segunda-feira, 30 de julho de 2012

CTAL - António Lamoso XXI


Após a consumação da morte do Pólo II da Caixa das Artes e das promessas, ainda, abstractas de requalificação do Cine Teatro António Lamoso (CTAL), dando, também avanço ao plano de pormenor para o Quarteirão das Penas, com a devida requalificação da pedreira, será tempo de não deixar acalmar a poeira. Será altura de avançar de imediato com ideias… planos… concepções… que venham a concretizar-se num projecto final, viável, integro e de futuro (pelo menos mais algum futuro a uma sala completamente obsoleta) para o CTAL e sua envolvente.

Tendo a noção da incompatibilidade plena desta sala com a generalidade dos projectos de tournée em curso e as dificuldades técnicas e logísticas do espaço, aliadas à falta de condições para público e artistas, rapidamente se percebe que muito haverá a fazer. Uma alternativa ao Auditório António Lamoso, do projecto Caixa das Artes, nunca será perfeita. Ora, pensemos, então, no essencial… e deixemos de lado a obrigatória “lavagem de cara”.

Condições técnicas ao topo da lista, renovando todo o material em fim de vida e abrindo acesso ao palco pelas traseiras. Numa primeira fase através do Cais de Pesados do Continente, tirando partido do acordo celebrado para a Caixa das Artes e mais tarde através da criação de um parque técnico, com acesso independente através da praça que se pretende criar, como mais à frente se descreverá. Por outro lado, condições para o público: acessos, serviços e zonas comuns, sem nunca esquecer a sala de apresentações e a sua conformação. Com as características actuais, cerca de metade dos 620 lugares do CTAL são de visibilidade reduzida, por diversos factores. Assim, importará reformular a distribuição de cadeiras e, se tal for possível com orçamento que vier a estar disponível, um pequeno ajuste na inclinação, ganhando em visibilidade e conforto, mesmo que para tal seja necessário reduzir a lotação em 100 ou 200 lugares. 

Sugestão Krónikas Feirenses para o Quarteirão das Penas, sem Caixa das Artes
Por fim, as condições para os artistas e companhias residentes. Rapidamente compreendemos que esta estrutura não terá capacidade para resolver este problema. Salas de ensaios não serão fácil de implantar em área tão reduzida, mas mesmo ao lado poderemos encontrar a solução. Se na proposta anterior era sugerida a demolição das duas escolas EB1, nesta situação de nova visão do espaço, sugiro a demolição de apenas uma (a mais a sul). Com isto, o edifício norte poderia ser utilizado com a finalidade de apoio às companhias residentes, para que aí possam encontrar mais espaço para desenvolverem o seu trabalho. O conceito, aqui designado por Núcleo da Criação, daria então essa resposta efectiva, sem perda total da identidade e menor destruição de património edificado, apostando na reabilitação do existente, algo que até é valorizado em QREN.

Entre os dois edifícios poderia, então, nascer a Praça das Artes, tal como anteriormente previsto, embora numa versão mais pequena, dado que apenas uma escola seria demolida. Por aqui, far-se-ia o acesso à pedreira, assim que a requalificação ambiental fosse concretizada e o espaço fosse adequado à utilização pública e, ainda, o acesso definitivo ao parque técnico nas traseiras do CTAL.

Deixo, assim, algumas peça para um puzzle cuja solução se espera rápida e integrada, dando vida a uma sala que só respira à custa da dinâmica dos projectos locais, que nela vêem um local de apresentações por excelência, compondo uma taxa de ocupação invejável para a maioria das salas de espectáculos deste país.

1 comentário:

Emanuel Bettencourt disse...

Melhores cumprimentos,

...e porque haveríamos nós de considerar que a decisão da câmara em relação ao projeto inicial CCTAR, é irreversível ?