à compreensão do projeto que a trouxe à Viagem Medieval 2012.

Como chegaste à Viagem Medieval em 2012?
Liliana é perentória na afirmação: «por convite da Feira Viva». Depois dos inúmeros projetos anteriores em produções para a empresa municipal feirense, o convite surgiu: «pediram-me para mudar o conceito dos últimos anos, utilizando novas ideias e perspetivas, sabendo de antemão que a maior parte do público para a componente teatral é infantil». Assim, «baixamos a idade alvo» para o espetáculo/circuito e decidimos que «os participantes tinham que se sentir mais guerreiros». «Pretendia uma fuga às tradicionais lutas» (e salvamentos de donzelas). Com isto, «fui fazendo o conceito no percurso que estava pré-definido».

Destacas algum momento desse percurso?
«A peculiar Iluminação particular da fada. Quando vi aquele local com aquela luz, conseguida pelo sol, não tive dúvidas da sua utilização… dá um lado poético ao circuito».
O conceito daquele local permitiu uma integração única. «A Fada cria uma cena mágica. Sabes que nunca vais encontrar uma fada verdadeira, mas que as há, lá isso há».
Há, ainda, o destaque para um momento muito concreto. «A poção mágica despertou muitos comentários entre os participantes, em especial a obrigatoriedade de a beber, por entre sopros mágicos e palhinhas».

Porquê um espírito tão aventureiro logo ao início do espetáculo e após a aventura nas pontes?
«O início mais assustador serve para eliminar o síndrome “eu já fiz grande cena ao passar a ponte, agora tudo é fácil”… e não é. Queria que ficasse aquele friozinho no estômago. Quando eu dizia: eu tenho medo de passar a porta, era esse mesmo o objetivo. Queria um clima algo assustador».

Mas conseguiste mais do que isso, certo?
«Sim, há ainda o pormenor da interação entre os guerreiros, potenciando conversas e criação de laços… para um percurso onde os adultos são dispensáveis».

Porquê um Rei Anão?
«É uma questão de participação social. Já que não podia recorrer a ninguém de cadeira de rodas, com muita pena minha, optei por uma outra situação de integração.
Tudo isto nasceu de uma semana de participação num projeto com a APN – Associação Portuguesa de Doentes Neuromusculares, onde a intensa partilha com 6 fantásticas senhoras, lindas e divertidas me despertou a consciência para este tipo de problemáticas e a necessidade de agir, alterando a perceção social das coisas.»

“Tu és pequenino, mas és o Rei… és tu quem vai condecorar os guerreiros.”

E a questão da assinatura dos participantes, no final?
«À saída, deixamos um livro de assinaturas, que nasce da vontade de criar um registo de participação. Na impossibilidade de ser um diploma, invertemos o conceito e ficamos com um livro de participações, dos valentes guerreiros de Santa Maria».

E contar histórias na Viagem Medieval, num registo semelhante ao que fizeste na Terra dos Sonhos?
«Eu ia adorar».

Há projetos na manga?
«Para já a aposta será nos Trapos com Histórias.»

Não abrindo muito o jogo, Liliana deixa em aberto um futuro promissor e voltaremos, sem dúvida, a contar com ela nos projetos artísticos de Santa Maria da Feira.


Texto: Bruno Costa
Coordenação Geral: Bruno Costa e Daniel Vilar